Política do menor preço inibe novas tecnologias
Escrito por Imprensa, postado em 28 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Estudos apontam que nem sempre o menor preço nas compras públicas pode ser solução, mas, sim obstáculos para a inovação.
Por Katia Alves
Por Bruno Deiro
Publicado no: DCI
Segundo estudo realizado pelo Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (EIA/USP), um dos entraves ao desenvolvimento tecnológico na indústria nacional é o critério de priorizar o menor valor oferecido em licitações públicas.
”A política do menor preço inibe o uso de novas tecnologias, pois estimula as empresas a buscarem sempre os custos mais baixos. O mais barato nem sempre é o melhor para o desenvolvimento industrial”, afirma o professor Glauco Arbix, coordenador da pesquisa.
Com um decálogo de políticas de inovação que podem ser implementadas na indústria nacional, o documento sugere a eliminação da regra de aquisição de bens e serviços pelo menor preço. Para Arbix, o custo da inovação é bastante alto e demanda investimentos pesados em experimentação. Como exemplo, o professor cita a nanotecnologia, uma área promissora que depende de recursos e incentivos governamentais à pesquisa de empresas nacionais.
O estudo revela que o Brasil vive um estágio inicial de reconhecimento da inovação visando diversificar a estrutura produtiva.
A pesquisa de Mobilização Brasileira pela Inovação (Mobit) foi encomendada pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e discutida no seminário “O desafio da inovação no Brasil e as estratégias em sete países” – com a apresentação de cases bem-sucedidos nos Estados Unidos, França, Canadá, Irlanda, Reino Unido, Finlândia e Japão.
Duas das principais sugestões do estudo são o incentivo a projetos empresariais inovadores de médio porte e propiciar a aproximação das universidades com as empresas, para um intercâmbio de tecnologias. O Mobit serve como base da política industrial do Brasil para os próximos anos, que será anunciada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge, no dia 12 de maio.










