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	<title>Comentários sobre: Para um economista ortodoxo: &#8220;A Ciência Econômica é o estudo da administração dos recursos escassos&#8221;. Para um economista Keynesiano: &#8220;A ciência econômica é o estudo da administração da política do Estado do ponto de vista de seus condicionantes, objetivos e implicações”. ** DEBATE IV ** Qual dessas você acha a melhor definição para a economia?</title>
	<atom:link href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/para-um-economista-ortodoxo-economia-e-o-estudo-da-administracao-dos-recursos-escassos-para-um-economista-keynesiano-a-economia-e-o-estudo-da-administracao-da-politica-economica-do-estado-seu/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
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		<title>Por: A economia política &#171; Blog do Desemprego Zero</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/para-um-economista-ortodoxo-economia-e-o-estudo-da-administracao-dos-recursos-escassos-para-um-economista-keynesiano-a-economia-e-o-estudo-da-administracao-da-politica-economica-do-estado-seu/comment-page-2/#comment-974</link>
		<dc:creator>A economia política &#171; Blog do Desemprego Zero</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 May 2008 14:57:12 +0000</pubDate>
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		<description>[...] &amp; FALÁCIASOportunidades de Emprego 8 de abrilNassif: Paulo Henrique Amorim - PHA iG Para um economista ortodoxo: &quot;A Ciência Econômica é o estudo da administração dos recursos esca...Oportunidades de emprego - 23/04/2008Sobre o tal &quot;aparelhamento&quot; do Estado?INHAME, a nova arma [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] &amp; FALÁCIASOportunidades de Emprego 8 de abrilNassif: Paulo Henrique Amorim &#8211; PHA iG Para um economista ortodoxo: &#8220;A Ciência Econômica é o estudo da administração dos recursos esca&#8230;Oportunidades de emprego &#8211; 23/04/2008Sobre o tal &#8220;aparelhamento&#8221; do Estado?INHAME, a nova arma [...]</p>
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		<title>Por: Rodrigo Loureiro Medeiros</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/para-um-economista-ortodoxo-economia-e-o-estudo-da-administracao-dos-recursos-escassos-para-um-economista-keynesiano-a-economia-e-o-estudo-da-administracao-da-politica-economica-do-estado-seu/comment-page-2/#comment-973</link>
		<dc:creator>Rodrigo Loureiro Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Apr 2008 11:41:40 +0000</pubDate>
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		<description>Prezados leitores

Muito provavelmente não teremos mais comunicações neste post. O fato é que a turma que se esconde atrás de pseudônimos partiu para agressões e difamações. Tudo bem, isso mostra que o anonimato é um belo refúgio da direita brasileira. Não era assim nos tempos do doutor Roberto Campos.

Você leitor saberá tirar suas próprias conclusões. Gostaria apenas de fazer alguns comentários. Em primeiro lugar, ressalto que a teoria neoclássica vem alargando o escopo de seus estudos desde Alfred Marshall. Não sei se alguém viu o filme sobre a vida de John Nash? Ele fala sobre a teoria dos jogos e explica o que é conluio de forma bem simples. Bom, o livro é melhor.

Keynes ofereceu uma valiosa contribuição ao alargamento da teoria neoclássica. Posteriormente vieram outros acadêmicos brilhantes: Simon Kusnets, Paul Samuelson, Robert Solow, Raúl Prebisch, Kenneth Arrow, Abba Lerner, Joan Robinson, Ragnar Nurkse, Theodore Schultz, Douglass North, Joseph Stiglitz, entre tantos outros.

O livro ‘História do pensamento econômico’ (Thomson, 2005), de Stanley Brue, é bem interessante para aprofundar o debate sobre as escolas. Todas são importantes para quem se interessa pelo estudo de Economia.

Se há um livro que valha a pena de fato ser lido com atenção esse é ‘A globalização e seus malefícios: a promessa não-cumprida de benefícios globais’ (Futura, 2002), do prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz. O leitor poderá avaliar como um dos maiores economistas vivos analisa o sistema econômico global, incluindo questões de liberdade de escolha e comércio internacional. Além disso, Stiglitz brinda seu leitor com uma análise do funcionamento do FMI, considerado por muitos um anexo do Tesouro dos EUA.

Na reeleição de Fernando Henrique Cardoso, o governo Clinton acionou o Tesouro norte-americano, que, por sua vez, orientou o seu anexo para colocar US$50 bilhões e garantir a reeleição do sociólogo brasileiro. As desculpas baseadas em “boa teoria econômica” da supervalorização do real em relação ao dólar foram diversas. A questão é saber quem pagou a conta do jantar. Segundo as estatísticas do sistema ONU, a taxa de precarização das relações de trabalho (desemprego mais informalidade) atinge 49% da população economicamente ativa brasileira. Situação inaceitável nos países democráticos mais desenvolvidos.

FHC e sua equipe econômica de professores-banqueiros passaram oito anos falando em disciplina fiscal. Pois bem, analisem como seu governo dobrou a relação dívida/PIB em apenas oito anos. Seu governo fez pior em termos fiscais do que qualquer ciclo que se possa chamar de populista no Brasil. A ortodoxia tupiniquim dizia nos grandes jornais que não havia problemas em endividar-se externamente, pois isso significava que existia credibilidade na economia brasileira. Pois bem, endividar-se em moeda estrangeira, que não se encontra sob a administração nacional, e praticar recorrentes déficits em transações correntes revela-se um caminho para a dependência e o subdesenvolvimento.

Como teórico da dependência, FHC não pode alegar tirania das circunstâncias. Ele sabia o que estava fazendo.

John K. Galbraith, em ‘The anatomy of power’ (Houghton Mifflin, 1983), aborda de forma elegante e esclarecedora a anatomia do poder. Três são os instrumentos do seu exercício: poder condigno, compensatório e condicionado. Creio ser muito oportuno essa análise. O fato é que a combinação desses instrumentos pode ser vista diariamente nas diversas organizações das sociedades. Castigo, compensação e adestramento intelectual integram o escopo de manutenção do status quo. Verdade é poder, não superioridade de argumentos teóricos.

Agradecemos ao leitor dos comentários por ter nos acompanhado e esperamos que o interesse pelo assunto não se encerre neste interessante post colocado pelo Gustavo.


Atenciosamente,

Rodrigo L. Medeiros</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezados leitores</p>
<p>Muito provavelmente não teremos mais comunicações neste post. O fato é que a turma que se esconde atrás de pseudônimos partiu para agressões e difamações. Tudo bem, isso mostra que o anonimato é um belo refúgio da direita brasileira. Não era assim nos tempos do doutor Roberto Campos.</p>
<p>Você leitor saberá tirar suas próprias conclusões. Gostaria apenas de fazer alguns comentários. Em primeiro lugar, ressalto que a teoria neoclássica vem alargando o escopo de seus estudos desde Alfred Marshall. Não sei se alguém viu o filme sobre a vida de John Nash? Ele fala sobre a teoria dos jogos e explica o que é conluio de forma bem simples. Bom, o livro é melhor.</p>
<p>Keynes ofereceu uma valiosa contribuição ao alargamento da teoria neoclássica. Posteriormente vieram outros acadêmicos brilhantes: Simon Kusnets, Paul Samuelson, Robert Solow, Raúl Prebisch, Kenneth Arrow, Abba Lerner, Joan Robinson, Ragnar Nurkse, Theodore Schultz, Douglass North, Joseph Stiglitz, entre tantos outros.</p>
<p>O livro ‘História do pensamento econômico’ (Thomson, 2005), de Stanley Brue, é bem interessante para aprofundar o debate sobre as escolas. Todas são importantes para quem se interessa pelo estudo de Economia.</p>
<p>Se há um livro que valha a pena de fato ser lido com atenção esse é ‘A globalização e seus malefícios: a promessa não-cumprida de benefícios globais’ (Futura, 2002), do prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz. O leitor poderá avaliar como um dos maiores economistas vivos analisa o sistema econômico global, incluindo questões de liberdade de escolha e comércio internacional. Além disso, Stiglitz brinda seu leitor com uma análise do funcionamento do FMI, considerado por muitos um anexo do Tesouro dos EUA.</p>
<p>Na reeleição de Fernando Henrique Cardoso, o governo Clinton acionou o Tesouro norte-americano, que, por sua vez, orientou o seu anexo para colocar US$50 bilhões e garantir a reeleição do sociólogo brasileiro. As desculpas baseadas em “boa teoria econômica” da supervalorização do real em relação ao dólar foram diversas. A questão é saber quem pagou a conta do jantar. Segundo as estatísticas do sistema ONU, a taxa de precarização das relações de trabalho (desemprego mais informalidade) atinge 49% da população economicamente ativa brasileira. Situação inaceitável nos países democráticos mais desenvolvidos.</p>
<p>FHC e sua equipe econômica de professores-banqueiros passaram oito anos falando em disciplina fiscal. Pois bem, analisem como seu governo dobrou a relação dívida/PIB em apenas oito anos. Seu governo fez pior em termos fiscais do que qualquer ciclo que se possa chamar de populista no Brasil. A ortodoxia tupiniquim dizia nos grandes jornais que não havia problemas em endividar-se externamente, pois isso significava que existia credibilidade na economia brasileira. Pois bem, endividar-se em moeda estrangeira, que não se encontra sob a administração nacional, e praticar recorrentes déficits em transações correntes revela-se um caminho para a dependência e o subdesenvolvimento.</p>
<p>Como teórico da dependência, FHC não pode alegar tirania das circunstâncias. Ele sabia o que estava fazendo.</p>
<p>John K. Galbraith, em ‘The anatomy of power’ (Houghton Mifflin, 1983), aborda de forma elegante e esclarecedora a anatomia do poder. Três são os instrumentos do seu exercício: poder condigno, compensatório e condicionado. Creio ser muito oportuno essa análise. O fato é que a combinação desses instrumentos pode ser vista diariamente nas diversas organizações das sociedades. Castigo, compensação e adestramento intelectual integram o escopo de manutenção do status quo. Verdade é poder, não superioridade de argumentos teóricos.</p>
<p>Agradecemos ao leitor dos comentários por ter nos acompanhado e esperamos que o interesse pelo assunto não se encerre neste interessante post colocado pelo Gustavo.</p>
<p>Atenciosamente,</p>
<p>Rodrigo L. Medeiros</p>
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		<title>Por: Rodrigo Loureiro Medeiros</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/para-um-economista-ortodoxo-economia-e-o-estudo-da-administracao-dos-recursos-escassos-para-um-economista-keynesiano-a-economia-e-o-estudo-da-administracao-da-politica-economica-do-estado-seu/comment-page-2/#comment-969</link>
		<dc:creator>Rodrigo Loureiro Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Apr 2008 12:58:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1563#comment-969</guid>
		<description>Prezado Heldo

Infelizmente o debate não se restringe ao campo teórico. Se o colega observar bem, Keynes continua uma grande referência para se discutir economia política. As idéias são de fato mais perigosas do que os interesses explícitos. Não é a “verdade” que triunfa, mas sim o poder das idéias, dos interesses e das estruturas organizacionais que os difundem e sustentam.

Busquei colocar alguns exemplos para apresentar fatos concretos de discrepâncias entre discurso e prática. Penso que chegamos a um ponto do debate de “Equilíbrio de Nash”.

Qualquer escola do pensamento econômico apresenta suas premissas e também seus pontos frágeis (Cf. BRUE, S. ‘História do pensamento econômico’. Thomson Learning, 2005). Não vejo motivos, portanto, para se buscar uma vitória final num debate. O importante é mantermos as perspectivas analíticas e teóricas abertas.

Paul Bairoch sugere ser a heterodoxia um interessante caminho intelectual para que não se busque enfrentar os desafios econômicos de forma estreita (Cf. ‘Economics and world history: myths and paradoxes’. The University of Chicago Press, 1993). Pode-se ser, portanto, ortodoxo ou heterodoxo de acordo com as condições de contorno do ambiente analisado. Dani Rodrik, professor da JFK School of Government de Harvard, não pensa diferente. Acadêmicos do porte de Paul Samuelson e Charles Kindleberger, colegas de MIT, convergem para essas propostas.

Preocupa-me o fato de que para defender algumas idéias as pessoas se escondam atrás de pseudônimos. Se as idéias são sustentáveis por que não se apresentar (nome completo, profissão, vinculação institucional)? Nós, editores e colaboradores do blog, estamos expostos, ao passo que outros debatedores escondem-se atrás de identidades secretas. Trata-se de muita assimetria para um debate que se propões franco.

A ciência econômica sofisticou-se muito nos últimos cem anos. Há diversas escolas e teorias que podem ser combinadas num debate. O importante é manter as perspectivas teóricas abertas para analisar fatos.


Um abraço,

Rodrigo L. Medeiros</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado Heldo</p>
<p>Infelizmente o debate não se restringe ao campo teórico. Se o colega observar bem, Keynes continua uma grande referência para se discutir economia política. As idéias são de fato mais perigosas do que os interesses explícitos. Não é a “verdade” que triunfa, mas sim o poder das idéias, dos interesses e das estruturas organizacionais que os difundem e sustentam.</p>
<p>Busquei colocar alguns exemplos para apresentar fatos concretos de discrepâncias entre discurso e prática. Penso que chegamos a um ponto do debate de “Equilíbrio de Nash”.</p>
<p>Qualquer escola do pensamento econômico apresenta suas premissas e também seus pontos frágeis (Cf. BRUE, S. ‘História do pensamento econômico’. Thomson Learning, 2005). Não vejo motivos, portanto, para se buscar uma vitória final num debate. O importante é mantermos as perspectivas analíticas e teóricas abertas.</p>
<p>Paul Bairoch sugere ser a heterodoxia um interessante caminho intelectual para que não se busque enfrentar os desafios econômicos de forma estreita (Cf. ‘Economics and world history: myths and paradoxes’. The University of Chicago Press, 1993). Pode-se ser, portanto, ortodoxo ou heterodoxo de acordo com as condições de contorno do ambiente analisado. Dani Rodrik, professor da JFK School of Government de Harvard, não pensa diferente. Acadêmicos do porte de Paul Samuelson e Charles Kindleberger, colegas de MIT, convergem para essas propostas.</p>
<p>Preocupa-me o fato de que para defender algumas idéias as pessoas se escondam atrás de pseudônimos. Se as idéias são sustentáveis por que não se apresentar (nome completo, profissão, vinculação institucional)? Nós, editores e colaboradores do blog, estamos expostos, ao passo que outros debatedores escondem-se atrás de identidades secretas. Trata-se de muita assimetria para um debate que se propões franco.</p>
<p>A ciência econômica sofisticou-se muito nos últimos cem anos. Há diversas escolas e teorias que podem ser combinadas num debate. O importante é manter as perspectivas teóricas abertas para analisar fatos.</p>
<p>Um abraço,</p>
<p>Rodrigo L. Medeiros</p>
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		<title>Por: Heldo Siqueira</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/para-um-economista-ortodoxo-economia-e-o-estudo-da-administracao-dos-recursos-escassos-para-um-economista-keynesiano-a-economia-e-o-estudo-da-administracao-da-politica-economica-do-estado-seu/comment-page-2/#comment-968</link>
		<dc:creator>Heldo Siqueira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Apr 2008 02:47:53 +0000</pubDate>
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		<description>Fernando,

estou respondendo só ao Fernando que foi quem se dirigiu diretamente a mim. O debate está interessante e não vou estragá-lo, já que não é minha especialidade.

Mas qualquer um que consiga me provar que um conjunto de curvas de preferência ou de curvas de restrição orçamentária é contínuo (e portanto uma função aplicada nesse conjunto é integrável e derivável) pode escrever um artigo e esperar o prêmio nobel.

Minha formação em matemática não é a melhor possível mas não caio em qualquer lorota. E respondendo ao Jair, acho muito mais útil (no caso de economia) ler Celso Furtado que tentar derivar funções descontínuas (isso se alguém mostrar que é possível).

Abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fernando,</p>
<p>estou respondendo só ao Fernando que foi quem se dirigiu diretamente a mim. O debate está interessante e não vou estragá-lo, já que não é minha especialidade.</p>
<p>Mas qualquer um que consiga me provar que um conjunto de curvas de preferência ou de curvas de restrição orçamentária é contínuo (e portanto uma função aplicada nesse conjunto é integrável e derivável) pode escrever um artigo e esperar o prêmio nobel.</p>
<p>Minha formação em matemática não é a melhor possível mas não caio em qualquer lorota. E respondendo ao Jair, acho muito mais útil (no caso de economia) ler Celso Furtado que tentar derivar funções descontínuas (isso se alguém mostrar que é possível).</p>
<p>Abraços</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por: Rodrigo Loureiro Medeiros</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/para-um-economista-ortodoxo-economia-e-o-estudo-da-administracao-dos-recursos-escassos-para-um-economista-keynesiano-a-economia-e-o-estudo-da-administracao-da-politica-economica-do-estado-seu/comment-page-2/#comment-965</link>
		<dc:creator>Rodrigo Loureiro Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Apr 2008 16:31:20 +0000</pubDate>
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		<description>O post do Gustavo cumpriu um papel bastante didático ao mostrar a estreiteza teórica de muitos adeptos da ortodoxia econômica. Muitos ainda se recusam a ampliar suas perspectivas teóricas para o século XXI, mesmo sabendo que assim o fizeram competentes economistas neoclássicos nos últimos cinqüenta anos. Para quem ainda duvida efetivamente que as idéias sejam de fato mais perigosas do que os interesses explícitos, recomendo a seguinte matéria publicada na revista CartaCapital, de março de 2007:

A República distante

Por Márcia Pinheiro e Sergio Lirio

O Banco Central recusa-se a acatar os princípios de transparência e promove encontros secretos com o mercado.

Quinta-feira 15 e sexta 16. Dois diretores do Banco Central encontraram-se, sigilosamente, com executivos de instituições financeiras para discutir economia. Foram três reuniões em São Paulo (escalonadas de duas em duas horas, a partir das 11 da manhã) e uma no Rio, nas sedes regionais do BC, prédios públicos. Estavam presentes 20 participantes, em cada encontro, aproximadamente, o que em um cálculo rápido daria 80 privilegiados, que foram se atualizar sobre as planilhas dos representantes do BC: o diretor de Política Econômica e Estudos Especiais, Mario Mesquita (ex-ABN Amro e ING), e o diretor de Política Monetária, Rodrigo Azevedo (ex-Credit Suisse First Boston e Garantia). O presidente do BC, Henrique Meirelles, compareceu somente ao evento no Rio, mas não falou.

Cento e dezoito anos depois do gesto do marechal Deodoro da Fonseca, proclamando a República, eternizado em quadro do pintor Benedito Calixto, uma série de instituições brasileiras recusa-se a entrar na era da República. Falar em valores republicanos, nos dias de hoje, causa urticária em meia dúzia de aclamados pensadores e escribas da vida cotidiana, como se o conceito tivesse perdido o sentido.

Seria bom que os críticos do debate sobre o republicanismo no Brasil e os que acham moderno grafar estado com letra minúscula consultassem os ideólogos que moldaram a civilização ocidental. Encontrariam, por exemplo, um ensinamento de Montesquieu, na obra O Espírito das Leis, de 1745: &quot;Quando, numa república, o povo como um todo possui o poder soberano, trata-se de uma Democracia. Quando o poder soberano está nas mãos de uma parte, trata-se de uma Aristocracia&quot;.

A quem serve o poder soberano do BC brasileiro, cuja autonomia de fato não parece suficiente aos donos do dinheiro? As reuniões com agentes do mercado financeiro falam por si. Mais do que negar os preceitos de um Estado participativo e forte, comprometido com o interesse público, os convescotes revelam o quanto, no Brasil, o público e o privado confundem-se a ponto de não se poder enxergar a linha divisória entre ambos.

Oficialmente, as reuniões nem existem. Não constam da agenda do BC. Tampouco os resultados são revelados à imprensa. Trata-se de uma festa para poucos, em que as práticas de democratização da informação passam ao largo. Segundo o assessor de imprensa do BC, Jocimar Nastari, a não divulgação das agendas é um procedimento que visa coibir a especulação do mercado financeiro. Um comunicado prévio, argumenta, daria margem a ruídos nos negócios. &quot;No caso, não é preciso transparência. Ela se dá por meio dos (breves) comunicados após a reunião do Copom, da Ata do encontro e dos relatórios trimestrais de inflação. &quot;É o arcabouço legal do regime de metas de inflação&quot;, afirma.

Não é de hoje que tais encontros acontecem. Os eventos são trimestrais. Em 2006, por exemplo, ocorreram em 20 de fevereiro, 8 de junho, 21 de agosto e 22 de novembro. Como o mercado financeiro não é exatamente composto por ingênuos, fica a dúvida. Por que os saraus restritos a economistas e gestores de instituições financeiras?

A alegação, ainda oficial, é que, das reuniões, saem dados concretos para que o BC redija o relatório trimestral de inflação. Mas e o setor produtivo? E os economistas das universidades? Ou seriam os últimos incapazes de prover o BC de análises consistentes? É relevante lembrar que a autoridade monetária já dispõe de um canal de comunicação com o mercado, por meio da Gerência Executiva de Relações com Investidores (Gerin), cuja função é compilar, semanalmente, entre economistas de bancos, expectativas sobre os mais diferentes preços da economia.

Pois as reuniões ocorridas em São Paulo e no Rio foram ricas em percepções e informações. Pena que ninguém, a não ser o mercado, teve acesso às discussões. A mídia sistematicamente ignora tais eventos, exceção feita às agências de notícias on-line, cujos clientes são os próprios bancos e corretoras. CartaCapital ouviu alguns dos presentes nos encontros, que não quiseram ser identificados.

Nas exposições iniciais, os diretores do BC Mesquita e Azevedo disseram estar o País menos vulnerável, com reservas internacionais sólidas (acima de 100 bilhões de dólares), mas insuficientes para ter tranqüilidade. Recado dado e assimilado: o BC vai manter a política agressiva de compra de dólares no mercado. Ou seja, a moeda não cairá abaixo de 2 reais. Afirmaram ainda que a alta recente da inflação foi pontual, mas cabe à autoridade monetária &quot;não deixar o repique se espalhar para os demais preços da economia&quot;. Leia-se: quem apostava em queda de meio ponto porcentual da taxa Selic na próxima reunião do Copom saiu convicto de que ela cairá não mais que 0,25 ponto.

A seguir, cada representante de banco foi convidado a fazer uma avaliação da economia. Grande parte mostrou preocupação com o cenário de médio prazo. Acham, os economistas, que a demanda continuará forte, com aumento do crédito e do consumo, e que os investimentos serão insuficientes para garantir um crescimento de bom tamanho, sem que a inflação repique. Voltou à cena o famoso PIB potencial, ou quanto um país pode crescer sem pressão sobre os preços. E consideram estar havendo &quot;um fechamento do hiato do produto&quot;. Recado para o BC: é preciso continuar com a política de juro alto, para conter um suposto ímpeto consumista da população.

Em uma das reuniões, em São Paulo, um economista ousou discordar. Traçou projeções otimistas sobre a capacidade de produção do Brasil, mas foi logo desautorizado por Mesquita: &quot;Vamos parar de falar de cenários róseos. Vamos discutir os riscos&quot;. Curioso. Não combina com os discursos otimistas do chefe dele. Em público, Henrique Meirelles não se cansa de dizer que o Brasil está mais sólido como nunca antes na história. Que está imune a tempestades financeiras. A quatro paredes, não é bem assim. Leitura: para as massas, circo e otimismo. Para os privilegiados, informações e impressões que viram dinheiro.

As ligações estreitas entre o BC e o mercado, no Brasil, não têm paralelo no mundo. Nos Estados Unidos, reino do capitalismo financeiro, o presidente e os governadores do Federal Reserve (Fed) estão submetidos a duras regras. Além de um código de conduta rigoroso, explicitado nos sites de todas as regionais do Fed, duas vezes por ano, o presidente da autoridade monetária (Ben Bernanke) é obrigado por lei a dirigir-se ao Congresso para explicar os objetivos e os resultados da política monetária, com ênfase nos efeitos sobre o crescimento e o desemprego.

Aliás, entre as responsabilidades do Fed está &quot;conduzir a política monetária, por meio de controle da oferta de dinheiro e do crédito na economia, perseguindo o pleno emprego e a estabilidade dos preços&quot;. Também está no site da instituição (www.federalreserve.gov).

O quê? Um BC preocupado com o emprego? Certamente é coisa de país atrasado e economistas subdesenvolvidos.

Perante os congressistas, Bernanke, como foram Alan Greenspan e todos os antecessores dele, é submetido a uma sabatina. Nada passa em brancas nuvens. São ocasiões aguardadas por todo o mercado, mas abertas ao público, registradas e televisionadas. Todos têm direito à mesma informação em tempo real.

Consultada por CartaCapital sobre a existência de encontros secretos entre os membros do Fed e o mercado, a porta-voz para a imprensa da regional de Nova York do banco, Linda Ricci, até se surpreendeu, em princípio, com a pergunta. Negou que houvesse qualquer coisa do gênero.

Linda disse que as únicas conversas não reveladas para a imprensa são as trocas de idéias diárias do Fed com os chamados primary dealers, prática comum em todos os BCs mundiais, inclusive o brasileiro. Os primary são instituições financeiras cuja função é indicar ao BC as condições do mercado no dia, dar liquidez aos negócios e participar ativamente dos leilões de títulos públicos. &quot;O teor das conversas não é publicado, mas o fato de elas existirem é público&quot;, tratou de esclarecer Linda.

A história dos encontros a portas fechadas entre o BC e o mercado é apenas uma dentre as relações pouco republicanas da autoridade monetária. Há outras. Uma delas, exemplar. Em 14 de março de 2005, segundo noticiou o jornal Valor Econômico, o BC pediu à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que organizasse um seminário a portas fechadas, com o objetivo de discutir mudanças nas regras cambiais. Na ocasião houve, ao menos, entrevistas coletivas após o encontro. De todo modo, economistas de universidades mostraram-se descontentes com o rumo das discussões, por não terem sido consultados.

Em uma sessão da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, em 27 de setembro de 2005, foram convidados João Sicsú, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Alexandre Schwartsman (hoje, ABN Amro), então diretor da Área Internacional do BC. O diretor não compareceu e enviou, para representá-lo, Alexandre Geraldo Magela Siqueira, gerente-executivo de Normatização de Câmbio e Capitais Estrangeiros do BC. O propósito era discutir a ampliação do prazo, de 180 para 210 dias, para os exportadores trazerem os dólares obtidos com as vendas externas para o Brasil.

Provocado por Sicsú sobre a reunião na Fiesp, Magela afirmou desconhecer que teria sido uma iniciativa do BC. Ficou o dito pelo não dito, mas se era uma inverdade, perguntou Sicsú, por que ninguém do BC havia protestado contra o texto do Valor Econômico? Não obteve resposta. Na ocasião, Magela negou que a ampliação da chamada cobertura cambial estaria no escopo de um projeto mais abrangente de liberalização desse segmento do mercado. Os fatos posteriores provam que estava. O áudio da sessão está disponível para consulta pública.

A procuradora da República do Distrito Federal, Valquíria Quixadá, encaminhou uma recomendação, em 2005, à Procuradoria-Geral para que solicitasse a Meirelles e ao então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, uma justificativa do motivo de se ampliar o prazo para a repatriação dos recursos por meio de resoluções do Conselho Monetário Nacional e não pelo Congresso Nacional. Como resposta, ambos disseram entender que a Lei 4.595, de 1964, assegurava a constitucionalidade das iniciativas.

Valquíria tem outra visão. Segundo ela, as resoluções são inconstitucionais, pois afrontam a Lei 4.131/62, que &quot;disciplina a aplicação do capital estrangeiro e as remessas de valores para o exterior&quot;. Da forma como foi feito, diz, &quot;o Conselho Monetário Nacional e o BC usurpam uma competência do Legislativo&quot;.

Os fatos: os prazos foram ampliados e, por Medida Provisória, em agosto de 2006, o processo culminou com a permissão para os exportadores deixarem no exterior parte dos recursos das vendas externas. Cabe ao CMN fixar os limites; por ora, 30% podem ficar depositados lá fora. Os restantes 70% têm 360 dias para ingressar no País. O projeto foi aprovado pelo Senado em novembro do ano passado. Não foi um assunto amplamente debatido na sociedade. Não houve consulta pública. Mas o projeto obteve o apoio dos industriais, por causa do câmbio supervalorizado.

Toda a questão, resume João Sicsú, transcende resoluções ou normas pontuais. &quot;Devemos refletir sobre o que é melhor para o País. Devemos refletir sobre a República.&quot; Segundo ele, foram conferidos superpoderes ao BC, após a adoção do regime de metas de inflação, pelo Decreto 3.088, de 21 de junho de 1999. Segundo o artigo 1º, as metas devem ser fixadas pelo CMN. Mas o artigo 2º dá total liberdade ao BC de persegui-las da forma que julgar conveniente.

Na avaliação do economista, o BC opera com duas variáveis-chave da economia, juro e câmbio. E nunca dá explicações exatas e técnicas sobre suas atitudes. Exemplo: Meirelles vive a repetir que só mira a meta de inflação, mas é incontestável que a atual política de compras agressivas de dólares no mercado tenta evitar um tombo maior do câmbio, como ficou evidente nas reuniões com os economistas. Questiona Sicsú: &quot;Qual é a política do BC para o câmbio? Mesmo para a taxa de inflação: por que o juro é tão elevado se a inflação passada e a projeção para o futuro são de números abaixo da meta?&quot;

A transparência está em xeque. E não é pouco. A independência formal do BC, como advogam os porta-vozes do mercado, precisaria ter como contrapartida o mais absoluto disclosure (abertura), para usar um termo tão em voga.

É parte da história recente a acusação de favorecimento financeiro que o BC concedeu aos bancos Marka e FonteCindam em 1999, durante o ataque especulativo ao real, que gerou uma brutal desvalorização cambial. Foi 1,6 bilhão de reais, a valores da época. No meio da corrida especulativa, o BC comprara câmbio dos bancos abaixo do preço do mercado para evitar, como justificou a posteriori, a ocorrência de uma crise sistêmica. Os bancos quebraram. Houve condenação judicial dos envolvidos, inclusive de alguns diretores do BC. Todos estão soltos. O banqueiro Salvatore Cacciola fugiu para a Itália. Discutir amplamente questões de política econômica, portanto, não é teoria conspiratória. Está no escopo de quem sonha construir um País mais democrático e republicano.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O post do Gustavo cumpriu um papel bastante didático ao mostrar a estreiteza teórica de muitos adeptos da ortodoxia econômica. Muitos ainda se recusam a ampliar suas perspectivas teóricas para o século XXI, mesmo sabendo que assim o fizeram competentes economistas neoclássicos nos últimos cinqüenta anos. Para quem ainda duvida efetivamente que as idéias sejam de fato mais perigosas do que os interesses explícitos, recomendo a seguinte matéria publicada na revista CartaCapital, de março de 2007:</p>
<p>A República distante</p>
<p>Por Márcia Pinheiro e Sergio Lirio</p>
<p>O Banco Central recusa-se a acatar os princípios de transparência e promove encontros secretos com o mercado.</p>
<p>Quinta-feira 15 e sexta 16. Dois diretores do Banco Central encontraram-se, sigilosamente, com executivos de instituições financeiras para discutir economia. Foram três reuniões em São Paulo (escalonadas de duas em duas horas, a partir das 11 da manhã) e uma no Rio, nas sedes regionais do BC, prédios públicos. Estavam presentes 20 participantes, em cada encontro, aproximadamente, o que em um cálculo rápido daria 80 privilegiados, que foram se atualizar sobre as planilhas dos representantes do BC: o diretor de Política Econômica e Estudos Especiais, Mario Mesquita (ex-ABN Amro e ING), e o diretor de Política Monetária, Rodrigo Azevedo (ex-Credit Suisse First Boston e Garantia). O presidente do BC, Henrique Meirelles, compareceu somente ao evento no Rio, mas não falou.</p>
<p>Cento e dezoito anos depois do gesto do marechal Deodoro da Fonseca, proclamando a República, eternizado em quadro do pintor Benedito Calixto, uma série de instituições brasileiras recusa-se a entrar na era da República. Falar em valores republicanos, nos dias de hoje, causa urticária em meia dúzia de aclamados pensadores e escribas da vida cotidiana, como se o conceito tivesse perdido o sentido.</p>
<p>Seria bom que os críticos do debate sobre o republicanismo no Brasil e os que acham moderno grafar estado com letra minúscula consultassem os ideólogos que moldaram a civilização ocidental. Encontrariam, por exemplo, um ensinamento de Montesquieu, na obra O Espírito das Leis, de 1745: &#8220;Quando, numa república, o povo como um todo possui o poder soberano, trata-se de uma Democracia. Quando o poder soberano está nas mãos de uma parte, trata-se de uma Aristocracia&#8221;.</p>
<p>A quem serve o poder soberano do BC brasileiro, cuja autonomia de fato não parece suficiente aos donos do dinheiro? As reuniões com agentes do mercado financeiro falam por si. Mais do que negar os preceitos de um Estado participativo e forte, comprometido com o interesse público, os convescotes revelam o quanto, no Brasil, o público e o privado confundem-se a ponto de não se poder enxergar a linha divisória entre ambos.</p>
<p>Oficialmente, as reuniões nem existem. Não constam da agenda do BC. Tampouco os resultados são revelados à imprensa. Trata-se de uma festa para poucos, em que as práticas de democratização da informação passam ao largo. Segundo o assessor de imprensa do BC, Jocimar Nastari, a não divulgação das agendas é um procedimento que visa coibir a especulação do mercado financeiro. Um comunicado prévio, argumenta, daria margem a ruídos nos negócios. &#8220;No caso, não é preciso transparência. Ela se dá por meio dos (breves) comunicados após a reunião do Copom, da Ata do encontro e dos relatórios trimestrais de inflação. &#8220;É o arcabouço legal do regime de metas de inflação&#8221;, afirma.</p>
<p>Não é de hoje que tais encontros acontecem. Os eventos são trimestrais. Em 2006, por exemplo, ocorreram em 20 de fevereiro, 8 de junho, 21 de agosto e 22 de novembro. Como o mercado financeiro não é exatamente composto por ingênuos, fica a dúvida. Por que os saraus restritos a economistas e gestores de instituições financeiras?</p>
<p>A alegação, ainda oficial, é que, das reuniões, saem dados concretos para que o BC redija o relatório trimestral de inflação. Mas e o setor produtivo? E os economistas das universidades? Ou seriam os últimos incapazes de prover o BC de análises consistentes? É relevante lembrar que a autoridade monetária já dispõe de um canal de comunicação com o mercado, por meio da Gerência Executiva de Relações com Investidores (Gerin), cuja função é compilar, semanalmente, entre economistas de bancos, expectativas sobre os mais diferentes preços da economia.</p>
<p>Pois as reuniões ocorridas em São Paulo e no Rio foram ricas em percepções e informações. Pena que ninguém, a não ser o mercado, teve acesso às discussões. A mídia sistematicamente ignora tais eventos, exceção feita às agências de notícias on-line, cujos clientes são os próprios bancos e corretoras. CartaCapital ouviu alguns dos presentes nos encontros, que não quiseram ser identificados.</p>
<p>Nas exposições iniciais, os diretores do BC Mesquita e Azevedo disseram estar o País menos vulnerável, com reservas internacionais sólidas (acima de 100 bilhões de dólares), mas insuficientes para ter tranqüilidade. Recado dado e assimilado: o BC vai manter a política agressiva de compra de dólares no mercado. Ou seja, a moeda não cairá abaixo de 2 reais. Afirmaram ainda que a alta recente da inflação foi pontual, mas cabe à autoridade monetária &#8220;não deixar o repique se espalhar para os demais preços da economia&#8221;. Leia-se: quem apostava em queda de meio ponto porcentual da taxa Selic na próxima reunião do Copom saiu convicto de que ela cairá não mais que 0,25 ponto.</p>
<p>A seguir, cada representante de banco foi convidado a fazer uma avaliação da economia. Grande parte mostrou preocupação com o cenário de médio prazo. Acham, os economistas, que a demanda continuará forte, com aumento do crédito e do consumo, e que os investimentos serão insuficientes para garantir um crescimento de bom tamanho, sem que a inflação repique. Voltou à cena o famoso PIB potencial, ou quanto um país pode crescer sem pressão sobre os preços. E consideram estar havendo &#8220;um fechamento do hiato do produto&#8221;. Recado para o BC: é preciso continuar com a política de juro alto, para conter um suposto ímpeto consumista da população.</p>
<p>Em uma das reuniões, em São Paulo, um economista ousou discordar. Traçou projeções otimistas sobre a capacidade de produção do Brasil, mas foi logo desautorizado por Mesquita: &#8220;Vamos parar de falar de cenários róseos. Vamos discutir os riscos&#8221;. Curioso. Não combina com os discursos otimistas do chefe dele. Em público, Henrique Meirelles não se cansa de dizer que o Brasil está mais sólido como nunca antes na história. Que está imune a tempestades financeiras. A quatro paredes, não é bem assim. Leitura: para as massas, circo e otimismo. Para os privilegiados, informações e impressões que viram dinheiro.</p>
<p>As ligações estreitas entre o BC e o mercado, no Brasil, não têm paralelo no mundo. Nos Estados Unidos, reino do capitalismo financeiro, o presidente e os governadores do Federal Reserve (Fed) estão submetidos a duras regras. Além de um código de conduta rigoroso, explicitado nos sites de todas as regionais do Fed, duas vezes por ano, o presidente da autoridade monetária (Ben Bernanke) é obrigado por lei a dirigir-se ao Congresso para explicar os objetivos e os resultados da política monetária, com ênfase nos efeitos sobre o crescimento e o desemprego.</p>
<p>Aliás, entre as responsabilidades do Fed está &#8220;conduzir a política monetária, por meio de controle da oferta de dinheiro e do crédito na economia, perseguindo o pleno emprego e a estabilidade dos preços&#8221;. Também está no site da instituição (www.federalreserve.gov).</p>
<p>O quê? Um BC preocupado com o emprego? Certamente é coisa de país atrasado e economistas subdesenvolvidos.</p>
<p>Perante os congressistas, Bernanke, como foram Alan Greenspan e todos os antecessores dele, é submetido a uma sabatina. Nada passa em brancas nuvens. São ocasiões aguardadas por todo o mercado, mas abertas ao público, registradas e televisionadas. Todos têm direito à mesma informação em tempo real.</p>
<p>Consultada por CartaCapital sobre a existência de encontros secretos entre os membros do Fed e o mercado, a porta-voz para a imprensa da regional de Nova York do banco, Linda Ricci, até se surpreendeu, em princípio, com a pergunta. Negou que houvesse qualquer coisa do gênero.</p>
<p>Linda disse que as únicas conversas não reveladas para a imprensa são as trocas de idéias diárias do Fed com os chamados primary dealers, prática comum em todos os BCs mundiais, inclusive o brasileiro. Os primary são instituições financeiras cuja função é indicar ao BC as condições do mercado no dia, dar liquidez aos negócios e participar ativamente dos leilões de títulos públicos. &#8220;O teor das conversas não é publicado, mas o fato de elas existirem é público&#8221;, tratou de esclarecer Linda.</p>
<p>A história dos encontros a portas fechadas entre o BC e o mercado é apenas uma dentre as relações pouco republicanas da autoridade monetária. Há outras. Uma delas, exemplar. Em 14 de março de 2005, segundo noticiou o jornal Valor Econômico, o BC pediu à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que organizasse um seminário a portas fechadas, com o objetivo de discutir mudanças nas regras cambiais. Na ocasião houve, ao menos, entrevistas coletivas após o encontro. De todo modo, economistas de universidades mostraram-se descontentes com o rumo das discussões, por não terem sido consultados.</p>
<p>Em uma sessão da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, em 27 de setembro de 2005, foram convidados João Sicsú, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Alexandre Schwartsman (hoje, ABN Amro), então diretor da Área Internacional do BC. O diretor não compareceu e enviou, para representá-lo, Alexandre Geraldo Magela Siqueira, gerente-executivo de Normatização de Câmbio e Capitais Estrangeiros do BC. O propósito era discutir a ampliação do prazo, de 180 para 210 dias, para os exportadores trazerem os dólares obtidos com as vendas externas para o Brasil.</p>
<p>Provocado por Sicsú sobre a reunião na Fiesp, Magela afirmou desconhecer que teria sido uma iniciativa do BC. Ficou o dito pelo não dito, mas se era uma inverdade, perguntou Sicsú, por que ninguém do BC havia protestado contra o texto do Valor Econômico? Não obteve resposta. Na ocasião, Magela negou que a ampliação da chamada cobertura cambial estaria no escopo de um projeto mais abrangente de liberalização desse segmento do mercado. Os fatos posteriores provam que estava. O áudio da sessão está disponível para consulta pública.</p>
<p>A procuradora da República do Distrito Federal, Valquíria Quixadá, encaminhou uma recomendação, em 2005, à Procuradoria-Geral para que solicitasse a Meirelles e ao então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, uma justificativa do motivo de se ampliar o prazo para a repatriação dos recursos por meio de resoluções do Conselho Monetário Nacional e não pelo Congresso Nacional. Como resposta, ambos disseram entender que a Lei 4.595, de 1964, assegurava a constitucionalidade das iniciativas.</p>
<p>Valquíria tem outra visão. Segundo ela, as resoluções são inconstitucionais, pois afrontam a Lei 4.131/62, que &#8220;disciplina a aplicação do capital estrangeiro e as remessas de valores para o exterior&#8221;. Da forma como foi feito, diz, &#8220;o Conselho Monetário Nacional e o BC usurpam uma competência do Legislativo&#8221;.</p>
<p>Os fatos: os prazos foram ampliados e, por Medida Provisória, em agosto de 2006, o processo culminou com a permissão para os exportadores deixarem no exterior parte dos recursos das vendas externas. Cabe ao CMN fixar os limites; por ora, 30% podem ficar depositados lá fora. Os restantes 70% têm 360 dias para ingressar no País. O projeto foi aprovado pelo Senado em novembro do ano passado. Não foi um assunto amplamente debatido na sociedade. Não houve consulta pública. Mas o projeto obteve o apoio dos industriais, por causa do câmbio supervalorizado.</p>
<p>Toda a questão, resume João Sicsú, transcende resoluções ou normas pontuais. &#8220;Devemos refletir sobre o que é melhor para o País. Devemos refletir sobre a República.&#8221; Segundo ele, foram conferidos superpoderes ao BC, após a adoção do regime de metas de inflação, pelo Decreto 3.088, de 21 de junho de 1999. Segundo o artigo 1º, as metas devem ser fixadas pelo CMN. Mas o artigo 2º dá total liberdade ao BC de persegui-las da forma que julgar conveniente.</p>
<p>Na avaliação do economista, o BC opera com duas variáveis-chave da economia, juro e câmbio. E nunca dá explicações exatas e técnicas sobre suas atitudes. Exemplo: Meirelles vive a repetir que só mira a meta de inflação, mas é incontestável que a atual política de compras agressivas de dólares no mercado tenta evitar um tombo maior do câmbio, como ficou evidente nas reuniões com os economistas. Questiona Sicsú: &#8220;Qual é a política do BC para o câmbio? Mesmo para a taxa de inflação: por que o juro é tão elevado se a inflação passada e a projeção para o futuro são de números abaixo da meta?&#8221;</p>
<p>A transparência está em xeque. E não é pouco. A independência formal do BC, como advogam os porta-vozes do mercado, precisaria ter como contrapartida o mais absoluto disclosure (abertura), para usar um termo tão em voga.</p>
<p>É parte da história recente a acusação de favorecimento financeiro que o BC concedeu aos bancos Marka e FonteCindam em 1999, durante o ataque especulativo ao real, que gerou uma brutal desvalorização cambial. Foi 1,6 bilhão de reais, a valores da época. No meio da corrida especulativa, o BC comprara câmbio dos bancos abaixo do preço do mercado para evitar, como justificou a posteriori, a ocorrência de uma crise sistêmica. Os bancos quebraram. Houve condenação judicial dos envolvidos, inclusive de alguns diretores do BC. Todos estão soltos. O banqueiro Salvatore Cacciola fugiu para a Itália. Discutir amplamente questões de política econômica, portanto, não é teoria conspiratória. Está no escopo de quem sonha construir um País mais democrático e republicano.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Rodrigo Loureiro Medeiros</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/para-um-economista-ortodoxo-economia-e-o-estudo-da-administracao-dos-recursos-escassos-para-um-economista-keynesiano-a-economia-e-o-estudo-da-administracao-da-politica-economica-do-estado-seu/comment-page-2/#comment-964</link>
		<dc:creator>Rodrigo Loureiro Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 19:41:27 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1563#comment-964</guid>
		<description>Recomendo o livro do Joseph Stiglitz, prêmio Nobel de Economia, &#039;A globalização e seus malefícios&#039; (Futura, 2002). Está em português e trata-se, portanto, de um livro de leitura acessível.

Stiglitz disserta sobre o FMI e “o socorro” aos países-membros, incluindo as tais condições dos acordos. Leiam e analisem o diagnóstico de um dos maiores economistas vivos. Vocês poderão tirar suas conclusões sobre os acordos e as condições impostas pelo FMI nos últimos cinqüenta anos.

Dominique Strauss-Kahn, novo diretor-geral do FMI, busca fazer um trabalho de recuperação da imagem do Fundo, visto por muitos como um mero anexo do Tesouro norte-americano. Certamente esse desafio envolve problemas de credibilidade junto aos países emergentes. Edward Prescott, também prêmio Nobel de Economia, já defendeu, há algum tempo atrás, a extinção do FMI. Ele alegou que o Fundo prejudicou mais do que ajudou os países necessitados.

Sinceramente, não consigo acreditar que após cinqüenta anos de evolução da teoria neoclássica a ortodoxia brasileira possa querer ficar presa ao dilema “manteiga versus canhões”. Qual seria o problema? Dificuldade intelectual em ampliar perspectivas teóricas ou mera defesa de interesses particulares?

Leiam ‘Manias, pânico e crashes’ (Nova Fronteira, 2000) de Charles P. Kindleberger. Paul Samuelson, colega de MIT de Kindleberger e também Nobel de Economia, recomendou essa obra em artigos.


Abs,

Rodrigo L. Medeiros</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Recomendo o livro do Joseph Stiglitz, prêmio Nobel de Economia, &#8216;A globalização e seus malefícios&#8217; (Futura, 2002). Está em português e trata-se, portanto, de um livro de leitura acessível.</p>
<p>Stiglitz disserta sobre o FMI e “o socorro” aos países-membros, incluindo as tais condições dos acordos. Leiam e analisem o diagnóstico de um dos maiores economistas vivos. Vocês poderão tirar suas conclusões sobre os acordos e as condições impostas pelo FMI nos últimos cinqüenta anos.</p>
<p>Dominique Strauss-Kahn, novo diretor-geral do FMI, busca fazer um trabalho de recuperação da imagem do Fundo, visto por muitos como um mero anexo do Tesouro norte-americano. Certamente esse desafio envolve problemas de credibilidade junto aos países emergentes. Edward Prescott, também prêmio Nobel de Economia, já defendeu, há algum tempo atrás, a extinção do FMI. Ele alegou que o Fundo prejudicou mais do que ajudou os países necessitados.</p>
<p>Sinceramente, não consigo acreditar que após cinqüenta anos de evolução da teoria neoclássica a ortodoxia brasileira possa querer ficar presa ao dilema “manteiga versus canhões”. Qual seria o problema? Dificuldade intelectual em ampliar perspectivas teóricas ou mera defesa de interesses particulares?</p>
<p>Leiam ‘Manias, pânico e crashes’ (Nova Fronteira, 2000) de Charles P. Kindleberger. Paul Samuelson, colega de MIT de Kindleberger e também Nobel de Economia, recomendou essa obra em artigos.</p>
<p>Abs,</p>
<p>Rodrigo L. Medeiros</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernando</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/para-um-economista-ortodoxo-economia-e-o-estudo-da-administracao-dos-recursos-escassos-para-um-economista-keynesiano-a-economia-e-o-estudo-da-administracao-da-politica-economica-do-estado-seu/comment-page-2/#comment-962</link>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 13:49:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1563#comment-962</guid>
		<description>Prezados

Somente o ortodoxo discorda do Heldo? Gostaria de saber se esse e um debate onde nao umm ortodoxo nao pode discordar de um ortodoxo e um heterodoxo nao pode discordar de um heterodoxo.

abraco</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezados</p>
<p>Somente o ortodoxo discorda do Heldo? Gostaria de saber se esse e um debate onde nao umm ortodoxo nao pode discordar de um ortodoxo e um heterodoxo nao pode discordar de um heterodoxo.</p>
<p>abraco</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Rodrigo Loureiro Medeiros</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/para-um-economista-ortodoxo-economia-e-o-estudo-da-administracao-dos-recursos-escassos-para-um-economista-keynesiano-a-economia-e-o-estudo-da-administracao-da-politica-economica-do-estado-seu/comment-page-2/#comment-961</link>
		<dc:creator>Rodrigo Loureiro Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 13:29:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1563#comment-961</guid>
		<description>Há um livro muito interessante do Wilson Cano, ‘Introdução à Economia: uma abordagem crítica’ (UNESP, 1998). Uma bela introdução à ciência econômica.

Como seria possível conduzir um processo de desenvolvimento econômico sustentado e equitativo sem reformas de base em um país como o Brasil? Celso Furtado descreveu ao longo de sua grande obra os mecanismos de “fuga para frente” empregados pelas elites latino-americanas (Cf. ‘A economia latino-americana’. Companhia das Letras, 2007). Conservadorismo político e tradição primário-exportadora formam um perverso binômio de exclusão das massas nos processos decisórios.

Vejamos alguns números do livro do Wilson Cano: “Somados os anos do período 1982-1990 – o da crise da dívida -, a América Latina transferiu recursos líquidos para o ‘resto do mundo’ num total de 221 bilhões de dólares (dos quais 75 do Brasil, 33 da Argentina e 72 do México), mas o saldo acumulado de sua dívida externa passou de 116 bilhões de dólares em 1979 para 574 bilhões em 1995” (CANO, op. cit., p.103).

Sobre o período FHC, creio que Joseph Stiglitz, prêmio Nobel de Economia de 2001, foi enfático: “O que torna a especulação lucrativa é o dinheiro proveniente dos governos, apoiados pelo FMI. Quando o Fundo e o governo brasileiro, por exemplo, gastaram aproximadamente 50 bilhões de dólares para manter a taxa cambial em um nível supervalorizado no fim de 1998, para onde foi o dinheiro? Ele não desaparece no ar, acaba indo para o bolso de alguém – grande parte desse dinheiro foi para o bolso de especuladores” (‘A globalização e seus malefícios’. Futura, 2002. p.245). Alguém se lembra do saco de maldades do Gustavo Franco? Ele só esqueceu de mencionar, naquele momento, quem iria pagar a conta do jantar.

Estamos presos hoje à ortodoxia de galinheiro, que mal consegue realizar um trade-off razoável entre controle da inflação, nível de emprego formal e desempenho global da economia. Além disso, a ortodoxia de galinheiro confunde poder de mercado com pressões de demanda. Segundo a CEPAL, a taxa de precarização das relações de trabalho (desemprego mais informalidade) é de 49% para a população economicamente ativa no Brasil. Isso seria um escândalo nos países mais desenvolvidos e sérios.

As idéias da ortodoxia são de fato perigosas. Keynes sustentou em seus ensaios sobre persuasão que as idéias são de fato mais perigosas do que os interesses explícitos. Principalmente quando elas buscam camuflá-los e lhes dar uma áurea de superioridade científica.

Imaginem se os empresários administrarem suas organizações de forma ortodoxa. Será que as mesmas suportariam as constantes e rápidas mudanças nas condições de contorno (ambiente)? Pensem em Jack Welch, na GE. Podem pensar também em Taiichi Ohno, na Toyota, e como ele contrariou toda a ortodoxia fordista de então.

Para os que sustentam de forma simplória que o tempo mostrará qual é a &quot;verdade&quot; no debate entre ortodoxos e heterodoxos, só posso recordar Bacon e dizer que verdade é poder. Das idéias, dos interesses e das organizações...


Abs,

Rodrigo L. Medeiros</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Há um livro muito interessante do Wilson Cano, ‘Introdução à Economia: uma abordagem crítica’ (UNESP, 1998). Uma bela introdução à ciência econômica.</p>
<p>Como seria possível conduzir um processo de desenvolvimento econômico sustentado e equitativo sem reformas de base em um país como o Brasil? Celso Furtado descreveu ao longo de sua grande obra os mecanismos de “fuga para frente” empregados pelas elites latino-americanas (Cf. ‘A economia latino-americana’. Companhia das Letras, 2007). Conservadorismo político e tradição primário-exportadora formam um perverso binômio de exclusão das massas nos processos decisórios.</p>
<p>Vejamos alguns números do livro do Wilson Cano: “Somados os anos do período 1982-1990 – o da crise da dívida -, a América Latina transferiu recursos líquidos para o ‘resto do mundo’ num total de 221 bilhões de dólares (dos quais 75 do Brasil, 33 da Argentina e 72 do México), mas o saldo acumulado de sua dívida externa passou de 116 bilhões de dólares em 1979 para 574 bilhões em 1995” (CANO, op. cit., p.103).</p>
<p>Sobre o período FHC, creio que Joseph Stiglitz, prêmio Nobel de Economia de 2001, foi enfático: “O que torna a especulação lucrativa é o dinheiro proveniente dos governos, apoiados pelo FMI. Quando o Fundo e o governo brasileiro, por exemplo, gastaram aproximadamente 50 bilhões de dólares para manter a taxa cambial em um nível supervalorizado no fim de 1998, para onde foi o dinheiro? Ele não desaparece no ar, acaba indo para o bolso de alguém – grande parte desse dinheiro foi para o bolso de especuladores” (‘A globalização e seus malefícios’. Futura, 2002. p.245). Alguém se lembra do saco de maldades do Gustavo Franco? Ele só esqueceu de mencionar, naquele momento, quem iria pagar a conta do jantar.</p>
<p>Estamos presos hoje à ortodoxia de galinheiro, que mal consegue realizar um trade-off razoável entre controle da inflação, nível de emprego formal e desempenho global da economia. Além disso, a ortodoxia de galinheiro confunde poder de mercado com pressões de demanda. Segundo a CEPAL, a taxa de precarização das relações de trabalho (desemprego mais informalidade) é de 49% para a população economicamente ativa no Brasil. Isso seria um escândalo nos países mais desenvolvidos e sérios.</p>
<p>As idéias da ortodoxia são de fato perigosas. Keynes sustentou em seus ensaios sobre persuasão que as idéias são de fato mais perigosas do que os interesses explícitos. Principalmente quando elas buscam camuflá-los e lhes dar uma áurea de superioridade científica.</p>
<p>Imaginem se os empresários administrarem suas organizações de forma ortodoxa. Será que as mesmas suportariam as constantes e rápidas mudanças nas condições de contorno (ambiente)? Pensem em Jack Welch, na GE. Podem pensar também em Taiichi Ohno, na Toyota, e como ele contrariou toda a ortodoxia fordista de então.</p>
<p>Para os que sustentam de forma simplória que o tempo mostrará qual é a &#8220;verdade&#8221; no debate entre ortodoxos e heterodoxos, só posso recordar Bacon e dizer que verdade é poder. Das idéias, dos interesses e das organizações&#8230;</p>
<p>Abs,</p>
<p>Rodrigo L. Medeiros</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Gustavo dos Santos (meus artigos clique)</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/para-um-economista-ortodoxo-economia-e-o-estudo-da-administracao-dos-recursos-escassos-para-um-economista-keynesiano-a-economia-e-o-estudo-da-administracao-da-politica-economica-do-estado-seu/comment-page-1/#comment-960</link>
		<dc:creator>Gustavo dos Santos (meus artigos clique)</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Apr 2008 15:30:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1563#comment-960</guid>
		<description>Caro Jair Hollanda,
Esse não é um lugar para deboche, falta de respeito e ofensas.
Seu deboche insinua argumentos que são falaciosos.
Entretanto, mostram falta de argumentos racionais razoáveis. Caso eu estiver errado, agradeceria se demonstrasse isso.
obrigado.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Jair Hollanda,<br />
Esse não é um lugar para deboche, falta de respeito e ofensas.<br />
Seu deboche insinua argumentos que são falaciosos.<br />
Entretanto, mostram falta de argumentos racionais razoáveis. Caso eu estiver errado, agradeceria se demonstrasse isso.<br />
obrigado.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Gustavo dos Santos (meus artigos clique)</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/para-um-economista-ortodoxo-economia-e-o-estudo-da-administracao-dos-recursos-escassos-para-um-economista-keynesiano-a-economia-e-o-estudo-da-administracao-da-politica-economica-do-estado-seu/comment-page-1/#comment-959</link>
		<dc:creator>Gustavo dos Santos (meus artigos clique)</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Apr 2008 15:26:13 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1563#comment-959</guid>
		<description>Prezado Francisco,
esse problema é simples e já foi demonstrado por Keynes e outros há mais de 60 anos. Até os anos 70, todos sabiam disso (com exceção da economia de Chicago), mas a partir dos anos 80 foi feito todo o esforço para que todos esquecessem essas simples verdades.
Vamos lá:
para o consumidor individual certamente existem o trade-off entre consumo e poupança. Para para o agregado macroeconômico não existe.
Porque todo o consumo é renda de alguém. E renda no momento em que obtida é 100% poupança, porque não houve tempo de ser consumido e no momento em que é consumida vira renda e poupança de outra pessoa.
Portanto, o consumo ou o não-consumo não pode reduzir e nem aumentar a poupança nacional. Apenas o investimento aumenta a poupança.
Esses conceitos são melhor explicados no seguinte artigo:http://desempregozero.org/2008/03/28/%e2%80%9ctoda-dona-de-casa-sabe-que-nao-pode-gastar-mais-do-que-ganha%e2%80%9d-como-subverter-o-significado-do-conceito-%e2%80%98poupanca%e2%80%99-para-fins-conservadores-debate-iii/
obrigado pelo comentário.
abraços,
Gustavo</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado Francisco,<br />
esse problema é simples e já foi demonstrado por Keynes e outros há mais de 60 anos. Até os anos 70, todos sabiam disso (com exceção da economia de Chicago), mas a partir dos anos 80 foi feito todo o esforço para que todos esquecessem essas simples verdades.<br />
Vamos lá:<br />
para o consumidor individual certamente existem o trade-off entre consumo e poupança. Para para o agregado macroeconômico não existe.<br />
Porque todo o consumo é renda de alguém. E renda no momento em que obtida é 100% poupança, porque não houve tempo de ser consumido e no momento em que é consumida vira renda e poupança de outra pessoa.<br />
Portanto, o consumo ou o não-consumo não pode reduzir e nem aumentar a poupança nacional. Apenas o investimento aumenta a poupança.<br />
Esses conceitos são melhor explicados no seguinte artigo:<a href="http://desempregozero.org/2008/03/28/%e2%80%9ctoda-dona-de-casa-sabe-que-nao-pode-gastar-mais-do-que-ganha%e2%80%9d-como-subverter-o-significado-do-conceito-%e2%80%98poupanca%e2%80%99-para-fins-conservadores-debate-iii/" rel="nofollow">http://desempregozero.org/2008/03/28/%e2%80%9ctoda-dona-de-casa-sabe-que-nao-pode-gastar-mais-do-que-ganha%e2%80%9d-como-subverter-o-significado-do-conceito-%e2%80%98poupanca%e2%80%99-para-fins-conservadores-debate-iii/</a><br />
obrigado pelo comentário.<br />
abraços,<br />
Gustavo</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Jair Hollanda</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/para-um-economista-ortodoxo-economia-e-o-estudo-da-administracao-dos-recursos-escassos-para-um-economista-keynesiano-a-economia-e-o-estudo-da-administracao-da-politica-economica-do-estado-seu/comment-page-1/#comment-958</link>
		<dc:creator>Jair Hollanda</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Apr 2008 17:24:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1563#comment-958</guid>
		<description>Heldo

Vc relamente só disse coisas sensatas. To chocado. Nao sei nem por onde começar os elogios. Vc deve ser muito bem visto no meio academico,  ortodoxos e heterodoxos. Vc enche de orgulho todos os heterodoxos. Parabéns.

Estão comemorando 10 anos de formados nessa escola. Foi aqui (http://www.indianopolis.com.br/si/site) que vc estudou né?

abraço</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Heldo</p>
<p>Vc relamente só disse coisas sensatas. To chocado. Nao sei nem por onde começar os elogios. Vc deve ser muito bem visto no meio academico,  ortodoxos e heterodoxos. Vc enche de orgulho todos os heterodoxos. Parabéns.</p>
<p>Estão comemorando 10 anos de formados nessa escola. Foi aqui (<a href="http://www.indianopolis.com.br/si/site" rel="nofollow">http://www.indianopolis.com.br/si/site</a>) que vc estudou né?</p>
<p>abraço</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Francisco</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/para-um-economista-ortodoxo-economia-e-o-estudo-da-administracao-dos-recursos-escassos-para-um-economista-keynesiano-a-economia-e-o-estudo-da-administracao-da-politica-economica-do-estado-seu/comment-page-1/#comment-957</link>
		<dc:creator>Francisco</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Apr 2008 17:07:13 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1563#comment-957</guid>
		<description>Caros,

Ou me expressei mal ou não fui compreendido.

Realmente não entendi a colocação. A &quot;ignorância&quot; no caso vem de eu desconhecer essa literatura.

Minha pergunta é simples: Alguma teoria diz que não existe trade-off entre poupança e consumo? Como ela explica isso?

Abraço</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caros,</p>
<p>Ou me expressei mal ou não fui compreendido.</p>
<p>Realmente não entendi a colocação. A &#8220;ignorância&#8221; no caso vem de eu desconhecer essa literatura.</p>
<p>Minha pergunta é simples: Alguma teoria diz que não existe trade-off entre poupança e consumo? Como ela explica isso?</p>
<p>Abraço</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Rodrigo Loureiro Medeiros</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/para-um-economista-ortodoxo-economia-e-o-estudo-da-administracao-dos-recursos-escassos-para-um-economista-keynesiano-a-economia-e-o-estudo-da-administracao-da-politica-economica-do-estado-seu/comment-page-1/#comment-956</link>
		<dc:creator>Rodrigo Loureiro Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Apr 2008 15:22:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1563#comment-956</guid>
		<description>Prezados colegas

Segundo as normas de publicação, não aceitamos ofensas. O debate não ganha em nenhum aspecto com isso. Toda vez que alguém ofender um colega, eu mesmo, na qualidade de editor, irei apagar o comentário.

Este é um fórum sério constituído para o debate de idéias, perspectivas teóricas e projetos.  Recomendo meu artigo: http://desempregozero.org/2008/02/29/renascimento-desenvolvimentista-e-integracao-economica-na-america-latina/

O artigo analisa como se mostra simplório falar em inflação e mecanismos de combate sem compreender os processos que a causam. Recomendo também Celso Furtado, ‘A economia latino-americana’ (Companhia das Letras, 2007), e Ignácio Rangel, ‘A inflação brasileira (Bienal, 1986) e ‘A economia brasileira contemporânea’ (Bienal, 1987). Os dois foram profundos nas análises dos processos sistêmico-estruturais do desenvolvimento econômico brasileiro.

Alguém conhece finanças funcionais e Abba Lerner? Pois bem, essa teoria ensina a criar e esterilizar moeda numa economia. Os volantes keynesianos das economias mais desenvolvidas são operados dessa forma.


Um abraço,

Rodrigo L. Medeiros</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezados colegas</p>
<p>Segundo as normas de publicação, não aceitamos ofensas. O debate não ganha em nenhum aspecto com isso. Toda vez que alguém ofender um colega, eu mesmo, na qualidade de editor, irei apagar o comentário.</p>
<p>Este é um fórum sério constituído para o debate de idéias, perspectivas teóricas e projetos.  Recomendo meu artigo: <a href="http://desempregozero.org/2008/02/29/renascimento-desenvolvimentista-e-integracao-economica-na-america-latina/" rel="nofollow">http://desempregozero.org/2008/02/29/renascimento-desenvolvimentista-e-integracao-economica-na-america-latina/</a></p>
<p>O artigo analisa como se mostra simplório falar em inflação e mecanismos de combate sem compreender os processos que a causam. Recomendo também Celso Furtado, ‘A economia latino-americana’ (Companhia das Letras, 2007), e Ignácio Rangel, ‘A inflação brasileira (Bienal, 1986) e ‘A economia brasileira contemporânea’ (Bienal, 1987). Os dois foram profundos nas análises dos processos sistêmico-estruturais do desenvolvimento econômico brasileiro.</p>
<p>Alguém conhece finanças funcionais e Abba Lerner? Pois bem, essa teoria ensina a criar e esterilizar moeda numa economia. Os volantes keynesianos das economias mais desenvolvidas são operados dessa forma.</p>
<p>Um abraço,</p>
<p>Rodrigo L. Medeiros</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Heldo Siqueira</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/para-um-economista-ortodoxo-economia-e-o-estudo-da-administracao-dos-recursos-escassos-para-um-economista-keynesiano-a-economia-e-o-estudo-da-administracao-da-politica-economica-do-estado-seu/comment-page-1/#comment-955</link>
		<dc:creator>Heldo Siqueira</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Apr 2008 14:38:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1563#comment-955</guid>
		<description>Jair,

em microeconomia vc integra as funções pq admite que uma pessoa (ou firma) tenha uma curva de preferências (do que já discordo). Mas quando agrega, não existe uma função contínua, por definição não há integral (mas somatório). Quer dizer, um conceito de curva de oferta agregada está errado em si, pq as preferências de várias empresas não formam um conjunto contínuo (das curvas de demanda também). Matematicamente vc não pode integrar uma função descontínua. Estatisticamente vc pode tentar montar uma função, mas os parâmetros dela não servirão para nenhum tipo de previsão, já que mudarão assim que houver mudanças na distribuição de investimentos (pq na verdade, não existe função, vc que forçou a relação).

Por outro lado, a concorrência perfeita não pode ser uma função, pq o mesmo preço não pode estar relacionado a todas as quantidades ofertadas na economia (já que quantidade é função do preço de mercado). (em economia nós temos mania de colocar os eixos de abscissas e ordenadas invertidos, alguns dizem até que é de propósito para não ficar evidente que concorrência perfeita não pode ser uma função, mas eu não faço esse tipo de juízo) Por outro lado, tem gente que acha mais importante modelar matematicamente (e quanto mais fácil modelar melhor....) do que estudar a realidade, do que me abstenho em discutir por agora.

Como em economia, empresários não vivem de promessas de gastos (como acreditam alguns economistas que acham que existe um trade-off entre poupança e consumo), não adianta vc prometer que vai gastar o dinheiro se todo mundo te der ele... Por outro lado, como não existe curva de oferta agregada, não existe essa relação entre preços e produção que vc está insinuando. (ou pelo menos não existe um parâmetro estável que ligue preços e quantidade ofertada) E ainda está dizendo que eu insinuei que existe. (lembrando que agregação não é necessariamente integração, somatório é um tipo de agregação mas não é integração)

Não sei pq vc saiu do sarcasmo, que é uma forma elegante de bagunçar a discussão e partiu para essa discussão inútil...

Abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Jair,</p>
<p>em microeconomia vc integra as funções pq admite que uma pessoa (ou firma) tenha uma curva de preferências (do que já discordo). Mas quando agrega, não existe uma função contínua, por definição não há integral (mas somatório). Quer dizer, um conceito de curva de oferta agregada está errado em si, pq as preferências de várias empresas não formam um conjunto contínuo (das curvas de demanda também). Matematicamente vc não pode integrar uma função descontínua. Estatisticamente vc pode tentar montar uma função, mas os parâmetros dela não servirão para nenhum tipo de previsão, já que mudarão assim que houver mudanças na distribuição de investimentos (pq na verdade, não existe função, vc que forçou a relação).</p>
<p>Por outro lado, a concorrência perfeita não pode ser uma função, pq o mesmo preço não pode estar relacionado a todas as quantidades ofertadas na economia (já que quantidade é função do preço de mercado). (em economia nós temos mania de colocar os eixos de abscissas e ordenadas invertidos, alguns dizem até que é de propósito para não ficar evidente que concorrência perfeita não pode ser uma função, mas eu não faço esse tipo de juízo) Por outro lado, tem gente que acha mais importante modelar matematicamente (e quanto mais fácil modelar melhor&#8230;.) do que estudar a realidade, do que me abstenho em discutir por agora.</p>
<p>Como em economia, empresários não vivem de promessas de gastos (como acreditam alguns economistas que acham que existe um trade-off entre poupança e consumo), não adianta vc prometer que vai gastar o dinheiro se todo mundo te der ele&#8230; Por outro lado, como não existe curva de oferta agregada, não existe essa relação entre preços e produção que vc está insinuando. (ou pelo menos não existe um parâmetro estável que ligue preços e quantidade ofertada) E ainda está dizendo que eu insinuei que existe. (lembrando que agregação não é necessariamente integração, somatório é um tipo de agregação mas não é integração)</p>
<p>Não sei pq vc saiu do sarcasmo, que é uma forma elegante de bagunçar a discussão e partiu para essa discussão inútil&#8230;</p>
<p>Abraços</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Jair Hollanda</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/para-um-economista-ortodoxo-economia-e-o-estudo-da-administracao-dos-recursos-escassos-para-um-economista-keynesiano-a-economia-e-o-estudo-da-administracao-da-politica-economica-do-estado-seu/comment-page-1/#comment-954</link>
		<dc:creator>Jair Hollanda</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Apr 2008 14:32:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1563#comment-954</guid>
		<description>Prezados

Sobre essa questão do texto do FMI, eu concordo com o companheiro Dalto. Vale a pena distorcer e mentir sobre o FMI, uma vez que isso é para o bem do Brasil. Nós sabemos o que é bom pro Brasil. O FMI é o capeta. Eu faço igual o Fabiano. Eu distorco os fatos pra mostrar que eles são uns sanguesugas.

Abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezados</p>
<p>Sobre essa questão do texto do FMI, eu concordo com o companheiro Dalto. Vale a pena distorcer e mentir sobre o FMI, uma vez que isso é para o bem do Brasil. Nós sabemos o que é bom pro Brasil. O FMI é o capeta. Eu faço igual o Fabiano. Eu distorco os fatos pra mostrar que eles são uns sanguesugas.</p>
<p>Abraços</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Jair Hollanda</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/para-um-economista-ortodoxo-economia-e-o-estudo-da-administracao-dos-recursos-escassos-para-um-economista-keynesiano-a-economia-e-o-estudo-da-administracao-da-politica-economica-do-estado-seu/comment-page-1/#comment-953</link>
		<dc:creator>Jair Hollanda</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Apr 2008 13:43:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1563#comment-953</guid>
		<description>Prezado Heldo

&quot;parto sempre do princípio de que não existe função de oferta agregada, simplesmente pq para cada nível de taxa de juros o desemprego natural, e não segue uma função (positiva ou negativamente inclinada). A questão mesmo é que, mesmo que fosse possível, se somar um monte de curvas de oferta positivamente inclinadas não se pode ter certeza da inclinação da curva final (até pq essas curvas são frequentemente quadráticas).&quot;

Ai Helton, concordo com vc. Se uma relação binária não é univoca, ela não pode, por definição, ser uma função. Então uma oferta inelastica não é a representação de uma função, por definição. E se oferta não é uma função, os ortodoxos estão errados. Concorda?

Me explica pq não se pode saber a inclinação de uma função quadrática? Achei que pra isso que servia derivada. Funções quadráticas são deriváveis? Acho que são né. Esse negócio de matemática é muito chato. Prefiro Celso Furtado.

Último ponto que vc destacou e que concordo é com esse negócio de agregação. Muito louco né. Agregadamente, a gente acha que quanto maior o preço, menos a economia está disposta a produzir. Essa economia surpreende a gente , né. Tipo poupança. Só existe poupança em termos micro economicos. Em termos macroeconomicos poupança é um nada. Não existe tradeoff de nada né. O mundo seria melhor se todos buscassem apenas maximizar o consumo. Aliás, to meio chateado. O brasil tá crescendo pouco. Vamos ajudar o Brasil. Me deem seus dinheiros que eu prometo gastar e o brasil vai ficar rico e todomundo vai ficar melhor.

abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado Heldo</p>
<p>&#8220;parto sempre do princípio de que não existe função de oferta agregada, simplesmente pq para cada nível de taxa de juros o desemprego natural, e não segue uma função (positiva ou negativamente inclinada). A questão mesmo é que, mesmo que fosse possível, se somar um monte de curvas de oferta positivamente inclinadas não se pode ter certeza da inclinação da curva final (até pq essas curvas são frequentemente quadráticas).&#8221;</p>
<p>Ai Helton, concordo com vc. Se uma relação binária não é univoca, ela não pode, por definição, ser uma função. Então uma oferta inelastica não é a representação de uma função, por definição. E se oferta não é uma função, os ortodoxos estão errados. Concorda?</p>
<p>Me explica pq não se pode saber a inclinação de uma função quadrática? Achei que pra isso que servia derivada. Funções quadráticas são deriváveis? Acho que são né. Esse negócio de matemática é muito chato. Prefiro Celso Furtado.</p>
<p>Último ponto que vc destacou e que concordo é com esse negócio de agregação. Muito louco né. Agregadamente, a gente acha que quanto maior o preço, menos a economia está disposta a produzir. Essa economia surpreende a gente , né. Tipo poupança. Só existe poupança em termos micro economicos. Em termos macroeconomicos poupança é um nada. Não existe tradeoff de nada né. O mundo seria melhor se todos buscassem apenas maximizar o consumo. Aliás, to meio chateado. O brasil tá crescendo pouco. Vamos ajudar o Brasil. Me deem seus dinheiros que eu prometo gastar e o brasil vai ficar rico e todomundo vai ficar melhor.</p>
<p>abraços</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Rodrigo Loureiro Medeiros</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/para-um-economista-ortodoxo-economia-e-o-estudo-da-administracao-dos-recursos-escassos-para-um-economista-keynesiano-a-economia-e-o-estudo-da-administracao-da-politica-economica-do-estado-seu/comment-page-1/#comment-944</link>
		<dc:creator>Rodrigo Loureiro Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Apr 2008 02:27:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1563#comment-944</guid>
		<description>Prezado Jair

Não aceitamos ofensas no blog. Nem se as mesmas forem de brincadeira. Exercitamos a tolerância, respeitando a opinião alheia. Em muitos casos não concordamos com o debatedor. Tudo bem, o leitor que tire suas próprias conclusões. O debate é de idéias e perspectivas teóricas.

Irei repetir alguns pontos. Qual o projeto da ortodoxia para o Brasil? Câmbio supervalorizado e juros altos? Desregulamentar as relações trabalhistas. Pois bem, ela também pregou liberalização da conta de capitais e vejam o diagnóstico de Joseph Stiglitz, prêmio Nobel de Economia (2001):

“O que torna a especulação lucrativa é o dinheiro proveniente dos governos, apoiados pelo FMI. Quando o Fundo e o governo brasileiro, por exemplo, gastaram aproximadamente 50 bilhões de dólares para manter a taxa cambial em um nível supervalorizado no fim de 1998, para onde foi o dinheiro? Ele não desaparece no ar, acaba indo para o bolso de alguém – grande parte desse dinheiro foi para o bolso de especuladores” (‘A globalização e seus malefícios’. Futura, 2002. p.245). Alguém se lembra do saco de maldades do Gustavo Franco? Ele só esqueceu de mencionar, naquele momento, quem iria pagar a conta do jantar…

Veja com John M. Keynes estava correto. As idéias podem ser mais perigosas do que os interesses explícitos, principalmente quando elas buscam ocultá-los. Você não precisa odiar ninguém neste blog, busque apenas tirar suas próprias conclusões e manter suas perspectivas abertas.

A literatura que indiquei anteriormente é muito boa. Rejeite o estreitamento de perspectivas teóricas.


Um abraço,

Rodrigo L. Medeiros</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado Jair</p>
<p>Não aceitamos ofensas no blog. Nem se as mesmas forem de brincadeira. Exercitamos a tolerância, respeitando a opinião alheia. Em muitos casos não concordamos com o debatedor. Tudo bem, o leitor que tire suas próprias conclusões. O debate é de idéias e perspectivas teóricas.</p>
<p>Irei repetir alguns pontos. Qual o projeto da ortodoxia para o Brasil? Câmbio supervalorizado e juros altos? Desregulamentar as relações trabalhistas. Pois bem, ela também pregou liberalização da conta de capitais e vejam o diagnóstico de Joseph Stiglitz, prêmio Nobel de Economia (2001):</p>
<p>“O que torna a especulação lucrativa é o dinheiro proveniente dos governos, apoiados pelo FMI. Quando o Fundo e o governo brasileiro, por exemplo, gastaram aproximadamente 50 bilhões de dólares para manter a taxa cambial em um nível supervalorizado no fim de 1998, para onde foi o dinheiro? Ele não desaparece no ar, acaba indo para o bolso de alguém – grande parte desse dinheiro foi para o bolso de especuladores” (‘A globalização e seus malefícios’. Futura, 2002. p.245). Alguém se lembra do saco de maldades do Gustavo Franco? Ele só esqueceu de mencionar, naquele momento, quem iria pagar a conta do jantar…</p>
<p>Veja com John M. Keynes estava correto. As idéias podem ser mais perigosas do que os interesses explícitos, principalmente quando elas buscam ocultá-los. Você não precisa odiar ninguém neste blog, busque apenas tirar suas próprias conclusões e manter suas perspectivas abertas.</p>
<p>A literatura que indiquei anteriormente é muito boa. Rejeite o estreitamento de perspectivas teóricas.</p>
<p>Um abraço,</p>
<p>Rodrigo L. Medeiros</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Rodrigo Loureiro Medeiros</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/para-um-economista-ortodoxo-economia-e-o-estudo-da-administracao-dos-recursos-escassos-para-um-economista-keynesiano-a-economia-e-o-estudo-da-administracao-da-politica-economica-do-estado-seu/comment-page-1/#comment-952</link>
		<dc:creator>Rodrigo Loureiro Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Apr 2008 16:07:27 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1563#comment-952</guid>
		<description>Prezados colegas

Para qualquer tema há diversas portas de entrada e saída. As perspectivas teóricas estão aí para isso. Problemas surgem quando as perspectivas se fecham em nome da suposta superioridade de uma delas.

A realidade é muito complexa para ser capturada por uma única perspectiva teórica. Existe muita literatura sobre isso. Nem convém discutir muito.

Um dos problemas em qualquer debate é que as partes envolvidas dificilmente mudam suas opiniões ao longo do processo. Pelo contrário, buscam mudar a posição dos outros. Os debates ficam intermináveis e perdem o sentido.

O post colocado pelo Gustavo logrou êxito em esclarecer pontos para os leitores do blog. As pessoas podem tirar suas próprias conclusões.

Uma pergunta: e se Jack Welch houvesse administrado a GE de forma ortodoxa? E Alfred Sloan, na GM? Para uma reflexão mais profunda: Mintzberg, Ahlstrand e Lampel (2000), ‘Safári de Estratégia’ (Bookman).

Alguém já leu &#039;Teoria do desenvolvimento econômico&#039; (1911), um clássico do Joseph A. Schumpeter? Pois bem, trata-se de um livro fundamental para se compreender as relações sistêmicas de interdependência numa economia - crédito, instituições, estruturas produtivas.

O livro do professor Ha-Joon Chang, da Universidade de Cambridge, também é bem interessante para mostrar como a ortodoxia dificulta a construção de processos de desenvolvimento nacional: ‘Chutando a escada: a estratégia do desenvolvimento em perspectiva histórica’ (UNESP, 2004).

A ortodoxia no Brasil tem um grande problema em conciliar discurso e prática. Prega disciplina fiscal, mas faz um baita de um estrago nas contas públicas. Vejam o que está fazendo atualmente o Henrique Meirelles no Banco Central do Brasil. Recuando um pouco no tempo, segundo Joseph Sitglitz, prêmio Nobel de Economia (2001):

“O que torna a especulação lucrativa é o dinheiro proveniente dos governos, apoiados pelo FMI. Quando o Fundo e o governo brasileiro, por exemplo, gastaram aproximadamente 50 bilhões de dólares para manter a taxa cambial em um nível supervalorizado no fim de 1998, para onde foi o dinheiro? Ele não desaparece no ar, acaba indo para o bolso de alguém – grande parte desse dinheiro foi para o bolso de especuladores” (‘A globalização e seus malefícios’. Futura, 2002. p.245). Alguém se lembra do saco de maldades do Gustavo Franco? Ele só esqueceu de mencionar, naquele momento, quem iria pagar a conta do jantar...

Em oito anos de governo FHC, o Brasil viu dobrar sua relação dívida/PIB e aumentar o contingente de trabalhadores precarizados (desemprego + informalidade), hoje em 49% da PEA, segundo a CEPAL.

Qual o projeto da ortodoxia para o Brasil? Desregulamentar as relações trabalhistas. Pois bem, ela também pregou liberalização da conta de capitais e vejam o diagnóstico de Joseph Stiglitz algumas linhas logo acima. Leiam o livro do Stiglitz, pois ele descreve a arquitetura financeira global e ainda sugere intervenções esclarecidas.


Um abraço,

Rodrigo L. Medeiros</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezados colegas</p>
<p>Para qualquer tema há diversas portas de entrada e saída. As perspectivas teóricas estão aí para isso. Problemas surgem quando as perspectivas se fecham em nome da suposta superioridade de uma delas.</p>
<p>A realidade é muito complexa para ser capturada por uma única perspectiva teórica. Existe muita literatura sobre isso. Nem convém discutir muito.</p>
<p>Um dos problemas em qualquer debate é que as partes envolvidas dificilmente mudam suas opiniões ao longo do processo. Pelo contrário, buscam mudar a posição dos outros. Os debates ficam intermináveis e perdem o sentido.</p>
<p>O post colocado pelo Gustavo logrou êxito em esclarecer pontos para os leitores do blog. As pessoas podem tirar suas próprias conclusões.</p>
<p>Uma pergunta: e se Jack Welch houvesse administrado a GE de forma ortodoxa? E Alfred Sloan, na GM? Para uma reflexão mais profunda: Mintzberg, Ahlstrand e Lampel (2000), ‘Safári de Estratégia’ (Bookman).</p>
<p>Alguém já leu &#8216;Teoria do desenvolvimento econômico&#8217; (1911), um clássico do Joseph A. Schumpeter? Pois bem, trata-se de um livro fundamental para se compreender as relações sistêmicas de interdependência numa economia &#8211; crédito, instituições, estruturas produtivas.</p>
<p>O livro do professor Ha-Joon Chang, da Universidade de Cambridge, também é bem interessante para mostrar como a ortodoxia dificulta a construção de processos de desenvolvimento nacional: ‘Chutando a escada: a estratégia do desenvolvimento em perspectiva histórica’ (UNESP, 2004).</p>
<p>A ortodoxia no Brasil tem um grande problema em conciliar discurso e prática. Prega disciplina fiscal, mas faz um baita de um estrago nas contas públicas. Vejam o que está fazendo atualmente o Henrique Meirelles no Banco Central do Brasil. Recuando um pouco no tempo, segundo Joseph Sitglitz, prêmio Nobel de Economia (2001):</p>
<p>“O que torna a especulação lucrativa é o dinheiro proveniente dos governos, apoiados pelo FMI. Quando o Fundo e o governo brasileiro, por exemplo, gastaram aproximadamente 50 bilhões de dólares para manter a taxa cambial em um nível supervalorizado no fim de 1998, para onde foi o dinheiro? Ele não desaparece no ar, acaba indo para o bolso de alguém – grande parte desse dinheiro foi para o bolso de especuladores” (‘A globalização e seus malefícios’. Futura, 2002. p.245). Alguém se lembra do saco de maldades do Gustavo Franco? Ele só esqueceu de mencionar, naquele momento, quem iria pagar a conta do jantar&#8230;</p>
<p>Em oito anos de governo FHC, o Brasil viu dobrar sua relação dívida/PIB e aumentar o contingente de trabalhadores precarizados (desemprego + informalidade), hoje em 49% da PEA, segundo a CEPAL.</p>
<p>Qual o projeto da ortodoxia para o Brasil? Desregulamentar as relações trabalhistas. Pois bem, ela também pregou liberalização da conta de capitais e vejam o diagnóstico de Joseph Stiglitz algumas linhas logo acima. Leiam o livro do Stiglitz, pois ele descreve a arquitetura financeira global e ainda sugere intervenções esclarecidas.</p>
<p>Um abraço,</p>
<p>Rodrigo L. Medeiros</p>
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		<title>Por: Jair Hollanda</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/para-um-economista-ortodoxo-economia-e-o-estudo-da-administracao-dos-recursos-escassos-para-um-economista-keynesiano-a-economia-e-o-estudo-da-administracao-da-politica-economica-do-estado-seu/comment-page-1/#comment-951</link>
		<dc:creator>Jair Hollanda</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Apr 2008 15:58:50 +0000</pubDate>
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		<description>Prezados

&quot;oferta agregada não tem nada a haver com a curva de oferta do Marshall (e o Keynes demonstrou isso muito bem).&quot; Entendi, oferta deve ser negativamente inclinada mesmo. Obrigado

abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezados</p>
<p>&#8220;oferta agregada não tem nada a haver com a curva de oferta do Marshall (e o Keynes demonstrou isso muito bem).&#8221; Entendi, oferta deve ser negativamente inclinada mesmo. Obrigado</p>
<p>abraços</p>
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	<item>
		<title>Por: Heldo Siqueira</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/para-um-economista-ortodoxo-economia-e-o-estudo-da-administracao-dos-recursos-escassos-para-um-economista-keynesiano-a-economia-e-o-estudo-da-administracao-da-politica-economica-do-estado-seu/comment-page-1/#comment-950</link>
		<dc:creator>Heldo Siqueira</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Apr 2008 15:56:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1563#comment-950</guid>
		<description>Jair,

ainda bem que vc percebeu que a oferta agregada não tem nada a haver com a curva de oferta do Marshall (e o Keynes demonstrou isso muito bem). Mas estou começando a entender o que são idiortodoxos, mongortodoxos e inbeciortodoxos! Devem ser caras que acreditam que para analisar a macroeconomia é só pegar os argumentos (os mais banais possíveis) da microeconomia e expandi-los...

Nesse caso concordo com vc, que não se deve concordar com esses idiotas!!

Abraços

ps.: Quanto ao fato de se um gasto aumenta ou não a oferta agregada, acho que vai precisar de conceitos mais amplos que da microeconomia de fundo de quintal com a qual vc está argumentando...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Jair,</p>
<p>ainda bem que vc percebeu que a oferta agregada não tem nada a haver com a curva de oferta do Marshall (e o Keynes demonstrou isso muito bem). Mas estou começando a entender o que são idiortodoxos, mongortodoxos e inbeciortodoxos! Devem ser caras que acreditam que para analisar a macroeconomia é só pegar os argumentos (os mais banais possíveis) da microeconomia e expandi-los&#8230;</p>
<p>Nesse caso concordo com vc, que não se deve concordar com esses idiotas!!</p>
<p>Abraços</p>
<p>ps.: Quanto ao fato de se um gasto aumenta ou não a oferta agregada, acho que vai precisar de conceitos mais amplos que da microeconomia de fundo de quintal com a qual vc está argumentando&#8230;</p>
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