Postado em 28 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Estudos apontam que nem sempre o menor preço nas compras públicas pode ser solução, mas, sim obstáculos para a inovação.
Por Katia Alves
Por Bruno Deiro
Publicado no: DCI
Segundo estudo realizado pelo Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (EIA/USP), um dos entraves ao desenvolvimento tecnológico na indústria nacional é o critério de priorizar o menor valor oferecido em licitações públicas.
”A política do menor preço inibe o uso de novas tecnologias, pois estimula as empresas a buscarem sempre os custos mais baixos. O mais barato nem sempre é o melhor para o desenvolvimento industrial”, afirma o professor Glauco Arbix, coordenador da pesquisa.
Com um decálogo de políticas de inovação que podem ser implementadas na indústria nacional, o documento sugere a eliminação da regra de aquisição de bens e serviços pelo menor preço. Para Arbix, o custo da inovação é bastante alto e demanda investimentos pesados em experimentação. Como exemplo, o professor cita a nanotecnologia, uma área promissora que depende de recursos e incentivos governamentais à pesquisa de empresas nacionais. Leia o resto do artigo »
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Postado em 28 dEurope/London abril dEurope/London 2008
A dengue realmente está assustando, já foram mais de 90 mortes no Estado do Rio de janeiro. E Outros Estados tiveram um crescimento do número de casos notificados bem maior como: Sergipe, Bahia, Rio Grande do Norte, Amazonas e Rondônia.
Por Katia Alves
Por Rodrigo Martins
Publicado na: Carta Capital
A epidemia de dengue no Rio de Janeiro já é a mais letal da história do estado. Na terça-feira 22, a Secretaria Estadual de Saúde confirmou a 93ª morte atribuída à doença desde o início do ano. Há outros 96 óbitos em investigação. O número é superior ao verificado no último grande surto da doença no estado, quando foram registradas 91 mortes para um universo de 250 mil infectados. Nas contas das autoridades de saúde do Rio, até a penúltima semana de abril, foram contabilizados mais de 110 mil casos de dengue, um terço do total registrado no Brasil em 2008. Como se não bastasse, novos focos da moléstia começaram a aparecer e a trazer preocupação em outras unidades da federação.
Apesar desse quadro grave, um relatório do Ministério da Saúde identifica uma redução de 27% na incidência da doença em todo o País nos três primeiros meses de 2008, demonstrando um retrocesso considerável em relação aos dois primeiros meses do ano. Em janeiro e fevereiro, a queda em relação a 2007 era superior a 40%.
Os números são expressivos, mas o Rio de Janeiro não é o estado que protagonizou o maior aumento da incidência de dengue neste ano. Sergipe, Bahia, Rio Grande do Norte, Amazonas e Rondônia tiveram um crescimento do número de casos notificados bem maior. Leia o resto do artigo »
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Postado em 28 dEurope/London abril dEurope/London 2008
José Roberto Arruda, governador do Distrito Federal, consumiu nada menos que “(…) 2,1 toneladas de camarão, 1,5 tonelada de filé mignon e 165 quilos de lagosta. De queijo, foram 4,2 toneladas (…)” Leia mais abaixo.
Por Katia Alves
Por Lendro fortes
Publicado na: Carta Capital
No Congresso, parlamentares da oposição e da base governista continuam a gincana para saber quem fez maiores e mais supérfluos gastos com as verbas do Palácio, se o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ou se o atual, Luiz Inácio Lula da Silva. É uma disputa nonsense, útil para alimentar a indignação de uma meia dúzia e justificar o adiamento de discussões relevantes ao País. E que fica sem sentido quando se percebe que sempre é possível extrair um “escândalo” da análise de dados do tipo, sejam federais ou estaduais.
Basta ver os dados oficiais sobre o consumo do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, filiado ao ex-PFL. Em 2007, a residência oficial de Águas Claras registrou compras de alimentos de fazer inveja a qualquer batalhão. Foram consumidos 2,1 toneladas de camarão, 1,5 tonelada de filé mignon e 165 quilos de lagosta. De queijo, foram 4,2 toneladas, sendo mil quilos do tipo Minas, certamente uma homenagem às origens do governador, natural da cidade de Itajubá. Há, em Águas Claras, uma forte preferência por pescados. Além dos camarões e das lagostas, 765 quilos de bacalhau e 114 quilos de carne de siri também fizeram parte do cardápio oficial. Os gastos somam cerca de 700 mil reais.
No papel de oposição no Distrito Federal, coube ao PT levantar as informações sobre os gastos da residência oficial. O responsável pelo levantamento foi Cabo Patrício, líder do partido na Câmara Legislativa do DF. As notas de empenho das despesas foram acessadas por meio do Sistema Integrado de Gestão Governamental (Siggo), de registro de movimentação orçamentária e financeira do governo local, disponível apenas aos deputados distritais. É um expediente semelhante ao Siaf, acessado por deputados federais e senadores, no qual ficam registradas as despesas da administração direta federal. Leia o resto do artigo »
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Postado em 28 dEurope/London abril dEurope/London 2008
RIVE GAUCHE
Léo Nunes – Paris – O déficit fiscal francês deve atingir a marca de 3% do PIB no próximo ano, segundo o diário francês Le Figaro (clique aqui para ler a reportagem). Bruxelas ameaça acionar mecanismos de punição, caso Paris não reaja frente à questão.
O Elysée, por sua vez, não sinaliza mudanças significativas na sua política fiscal. Talvez porque o conservador Nicolas Sarkozy detenha o pior índice de popularidade da história da V República (clique aqui para ler reportagem sobre a decadência conservadora). As organizações classistas e estudantis têm colocado o conservador Sarkozy na beira do penhasco. Como o instinto de sobrevivência política fala mais alto, o presidente francês jogou no lixo a cartilha neoliberal para tratar de sua sobrevivência.
Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos
Clique aqui para ler nosso manifesto.
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Postado em 28 dEurope/London abril dEurope/London 2008


Rodrigo Loureiro Medeiros** & Gustavo Santos *
Todas as sociedades vivem embates internos parecidos com os descritos por José Ingenieros em ‘O homem medíocre’, cuja primeira edição data de 1913 [i]. Ingenieros analisa como duas forças se chocam nas sociedades e definem os rumos da sua evolução. Idealismo e mediocridade são essas forças.
Os idealistas podem ser divididos em dois grupos: românticos (paixão) e estóicos (virtude). A maturidade e o acúmulo de experiências são caminhos que levam os românticos ao estágio dos estóicos. Medíocres são pessoas sem ideais. Possuem idéias que se baseiam no senso comum; são pragmáticas, intransigentes e rejeitam o bom senso.
José Ingenieros argumenta ao longo do seu clássico ser a mediocracia perigosa para as sociedades, pois ela trava os respectivos progressos sociocultural, institucional, econômico e tecnológico. Uma das faces do projeto mediocrático no Brasil é a seguinte: “O custo da mão-de-obra é caro neste país e, por isso, não se tem competitividade global”.
Não é preciso muito esforço para se demonstrar que os custos do fator trabalho nos EUA, no Japão e na União Européia, por exemplo, são mais elevados do que os praticados no Brasil [ii]. A questão górdia do processo evolucionário das organizações está na busca pelo desenvolvimento de sistemas produtivos mais eficientes (grau de utilização dos fatores de produção) e eficazes (alcance dos objetivos a partir da utilização dos fatores de produção). Dificilmente o Brasil se viabilizará como nação a partir do padrão asiático. O enorme giro da mão-de-obra nas empresas traduz a opção tardia pela internalização do fordismo no Brasil. De 1980 a 2005, houve perdas de 20% do poder aquisitivo dos trabalhadores, ao passo que a produtividade permaneceu estagnada [iii]. Como se pode esperar debater seriamente competitividade sistêmica, produtividade e inovação no século XXI a partir da perspectiva mediocrática? Leia o resto do artigo »
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Postado em 27 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Publicado no: Correio Cidadania
Por Egon Heck
A noite já ia avançada em Brasília, quando no Palácio Itamarati se encerrava a Conferência Especial pela Soberania Alimentar, pelos Direitos e pela Vida. Depois de quatro dias de muita informação e debates, os 120 participantes, de 33 países da América Latina e Caribe, expressaram suas posições para os governos e a FAO, que começa hoje, no mesmo espaço a 30 Assembléia Regional.
O documento deixa claro que “A soberania alimentar é um principio, um direito e um legado das mulheres rurais, Povos Indígenas e Pescadores, que foi adotada pelos movimentos sociais para a construção de um mundo, de uma nova sociedade, de uma nova forma de compreender as relações políticas, o desenvolvimento, os direitos humanos, a democracia, e a forma de produzir e manter os alimentos e os sistemas alimentares, de um mundo que sangra dia a dia pela vergonha que significam 79 milhões de pessoas com fome na região e 854 milhões no mundo inteiro”.
Depois de muita partilha de experiências, informações e busca das causas, analisando os efeitos perversos desse sistema para o mundo de hoje, o documento afirma que “a fome e a pobreza não são produto da casualidade, senão de um sistema deliberado que viola o direito à alimentação e a vida digna das pessoas e dos povos. Apesar da evidencia em todo o mundo dos nefastos efeitos do neoliberalismo, o sistema internacional, os governos e as corporações industriais insistem em submeter o planeta a um desenvolvimento que esgota as possibilidades da própria vida… O planeta, a terra, os oceanos, e os ecossistemas que mantém a vida estão em risco como nunca antes na história da humanidade”. Leia o resto do artigo »
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Postado em 27 dEurope/London abril dEurope/London 2008
A caminho de Basiléia 1½?
“É cedo para dizer até onde irão as reformas, que não devem ser tão radicais como sugere o debate atual, em parte por conta da competição jurisdiciona.”l
*Por Luciana Sergeiro
Publicado em: Valor Online (restrito a assinantes)
Por: Armando Castelar Pinheiro
A provocação de Lou Reed, cantada com seu sotaque sulista, mexe com quem a ouve. Ainda assim, poucos pareciam menos propensos a segui-la do que os banqueiros, ou pelo menos era o que se imaginava até alguns deles gerarem perdas multibilionárias em operações que, olhando retrospectivamente, revelaram-se incrivelmente arriscadas. O passeio pelo lado selvagem das finanças mostrou-se tão desconcertante que há uma semana o Citibank reportou prejuízo trimestral de US$ 5 bilhões e suas ações subiram 4,5%!
Se as perdas afetassem só acionistas, credores e gestores dessas instituições, como ocorre com a maioria das empresas, elas pouco interessariam à população em geral. Mas os bancos são um caso a parte: o que ocorre com eles, especialmente na escala atual, importa a todos. Para lidar com as perdas, os bancos restringem e encarecem o crédito, provocando uma desaceleração econômica global. Para salvar aqueles em pior situação, remediar a de outros e impedir uma contração mais forte da economia, os bancos centrais estão injetando recursos no sistema financeiro, com o custo dessa intervenção recaindo sobre o contribuinte. É irritante arcar com o custo de riscos corridos por outros, especialmente porque os lucros não são igualmente socializados quando as coisas vão bem (nem seria bom que fossem). Essa irritação tem desaguado no clamor por reformas na regulação de incidentes sobre os bancos, alimentando o debate sobre como evitar uma repetição da crise atual.
O foco das propostas, como esperado, é como restringir o risco corrido pelos bancos. De um lado, se propõe ampliar o conjunto de instituições formalmente garantidas pelo setor público, mas em contrapartida mais intensamente reguladas e supervisionadas por ele; de outro, se defende controles mais rigorosos sobre a capacidade destas instituições correrem riscos. Além disso, se advoga mais transparência e supervisão. O dilema é como melhorar a regulação sem “jogar o bebê fora com a água do banho”. Ao contrário do que muitos imaginam, é bom para todos que os bancos assumam riscos, pois dessa forma promovem o desenvolvimento econômico. Três propostas ou linhas de argumentação têm concentrado o debate. Leia o resto do artigo »
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Postado em 26 dEurope/London abril dEurope/London 2008
“Preços de energia reprimidos diminuem o crescimento potencial do País, porque dão sinais errados para usuários e investidores sobre o atual estado da escassez…”
*Por Luciana Sergeiro
Publicado em: O Estado de S. Paulo (restrito a assinantes)
Por: Dionísio Dias Carneiro
Há uma notável sobrecarga sobre a Petrobrás na atual conjuntura. Durante os longos anos de monopólio, a empresa mostrou mais deficiências do que petróleo, apesar de contar, desde sua fundação, com o apoio de tantos governos, políticos e da inegável simpatia da opinião pública a partir do slogan “o petróleo é nosso”. Foi um ex-presidente da empresa, militar de tradição nacionalista, Ernesto Geisel, que deu início aos contratos de risco, na pesquisa de novos campos, sob acusações generalizadas de crime de lesa-pátria. Os gastos estrangeiros em pesquisa permitiram que se conhecesse melhor o potencial brasileiro.
A exploração das primeiras jazidas na plataforma continental brasileira rendeu frutos e diminuiu a fragilidade energética que comprometia as possibilidades de crescimento de longo prazo do Brasil. A maior exposição internacional permitiu que frutificasse o mais importante investimento que a Petrobrás fez ao longo de sua trajetória: mostrou que havia uma elite de profissionais formada em casa, que adquiriu reputação internacional de qualidade técnica, além de equipar com especialistas os órgãos do governo que foram, ao longo do tempo, encarregados das questões nas quais os detalhes complexos do setor ultrapassavam a capacidade dos generalistas leigos.
As teorias conspiratórias sempre encontraram terreno fértil nas discussões em torno do petróleo. Onde vicejam a conspiração, o nacionalismo obtuso e o populismo, a racionalidade costuma ser expulsa de campo nos primeiros minutos. É natural que a Petrobrás tenha sido prejudicada, de tempos em tempos, por esses males. O importante, entretanto, é que prevaleceu a qualidade e a racionalidade empresarial, para a qual têm contribuído dirigentes de fora dos quadros da empresa, que arejam o espaço para a discussão livre, a inovação e a formação independente. As nomeações puramente políticas têm seus custos, mas esbarram numa cultura empresarial que se solidifica. Leia o resto do artigo »
Postado em Desenvolvimento, O que deu na Imprensa, Política Econômica | Sem Comentários »