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Blog do Desemprego Zero

Archive for abril, 2008

Tesouro perde com alta dos juros

Postado em 16 dEurope/London abril dEurope/London 2008

O Tesouro não é o único que perde com as altas taxas de juros…

Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Valor Online – Conteúdo restrito

Por: Alex Ribeiro

O Tesouro Nacional vai perder cerca de R$ 10 bilhões nos próximos dois anos caso o Banco Central leve adiante um aperto monetário na duração e magnitude esperados pelo mercado financeiro. Mas, ao contrário do que costumava acontecer, os bancos desta vez não têm nada a ganhar com uma taxa básica mais alta. Hoje, eles estão aplicados em juros prefixados e apostam as suas fichas na expansão do crédito.

O Tesouro sai perdendo porque um bom pedaço de sua dívida é vinculada à taxa Selic – justamente aquela que, nas contas dos analistas do mercado financeiro, será elevada pelo BC dos atuais 11,25% ao ano para 12,75% ao ano até o fim do ano.

A dívida líquida do setor público somava R$ 1,157 trilhão em fevereiro, dos quais 52,4% são indexados à Selic. Os encargos dessa dívida serão tanto maiores quando maior for a taxa Selic média. Nas últimas quatro semanas, depois da sinalização feita pelo BC de que irá elevar os juros, a Selic média projetada pelo mercado para 2008 subiu de 11,25% ao ano para 12,09% ao ano. Caso se confirme essa alta na Selic, o gasto com encargos da dívida em 2008 será R$ 5,1 bilhão maior. Para 2009, os analistas do mercado subiram sua projeção para a Selic média de 10,69% ao ano para 11,52% ao ano, o que tende a ampliar os encargos com juros em R$ 5 bilhões.

Para ter uma idéia das magnitudes envolvidas, o custo anual do aperto monetário equivale à metade da despesa com o Bolsa Família, que tem um orçamento de R$ 10,37 bilhões para atender a 11 milhões de famílias em 2008. Representa ainda 34% dos R$ 14,6 bilhões que o governo planeja investir neste ano com recursos fiscais no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). É também uma pressão adicional nos já alentados gastos com juros da dívida, que somaram R$ 163,172 bilhões nos 12 meses terminados em fevereiro.

Ao contrário do que acontecia no passado recente, o Tesouro já não é o único que perde com altas no juro básico. Hoje, uma parte representativa da dívida pública é em títulos prefixados, nos quais o Tesouro paga juros fixos independentemente do que o BC faz com a Selic. Em fevereiro, os títulos prefixados representavam 39,2% da dívida, bem acima dos 1,5% de dezembro de 2002.

Na parcela da dívida prefixada, quem perde são os detentores dos títulos – na maioria, bancos e cotistas de fundos de investimentos. Essa perda já vem sendo sentida nos últimos meses, quando os juros futuros passaram a embutir a possibilidade de alta na taxa básica de juros. Leia o resto do artigo »

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A crise do setor elétrico brasileiro de 2007-2008

Postado em 16 dEurope/London abril dEurope/London 2008

“Este artigo tem o objetivo central de analisar a situação de desequilíbrio que o setor elétrico atravessou entre novembro e fevereiro de 2007-2008, buscanso demonstrar que em nenhum momento se chegou frente a uma situação análoga à crise do apagão de 2001.”

Por Luciana Sergeiro

O predomínio da hidroeletricidade na matriz elétrica e significativo potencial hidroelétrico do Brasil, estimado em 160 GW, determinam vantagens comparativas singulares em termos internacionais: produção de energia elétrica a menores custos, menos poluidora, interligação de bacias e diferentes regimes de chuva em espaço continental. Contudo, a hidroeletricidade traz, em si, um componente de risco, na medida em que a energia assegurada e a energia natural afluente dependem da intensidade e localização das chuvas no período úmido, que vai de dezembro a março. Esta aleatoriedade é assimilada pela operação do sistema elétrico como risco hidrológico. Este artigo tem o objetivo central de analisar a situação de desequilíbrio que o setor elétrico atravessou entre novembro e fevereiro de 2007-2008, buscando demonstrar que em nenhum momento se chegou frente a uma situação análoga à crise do “apagão” de 2001. O trabalho conclui que novas características estruturais da matriz de energia elétrica estão aumentando o risco hidrológico. Esta tendência irá impor a necessidade de despachar usinas termoelétricas na base para mitigar o risco hidrológico. Como as diretrizes atuais de despacho do sistema elétrico evitam o uso das termoelétricas por razões tarifárias, há um componente de risco não dimensionado. A introdução do leilão de energia de reserva é uma ação no sentido de evitar as termoelétricas, colocando-as como backup do sistema e reduzindo o risco hidrológico.

Entre novembro de 2007 e meados de janeiro de 2008, o volume de chuvas ficou bem abaixo da média histórica brasileira (ONS, 2007, a), série que tem como limite temporal inferior o início da década de 1930. A redução no nível dos reservatórios provocou um forte estresse no SEB e na sociedade brasileira, em razão da ampla cobertura e divulgação pela mídia de opiniões e análises de representantes dos agentes do setor e de especialistas. Como sempre, certo alarmismo apoiado em paralelos e analogias com o “apagão” de 2001. A base deste posicionamento fundamentou-se, grosso modo, na impossibilidade de serem construídos novos empreendimentos no curto prazo que pudessem aumentar a capacidade de geração e, principalmente, devido à indisponibilidade pontual e conjuntural da oferta de gás natural para acionamento de parte do bloco gerador térmico. Outro fator em que se apoiaram as análises comparativas entre 2001 e 2008 foi a alta expressiva do preço da energia elétrica no mercado spot, de curto prazo, que “bateu” no teto dos quase R$ 600 por MW.

De imediato deve-se assinalar, e esta é a posição dos autores, que a possibilidade de ocorrer no início de 2008, situação análoga à crise do “apagão”, só poderia ser concretamente definida através da análise comparativa dos reservatórios das hidroelétricas no término do “período úmido”. Antes desta data limite, a afirmativa de que o “apagão” estaria na eminência de ocorrer foi posição muito prematura e especulativa.

Clique aqui para ler na íntegra o artigo

A crise do setor elétrico brasileiro de 2007-2008.

Por: Nivalde José de Castro2

       Roberto Brandão3

       Felipe Botelho4

       Paula Goldenberg4

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O crescimento econômico e a competitividade chinesa

Postado em 16 dEurope/London abril dEurope/London 2008

“O artigo discute as principais causas do forte crescimento da economia chinesa nos últimos 27 anos. Um dos principais objetivos deste trabalho é lançar novas hipóteses quanto às fontes do desempenho econômico chinês e suas características, propondo uma visão sobre o desenvolvimento recente daquele país, a qual procure ir além das explicações mais conhecidas e que busque, na história recente e na geografia, algumas pistas para esse processo.”

Por Luciana Sergeiro

O forte crescimento da economia da China nos últimos 27 anos é fato amplamente conhecido – nos quatro últimos anos, o Produto Interno Bruto (PIB) chinês teve crescimento real médio de cerca de 10% ao ano (a.a.). Da mesma forma, é notório o extraordinário aumento da competitividade das exportações de produtos manufaturados chineses, deslocando rapidamente produtores tradicionais, inclusive de países desenvolvidos.

Menos conhecidas e compreendidas, no entanto, são as causas desse  processo,ou, pelo menos, suas características e elementos definidores mais importantes. Dentre as causas apontadas, destacam-se os investimentos diretos externos (IDEs), em sua maioria voltados para exportação, que transferem tecnologia e fornecem capital para o país, atraídos principalmente pelo baixo custo de uma mão-de-obra disciplinada e com nível relativamente alto de qualificação. Enfatizam-se também as medidas de política industrial, como os incentivos fiscais concedidos a setores determinados localizados em zonas econômicas especiais, a obrigação de as empresas multinacionais (EMNs) se associarem a um parceiro doméstico e a proibição de investir em certos setores, bem como a manutenção de uma taxa de câmbio fixa e desvalorizada, estimulando as exportações. Todos esses fatores, certamente, contribuíram para o espetacular crescimento econômico chinês, mas estão longe de explicar adequadamente esse processo. Afinal, algumas dessas características estiveram presentes em diversos outros países e regiões, sem que o efeito fosse sequer parecido.

Há uma dimensão em que o fenômeno chinês pode ser considerado como uma terceira onda do modelo asiático, após a do Japão, ainda na década de 1950, e a dos quatro newly industrialized countries (NICs) – Cingapura, Coréia do Sul, Hong Kong e Taiwan -, já na década de 1970. Essa dimensão é a ênfase no comércio internacional, talvez por todas essas economias se caracterizarem por dotação relativamente menos favorecida de recursos naturais. De fato, o Japão e a Coréia do Sul adotaram algumas medidas que, em algum grau, são parecidas com as chinesas, mas que diferem em aspectos substanciais. Leia o resto do artigo »

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A economia brasileira e a dinâmica do setor elétrico em 2007.

Postado em 16 dEurope/London abril dEurope/London 2008

“O artigo descreve a dinâmica da expansão e a evolução macroeconômica da economia brasileira.”

Por: Luciana Sergeiro

No ano de 2007, a economia brasileira apresentou resultado bastante favorável na dinâmica de expansão e evolução dos seus fundamentos macroeconômicos. Superando todas as previsões formuladas no inicio do ano, o PIB apresentou crescimento de 5,4%.

Com este resultado em 2007, a economia brasileira firma um período de crescimento do PIB de cinco anos, fato que não ocorria desde fins da década de 1970. Desta forma, verifica-se uma maior capacidade de sustentabilidade assentada em duas variaves: aumento do consumo interno e da taxa de investimento. Conforme dados divulgados pelo IBGE (2008), o consumo das famílias (que responde por 60% do PIB) e o investimento, cresceram 6,5% e 13,4%, respectivamente. O forte avanço do consumo das famílias foi impulsionado pelas altas taxas de ampliação da massa salarial que atingiu 3,6%, na ampliação de crédito para pessoa física, que cresceu 28,8%, e no aumento das importações, que aumentaram em 20,3%. Segundo Travalglini (2008), ao contrário de outros períodos, a expansão verificada no crédito em 2007 não foi acompanhada pelo aumento percentual da inadimplência, indicando assim maior consistência desta variável. O saldo das operações de empréstimos cresceu 27,9%, nos últimos doze meses. No mesmo período, a taxa de crédito em atraso há mais de 90 dias ficou em 3,2% em janeiro, em relação aos 3,8% no mesmo mês do ano passado. Entre as empresas, caiu de 2,8% para 2%. Entre as pessoas físicas, grande termômetro do mercado para medir o comportamento futuro do crédito, essa relação caiu de 7,5% para 7,1%. Leia o resto do artigo »

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Petróleo de Carioca: o que dizem Haroldo Lima e a World Oil

Postado em 16 dEurope/London abril dEurope/London 2008

“Se os especialistas dos Estados Unidos já tinham acesso às informações, não havia por que os brasileiros não saberem.”

Por Luciana Sergeiro

Publicado em: VERMELHO

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, teve um dia cheio em Brasília nesta terça-feira (15). À noite, depois de uma entrevista para a TV Globo, ele falou ao Vermelho sobre as perspectivas da prospecção de petróleo no Brasil e a leitura que a imprensa fez de sua menção ao campo de Carioca-Pão de Açúcar. Para Haroldo Lima, se os especialistas dos Estados Unidos já tinham acesso às informações, “não havia por que os brasileiros não saberem”.

Tendo em vista o tipo de cobertura que a imprensa fez do tema, este portal prefere transcrever as declarações do responsável pela ANP. Com a palavra Haroldo Lima:

“Hoje (terça-feira, 15) abriu-se a sessão da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, presidida pelo senador Aloísio Mercadante (PT-SP), em que eu falaria, assim como diretores da Petrobras e do IBGE. Antes da audiência, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), depois de fazer elogios à minha trajetória, questionou o meu comportamento conforme o noticiário dos jornais do dia, em especial O Globo. Mercadante passou-me então a palavra.” Leia o resto do artigo »

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RESUMO DO DIA – 16/04/2008

Postado em 16 dEurope/London abril dEurope/London 2008

MANCHETES dos principais veículos de notícias do Brasil e do mundo

*Por Elizabeth Cardoso

Política

Lula considera que os governos deveriam trabalhar em harmonia, limitando as rivalidades políticas aos períodos de eleição, pois, estender tais rivalidades durante os mandatos só prejudica o povo…

JB Online: Politicagem prejudica o povo, afirma Lula

A CPMI dos cartões rejeitou os requerimentos para o acesso aos dados de gastos com cartões corporativos da Presidência e para a convocação da ministra Dilma Rousseff…

Último Segundo: CPI derruba acesso a gastos da presidência e convoca reitor da Unifesp

Economia

Mesmo com todo o alarme sobre o anúncio da mega reserva petrolífera da Petrobrás, o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, afirma que ainda é cedo para se ter qualquer informação relevante sobre o potencial da reserva…

Reuters Brasil: Petrobras diz que saberá tamanho de Carioca em 3 meses

Possível aumento na Selic pressionaria ainda mais os juros cobrados ao consumidor…

Último Segundo: Taxa de juros ao consumidor sobe mais que a Selic

Internacional

Bento XVI na terra do tio Sam… Papa discursa sobre liberdade e diz que os EUA são “generosos ao irem ao encontro das necessidades humanas imediatas, promovendo o desenvolvimento e oferecendo alívio para as vítimas das catástrofes naturais”… Quão generosos…

JB Online: Papa convida EUA a continuarem solucionando conflitos

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A subvenção econômica em inovação e tecnologia

Postado em 16 dEurope/London abril dEurope/London 2008

“Para receber a subvenção e preciso que as atividades propostas pela empresa ou instituição interessada estejam ligadas à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico de produtos e processos inovadores em empresas nacionais.”

Por: Luciana Sergeiro

Publicado em: Projeto Brasil

Por: Lilian Milena

A Subvenção Econômica foi instituída por meio da lei nº 10.973, em dezembro de 2004 para ajudar as micro e pequenas empresas a investirem em tecnologia e inovação.

Por meio desse sistema, o governo federal concede apoio de recursos financeiros para incentivar a implementação de atividades de pesquisa e desenvolvimento em um processo que une ações entre universidades e iniciativa privada, permitindo, ainda, a associação destes setores aos institutos de pesquisa.

O código aprovado pela União prevê mais recursos de subvenção para as regiões menos desenvolvidas do país. Até 60% do valor do sistema deve ser destinado ás empresas fixadas na região Nordeste e para o Estado do Amazonas. O restante, até 40%, é direcionado às demais localidades do Brasil.

Para receber a subvenção, é preciso que as atividades propostas pela empresa ou instituição interessada estejam ligadas à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico de produtos e processos inovadores em empresas nacionais.

O percentual de recursos destinados ao projeto são fixados pela União e a aprovação dependerá dos objetivos da Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE). Leia o resto do artigo »

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A dependência dos insumos

Postado em 16 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Na coluna Economia de hoje, Nassif discorre sobre as medidas que o Brasil deveria adotar se pretende alcançar a meta de ser a maior potência agrícola mundial, além de apresentar um painel sobre os números do país no setor no que se refere ao comércio internacional. Para alcançar tal meta, o país precisaria libertar-se da dependência dos insumos produzidos pelo cartel, melhor dizendo, pelo Canadá, Rússia e Alemanha…

*Por Elizabeth Cardoso

Publicado originalmente no Blog do Nassif, na aba Economia

Por Luiz Nassif

Se quiser, de fato, se transformar na maior potência agrícola, o Brasil terá que reverter a posição de refém da cadeia de comércio de insumos de fertilizantes.

Hoje são 3 nutrientes básicos que se utiliza na agricultura: nitrogênio, fósforo e potássio. São 3 países produtores de potássio Canadá, Rússia e Alemanha, que são os principais produtores, e acabam “combinando” os preços.

Na avaliação de André Debastiane, consultor da Agroconsult, o país não tem potencial de produção suficiente dos nutrientes para atender toda sua demanda. E continuará a comprar insumos do Canadá, Rússia e Alemanha.

No caso do potássio, a única jazida existente está na Amazônia, e sua exploração sofre de profundas restrições ambientais. No caso de fósforo, o Brasil produz 49% do total consumido, mas a capacidade de produção está praticamente no limite. No caso do nitrogênio, o potencial é maior, porque depende da exploração de petróleo. Leia o resto do artigo »

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