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Blog do Desemprego Zero

Archive for abril, 2008

Número de importadores cresce mais rápido em 2008

Postado em 19 dEurope/London abril dEurope/London 2008

“Esta semente está sendo plantada de pouco a pouco…”

Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Folha de S. Paulo

Por Luciana Otoni

Em janeiro, 1.935 novas empresas importaram, quase 50% do acréscimo em 2007 inteiro

Dólar em queda, aumento do consumo doméstico e capacidade limitada de setores levam empresas a comprar mais do exterior

O dólar em queda, a expansão da economia e a capacidade limitada de alguns setores da indústria em atender ao consumo estão servindo de impulso a uma forte ampliação no número de empresas que passam a comprar produtos no exterior.

Somente em janeiro, mês típico de baixa atividade, 1.935 novas empresas passaram a fazer operações de importação. Esse acréscimo representa quase a metade do crescimento ocorrido em todo o ano passado, quando houve crescimento de 4.339 no total de empresas importadoras, conforme dados da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil) e do Ministério do Desenvolvimento.

O aumento é, em parte, causa da expressiva elevação das importações no início deste ano. De janeiro até a segunda semana de março, as compras feitas em outros países avançaram 50% pela média diária das encomendas, atingindo US$ 30,6 bilhões, contra US$ 18,8 bilhões em igual período de 2007.
Entre os itens mais adquiridos no exterior constam produtos siderúrgicos e farmacêuticos, insumos para a fabricação de fertilizantes, máquinas e equipamentos, automóveis, componentes elétricos, aparelhos eletroeletrônicos, cereais, combustíveis e lubrificantes.

O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral, associa esse impulso ao maior investimento feito pelo setor industrial na ampliação e na construção de novas fábricas e ao interesse de estrangeiros em estabelecer negócios no país. Ele lembra que, em 2007, o investimento estrangeiro direto alcançou a cifra recorde de US$ 34,5 bilhões e que somente em janeiro esse tipo de inversão somou US$ 4,8 bilhões. Leia o resto do artigo »

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As duas caras de Bernanke

Postado em 19 dEurope/London abril dEurope/London 2008

“Bernanke em seu ensaio de 2001 sugeriu uma política monetária agressiva, com elevação da taxa de juros, no entanto o banqueiro central tomou decisões opostas ao injetar mais de US$ 620 bilhões no mercado para evitar o travamento das operações de empréstimos entre instituições financeiras, reduzindo a taxa básica de juros, entre outras medidas.”

Por Luciana Sergeiro

Publicado em Valor Online (restrito a assinantes)

Por Alkimar Moura*

Como pesquisador acadêmico, em um estudo de maio de 2001, Bernanke e seu colega M. Gertler propuseram a seguinte questão hipotética para um banco central operando com a regra de metas inflacionárias: deveria tal banco central se preocupar com a evolução dos preços dos ativos, mesmo quando tal evolução indicasse a formação de bolhas especulativas que, inevitavelmente, explodiriam mais à frente, como tem sido observado em todas as experiências anteriores de crises financeiras? O estudo, na verdade, é uma simulação de como deveria atuar tal banco central, submetido a dois tipos de choques: uma bolha no mercado de ações e um choque tecnológico que afetasse o preço das ações. Os resultados da simulação indicam que, se o Banco Central praticar uma política “agressiva” de metas inflacionárias, ele não deveria se preocupar com as mudanças nos preços dos ativos. Além disso, introduzir os preços das ações como variável a ser considerada pelo Banco Central, juntamente com a inflação e o hiato do produto, traz como conseqüência a redução na variabilidade do hiato do produto, mas à custa do aumento na variabilidade da inflação. Em outras palavras, bancos centrais seriam capazes de estourar as bolhas nos preços dos ativos simplesmente aumentando a intensidade da resposta da taxa básica de juros às mudanças observadas nos seus objetivos.

Sabe-se que uma pesquisa acadêmica não deve ser encarada como um resultado definitivo, pois ela constitui um achado científico oferecido à comunidade de pesquisadores para ser confirmado ou refutado por investigações posteriores, ou ainda pela própria evidência empírica. Seus resultados devem ser recebidos com muito cuidado, sobretudo se extraídos de modelos de simulações tentando replicar a cambiante realidade econômica, como é o exemplo do trabalho citado.

Na sua recente encarnação do mais importante banqueiro central mundial, responsável pelo Federal Reserve Bank, como tem atuado o Sr. Bernanke no turbilhão da atual crise financeira derivada de bolhas especulativas de mercado de ativos, no caso, os preços das residências nos Estados Unidos? Se ele fosse seguir as sugestões de seu ensaio de 2001, o acadêmico Bernanke teria implementado uma política monetária agressiva, com elevação da taxa básica de juros para estourar aquela bolha. No entanto, o banqueiro central tomou decisões surpreendentes e opostas ao sugerido na pesquisa anterior: injetou mais de US$ 620 bilhões no mercado para evitar o travamento das operações de empréstimos entre instituições financeiras; reduziu velozmente a taxa básica de juros de 4,5% ao ano em outubro de 2007 para o nível atual de 2,25% ao ano e, na medida mais heterodoxa do receituário do Fed, além de sacramentar a venda do Bear Stearns para o JP Morgan/Chase, ele abriu aos bancos de investimento o acesso aos empréstimos de liquidez do Banco Central, decisão esta que nunca havia sido tomada desde a criação do Federal Reserve, em 1913. Além disso, ele introduziu operações de empréstimos de liquidez a prazos mais longos, flexibilizando as garantias aceitas pela autoridade monetária para tais transações. Leia o resto do artigo »

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Nas mãos de Deus – e do Estado

Postado em 19 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Será que não são os políticos o problema, mas sim a sociedade?

Por  Luciana Sergeiro

Publicado em: Revista Amanhã

Por Eugênio Esber

O autor da pesquisa que deu origem ao livro A cabeça do brasileiro vê um país fatalista, com pouca disposição para empreender e muito inclinado à idéia de que quanto mais governo, melhor

O sociólogo carioca Alberto Carlos Almeida sabia, claro, onde estava pisando quando propôs à Fundação Ford uma espécie de raio-x do que pensam seus compatriotas. E não deu outra: ao final das 2.363 entrevistas que realizou, com o apoio de universidades de todo o país, apareceram traços que ele já havia encontrado na obra do antropólogo Roberto DaMatta, autor de clássicos como “Carnavais, Malandros e Heróis” e “O Que Faz o Brasil?”. Mesmo assim, Almeida ficou impressionado com o painel que teve em mãos. “O quadro é pior do que eu pensava”, diz o autor de “A Cabeça do Brasileiro”, livro que reúne as conclusões da pesquisa aplicada em 103 municípios do país – aí incluídas 27 capitais. Com doutorado em Ciência Política pelo Iuperj, Almeida prepara o lançamento de “A Cabeça do Eleitor”, que também se apóia em uma pesquisa. “É sobre o que o eleitor leva em consideração no momento em que faz sua escolha”, resume o sócio do Instituto Análise, empreendimento que prentende transformar em seu QG de consultoria.

Você se surpreendeu com os resultados da pesquisa que deu origem ao livro “A Cabeça do Brasileiro”?

A pesquisa me surpreendeu em dois aspectos. Em primeiro lugar, porque o quadro é muito ruim. Claro, depois que você pára para pensar, a surpresa deixa de ser surpresa. Mas em geral a situação do Brasil é muito ruim. O brasileiro tem uma mentalidade muito arcaica, antiga, atrasada. Quando você pega todos os resultados juntos e vê o panorama total, é surpreendente. Eu não esperava, por exemplo, um conservadorismo tão grande com relação às práticas sexuais. Ficou claro que o brasileiro é um falador. Fala mais do que faz. O segundo aspecto que me surpreendeu na pesquisa é o valor que se dá à hierarquia, algo bem típico da obra do Roberto DaMatta. O brasileiro é hierárquico, e muito. Continua chamando o patrão de “senhor” mesmo que ele faculte ao empregado chamá-lo de você… Leia o resto do artigo »

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Previdência privada: classe C paga R$ 20 por mês e é um terço do mercado

Postado em 19 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Paulo Henrique Amorim entrevistou o presidente da Federação Nacional de Previdência Privada (Fenaprevi) e eles conversaram sobre o crescimento expressivo de quase 30% que este mercado apresentou no primeiro bimestre deste ano, sobre suas elevadas cifras e também sobre o público que tem alcançado, entre outras importantes questões que envolvem este mercado emergente e lucrativo…

*Por Elizabeth Cardoso

Publicado originalmente no Conversa Afiada, do Paulo Henrique Amorim

Por Paulo Henrique Amorim

O mercado de previdência privada cresceu 28,25% no primeiro bimestre deste ano. O total captado passou de R$ 3,8 bilhões para R$ 4,9 bilhões. O saldo dos ativos do sistema de previdência privada do Brasil é de R$ 122 bilhões.

O presidente da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida) Antônio Cássio dos Santos disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta sexta-feira, dia 18, que cresce o número de pessoas da classe C que compram planos de previdência privada (VGBL).

“Na medida em que os operadores passaram a aceitar, com o advento do VGBL, planos de previdência com tickets que chegam até R$ 20, ou seja, abaixo de R$ 50 por mês de poupança”, disse Antônio Cássio.

Segundo Antônio Cássio, o número de pessoas da classe C – com renda entre 2 e 3 salários por mês – que compram previdência privada representa um terço do sistema. Antônio Cássio disse que a estabilidade econômica é um dos fatores que contribuem para o crescimento da previdência privada no Brasil.

Os recursos da previdência privada são direcionados cada vez mais para o investimento em renda variável. Antônio Cássio disse que cerca de 15% dos R$ 122 bilhões do sistema estão aplicados em renda variável, na Bolsa de Valores. Os outro 85% estão aplicados em fundos de renda fixa, principalmente títulos do Governo.

“Ele vem crescendo. Ou seja, na medida em que os clientes passam a ter uma maior percepção de que a Bolsa é uma alternativa, é uma oportunidade para obter rendimentos superiores numa visão de longo prazo, aliás, a Bolsa é o melhor rendimento de longo prazo, na medida em que essa percepção aumenta, aumenta o pedido e nós operadores temos que nos preparar para mover nessa linha”, disse Antônio Cássio.

Leia a íntegra da entrevista com Antônio Cássio dos Santos: Leia o resto do artigo »

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Obras de duplicação da capacidade do Porto de Santos devem começar em 2009, diz ministro

Postado em 19 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Publicado originalmente no Blog Logística e Transporte

Por José Augusto Valente*

As obras do complexo portuário Barnabé-Bagres, no Porto de Santos, devem começar no segundo semestre de 2009, informou o ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito. De acordo com ele, a licitação para definir a empresa responsável pelo projeto deve ser feita no início do ano que vem.

O termo de autorização para que a empresa Santos Brasil faça os estudos de viabilidade do complexo foi assinado ontem (17) pela Companhia Docas de São Paulo (Codesp).

Segundo o ministro, o projeto vai ampliar em 120 milhões de toneladas a capacidade do Porto de Santos, que hoje é de 110 milhões de toneladas.

Com a conclusão do projeto, a área total do porto será de 6 milhões de metros quadrados, o que vai permitir um cais com 11 quilômetros de extensão e a construção de 45 novos berços de atracação para navios. “Isso dará uma nova realidade portuária para o país, não só para Santos. O porto de Santos vai se consolidar como o grande porto concentrador da América Latina”, avaliou Brito.

O custo total da obra será de R$ 9 bilhões, e os recursos sairão integralmente da iniciativa privada.

Segundo ministro, o projeto já está despertando interesse das empresas por causa da demanda crescente que existe por esse serviço no Brasil, especialmente na área do petróleo. Leia o resto do artigo »

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Os sem esgoto: ninguém fala em nome deles, eles não têm partido político, nem bancada no congresso

Postado em 18 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Brasil também padece de “desigualdade sanitária” entre os estados, atingindo mais negativamente aqueles de menor expressão política, ou seja, os nortistas…

*Por Elizabeth Cardoso

Publicado originalmente no Vi o Mundo, de Luiz Carlos Azenha

Por Luiz Carlos Azenha

São PauloA tabela acima faz parte do estudo produzido pelas pesquisadoras Fernanda Blauth e Marussia Whately, do Instituto Socioambiental, com base em dados oficiais de 2004. Do lado direito, a taxa da população atendida com coleta de esgoto. Ou seja, em Porto Velho, 87,8% da população não tem o esgoto coletado. Em Belo Horizonte essa taxa cai para apenas 6,3%. Notem as grandes diferenças regionais. E, em São Paulo, os 14% não atendidos pela coleta com certeza representam muito em termos de potencial poluidor e de doenças. Leia o resto do artigo »

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Audiência pública explica concorrência para contratação de obras da BR-163/PA

Postado em 18 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Publicado originalmente no Blog Logística e Transporte

Por José Augusto Valente*

O DNIT realizará, em sua Superintendência Regional no estado do Pará, audiência pública com o objetivo de apresentar à comunidade local e empreiteiros interessados, a licitação das obras de implantação e pavimentação da rodovia BR-163, no trecho entre Rurópolis/PA e a divisa com Mato Grosso.

A audiência atende aos dispositivos da Lei 8.666/93, que determina que todas as obras cujos valores sejam superiores a R$ 150 milhões sejam divulgadas à comunidade. O aviso da audiência foi publicado no Diário Oficial da União desta quarta, 16/4.

As obras a serem licitadas abrangerão uma extensão total de 788,9 quilômetros. Para realizá-la o Governo Federal prevê investimento estimado em R$ 960 milhões, com recursos do Orçamento Geral da União. Leia o resto do artigo »

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A difícil e essencial regulação financeira

Postado em 18 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Publicado no: Valor

Por Martin Wolf

Bela tentativa: sem charutos. Esta foi a minha reação à tentativa da comunidade bancária de evitar regulação adicional, quando recomendou “um conjunto de melhores práticas a ser adotado voluntariamente”. Foi também a reação dos formuladores de políticas que se encontraram em Washington na semana passada. Há mais regulação a caminho. Depois de assustar políticos e formuladores de política a esse extremo, até o banqueiro mais otimista deve constatar isso. Resta saber se a regulação adicional fará algum bem.

Num relatório provisório sobre “melhores práticas de mercado”, o Institute for International Finance, uma associação de banqueiros, oferece uma autocrítica devastadora IIF.com. Eis, portanto, algumas fragilidades que identifica: “deterioração de normas de concessão de empréstimo da parte de algumas instituições que dão origem ao crédito”; um “declínio nas normas de subscrição”; uma “dependência excessiva sobre produtos estruturados insuficientemente compreendidos, de desempenho insuficiente e com classificação inferior à adequada”; e “dificuldades em identificar onde residem as exposições [a risco]“. Você compraria um código voluntário de pessoas que descrevem os seus próprios erros nessa forma brutal? Acredito que não. Existem dois poderosos motivos adicionais para não fazê-lo. Leia o resto do artigo »

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