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Os sem esgoto: ninguém fala em nome deles, eles não têm partido político, nem bancada no congresso

Posted By Imprensa On 18 abril, 2008 @ 7:00 pm In Conjuntura,Desenvolvimento Regional | 1 Comment

Brasil também padece de “desigualdade sanitária” entre os estados, atingindo mais negativamente aqueles de menor expressão política, ou seja, os nortistas…

*Por Elizabeth Cardoso

Publicado originalmente no Vi o Mundo [1], de Luiz Carlos Azenha

Por Luiz Carlos Azenha

São PauloA tabela acima faz parte do estudo produzido pelas pesquisadoras Fernanda Blauth e Marussia Whately, do Instituto Socioambiental, com base em dados oficiais de 2004. Do lado direito, a taxa da população atendida com coleta de esgoto. Ou seja, em Porto Velho, 87,8% da população não tem o esgoto coletado. Em Belo Horizonte essa taxa cai para apenas 6,3%. Notem as grandes diferenças regionais. E, em São Paulo, os 14% não atendidos pela coleta com certeza representam muito em termos de potencial poluidor e de doenças.

Este tem sido, consistentemente, o pior indicador do Brasil nas estatísticas sociais. A geógrafa Fernanda Blauth acredita que isso se dá pela falta de “visibilidade política” das obras de saneamento básico. No popular, rede de esgoto não aparece e nem tem inauguração com corte de fita e banda de música. Porém, os efeitos são terríveis tanto para a saúde pública quanto para o meio ambiente. É um absurdo que um país com a riqueza do Brasil aceite esse índices. São grotescos. E tem gente que acha que o grande problema do Brasil é descobrir quem matou a Isabella.

Aqui as tabelas do tratamento de esgoto:


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1 Comment To "Os sem esgoto: ninguém fala em nome deles, eles não têm partido político, nem bancada no congresso"

#1 Comment By Rodrigo Loureiro Medeiros On 19 abril, 2008 @ 11:20 am

Ressalto que “população atendida por coleta de esgoto” não significa que o total do esgoto recolhido seja tratado. Coleta-se, mas não necessariamente se trata o esgoto.

Vamos aos números do SIAFI (Sistema Integrado de Administração Financeira). Em 2007, o governo Lula gastou R$140 bilhões com juros e encargos da dívida pública, fruto do árduo trabalho do Henrique Meirelles no Banco Central do Brasil, ao passo que parcos R$39 milhões em saneamento básico.

As companhias estaduais de saneamento precisam de crédito para expandir os sistemas de abastecimento de água e tratamento de esgoto. Não dá para contar somente com as receitas operacionais. Existem áreas atendidas em que as perdas de faturamento chegam aos 70%. Perdas técnicas e furtos.

Enfim, as pessoas podem sempre adotar a posição intelectual do sociólogo Alberto Carlos Almeida, ou seja, responsabilizar a sociedade e isentar as elites. Depois basta esperar a revista Veja publicar uma generosa resenha sobre seu trabalho.


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[1] Vi o Mundo: http://www.viomundo.com.br/apoiamos/os-sem-esgoto-ninguem-fala-em-nome-deles-eles-nao-tem-partido-politico-nem-bancada-no-congresso/

[2] Sobre o papel do Estado: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2007/09/sobre-o-papel-do-estado/

[3] Tem São Paulo demais: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2007/09/tem-sao-paulo-demais/

[4] EDITORIAL do Cadernos do desenvolvimento do centro Celso Furtado: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2007/09/editorial-do-cadernos-do-desenvolvimento-do-centro-celso-furtado/

[5] País perdeu os 'anos de ouro' da economia mundial: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2007/09/pais-perdeu-os-anos-de-ouro-da-economia-mundial/

[6] Espantando o vôo de galinha: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2007/09/espantando-o-voo-de-galinha/

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