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	<title>Comentários sobre: ** DEBATE VI ** Os juros são um péssimo instrumento de combate à inflação. Um ótimo instrumento é o câmbio estável, porém competitivo</title>
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		<title>Por: BOLETIM SEMANAL DO BLOG DO DESEMPREGO ZERO &#171; Blog do Desemprego Zero</title>
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		<dc:creator>BOLETIM SEMANAL DO BLOG DO DESEMPREGO ZERO &#171; Blog do Desemprego Zero</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Apr 2008 20:01:25 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Recentes Pedro em ** DEBATE VI ** Os juros são ...Gustavo Santos em ** DEBATE VI ** Os juros são ...Léo Nunes em POTÊNCIAS EUROPÉIAS BARRAM [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Recentes Pedro em ** DEBATE VI ** Os juros são &#8230;Gustavo Santos em ** DEBATE VI ** Os juros são &#8230;Léo Nunes em POTÊNCIAS EUROPÉIAS BARRAM [...]</p>
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		<title>Por: Gustavo Santos</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/os-juros-sao-um-pessimo-instrumento-de-combate-a-inflacao-um-otimo-instrumento-e-o-cambio-estavel-porem-competitivo/comment-page-1/#comment-997</link>
		<dc:creator>Gustavo Santos</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Apr 2008 15:49:44 +0000</pubDate>
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		<description>Rodrigo,
estratégia empresarial é um assunto muito interessante, pena que é pouco estudado entre os economistas. Não entendo o por quê.
Porém, é uma temática criada por economistas e é um típico assunto de interesse da economia industrial. O próprio Michael Porter é economista.
abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rodrigo,<br />
estratégia empresarial é um assunto muito interessante, pena que é pouco estudado entre os economistas. Não entendo o por quê.<br />
Porém, é uma temática criada por economistas e é um típico assunto de interesse da economia industrial. O próprio Michael Porter é economista.<br />
abraços</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Gustavo dos Santos (meus artigos clique)</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/os-juros-sao-um-pessimo-instrumento-de-combate-a-inflacao-um-otimo-instrumento-e-o-cambio-estavel-porem-competitivo/comment-page-1/#comment-995</link>
		<dc:creator>Gustavo dos Santos (meus artigos clique)</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Apr 2008 05:14:04 +0000</pubDate>
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		<description>Artigo sobre o assunto que estamos conversando:
http://desempregozero.org/2008/04/08/nos-balancos-corporativos/</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Artigo sobre o assunto que estamos conversando:<br />
<a href="http://desempregozero.org/2008/04/08/nos-balancos-corporativos/" rel="nofollow">http://desempregozero.org/2008/04/08/nos-balancos-corporativos/</a></p>
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		<title>Por: Gustavo dos Santos (meus artigos clique)</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/os-juros-sao-um-pessimo-instrumento-de-combate-a-inflacao-um-otimo-instrumento-e-o-cambio-estavel-porem-competitivo/comment-page-1/#comment-994</link>
		<dc:creator>Gustavo dos Santos (meus artigos clique)</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Apr 2008 02:26:05 +0000</pubDate>
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		<description>Rodrigo,
você tem toda razão. Eu estava assumindo uma posição de tentar convencer pelo debate. Isso é muito difícil. A melhor postura é assumir que o recuo no debate é uma posição desconfortável e que as pessoas evitam. Partindo desse ponto, podemos trocar idéias e quem sabem descobrirmos algum ponto de consenso.
Com relação ao preço do leite e os juros. Acho que a opinião da maior parte da teoria econômica é que lucros recorrente e continuamente acima da média (ou no normal) são consequência de posições favorecidas de mercado (oligopólio, monopólio ou situações similares). Nesse ponto há um consenso entre ortodoxos e heterodoxos.
E isso nunca é por culpa dos consumidores, como disse o Pedro:
&quot; É difícil dizer que o João da merceria A e o José da mercearia B fazem conluio no preço do leite quando há uma multidão desesperada, aceitando pagar qq preço no leite.&quot;
ou ainda &quot;Qd os bancos tem um incentivo tão forte dos próprios consumidores a manter as taxas altas, não é necessário conluio para sustentá-las altas&quot;
Essa situação só é válida em uma situação circunstancial em que a a oferta foi surpreendida por uma demanda inesperada e é rapidamente resolvida pelo próprio efeito da livre concorrência.
ora, se o leite fosse vendido a 20 reais, pode ter certeza que haverá demanda para ele, só que muito menor do que o leite a 2 reais. O mesmo vale para os juros. Se os juros reais do crédito ao consumidor forem de 30%, haverá demanda. Mas é muito menor do que se os juros reais forem 3%. De fato, isso explica porque a o crédito privado no Brasil gira em torno de 30% enquanto na Ásia e nos países desenvolvidos é em torno de 100% do PIB.
Isso é básico: não é culpa do consumidor o fato das margens de lucros serem muito acima da média (como de fato as taxas de lucro muito acima do custo da média mostram). Concorrência serve para reduzir isso, independentemente do padrão de consumo. Se há barreiras à entrada (competitiva) da concorrência, os lucros podem  ser muito acima da média, como é no setor bancário brasileiro.
Esse é um ponto de consenso entre ortodoxos e heterodoxos.
abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rodrigo,<br />
você tem toda razão. Eu estava assumindo uma posição de tentar convencer pelo debate. Isso é muito difícil. A melhor postura é assumir que o recuo no debate é uma posição desconfortável e que as pessoas evitam. Partindo desse ponto, podemos trocar idéias e quem sabem descobrirmos algum ponto de consenso.<br />
Com relação ao preço do leite e os juros. Acho que a opinião da maior parte da teoria econômica é que lucros recorrente e continuamente acima da média (ou no normal) são consequência de posições favorecidas de mercado (oligopólio, monopólio ou situações similares). Nesse ponto há um consenso entre ortodoxos e heterodoxos.<br />
E isso nunca é por culpa dos consumidores, como disse o Pedro:<br />
&#8221; É difícil dizer que o João da merceria A e o José da mercearia B fazem conluio no preço do leite quando há uma multidão desesperada, aceitando pagar qq preço no leite.&#8221;<br />
ou ainda &#8220;Qd os bancos tem um incentivo tão forte dos próprios consumidores a manter as taxas altas, não é necessário conluio para sustentá-las altas&#8221;<br />
Essa situação só é válida em uma situação circunstancial em que a a oferta foi surpreendida por uma demanda inesperada e é rapidamente resolvida pelo próprio efeito da livre concorrência.<br />
ora, se o leite fosse vendido a 20 reais, pode ter certeza que haverá demanda para ele, só que muito menor do que o leite a 2 reais. O mesmo vale para os juros. Se os juros reais do crédito ao consumidor forem de 30%, haverá demanda. Mas é muito menor do que se os juros reais forem 3%. De fato, isso explica porque a o crédito privado no Brasil gira em torno de 30% enquanto na Ásia e nos países desenvolvidos é em torno de 100% do PIB.<br />
Isso é básico: não é culpa do consumidor o fato das margens de lucros serem muito acima da média (como de fato as taxas de lucro muito acima do custo da média mostram). Concorrência serve para reduzir isso, independentemente do padrão de consumo. Se há barreiras à entrada (competitiva) da concorrência, os lucros podem  ser muito acima da média, como é no setor bancário brasileiro.<br />
Esse é um ponto de consenso entre ortodoxos e heterodoxos.<br />
abraços</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Pedro</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/os-juros-sao-um-pessimo-instrumento-de-combate-a-inflacao-um-otimo-instrumento-e-o-cambio-estavel-porem-competitivo/comment-page-1/#comment-991</link>
		<dc:creator>Pedro</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Apr 2008 21:21:22 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1622#comment-991</guid>
		<description>Rodrigo,

obrigado pelo elogio. Espero ser capaz de me manter o bom nível do debate.

Discordo de sua afirmativa a respeito de &quot;collusive behaviour&quot;. Como disse, essa é a minha área e não há evidência conclusiva desse comportamento no setor bancário, longe disso. Vai ser ótimo quando encontrarmos tal evidência, o CADE vai fazer a festa, tem muita gente procurando isso. Mas, até agora, tudo que encontramos foi o seguinte: brasileiro é desesperado por crédito e paga qq taxa. É difícil dizer que o João da merceria A e o José da mercearia B fazem conluio no preço do leite quando há uma multidão desesperada, aceitando pagar qq preço no leite. Isso ainda é especulação, mas não encontramos nada contrário, nem nenhuma explicação alternativa sustentada pelos dados.

É um quebra-cabeças que os bancos internacionais tenham entrado e não tenham tentando abocanhar grandes parcelas do mercado, cobrando tarifas altas, mas inferiores ao que o BB ou o Bradesco cobram; ao que parece, simplesmente não vale a pena. Ao contrário do que o Santander fez em outros países da América Latina, no Brasil o spread é tão alto que não vale a pena aumentar a base de clientes com taxas um pouco menores.

Qd os bancos tem um incentivo tão forte dos próprios consumidores a manter as taxas altas, não é necessário conluio para sustentá-las altas - pode haver, pode não haver, mas os meios que temos para identificar conluio não capturam nada.

Até agora, não há nada conclusivo sobre esse comportamento. Pode ser um equilíbrio tácito de um jogo entre os bancos, mas isso não parece muito provável. Infelizmente, talvez o problema do spread não tenha tanto a ver com os bancos, mas com os consumidores, que não comparam tarifas bancárias como comparam o preço do leite. É o preço que pagamos por não ter fornecido crédito suficiente por tanto tempo.

Enfim, é uma área com muitas perguntas interessantes, mas infelizmente poucas respostas que nos auxiliem a fazer política de concorrência e/ou regulação.

Novamente, obrigado pelas referências.

Abs.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rodrigo,</p>
<p>obrigado pelo elogio. Espero ser capaz de me manter o bom nível do debate.</p>
<p>Discordo de sua afirmativa a respeito de &#8220;collusive behaviour&#8221;. Como disse, essa é a minha área e não há evidência conclusiva desse comportamento no setor bancário, longe disso. Vai ser ótimo quando encontrarmos tal evidência, o CADE vai fazer a festa, tem muita gente procurando isso. Mas, até agora, tudo que encontramos foi o seguinte: brasileiro é desesperado por crédito e paga qq taxa. É difícil dizer que o João da merceria A e o José da mercearia B fazem conluio no preço do leite quando há uma multidão desesperada, aceitando pagar qq preço no leite. Isso ainda é especulação, mas não encontramos nada contrário, nem nenhuma explicação alternativa sustentada pelos dados.</p>
<p>É um quebra-cabeças que os bancos internacionais tenham entrado e não tenham tentando abocanhar grandes parcelas do mercado, cobrando tarifas altas, mas inferiores ao que o BB ou o Bradesco cobram; ao que parece, simplesmente não vale a pena. Ao contrário do que o Santander fez em outros países da América Latina, no Brasil o spread é tão alto que não vale a pena aumentar a base de clientes com taxas um pouco menores.</p>
<p>Qd os bancos tem um incentivo tão forte dos próprios consumidores a manter as taxas altas, não é necessário conluio para sustentá-las altas &#8211; pode haver, pode não haver, mas os meios que temos para identificar conluio não capturam nada.</p>
<p>Até agora, não há nada conclusivo sobre esse comportamento. Pode ser um equilíbrio tácito de um jogo entre os bancos, mas isso não parece muito provável. Infelizmente, talvez o problema do spread não tenha tanto a ver com os bancos, mas com os consumidores, que não comparam tarifas bancárias como comparam o preço do leite. É o preço que pagamos por não ter fornecido crédito suficiente por tanto tempo.</p>
<p>Enfim, é uma área com muitas perguntas interessantes, mas infelizmente poucas respostas que nos auxiliem a fazer política de concorrência e/ou regulação.</p>
<p>Novamente, obrigado pelas referências.</p>
<p>Abs.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Rodrigo Loureiro Medeiros</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/os-juros-sao-um-pessimo-instrumento-de-combate-a-inflacao-um-otimo-instrumento-e-o-cambio-estavel-porem-competitivo/comment-page-1/#comment-989</link>
		<dc:creator>Rodrigo Loureiro Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Apr 2008 19:50:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1622#comment-989</guid>
		<description>Pedro

Você tem se revelado um bom debatedor. Podemos não concordar em alguns pontos, mas o importante é aceitarmos debater idéias, teorias e pontos de vista com calma e maturidade.

No caso do spread bancário brasileiro, convergente em valores quando se analisa o conjunto do sistema, não há como fugir daquilo que os teóricos dos jogos chamam de &quot;collusive behavior&quot;. Poder de mercado e conluio são práticas que nenhum economista sério, neoclássico ou não, defende e apóia. Milton Friedman era terminantemente contrário e se recuarmos mais, Fank Knight, autor do clássico ‘Risk, uncertainty and profit’ (Houghton Mifflin Company, 1921), condenava a interdição da competição.

Não sei se você conhece finanças funcionais. Meu colega Randall Wray na rede EFE - Economist for Full Employment do Levy Economics Institute of Bard College publicou um livro bem interessante sobre o assunto no Brasil: ‘Trabalho e moeda hoje: a chave para o pleno emprego e a estabilidade de preços’ (Editora da UFRJ, Contraponto, 2003).

Ele possui artigos interessantes no site da rede EFE. Procure pelo Google. Se estiver mais interessado digite também “stiglitz nobel lecture” e leia a bela peça teórica construída por um dos maiores economistas da atualidade.

O colega irá perceber que não estamos inventando a roda neste blog...


Um abraço,

Rodrigo L. Medeiros</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pedro</p>
<p>Você tem se revelado um bom debatedor. Podemos não concordar em alguns pontos, mas o importante é aceitarmos debater idéias, teorias e pontos de vista com calma e maturidade.</p>
<p>No caso do spread bancário brasileiro, convergente em valores quando se analisa o conjunto do sistema, não há como fugir daquilo que os teóricos dos jogos chamam de &#8220;collusive behavior&#8221;. Poder de mercado e conluio são práticas que nenhum economista sério, neoclássico ou não, defende e apóia. Milton Friedman era terminantemente contrário e se recuarmos mais, Fank Knight, autor do clássico ‘Risk, uncertainty and profit’ (Houghton Mifflin Company, 1921), condenava a interdição da competição.</p>
<p>Não sei se você conhece finanças funcionais. Meu colega Randall Wray na rede EFE &#8211; Economist for Full Employment do Levy Economics Institute of Bard College publicou um livro bem interessante sobre o assunto no Brasil: ‘Trabalho e moeda hoje: a chave para o pleno emprego e a estabilidade de preços’ (Editora da UFRJ, Contraponto, 2003).</p>
<p>Ele possui artigos interessantes no site da rede EFE. Procure pelo Google. Se estiver mais interessado digite também “stiglitz nobel lecture” e leia a bela peça teórica construída por um dos maiores economistas da atualidade.</p>
<p>O colega irá perceber que não estamos inventando a roda neste blog&#8230;</p>
<p>Um abraço,</p>
<p>Rodrigo L. Medeiros</p>
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	<item>
		<title>Por: Pedro</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/os-juros-sao-um-pessimo-instrumento-de-combate-a-inflacao-um-otimo-instrumento-e-o-cambio-estavel-porem-competitivo/comment-page-1/#comment-984</link>
		<dc:creator>Pedro</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Apr 2008 14:44:30 +0000</pubDate>
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		<description>Concordo que é melhor controlar a inflação diminuindo gastos públicos do que usando a taxa de juros. Mas isso é tão &quot;keynesiano&quot; quanto neoclássico.

Deixar os gastos altos e controlar a inflação com taxa de juros significa trocar consumo das famílias por consumo do governo. O governo pressiona a demanda, e para não aumentar os preços eu não consigo pegar um crediário nas Casas Bahia pq tá muito caro. Com todos os efeitos nefastos que o Gustavo apontou.

Agora, discordo da crítica a respeito do aumento da dívida pública. Graças a Deus, aumentamos a dívida pública enormemente! Toda cidade brasileira deveria possui um &quot;monumento à dívida pública&quot;.

Por um motivo simples: em praticamente toda sua história republicana, o governo brasileiro foi deficitário. E nunca aumentou muitos os impostos (a carga era de 24% até 1988), e a dívida pública foi baixinha, baixinha, e nunca teve que vender ativos como a Vale... que mágica, não é mesmo?

A mágica é que o preço disso foi o país mais desigual do mundo. O governo quer gastar? Não tem jeito: imposto, dívida ou emissão de moeda. Não tinha imposto, não tinha dívida e tinha gasto... pronto, emissão de moeda, inflação. Que é um imposto que incide especialmente sobre os mais pobres, que não têm como se proteger. E o país mais desigual do mundo.

Graças a Deus acabamos com essa monstruosidade. Ao acabar com a inflação sem reduzir gastos públicos, a primeira opção foi aumentar a dívida; quando isso ficou impraticável, passamos a aumentar impostos.

Ninguém esqueceu que aquela &quot;âncora cambial&quot; louca do Plano Real foi a alternativa à ausência de equilíbrio orçamentário, certo? Claro, só daria certo se voássemos em céu de brigadeiro; todo solavanco internacional ia direto no ponto frágil dessa política. Quando descobrimos que equilíbrio fiscal era algo importante (até para fazer política fiscal contra-cíclica e estabilizar a economia sem pressionar a inflação), apenas em 1998, a bola de neve já tinha começado a rolar.

O ponto positivo é que a taxa de juros permite calibrar melhor a política anti-inflacionária. A política fiscal é muito grosseira. Mesmo longe de uma sintonia fina perfeita, a política monetária é muito mais precisa.

Ainda assim, várias críticas feitas ao uso da taxa Selic também valem em relação a política fiscal: não afeta preços administrados e tem impacto reduzido sobre tradeables. Políticas monetária e fiscal atuam sobre a demanda e são limitadas no combate a esses problemas.

Acho, porém, que vc não tocou no ponto mais importante do combate à inflação: expectatiavas dos agentes e credibilidade do BC. Reajustes de preços não caem do céu; eles são decididos por pessoas (empresários, sindicatos...).

Se está todo mundo absolutamente convencido de que a inflação vai ser zero, e o BC vai explodir o país se não for, qualquer choque vai se refletir apenas em alterações de preços relativos. À parte problemas de informação assimétrica como os apontados por Lucas, mas não há evidência que desajustes decorrentes desse problema durem mais do que algumas semanas.

Meta de inflação ambiciosa não se traduz necessariamente em juros altos em resposta a qualquer choque. O que gera esse efeito é falta de credibilidade do BC. Se a expectativa de inflação estiver bem estabelecida em determinado nível, os indivíduos não vão jogar seus preços lá para o alto em resposta a um choque.

Afinal, um dos determinantes da inflação é a expectativa de inflação - em outras palavras, o reconhecimento de que o BC vai cumprir a meta faz com que o custo de cumpri-la diminua imediatamente.

Para quem acha que tudo isso é pura especulação, o Alexandre Schwartzman tem alguns trabalhos mostrando que, no Brasil hoje, o papel das expectativas sobre a inflação realizada é muito maior do que o papel dos choques.

Ou seja, o BC aumenta os juros menos para cumprir uma &quot;meta ambiciosa&quot; e mais por falta de credibilidade, que não se compara à dos BCs de EUA, Reino Unido ou da Suíça... isso não é especulação, isso é o que os dados mostraram até agora.

Concordo também com o Rodrigo sobre a necessidade de regulação em diversas áreas (esse é o meu ganha-pão!). Mas NÃO para combater a inflação, ainda que esse seja um possível efeito colateral. Na verdade, esse efeito nem vai acontecer sempre - às vezes, a regulação ideal envolve aumento de preços (ou salários) para induzir maior investimento em determinanda área. Em geral, porém, a regulação tem efeitos benéficos sobre o nível de preços.

Há um grande problema (e é grande mesmo) em usar regulação para controlar inflação, ao invés de usar apenas para lidar com falhas de mercado, especialmente monopólios e oligopólios. Esse problema é o rent-seeking. No momento em que vc estabelecer uma câmara que decide quanto os preços podem aumentar, imediatamente 50% dos investimentos do empresariado vão ser desviados para lobby (50% foi um chute), para convencer o governo de que &quot;meus custos aumentaram muito, deixa eu aumentar o preço!&quot;.

Não é trivial saber quando regulação é a melhor maneira de lidar com falhas de mercado e poder de mercado. Afinal, o próprio processo regulatório possui inúmeras falhas (além de rent seeking, o problema de informação assimetrica é bastante sério). Política de concorrência é um negócio complicado - qd é melhor deixar o mercado solto, quando é melhor regular, qd é melhor estatizar, qd é melhor fazer concessão, leilão, concorrência ex-ante e ex-post... é uma área importante e muito interessante.

Em termos de regulação, sugiro fortemente o livro &quot;Regulation and Development&quot;, do Laffont (um dos economistas mais geniais de que se tem notícia) sobre como deve ser construído o arcabouço regulatório em países pobres, em oposição ao arcabouço desenvolvido considerando a existência de instituições que só os países já desenvolvidos tinham (não parece a Cepal falando?).

Quanto a &quot;Um país grande precisa de produção manufatureira significativa, incluindo setores de alta tecnologia&quot;, acho que o buraco é muito mais embaixo. Não acho nem um pouco trivial saber o quanto é muito e o quanto é pouco de produção manufatureira, o preço disso, as vantagens disso. Em geral, o que há é muito voluntarismo, &quot;temos que produzir tudo!&quot;, &quot;interesse estratégico!&quot;, e pouca clareza. Fica para outro comentário.

Abs.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo que é melhor controlar a inflação diminuindo gastos públicos do que usando a taxa de juros. Mas isso é tão &#8220;keynesiano&#8221; quanto neoclássico.</p>
<p>Deixar os gastos altos e controlar a inflação com taxa de juros significa trocar consumo das famílias por consumo do governo. O governo pressiona a demanda, e para não aumentar os preços eu não consigo pegar um crediário nas Casas Bahia pq tá muito caro. Com todos os efeitos nefastos que o Gustavo apontou.</p>
<p>Agora, discordo da crítica a respeito do aumento da dívida pública. Graças a Deus, aumentamos a dívida pública enormemente! Toda cidade brasileira deveria possui um &#8220;monumento à dívida pública&#8221;.</p>
<p>Por um motivo simples: em praticamente toda sua história republicana, o governo brasileiro foi deficitário. E nunca aumentou muitos os impostos (a carga era de 24% até 1988), e a dívida pública foi baixinha, baixinha, e nunca teve que vender ativos como a Vale&#8230; que mágica, não é mesmo?</p>
<p>A mágica é que o preço disso foi o país mais desigual do mundo. O governo quer gastar? Não tem jeito: imposto, dívida ou emissão de moeda. Não tinha imposto, não tinha dívida e tinha gasto&#8230; pronto, emissão de moeda, inflação. Que é um imposto que incide especialmente sobre os mais pobres, que não têm como se proteger. E o país mais desigual do mundo.</p>
<p>Graças a Deus acabamos com essa monstruosidade. Ao acabar com a inflação sem reduzir gastos públicos, a primeira opção foi aumentar a dívida; quando isso ficou impraticável, passamos a aumentar impostos.</p>
<p>Ninguém esqueceu que aquela &#8220;âncora cambial&#8221; louca do Plano Real foi a alternativa à ausência de equilíbrio orçamentário, certo? Claro, só daria certo se voássemos em céu de brigadeiro; todo solavanco internacional ia direto no ponto frágil dessa política. Quando descobrimos que equilíbrio fiscal era algo importante (até para fazer política fiscal contra-cíclica e estabilizar a economia sem pressionar a inflação), apenas em 1998, a bola de neve já tinha começado a rolar.</p>
<p>O ponto positivo é que a taxa de juros permite calibrar melhor a política anti-inflacionária. A política fiscal é muito grosseira. Mesmo longe de uma sintonia fina perfeita, a política monetária é muito mais precisa.</p>
<p>Ainda assim, várias críticas feitas ao uso da taxa Selic também valem em relação a política fiscal: não afeta preços administrados e tem impacto reduzido sobre tradeables. Políticas monetária e fiscal atuam sobre a demanda e são limitadas no combate a esses problemas.</p>
<p>Acho, porém, que vc não tocou no ponto mais importante do combate à inflação: expectatiavas dos agentes e credibilidade do BC. Reajustes de preços não caem do céu; eles são decididos por pessoas (empresários, sindicatos&#8230;).</p>
<p>Se está todo mundo absolutamente convencido de que a inflação vai ser zero, e o BC vai explodir o país se não for, qualquer choque vai se refletir apenas em alterações de preços relativos. À parte problemas de informação assimétrica como os apontados por Lucas, mas não há evidência que desajustes decorrentes desse problema durem mais do que algumas semanas.</p>
<p>Meta de inflação ambiciosa não se traduz necessariamente em juros altos em resposta a qualquer choque. O que gera esse efeito é falta de credibilidade do BC. Se a expectativa de inflação estiver bem estabelecida em determinado nível, os indivíduos não vão jogar seus preços lá para o alto em resposta a um choque.</p>
<p>Afinal, um dos determinantes da inflação é a expectativa de inflação &#8211; em outras palavras, o reconhecimento de que o BC vai cumprir a meta faz com que o custo de cumpri-la diminua imediatamente.</p>
<p>Para quem acha que tudo isso é pura especulação, o Alexandre Schwartzman tem alguns trabalhos mostrando que, no Brasil hoje, o papel das expectativas sobre a inflação realizada é muito maior do que o papel dos choques.</p>
<p>Ou seja, o BC aumenta os juros menos para cumprir uma &#8220;meta ambiciosa&#8221; e mais por falta de credibilidade, que não se compara à dos BCs de EUA, Reino Unido ou da Suíça&#8230; isso não é especulação, isso é o que os dados mostraram até agora.</p>
<p>Concordo também com o Rodrigo sobre a necessidade de regulação em diversas áreas (esse é o meu ganha-pão!). Mas NÃO para combater a inflação, ainda que esse seja um possível efeito colateral. Na verdade, esse efeito nem vai acontecer sempre &#8211; às vezes, a regulação ideal envolve aumento de preços (ou salários) para induzir maior investimento em determinanda área. Em geral, porém, a regulação tem efeitos benéficos sobre o nível de preços.</p>
<p>Há um grande problema (e é grande mesmo) em usar regulação para controlar inflação, ao invés de usar apenas para lidar com falhas de mercado, especialmente monopólios e oligopólios. Esse problema é o rent-seeking. No momento em que vc estabelecer uma câmara que decide quanto os preços podem aumentar, imediatamente 50% dos investimentos do empresariado vão ser desviados para lobby (50% foi um chute), para convencer o governo de que &#8220;meus custos aumentaram muito, deixa eu aumentar o preço!&#8221;.</p>
<p>Não é trivial saber quando regulação é a melhor maneira de lidar com falhas de mercado e poder de mercado. Afinal, o próprio processo regulatório possui inúmeras falhas (além de rent seeking, o problema de informação assimetrica é bastante sério). Política de concorrência é um negócio complicado &#8211; qd é melhor deixar o mercado solto, quando é melhor regular, qd é melhor estatizar, qd é melhor fazer concessão, leilão, concorrência ex-ante e ex-post&#8230; é uma área importante e muito interessante.</p>
<p>Em termos de regulação, sugiro fortemente o livro &#8220;Regulation and Development&#8221;, do Laffont (um dos economistas mais geniais de que se tem notícia) sobre como deve ser construído o arcabouço regulatório em países pobres, em oposição ao arcabouço desenvolvido considerando a existência de instituições que só os países já desenvolvidos tinham (não parece a Cepal falando?).</p>
<p>Quanto a &#8220;Um país grande precisa de produção manufatureira significativa, incluindo setores de alta tecnologia&#8221;, acho que o buraco é muito mais embaixo. Não acho nem um pouco trivial saber o quanto é muito e o quanto é pouco de produção manufatureira, o preço disso, as vantagens disso. Em geral, o que há é muito voluntarismo, &#8220;temos que produzir tudo!&#8221;, &#8220;interesse estratégico!&#8221;, e pouca clareza. Fica para outro comentário.</p>
<p>Abs.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Gustavo dos Santos (meus artigos clique)</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/os-juros-sao-um-pessimo-instrumento-de-combate-a-inflacao-um-otimo-instrumento-e-o-cambio-estavel-porem-competitivo/comment-page-1/#comment-983</link>
		<dc:creator>Gustavo dos Santos (meus artigos clique)</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Apr 2008 15:21:39 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1622#comment-983</guid>
		<description>Rodrigo e Ronaldo,
agradeço os comentários. O que vocês falaram é perfeito, os juros altos não podem afetar a inflação dos preços administrados, das commodities.
Heldo,
não precisa ter nem um mês de estudo de economia para se ter legitimidade para questionar qualquer coisa. Seis anos de estudo então é bastante! Mas seja, por favor, mais específico em sua pergunta para facilitar a resposta.
O que eu disse sobre o uso da taxa de juros para controlar a inflação é válido se estamos falando de Selic ou qualquer outro tipo ou conjunto de taxa de juros.
abraços,
Gustavo</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rodrigo e Ronaldo,<br />
agradeço os comentários. O que vocês falaram é perfeito, os juros altos não podem afetar a inflação dos preços administrados, das commodities.<br />
Heldo,<br />
não precisa ter nem um mês de estudo de economia para se ter legitimidade para questionar qualquer coisa. Seis anos de estudo então é bastante! Mas seja, por favor, mais específico em sua pergunta para facilitar a resposta.<br />
O que eu disse sobre o uso da taxa de juros para controlar a inflação é válido se estamos falando de Selic ou qualquer outro tipo ou conjunto de taxa de juros.<br />
abraços,<br />
Gustavo</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ronaldo Abreu</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/os-juros-sao-um-pessimo-instrumento-de-combate-a-inflacao-um-otimo-instrumento-e-o-cambio-estavel-porem-competitivo/comment-page-1/#comment-982</link>
		<dc:creator>Ronaldo Abreu</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Apr 2008 15:06:25 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1622#comment-982</guid>
		<description>Bom texto Gustavo. Existem muitos preços que as taxas de juros não podem conter, como os dos metais, pois são dados em bolsas no exterior.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bom texto Gustavo. Existem muitos preços que as taxas de juros não podem conter, como os dos metais, pois são dados em bolsas no exterior.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Heldo Siqueira</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/os-juros-sao-um-pessimo-instrumento-de-combate-a-inflacao-um-otimo-instrumento-e-o-cambio-estavel-porem-competitivo/comment-page-1/#comment-981</link>
		<dc:creator>Heldo Siqueira</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Apr 2008 10:57:55 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1622#comment-981</guid>
		<description>Gustavo,

tenho um interesse torpe sobre esse tema. Digo que é torpe, pq gosto mais de discutir a lógica do que as implicações reais. A questão é que as variáveis utilizadas nos modelos macroeconômicos são incontroláveis na prática.

Os modelos que pregoam a taxa de juros como política anti-inflacionária não se referem à taxa básica de juros (no caso a selic), mas da taxa média de lucros na economia. Supõe-se que haja implicações na taxa média de lucro por consequência de mudanças na taxa básica (o que obviamente ocorre). A questão é que na prática, essas implicações são imprevisíveis e muitas vezes ruins para a economia.

Como disse o Lucas, o que tentam fazer os modelos é construir economias de simulação, que não necessariamente se comportam como a economia real. O que o Samuelson chamou de &quot;uma fábula para homens crescidos&quot;. Quer dizer, as análises podem partir dessa teoria, mas de forma nenhuma podem se restringir a ela!

O Mário Possas salienta que alguns currículos do curso de economia se focalizam muito no instrumentalismo (micro, macro, métodos quantitativos e estatísticos), pela demanda que o profissional tem hoje por conhecer profundamente essas questões, e perdem o foco das discussões sobre como aplicá-los na análise econômica. Isso implica que temos economistas muito entendidos em matemática e em métodos estatísticos, mas muito pouco antenados nas questões da realidade, ou da utilidade dessas faculdades na análise econômica.

Estou dando pitacos sobre essa questão, mas meus estudos em economia se restringem a uns poucos 6 anos. Na verdade, estou falando mau de pessoas que estudaram muito mais tempo que eu (o que não me deixa muito confortável, afinal é de certa forma meio arrogante), mas estou amparado por alguns autores bem mais estudados que eu.

Já que essa discussão está por aqui há bastante tempo, apesar de não ser muito o foco do blog, (que deve estar mais interessado em propor alternativas que em analisar currículos universitários) achei interessante levantar a bola.

Abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gustavo,</p>
<p>tenho um interesse torpe sobre esse tema. Digo que é torpe, pq gosto mais de discutir a lógica do que as implicações reais. A questão é que as variáveis utilizadas nos modelos macroeconômicos são incontroláveis na prática.</p>
<p>Os modelos que pregoam a taxa de juros como política anti-inflacionária não se referem à taxa básica de juros (no caso a selic), mas da taxa média de lucros na economia. Supõe-se que haja implicações na taxa média de lucro por consequência de mudanças na taxa básica (o que obviamente ocorre). A questão é que na prática, essas implicações são imprevisíveis e muitas vezes ruins para a economia.</p>
<p>Como disse o Lucas, o que tentam fazer os modelos é construir economias de simulação, que não necessariamente se comportam como a economia real. O que o Samuelson chamou de &#8220;uma fábula para homens crescidos&#8221;. Quer dizer, as análises podem partir dessa teoria, mas de forma nenhuma podem se restringir a ela!</p>
<p>O Mário Possas salienta que alguns currículos do curso de economia se focalizam muito no instrumentalismo (micro, macro, métodos quantitativos e estatísticos), pela demanda que o profissional tem hoje por conhecer profundamente essas questões, e perdem o foco das discussões sobre como aplicá-los na análise econômica. Isso implica que temos economistas muito entendidos em matemática e em métodos estatísticos, mas muito pouco antenados nas questões da realidade, ou da utilidade dessas faculdades na análise econômica.</p>
<p>Estou dando pitacos sobre essa questão, mas meus estudos em economia se restringem a uns poucos 6 anos. Na verdade, estou falando mau de pessoas que estudaram muito mais tempo que eu (o que não me deixa muito confortável, afinal é de certa forma meio arrogante), mas estou amparado por alguns autores bem mais estudados que eu.</p>
<p>Já que essa discussão está por aqui há bastante tempo, apesar de não ser muito o foco do blog, (que deve estar mais interessado em propor alternativas que em analisar currículos universitários) achei interessante levantar a bola.</p>
<p>Abraços</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Rodrigo Loureiro Medeiros</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/os-juros-sao-um-pessimo-instrumento-de-combate-a-inflacao-um-otimo-instrumento-e-o-cambio-estavel-porem-competitivo/comment-page-1/#comment-980</link>
		<dc:creator>Rodrigo Loureiro Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Apr 2008 18:57:46 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1622#comment-980</guid>
		<description>Caro Gustavo

Saiu hoje, 05 de abril, na imprensa uma pesquisa que aponta para o fato de que os preços dos remédios ficaram em média 52% mais caros nos últimos 12 meses. O curioso é que tais reajustes ao longo do ano são proibidos pela Câmara Reguladora do Comércio Farmacêutico (CMED).

Os dados são do Instituto de Defesa dos Usuários de Medicamentos (IDUM). Poder de mercado ou pressão de demanda doutor Meirelles? Em uma sociedade democrática, espera-se que o Estado regule monopólios, duopólios e oligopólios, equilibrando o jogo da assimetria de informação na arena econômica. Inclusive o oligopólio dos bancos...

Segundo dados da FAO, em 2007, os preços dos alimentos subiram 37%. Pois bem, commodities que se encontram fora do poder de controle dos juros altos do Banco Central do Brasil.

De acordo com Robert Skidelsky, Keynes foi o primeiro a compreender e declarar claramente que uma moeda apreciada seria uma moeda fraca (Cf. ‘Keynes’. JZE, 1999). Há pessoas que ainda não compreenderam isso no Brasil.


Um abraço,

Rodrigo L. Medeiros</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Gustavo</p>
<p>Saiu hoje, 05 de abril, na imprensa uma pesquisa que aponta para o fato de que os preços dos remédios ficaram em média 52% mais caros nos últimos 12 meses. O curioso é que tais reajustes ao longo do ano são proibidos pela Câmara Reguladora do Comércio Farmacêutico (CMED).</p>
<p>Os dados são do Instituto de Defesa dos Usuários de Medicamentos (IDUM). Poder de mercado ou pressão de demanda doutor Meirelles? Em uma sociedade democrática, espera-se que o Estado regule monopólios, duopólios e oligopólios, equilibrando o jogo da assimetria de informação na arena econômica. Inclusive o oligopólio dos bancos&#8230;</p>
<p>Segundo dados da FAO, em 2007, os preços dos alimentos subiram 37%. Pois bem, commodities que se encontram fora do poder de controle dos juros altos do Banco Central do Brasil.</p>
<p>De acordo com Robert Skidelsky, Keynes foi o primeiro a compreender e declarar claramente que uma moeda apreciada seria uma moeda fraca (Cf. ‘Keynes’. JZE, 1999). Há pessoas que ainda não compreenderam isso no Brasil.</p>
<p>Um abraço,</p>
<p>Rodrigo L. Medeiros</p>
]]></content:encoded>
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