prozac 40mg popliteal celexa 20mg cardiac concurrent clonidine 0.1mg test recovery buy exelon Healthy stories buyneurontinonlinehere.com buying abilify online school lipitor online no rx deoxyribonucleic

Blog do Desemprego Zero

O novo mercado de combustíveis

Escrito por Imprensa, postado em 25 dEurope/London abril dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

“A Cosan e a Tropical Bioenergia – joint venture selaram definitivamente a entrada do setor no mercado de energia, em sentido amplo.”

*Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Blog Nassif

Por Luis Nassif

Há cerca de dez anos, quando houve uma imensa crise no setor sucro-alcooleiro, houve um evento na Usina Santa Elisa, de Ribeirão Preto. Presentes, a diretoria do Bradesco, da usina e usineiros da região. Os Biagi, controladores da Usina, tinham sido escolhidos pelo Bradesco para um trabalho de consolidação, que permitisse recuperar usinas e os empréstimos efetuados.

As usinas se converteriam em verdadeiros centrais alcoolquímicas. Produziriam não apenas açúcar, como energia e, com o tempo, seria uma central alcoolquímica.

O setor ainda não estava preparado para processos de fusão. Imperava ainda a visão patriarcal, de cada empresário tocar seu próprio negócio.

Ontem, dois lances selaram definitivamente a entrada do setor no mercado de energia, em sentido amplo.

Em um deles, a Cosan – o maior grupo sucro-alcooleiro, que tem origem na família Ometto – anunciou a compra da rede de distribuição da Exxon no Brasil por US$ 826 milhões.

No outro, a Tropical Bioenergia – joint venture do grupo  Santa Elisa (escolhida Empresa do Ano pelas publicação Melhores e Maiores da Exame) e Grupo Maeda – informou ter vendido 50% de seu capital para a British Petroleum (BP)  por US$ 100 milhões.

O que está acontecendo são os primeiros movimentos de uma mudança radical no mercado brasileiro de energia.

Até agora, a Petrobrás dominava toda a cadeia por dominar o mercado de refino. Passavam por ela o petróleo interno, o importado, o refino, a mistura com álcool, a produção de produtos petroquímicos.

Agora, o jogo se sofistica. De um lado, a nova civilização da bioenergia permite a criação de outros grupos controlando todo o processo produtivo. Estabelece-se uma competição maior no mercado interno. De outro, a própria Petrobrás já fincou o pé no setor e, somadas as novas descobertas de petróleo, caminha para ser das maiores do mundo.

A primeira vez que o álcool passou a gasolina foi no final dos anos 80. Mas tudo passava pelo Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA). Não havia garantia de pagamento, de liberação de recursos. E os usineiros eram meros plantadores de cana e produtores de álcool. Não tinham controle da comercialização. Agora o jogo é mais amplo, permitindo o aparecimento de novos grandes players no mercado.

A Cosan adquire a rede de 1.500 postos da Esso em 20 estados brasileiros. Respondem por 9% do etanol comercializado e 9,7% da gasolina comercializada, entre as redes filiadas ao Sinduscom (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes)

E aí se cria um campo interessante para futuros acordos.

Com o crescimento do álcool, será vendida menos gasolina. Como as refinarias têm pouca flexibilidade para o craqueamento, para que houvesse um equilíbrio maior, teria que ser aumentada a produção de biodiese – programa que depende mais da Petrobrás.

Além disso, há um bom campo para melhorar as exportações de gasolina, que é a mistura de álcool para consolidar a imagem de gasolina verde.

Em suma, há um jogo de gente grande a ser jogado agora, permitindo ao país ter grandes players no mercado global de energia.



  Imprimir  Enviar para Amigo  Adicionar ao Rec6 Adicionar ao Ueba Adicionar ao Linkto Adicionar ao Dihitt Adicionar ao del.icio.us Adicionar ao Linkk Adicionar ao Digg Adicionar ao Link Loko  Adicionar ao Google Adicionar aos Bookmarks do Blogblogs 

« VOLTAR

Faça um comentário

XHTML: Você pode usar essas tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>