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Blog do Desemprego Zero

O Jornalista da TV Brasil

Escrito por Imprensa, postado em 12 dEurope/London abril dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

“O editor da TV Brasil foi demitido e alega que foi pressionado em duas matérias, a primeira ao falar dos problemas de saúde sem mencionar a extinção da CPMF, e já a segunda ao mencionar “dossiê” para o episódio do vazamento de dados da casa Civil.”

Postado por Luciana Sergeiro.

Publicado em:  Blog Nassif

Por: Luis Nassif

O editor da TV Brasil foi demitido. Alegou coerção no trabalho.

Fatos divulgados até agora:

1. A chefia diz que ele não queria entrar no serviço antes das 16 horas.

2. Ele alega que foi pressionando em duas matérias. Na primeira, ao falar dos problemas da saúde sem mencionar a extinção da CPMF. A segunda ao mencionar “dossiê” para o episódio do vazamento de dados da Casa Civil.

Dá uma boa discussão. É relevante mencionar a CPMF quando se fala em redução das verbas para saúde? É correto falar em “dossiê” (que implica juízo de valor, já que a palavra tem conotação de algo clandestino e sigiloso) ao se referir ao vazamento de dados.

Lembro que nos jornais já se padronizou o uso da palavra “dossiê”. E se minimizaram as perdas com a CPMF. Trata-se, também, de orientação editorial.

Ao incluir esses temas na pauta, a editora da TV Brasil afrontou princípios jornalísticos? Ou seguiu padrões jornalísticos mais objetivos?

Finalmente: procedem as afirmações de que ele só queria entrar no trabalho às 16 horas? Nesse caso, até que ponto que houve pressão ou ele tratou orientações comuns como pressão para criar um álibi para sua saída?

É um bom desafio para a estréia do Conselho Consultivo da TV Brasil.

Por Claudio Oliva de Lyra

Meu comentário faz referências ao site do Gabeira.

1) “Lobo contesta. Diz que chegava à TV Brasil às 10h30, saía às 13h30 e retornava às 16h. Apenas nas últimas semanas, quando a “pressão se tornou insuportável”, é que passou a entrar às 16h, diz.
Quero crer que um profissional tarimbado não agiria levianamente quanto à disciplina de trabalho.

2) O jornalista diz que saiu pela perda de autonomia, e os temas citados foram dados como exemplos. Ele diz claramente que “a pressão AUMENTOU nas últimas duas semanas, quando a crise dos cartões corporativos atingiu a ministra Dilma Rousseff”. Ou seja, já havia pressão antes.

3) Quando a notícia “pode ser” “favorável” ao governo, me parece que o tratamento dado aqui é diferenciado. Mais copy and paste e menos batelada de pontos de interrogação.

4) Sugiro uma pergunta para a sua lista, para a discussão do grupo: “Para Lobo, o espaço dado à oposição na TV Brasil é um disfarce”

O que ele quis dizer com isso?

 



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