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Blog do Desemprego Zero

O etanol sob ataque

Escrito por Imprensa, postado em 18 dEurope/London abril dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

“O Brasil precisa armar uma contra-ofensiva em defesa dos seus interesses, pois para o País, e para muitos outros em desenvolvimento, os biocombustíveis representam uma oportunidade única de gerar produção, riqueza, renda, empregos e formas renováveis de energia”.

Por Katia Alves

Publicado no: Estado de São Paulo

Por Roberto Macedo

O noticiário internacional recente sobre a alta dos preços dos alimentos deu origem a um descabido ataque contra a produção do etanol e de biocombustíveis em geral produzidos no Brasil, mediante a generalização do argumento de que sua produção restringe a oferta de alimentos ao ocupar terras e outros recursos antes destinados à produção destes últimos.

O tom de algumas declarações mostra que a emoção vem prevalecendo sobre a razão e que também há gente atacando generalizadamente o etanol, mal disfarçando que estão a defender seus próprios interesses, como o protecionismo agrícola europeu e o de países produtores de petróleo.

Tome-se, por exemplo, o que disse o suíço Jean Ziegler, que trabalha na ONU em questões ligadas aos alimentos. Ao atacar os subsídios que os EUA dão a seus produtores de etanol a partir do milho, disse tratar-se de ‘um crime contra a humanidade’, ao reduzirem a produção desse cereal. Em seguida, pediu que a União Européia (UE) abandone sua meta de ter 10% dos seus carros movidos a etanol até 2020, abandono esse que pode prejudicar o etanol baseado na cana-de-açúcar, produzido pelo Brasil e por outros países em desenvolvimento. E não fez referências ao protecionismo agrícola que mantém elevados os preços agrícolas na UE.

Até o renomado economista Paul Krugman, colunista do jornal The New York Times, se contaminou pelo emocional e partiu para generalizações apressadas. Em artigo reproduzido neste jornal dia 8 deste mês, depois de apontar vários fatores responsáveis pela alta dos preços dos alimentos e se referir aos políticos e governos que se colocam diante de ações contra o efeito estufa, saiu-se com esta: ‘Mas onde os efeitos das más políticas são mais evidentes (ênfase nossa) é na ascensão do demônio (sic) etanol e de outros biocombustíveis.’

Krugman também citou o etanol do milho, mas com ligeireza concluiu que ‘mesmo políticas de biocombustíveis que parecem ‘boas’ (aspas dele)’, como a do etanol brasileiro, ‘aceleram o ritmo das mudanças climáticas, promovendo o desflorestamento’. Ora, a expansão da cana no Brasil ocorre quase que totalmente em áreas não-florestais. Em tese, poderia ocorrer um desflorestamento indireto, via expansão da pecuária nessas áreas e ao ser substituída pela cana em outras. Mas, como há muita terra sem florestas, isso ainda não se verificou de forma significativa. Ademais, em qualquer caso, a balança dos benefícios e custos dessa expansão ainda pesa em favor dos primeiros – e seria o caso de convidar o autor dessas afirmações a visitar o Brasil para constatar in loco até onde foi sua precipitação e exorcizar a demonização generalizada com que vê o etanol.

Entre os países produtores de petróleo, merece destaque a Venezuela, cujo governo é tido como ‘muy amigo’ pelo nosso. Nada amistosos, entretanto, são os pronunciamentos de autoridades desse país, que fazem de seus barris de petróleo um palanque para criticar a produção de biocombustíveis.

No meio do noticiário, a visão mais completa do aumento dos preços dos alimentos foi a de Marcelo Gingale, do Banco Mundial, que apontou cinco fatores atuando em escala mundial: o aumento da produção de biocombustíveis e a manutenção dos respectivos subsídios em países ricos, como os EUA; o incremento dos custos com a alta do petróleo e dos fertilizantes; o aumento do consumo em países como China, Índia e Brasil; o mau tempo e a quebra de safras em vários países; e a crise financeira com origem nos EUA, que levou investidores a apostar em contratos de bolsas de mercadorias, contribuindo também para o aumento dos preços dos alimentos.

Assim, ele se deve a vários fatores, alguns dos quais atuam de forma diferente em vários países, como é o caso do Brasil e seus biocombustíveis. Nesse contexto, tanto a emoção como a análise precipitada colocaram tais produtos, em geral, e o etanol em particular, como alvo de um tiroteio em escala não justificada pelo papel deles nessa alta dos preços dos alimentos.

Assim, o Brasil precisa armar uma contra-ofensiva em defesa dos seus interesses, pois para o País, e para muitos outros em desenvolvimento, os biocombustíveis representam uma oportunidade única de gerar produção, riqueza, renda, empregos e formas renováveis de energia.

Nessa ação caberia incorporar dois aspectos que não vimos no noticiário.

O primeiro diz respeito ao esforço dos produtores nacionais de etanol em transformar o produto numa commodity, ou seja, ‘qualquer bem em estado bruto, geralmente de origem agropecuária ou de extração mineral ou vegetal, produzido em escala mundial e de características físicas homogêneas, seja qual for a origem, geralmente destinado ao comércio externo’, segundo meu dicionário (Houaiss). Essa definição, contudo, não impede que uma commodity seja definida por tipos, tal como o café. Assim, em retrospecto se impõe identificar pelo menos dois tipos de etanol, baseados no seu produto de origem, a cana-de-açúcar e o milho, numa tentativa de evitar que esses problemas com o etanol de milho nos EUA contaminem o produto brasileiro. E sempre bater nas duas teclas como estratégia de comunicação. Em inglês, teríamos o ‘sugar cane ethanol’ e o ‘corn ethanol’.

Um segundo aspecto é a necessidade de reexaminar nossa parceria com os EUA na promoção do etanol em escala mundial. Até aqui a colaboração com o presidente Bush foi vista como fundamental para tanto, mas o tão criticado etanol do seu país está se revelando como num abraço de afogado, ameaçando levar consigo o etanol brasileiro, cujas características são radicalmente diferentes em termos de produto de origem e de sustentação por políticas públicas.



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