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Blog do Desemprego Zero

O combate à desregulamentação financeira americana. Ainda há tempo?

Escrito por NOSSOS AUTORES, postado em 10 dEurope/London abril dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Veja neste artigo uma entrevista com Reinaldo Gonçalves, onde ele fala da crise norte-americana, da política neoliberal como uma das responsáveis por essa crise e entre outros.

*Postado por Katia Alves

Publicado no: Unisinos

Por: Reinaldo Gonçalves

“O neoliberalismo é, sem dúvida alguma, o principal responsável por esta crise”, afirma Reinaldo Gonçalves, economista e professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Entre os principais elementos desse tipo de política, ele destaca o problema da desregulamentação do capital financeiro e comenta a necessidade de intensificar a fiscalização de bancos, fundos de investimentos, companhias de seguros e corretoras. “A fiscalização, tanto do Fed como de outras agências de governo, é fundamental”, considera. E acrescenta: “A questão operacional central consiste na transparência e divulgação de informações referentes às operações financeiras”.

De todas as medidas anunciadas pelo governo americano, Gonçalves diz que as mais significativas dizem respeito a re-regulamentação do sistema financeiro. Entretanto, se demonstra apreensivo quanto à aplicação das iniciativas. “Não é evidente que estas medidas serão implementadas com eficácia visto que o sistema financeiro tem enorme poder e já está resistindo a pressões no sentido da sua regulamentação”, afirma ele, nesta entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line.Gonçalves é graduado em Economia, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e mestre na mesma área, pela Fundação Getúlio Vargas. Cursou o doutorado em Faculty Of Letters And Social Sciences na University of Reading, na Inglaterra. Entre suas obras bibliográficas, destacamos A economia política do Governo Lula (Rio de Janeiro: Contraponto Editora. 2007), escrito com Luiz Filgueiras, da Universidade Federal da Bahia.

IHU On-Line – Como o senhor percebe a crise norte-americana? Concorda com a teoria de que a maior economia do mundo está vivendo uma “crise terminal da hegemonia”?

Reinaldo Gonçalves – Trata-se de uma crise provocada pela desregulamentação financeira, que tem impacto no lado real da economia. Neste sentido, é uma crise distinta das crises tradicionais do capitalismo que têm origem no excesso de capacidade de produção. Não é uma crise terminal e muito menos é uma crise de hegemonia.

IHU On-Line – Como os Estados Unidos chegaram a esse ponto? A sua crise econômica é conseqüência da política neoliberal?

Reinaldo Gonçalves – O neoliberalismo é, sem dúvida alguma, o principal responsável por esta crise. Dentre os principais elementos do neoliberalismo, está a desregulamentação, com ênfase no capital financeiro. Não é por outra razão que, no final de março, o governo dos Estados Unidos adotou medidas no sentido de aumentar a eficácia do aparato regulatório referente ao capital financeiro.

IHU On-Line – A crise atual pode repetir o histórico dos anos 1970, em que, depois de uma longa crise, os Estados Unidos saíram fortalecidos?

Reinaldo Gonçalves – Este cenário deve ser considerado, principalmente, se levarmos em conta que os grupos dirigentes estadunidenses podem aprender com os seus próprios erros. Na realidade, pode ocorrer a repetição, nem tanto os anos pós-1970, mas principalmente da experiência do início do século quando os Estados Unidos deslancharam como potência mundial. Não devemos esquecer que o Banco Central dos EUA (Fed) foi criado em 1913 para combater crises financeiras provocadas pela desregulamentação.

IHU On-Line – Como explicar o poder da economia norte-americana, levando em consideração que o país apresenta um sistema financeiro nacional desregulado e, ao mesmo tempo, é considerado a alavanca do crescimento global?

Reinaldo Gonçalves – O poder dos Estados Unidos deriva, em primeiro lugar, da sua extraordinária base material (território, população e riqueza). Ademais, eles têm enorme dinamismo tecnológico e é o centro dos sistemas monetário e financeiro internacional. Deve-se considerar o poderio militar e a influência cultural, bem como a institucionalidade. O poder dos Estados Unidos tem muitos fatores determinantes e, no futuro previsível, é difícil conceber perda significativa de poder. .

IHU On-Line – Como o senhor avalia as mudanças anunciadas no megaplano de reforma do sistema financeiro dos Estados Unidos? Essas medidas evitarão outras turbulências?

Reinaldo Gonçalves – Há medidas de curto e médio prazo nas esferas monetária, fiscal e creditícia que tendem a suavizar o impacto da crise. As medidas mais significativas só foram anunciadas recentemente e tratam, precisamente, da re-regulamentação do sistema financeiro. O problema é que não é evidente que estas medidas serão implementadas com eficácia, visto que o sistema financeiro tem enorme poder e já está resistindo a pressões no sentido da sua regulamentação. A questão é saber se o próximo governo levará a sério a política de re-regulamentação.

IHU On-Line – A fiscalização do Fed no sistema financeiro será importante? Que medida deveria ser tomada para que a população norte-americana consiga superar a crise com poucos prejuízos?

Reinaldo Gonçalves – A fiscalização, tanto do Fed como de outras agências de governo, é fundamental. A questão operacional central consiste na transparência e divulgação de informações referentes às operações financeiras, bem como critérios claros que balizem a conduta de bancos comerciais, fundos de investimento, bancos de investimento, companhias de seguros e corretoras. Trata-se de fiscalização e intervenção preventiva ou prudencial.

IHU On-Line – Países que aderiram ao Nafta e ao Cafta, mais dependentes dos Estados Unidos, serão atingidos com mais facilidade pela crise internacional?

Reinaldo Gonçalves – Países que têm forte dependência em relação aos Estados Unidos já estão sofrendo os efeitos da crise. O melhor exemplo é o México que ano passado teve crescimento econômico medíocre (3,0%), bem abaixo da média histórica do país e da média da economia mundial. A produção industrial do México, por exemplo, depende da demanda de peças e componentes por parte da indústria dos Estados Unidos. A desaceleração ou recessão nos Estados Unidos afeta diretamente a produção industrial e, portanto, a renda e o emprego no México.

IHU On-Line – A expansão muito rápida do crédito e as taxas de juros elevadas contribuíram para o avanço da crise norte-americana. Esse cenário recorrente nos Estados Unidos explica a preocupação do governo em sugerir a contenção do crédito no Brasil?

Reinaldo Gonçalves – A situação brasileira é completamente distinta. Nos Estados Unidos, a expansão do crédito foi determinada pela redução da taxa de juros, pela elevação da renda e pela desregulamentação. Ou seja, a expansão do crédito é causa, mas é, principalmente, conseqüência de fatores positivos (crescimento da renda, expectativas favoráveis e baixa taxa de juros). Por outro lado, a expansão do crédito no Brasil é causa do crescimento do consumo das famílias no contexto de crescimento medíocre da renda, com as taxas de juros mais elevadas do mundo e expectativas altamente voláteis. A contenção do crédito nos Estados Unidos é conseqüência da crise financeira. No caso do Brasil, a contenção do crédito tem na origem na pressão inflacionária e a deterioração das contas externas. Ambos os fatores derivam da falta de estratégia e erros de política econômica do governo Lula. No caso dos Estados Unidos, a contenção do crédito deriva do erro que é a desregulamentação financeira, que tem origem nos anos 1980. A contenção no Brasil deriva do manejo macroeconômico equivocado do governo Lula. Nos Estados Unidos, o problema está nos valores (doutrina liberal) e nas pressões dos grupos de interesses (setor financeiro). No Brasil, os erros de política macroeconômica derivam das pressões dos grupos de interesses (bancos) e da própria ambigüidade e incompetência do governo Lula. Entre muitos problemas, o governo Lula gerou a trajetória de “vôo da galinha”, com a economia sofrendo avanços e retrocessos, sem rumo e sem prumo.



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