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	<title>Comentários sobre: Nas mãos de Deus &#8211; e do Estado</title>
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		<title>Por: Rodrigo Loureiro Medeiros</title>
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		<dc:creator>Rodrigo Loureiro Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 13:07:29 +0000</pubDate>
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		<description>O professor Luiz Werneck Vianna, sociólogo do IUPERJ, vem defendendo a tese de que as elites brasileiras sofrem de uma grave patologia histórica, isto é, só aceitam mudanças que não modifiquem o status quo. Um drama similar, diria Giuseppe di Lampedusa, ao vivido pelo Sul da Itália no seu momento de unificação nacional.

Como seria possível conduzir um processo de desenvolvimento econômico sustentado e equitativo sem reformas de base em um país como o Brasil? Celso Furtado descreveu ao longo de sua grande obra os mecanismos de “fuga para frente” empregados pelas elites latino-americanas (Cf. ‘A economia latino-americana’. Companhia das Letras, 2007). Conservadorismo político e tradição primário-exportadora formam um perverso binômio de exclusão das massas nos processos decisórios.

Já se viveram diversos tipos de processos inflacionários no período republicano brasileiro: inflação por desvalorizações de câmbio (Primeira República); insuficiência crônica de demanda e capacidade ociosa (substituição de importações); crise da dívida externa e desorganização das finanças públicas (década de 1980).

E agora estamos presos à ortodoxia de galinheiro do neoliberalismo, que mal consegue realizar um trade-off razoável entre controle da inflação, nível de emprego e formalidade e desempenho global da economia. Segundo a CEPAL, a taxa de precarização das relações de trabalho (desemprego mais informalidade) é de 49% para a população economicamente ativa no Brasil. Isso seria um escândalo nos países mais desenvolvidos e sérios.

Abs.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O professor Luiz Werneck Vianna, sociólogo do IUPERJ, vem defendendo a tese de que as elites brasileiras sofrem de uma grave patologia histórica, isto é, só aceitam mudanças que não modifiquem o status quo. Um drama similar, diria Giuseppe di Lampedusa, ao vivido pelo Sul da Itália no seu momento de unificação nacional.</p>
<p>Como seria possível conduzir um processo de desenvolvimento econômico sustentado e equitativo sem reformas de base em um país como o Brasil? Celso Furtado descreveu ao longo de sua grande obra os mecanismos de “fuga para frente” empregados pelas elites latino-americanas (Cf. ‘A economia latino-americana’. Companhia das Letras, 2007). Conservadorismo político e tradição primário-exportadora formam um perverso binômio de exclusão das massas nos processos decisórios.</p>
<p>Já se viveram diversos tipos de processos inflacionários no período republicano brasileiro: inflação por desvalorizações de câmbio (Primeira República); insuficiência crônica de demanda e capacidade ociosa (substituição de importações); crise da dívida externa e desorganização das finanças públicas (década de 1980).</p>
<p>E agora estamos presos à ortodoxia de galinheiro do neoliberalismo, que mal consegue realizar um trade-off razoável entre controle da inflação, nível de emprego e formalidade e desempenho global da economia. Segundo a CEPAL, a taxa de precarização das relações de trabalho (desemprego mais informalidade) é de 49% para a população economicamente ativa no Brasil. Isso seria um escândalo nos países mais desenvolvidos e sérios.</p>
<p>Abs.</p>
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	<item>
		<title>Por: Gustavo dos Santos (meus artigos clique)</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/nas-maos-de-deus-e-do-estado/comment-page-1/#comment-487</link>
		<dc:creator>Gustavo dos Santos (meus artigos clique)</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Apr 2008 22:11:03 +0000</pubDate>
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		<description>Concordo Plenamente!
De fato, a Luciana comentou na linha correta, não são os políticos os culpados. Mas certamente não é a socidade.
Há uma estrutura de poder construída historicamente e que se baseia em crenças equivocadas chamadas hoje de neoliberalismo e que são alimentadas por grupos interesses enquarteirados principalmente no setor financeiro e na mídia. Esses são os Donos do Poder que reforçam o Estado das coisas.
Esse autor passa ao largo de tudo isso, o que só mostra seu profundo conservadorismo e mediocridade.
abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo Plenamente!<br />
De fato, a Luciana comentou na linha correta, não são os políticos os culpados. Mas certamente não é a socidade.<br />
Há uma estrutura de poder construída historicamente e que se baseia em crenças equivocadas chamadas hoje de neoliberalismo e que são alimentadas por grupos interesses enquarteirados principalmente no setor financeiro e na mídia. Esses são os Donos do Poder que reforçam o Estado das coisas.<br />
Esse autor passa ao largo de tudo isso, o que só mostra seu profundo conservadorismo e mediocridade.<br />
abraços</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por: Rodrigo Loureiro Medeiros</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/nas-maos-de-deus-e-do-estado/comment-page-1/#comment-486</link>
		<dc:creator>Rodrigo Loureiro Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Apr 2008 14:05:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1860#comment-486</guid>
		<description>A revista CartaCapital publicou uma resenha sobre o livro do Almeida e foi dura com o autor. Segundo a revista, falta ao autor um aprofundamento do papel histórico das elites. Nesse quesito, bastaria ler a trilogia do José Murilo de Carvalho: ‘A construção da ordem’; Os bestializados’; e ‘A formação das almas’. Títulos editados pela Companhia das Letras.

Responsabilizar “a sociedade”, como se a mesma fosse equitativa e homogênea me parece conveniente ao projeto de poder da manutenção do status quo. Tal fato busca isentar as elites econômicas, políticas e intelectuais de qualquer responsabilidade.

Penso que se trata de uma perspectiva sociológica pobre.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A revista CartaCapital publicou uma resenha sobre o livro do Almeida e foi dura com o autor. Segundo a revista, falta ao autor um aprofundamento do papel histórico das elites. Nesse quesito, bastaria ler a trilogia do José Murilo de Carvalho: ‘A construção da ordem’; Os bestializados’; e ‘A formação das almas’. Títulos editados pela Companhia das Letras.</p>
<p>Responsabilizar “a sociedade”, como se a mesma fosse equitativa e homogênea me parece conveniente ao projeto de poder da manutenção do status quo. Tal fato busca isentar as elites econômicas, políticas e intelectuais de qualquer responsabilidade.</p>
<p>Penso que se trata de uma perspectiva sociológica pobre.</p>
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