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	<title>Comentários sobre: Ipea contra os juros de Meirelles</title>
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		<title>Por: Rogério Lessa, Editor-Chefe</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/ipea-contra-os-juros/comment-page-1/#comment-1867</link>
		<dc:creator>Rogério Lessa, Editor-Chefe</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 13:47:59 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Rodrigo,
o dinamismo do segmento de bens não-duráveis tem sido bem inferior aos demais e isto, para o professor Miguel Bruno, do Ipea, IBGE e colaborador do nosso blog, provoca um problema estrutural: quando o povo brasileiro come um pouco mais de feijão &quot;obriga&quot; o BC a elevar a taxa de juros. Agora Meirelles quer se superar e pôr a culpa na soja e no arroz a mais que os chineses estão comendo...
Abs
Rogério</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Rodrigo,<br />
o dinamismo do segmento de bens não-duráveis tem sido bem inferior aos demais e isto, para o professor Miguel Bruno, do Ipea, IBGE e colaborador do nosso blog, provoca um problema estrutural: quando o povo brasileiro come um pouco mais de feijão &#8220;obriga&#8221; o BC a elevar a taxa de juros. Agora Meirelles quer se superar e pôr a culpa na soja e no arroz a mais que os chineses estão comendo&#8230;<br />
Abs<br />
Rogério</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por: Heldo Siqueira</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/ipea-contra-os-juros/comment-page-1/#comment-1866</link>
		<dc:creator>Heldo Siqueira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 13:29:45 +0000</pubDate>
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		<description>Rogério e Rodrigo,

entendo que o BC se pauta pelo princípio da ergodicidade. O IPEA, de maneira muito clara, alerta para o fato de que o país vive um momento único de expansão dos investimentos produtivos (permitido pelos altos preços das commoditties e algumas ações desenvolvimentistas). Se há pressões inflacionárias, elas não são de controle do BC (pq não são de demanda) e tentar abortar o ritmo de expansão do investimento não fará com que esse momento se repita no futuro.

Uma diminuição no consumo não aumenta a perspectiva de consumo futuro (pelas trocas intertemporais entre consumo e poupança). Uma perspectiva de diminuição no consumo remete a uma diminuição na perspectiva da renda esperada e, portanto, se torna melhor ter preferência pela liquidez. Um aumento no entesouramento não manda nenhum sinal quanto ao consumo futuro, pq não há nenhum sinal a ser enviado! (não há obrigação, a não ser nos modelos de otimização, de os agentes gastarem seus encaixes no futuro)

Aliás, se há a perspectiva de que um aumento na taxa de juros vá diminuir eventualmente a mesma taxa no futuro, é provável que o nível de preços diminua mais que a taxa de juros (já que a moeda é menos suscetível a quedas reais que os preços de bens de capital, que aliás é o que torna a moeda reserva de valor). Isso faria com que a ampliação do investimento (caso volte), voltasse em um nível menor (não há nenhum método que possa prever o quanto menor) que o nível atual. Em resumo, o esforço para a aceleração do crescimento se perderá completamente (ao contrário do que alega o BC).

Acho que a ergodicidade, demonstrada pela suposta previsibilidade, adotada nas análises estatísticas é muito restrita quando aplicada ao mundo real. E aí, se alguém disser que, na verdade é claro que a hipótese de ergodicidade não é realista (mas útil), pq tentar argumentar que um aumento preventivo de juros se justifica pela ergodicidade do sistema?!

Abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rogério e Rodrigo,</p>
<p>entendo que o BC se pauta pelo princípio da ergodicidade. O IPEA, de maneira muito clara, alerta para o fato de que o país vive um momento único de expansão dos investimentos produtivos (permitido pelos altos preços das commoditties e algumas ações desenvolvimentistas). Se há pressões inflacionárias, elas não são de controle do BC (pq não são de demanda) e tentar abortar o ritmo de expansão do investimento não fará com que esse momento se repita no futuro.</p>
<p>Uma diminuição no consumo não aumenta a perspectiva de consumo futuro (pelas trocas intertemporais entre consumo e poupança). Uma perspectiva de diminuição no consumo remete a uma diminuição na perspectiva da renda esperada e, portanto, se torna melhor ter preferência pela liquidez. Um aumento no entesouramento não manda nenhum sinal quanto ao consumo futuro, pq não há nenhum sinal a ser enviado! (não há obrigação, a não ser nos modelos de otimização, de os agentes gastarem seus encaixes no futuro)</p>
<p>Aliás, se há a perspectiva de que um aumento na taxa de juros vá diminuir eventualmente a mesma taxa no futuro, é provável que o nível de preços diminua mais que a taxa de juros (já que a moeda é menos suscetível a quedas reais que os preços de bens de capital, que aliás é o que torna a moeda reserva de valor). Isso faria com que a ampliação do investimento (caso volte), voltasse em um nível menor (não há nenhum método que possa prever o quanto menor) que o nível atual. Em resumo, o esforço para a aceleração do crescimento se perderá completamente (ao contrário do que alega o BC).</p>
<p>Acho que a ergodicidade, demonstrada pela suposta previsibilidade, adotada nas análises estatísticas é muito restrita quando aplicada ao mundo real. E aí, se alguém disser que, na verdade é claro que a hipótese de ergodicidade não é realista (mas útil), pq tentar argumentar que um aumento preventivo de juros se justifica pela ergodicidade do sistema?!</p>
<p>Abraços</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Rodrigo Medeiros</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/ipea-contra-os-juros/comment-page-1/#comment-1865</link>
		<dc:creator>Rodrigo Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 00:06:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1780#comment-1865</guid>
		<description>Prezado Rogério

A FAO mencionou 37% de elevação dos preços das commodities agrícolas em 2007. Henrique Meirelles, presidente do Banco Central do Brasil, acredita que pode combater esse “viés de alta” com juros altos... O BC brasileiro mostra-se incapaz de realizar um razoável trade-off entre inflação, formalidade de emprego, hoje em 51% da população economicamente ativa, segundo dados da CEPAL, e desempenho global da economia.

O ministro Roberto Mangabeira Unger alerta para o fato de que a atual prosperidade brasileira, decantada em prosa e verso pela idiotia neoliberal, é “aparente”, “superficial” e “frágil”. Segundo consta na coluna do Cristiano Romero, do Valor Econômico (14/04/08), ela é muito dependente, diz o ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, do boom dos preços de commodities e da exportação de produtos primários. Se nada for feito, alerta, o Brasil se transformará no resultado da combinação de uma “grande fazenda” com uma “grande maquiladora”.

Mangabeira Unger teme que fiquemos presos entre dois paradigmas, o de trabalhadores de baixo custo e o do capital humano. Adversário ferrenho da atual política econômica, Mangabeira evita falar de macroeconomia. “Não vou mentir aqui e dizer que mudei de idéia. Não mudei, mas não estou tratando disso”.

Parabéns pelo texto! Muito oportuno.


Um abraço,

Rodrigo L. Medeiros</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado Rogério</p>
<p>A FAO mencionou 37% de elevação dos preços das commodities agrícolas em 2007. Henrique Meirelles, presidente do Banco Central do Brasil, acredita que pode combater esse “viés de alta” com juros altos&#8230; O BC brasileiro mostra-se incapaz de realizar um razoável trade-off entre inflação, formalidade de emprego, hoje em 51% da população economicamente ativa, segundo dados da CEPAL, e desempenho global da economia.</p>
<p>O ministro Roberto Mangabeira Unger alerta para o fato de que a atual prosperidade brasileira, decantada em prosa e verso pela idiotia neoliberal, é “aparente”, “superficial” e “frágil”. Segundo consta na coluna do Cristiano Romero, do Valor Econômico (14/04/08), ela é muito dependente, diz o ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, do boom dos preços de commodities e da exportação de produtos primários. Se nada for feito, alerta, o Brasil se transformará no resultado da combinação de uma “grande fazenda” com uma “grande maquiladora”.</p>
<p>Mangabeira Unger teme que fiquemos presos entre dois paradigmas, o de trabalhadores de baixo custo e o do capital humano. Adversário ferrenho da atual política econômica, Mangabeira evita falar de macroeconomia. “Não vou mentir aqui e dizer que mudei de idéia. Não mudei, mas não estou tratando disso”.</p>
<p>Parabéns pelo texto! Muito oportuno.</p>
<p>Um abraço,</p>
<p>Rodrigo L. Medeiros</p>
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