Empresários de transportes do País criticam restrições a caminhões na cidade de São Paulo
Escrito por NOSSOS AUTORES, postado em 13 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Publicado em: Logística e Transportes
Por José Augusto Valente*
As medidas restritivas à circulação de caminhões em áreas da capital paulista foram amplamente
analisadas na Reunião de Diretoria Plena da NTC&Logística (foto), realizada nesta quinta-feira (10/4), em Brasília.
O presidente da NTC, Flávio Benatti, afirmou que uma restrição de circulação de caminhões nas Marginais do Tietê e Pinheiros, provocará efeitos negativos em vários processos logísticos do País, afetando diretamente o Comércio Exterior.
Empresários de vários estados demonstraram suas preocupações com o trânsito de cargas que cruzam a capital paulista em direção ao Interior de São Paulo e a outras regiões do País. “No período restritivo os veículos ficarão represados no entorno da capital, em cidades da região”, avaliou o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de São Paulo (Setcesp), Francisco Pelucio.
Ao término do período de restrição, concluiu ele, haverá uma concentração de tráfego pesado comprometendo o trânsito de cidades com pólos econômicos importantes, como na Baixada Santista, em razão do Porto de Santos.
O setor de carga aérea também está apreensivo, uma vez que as novas medidas inviabilizarão a utilização de aeronaves durante o dia, momento em que a demanda é bem maior.
A preocupação é geral e para discutir as novas medidas da prefeitura paulistana o Setcesp promoverá nesta segunda-feira (14/4), às 14h30, em sua sede, em São Paulo (SP), uma reunião com empresários do transporte e representantes de entidades do comércio e clubes de lojistas entre vários segmentos envolvidos na distribuição de cargas.
A “lambança” promovida pela Prefeitura de São Paulo é geral: atinge a população e não resolve absolutamente nada, já que o problema reside na gigantesca massa (milhões) de automóveis que circula na cidade diariamente e não nos milhares de caminhões que prestam serviços vitais para o funcionamento da cidade.
Enquanto o problema de excesso de automóveis em circulação não for atacado, a situação só piorará, pois cada vez mais aumenta o número proprietários de automóveis desejosos de utilizá-los, ainda que ao preço de infernais congestionamentos e de muita poluição.
*José Augusto Valente: engenheiro e trabalho há 35 anos na área de transportes. Fui Presidente do DER-RJ em 2002 e titular da Secretaria de Política Nacional de Transportes, do Ministério dos Transportes, no período de maio/2004 a junho/2007. Atualmente atuo como Consultor em Logística e Transporte.










