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Blog do Desemprego Zero

Dupla insensatez

Escrito por Imprensa, postado em 9 dEurope/London abril dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Será que a economia brasileira é indiferente as crises mundiais? É necessário aumentar a taxa de juros para que não haja inflação? O texto abaixo cita o ponto de vista de Delfim Netto.

*Postado por Luciana Sergeiro

Publicado originalmente na Folha de S. Paulo

Por Antonio Delfim Netto

Duas sugestões insensatas têm dominado a discussão econômica: 1º) que o nosso crescimento está blindado contra as flutuações produzidas pela crise mundial e 2º) que precisamos aumentar a taxa de juros, porque corremos um grave risco de inflação.

Quanto à primeira, parece evidente que estamos numa situação melhor do que estivemos nos últimos 25 anos. Quando se observam os indicadores antecedentes (Composite Leading Indicators -CLIs) construídos pela OCDE, é visível uma redução de crescimento em todos os países. São quedas relativamente pequenas se comparadas ao que se espera nos EUA (de 2,2% em 2007 para 1,5% em 2008; de 2,8% para 1,5% na Europa; de 2,1% para 1,2% no Japão; de 3,1% para 1,6% na Inglaterra). No Brasil, tivemos em 2007 o crescimento de 5,4%. Para 2008, uma estimativa razoável é de 5%, que poderá sofrer uma redução -ou pelo resultado da balança em conta corrente, ou pelo comportamento do Copom.

Deveria ser evidente que a taxa Selic só controla o custo da imensa dívida pública, que continua a aumentar. Sua influência direta sobre o consumo agregado e sobre os investimentos é pequena, mas seu efeito sobre as “expectativas” dos verdadeiros investidores, que (ao contrário dos “papeleiros”!) colocam os seus recursos na produção e correm os riscos da economia real, é devastadora. O investimento verdadeiro depende da taxa de crescimento do PIB e da perspectiva de crescimento da demanda. Se o Copom acreditar que esta é excessiva e ameaçar cortá-la (ainda que não possa fazê-lo), ele esfria o “espírito animal” do investidor verdadeiro, que vai comprar títulos da dívida pública e virar “papeleiro”.

É claro que comparações como essas são sempre sujeitas a chuvas e trovoadas. As diferenças entre as taxas são tão gritantes -e a situação nacional, melhor ou igual às dos outros países- que, a não ser que o Copom disponha de informações “privilegiadas” (que esconde), a sua ameaça de aumentar a taxa de juros beira a insensatez: os aumentos de salário real continuam a ser negociados abaixo dos ganhos de produtividade, e um terço da remuneração dos trabalhadores das grandes empresas é participação nos resultados, que não influi nos preços.



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