Desafio é elevar taxa de investimento na economia, diz Miguel Jorge
Escrito por Imprensa, postado em 30 dUTC abril dUTC 2008
“O atual ciclo de crescimento sustentado da economia é o momento propício para enfrentar desafios de longo prazo”, diz o ministro Miguel Jorge.
*Por Katia Alves
Por Alana Gandra
Publicado originalmente na Agência Brasil
O projeto de desenvolvimento de longo prazo para o Brasil terá de vencer o desafio de elevar a taxa de investimento na economia, afirmou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, durante a solenidade de posse da nova diretoria da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro.
A taxa de investimento, lembrou, subiu de 15,9% em 2005 para 17,6% no ano passado, “mas isso ainda é pouco para sustentar o crescimento da economia no longo prazo”. Miguel Jorge destacou que esse é um dos desafios da nova política industrial que o governo pretende anunciar até o final deste mês e que ele prefere chamar de “projeto de desenvolvimento produtivo para o país”.
Segundo o ministro, o Brasil ainda está distante de países como a China, que investem o equivalente a 40% do Produto Interno Bruto (PIB, que é a soma das riquezas produzidas no país). A estimativa dos analistas no Brasil é de que a economia continuará crescendo a taxas próximas de 5% ao ano. Nesse cenário, afirmou, “nós teremos que investir entre 20% e 25% do PIB e a meta estabelecida pela nova política industrial é de 21% até 2010″.
Para Miguel Jorge, esse crescimento é factível, uma vez que a formação bruta de capital fixo (FBCF) na economia brasileira vem crescendo mais do que o PIB nos últimos semestres. Os investimentos diretos estrangeiros alcançaram US$ 34,6 bilhões no ano passado e neste ano, de acordo com projeções do Banco Central, deverão atingir entre US$ 32 bilhões a US$ 33 bilhões.
“O atual ciclo de crescimento sustentado da economia é o momento propício para enfrentar desafios de longo prazo”, segundo o ministro. O PIB superou as expectativas ao crescer 5,4% em 2007. Nos últimos três anos, a renda per capita do brasileiro tem crescido e chegou a R$ 13,5 mil no ano passado, ou cerca de US$ 7 mil/ano. Na área social, perto de 10 milhões de famílias saíram das classes D e E para C e D, respectivamente, nos últimos cinco anos. Também foram criados 1,7 milhão de empregos nos últimos 12 meses até fevereiro de 2008.
O ministro confirmou a indicação da assessora da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, Erenice Guerra, para o Conselho Fiscal do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), publicada no Diário Oficial da União. O conselho se reúne uma vez a cada três meses e segundo Miguel Jorge, “foi uma escolha pessoal, baseada na experiência e no conhecimento”. Ele lembrou que para ter o Conselho Fiscal operando era necessário o preenchimento dessa vaga.










