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BOLETIM SEMANAL DO BLOG DO DESEMPREGO ZERO
Posted By Imprensa On 29 abril, 2008 @ 4:00 pm In Boletim Semanal | No Comments
n.8, ano 1 – 16/04/2008 a 29/04/2008
Destaques da Semana no Blog
Banco Central – sitiado ou estrela-guia? [1]
Chegou o tempo dos idealistas [3]
ALIANÇA PIMENTEL-AÉCIO: A POLÊMICA DA ESCÓRIA DE CIRO GOMES [5]
Grande Entrevista com Paulo Henrique Amorim!! PHA / REVISTA FÓRUM: DANTAS COMPROU PARTE DO PT [6]
O crescimento econômico e a competitividade chinesa [7]
STANDARD & POOR’S AMEAÇA REBAIXAR (?) NOTA DOS PAPÉIS NORTE-AMERICANOS [8]
Escrito por NOSSOS AUTORES [9] em 18 Abril, 2008
Por Paulo Passarinho*
Com a adesão de Lula e de seu governo à política macroeconômica de interesse do capital financeiro – entenda-se, como tal, principalmente os bancos e as grandes corporações empresariais, com atuação transnacional -, convencionou-se rotular o governo atual, especialmente em seu primeiro mandato, como um governo “em disputa”.
Essa rotulagem interessava aos setores de esquerda que apoiavam, e ainda o fazem, o governo. Esses setores atribuíam as opções de Lula, em favor de uma política econômica ortodoxa, como uma contingência da situação deixada por FHC, onde o endividamento público era explosivo e a pressão inflacionária poderia comprometer a almejada estabilidade de preços.
Para esses setores, os grandes vilões contra políticas de desenvolvimento e geração de empregos eram o Banco Central e a taxa de juros. Porém, tudo seria uma questão de tempo. Quando a situação viesse a melhorar, o governo poderia alterar a sua política econômica.
Nesse primeiro mandato de Lula, esses setores chegavam até mesmo a personalizar essa suposta disputa, colocando Antônio Palloci (e Henrique Meireles) como representante maior da “direita”, da ortodoxia, enquanto José Dirceu, chefe da Casa Civil, seria o expoente maior de uma ala desenvolvimentista, dentro do governo.
O tempo passou, Palloci e Dirceu acabaram caindo. Esse último é hoje um saltitante lobista confesso de interesses de multinacionais, e, apesar da política econômica não ter se alterado, os efeitos da mesma começaram a apresentar resultados aparentemente animadores. As contas externas começaram a apresentar saldos comerciais expressivos – puxados pela demanda asiática e seus efeitos nos preços das commodities agrícolas e minerais; taxas de crescimento da economia melhoraram um pouco em relação aos anos de governo FHC, elevando a oferta de emprego; e, particularmente desde o início do segundo mandato, o lançamento e propaganda massiva do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento – fez com que muitos daqueles que acreditavam na suposta disputa, passassem a crer que já havíamos ingressado em uma hegemonia “desenvolvimentista”. Leia o resto deste post » [10]
Enviado em Desenvolvimento [11], Paulo Passarinho [12], Política Brasileira [13], Política Econômica [14], Propostas de Mudanças para o Banco Central [15] | Nenhum comentário » [16]
Escrito por Rogério Lessa, Editor-Chefe [17] em 17 Abril, 2008
Quando se trata do Banco Central brasileiro, as notícias sempre podem piorar a cada dia. Elevar a taxa básica de juros (Selic) não em 0,25 ponto percentual, mas em meio ponto, foi uma enorme demonstração de arrogância. Além de dar um prejuízo anual da ordem de R$ 40 bilhões ao país, na política monetária de Meirelles até o fato dos chineses estarem comendo mais arroz e soja virou justificativa para aumentar juros e nossa distância para a Turquia, vice-campeã mundial nesse quesito.
Ao contribuir para a valorização do real, juros em alta também aceleraram ainda mais o ritmo da deterioração das contas externas e o processo de destruição de boa parte da indústria. “O ciclo que o BC vai ter que administrar não pode ser muito longo, senão o dólar vai despencar mais ainda e tornar a economia mais vulnerável”, alerta o Consultor Econômico da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas.
Freitas, que foi diretor do BC, me disse que para quem pretende fazer investimento produtivo (expandir a oferta e reduzir o risco de inflação) agora só resta esperar que o ciclo de alta dos juros seja bem mais curto do que o iniciado em 2004, quando o BC transformou em vôo de galinha um crescimento acima de 4%. “O cenário atual é totalmente diferente de 2004, tendo dois novos fatores fundamentais: alta dos investimentos e queda de juros nos EUA”, enfatiza.
Triste que a única alternativa à política monetária oferecida ao presidente Lula seja arrochar ainda mais o Orçamento, quando somente a isenção da cobrança de Imposto de Renda para estrangeiros que investem em títulos públicos implicou uma renúncia fiscal, apenas em 2007, de cerca de R$ 9 bilhões ao Tesouro Nacional. Segundo o jornal Monitor Mercantil (coluna Fatos & Comentários de 14/03/2008), esse número representou a não-cobrança sobre cerca de R$ 40 bilhões de IR de 22,5% para aplicações até 12 meses que incide sobre as aplicações dos nacionais. Somente em janeiro, o ingresso de cerca de R$ 3,4 bilhões com origem no exterior para esse tipo de aplicação resultou na não-arrecadação de mais R$ 765 milhões.
Tudo isso ocorre na semana em que o Ipea teve de reiterar, através de Nota Técnica, que ao contrário do que foi veiculado na imprensa, não está preocupado com a inflação. “Uma contração monetária seria um tremendo banho de água fria no espírito empresarial, o que pode reduzir drasticamente a sustentabilidade do atual ciclo de crescimento”, afirma o Instituto. “O presidente do BC reclamou dos grupos de interesse, como Fiesp e CNI, mas não menciona os interesses do mercado financeiro”, destacou o pesquisador Salvador Viana.
Já o economista Miguel Bruno, que também assina a nota do Ipea, frisa que a alta da Selic anulou o efeito do IOF sobre as entradas de capitais de curto prazo. “O dólar vai derreter, sepultando de vez a ilusão da eliminação da vulnerabilidade externa da economia brasileira”.
Enviado em Conjuntura [18], Copom Sombra [19], Desenvolvimento [11], O que deu na Imprensa [20], Política Econômica [14], Política Social [21], Rogério Lessa [22], política industrial [23] | Nenhum comentário » [24]
Escrito por NOSSOS AUTORES [9] em 28 Abril, 2008
Gustavo Santos* & Rodrigo Loureiro Medeiros**
Todas as sociedades vivem embates internos parecidos com os descritos por José Ingenieros em ‘O homem medíocre’, cuja primeira edição data de 1913 [i]. Ingenieros analisa como duas forças se chocam nas sociedades e definem os rumos da sua evolução. Idealismo e mediocridade são essas forças.
Os idealistas podem ser divididos em dois grupos: românticos (paixão) e estóicos (virtude). A maturidade e o acúmulo de experiências são caminhos que levam os românticos ao estágio dos estóicos. Medíocres são pessoas sem ideais. Possuem idéias que se baseiam no senso comum; são pragmáticas, intransigentes e rejeitam o bom senso.
José Ingenieros argumenta ao longo do seu clássico ser a mediocracia perigosa para as sociedades, pois ela trava os respectivos progressos sociocultural, institucional, econômico e tecnológico. Uma das faces do projeto mediocrático no Brasil é a seguinte: “O custo da mão-de-obra é caro neste país e, por isso, não se tem competitividade global”.
Não é preciso muito esforço para se demonstrar que os custos do fator trabalho nos EUA, no Japão e na União Européia, por exemplo, são mais elevados do que os praticados no Brasil [ii]. A questão górdia do processo evolucionário das organizações está na busca pelo desenvolvimento de sistemas produtivos mais eficientes (grau de utilização dos fatores de produção) e eficazes (alcance dos objetivos a partir da utilização dos fatores de produção). Dificilmente o Brasil se viabilizará como nação a partir do padrão asiático. O enorme giro da mão-de-obra nas empresas traduz a opção tardia pela internalização do fordismo no Brasil. De 1980 a 2005, houve perdas de 20% do poder aquisitivo dos trabalhadores, ao passo que a produtividade permaneceu estagnada [iii]. Como se pode esperar debater seriamente competitividade sistêmica, produtividade e inovação no século XXI a partir da perspectiva mediocrática? Leia o resto deste post » [25]
Enviado em Desenvolvimento [11], Destaques da Semana [26], Gustavo Santos [27], Rodrigo Medeiros [28] | Tagged: Brasil [29], Desenvolvimento [30], economia política [31], pensamento estratégico [32] | Editar [33] | Nenhum comentário » [34]
Escrito por Imprensa [35] em 18 Abril, 2008
“O Brasil precisa armar uma contra-ofensiva em defesa dos seus interesses, pois para o País, e para muitos outros em desenvolvimento, os biocombustíveis representam uma oportunidade única de gerar produção, riqueza, renda, empregos e formas renováveis de energia”.
Por Katia Alves
Publicado no: Estado de São Paulo [36]
Por Roberto Macedo
O noticiário internacional recente sobre a alta dos preços dos alimentos deu origem a um descabido ataque contra a produção do etanol e de biocombustíveis em geral produzidos no Brasil, mediante a generalização do argumento de que sua produção restringe a oferta de alimentos ao ocupar terras e outros recursos antes destinados à produção destes últimos.
O tom de algumas declarações mostra que a emoção vem prevalecendo sobre a razão e que também há gente atacando generalizadamente o etanol, mal disfarçando que estão a defender seus próprios interesses, como o protecionismo agrícola europeu e o de países produtores de petróleo.
Tome-se, por exemplo, o que disse o suíço Jean Ziegler, que trabalha na ONU em questões ligadas aos alimentos. Ao atacar os subsídios que os EUA dão a seus produtores de etanol a partir do milho, disse tratar-se de ‘um crime contra a humanidade’, ao reduzirem a produção desse cereal. Em seguida, pediu que a União Européia (UE) abandone sua meta de ter 10% dos seus carros movidos a etanol até 2020, abandono esse que pode prejudicar o etanol baseado na cana-de-açúcar, produzido pelo Brasil e por outros países em desenvolvimento. E não fez referências ao protecionismo agrícola que mantém elevados os preços agrícolas na UE.
Leia o resto deste post » [37]
Enviado em Assuntos [38], Conjuntura [18], Desenvolvimento [11], O que deu na Imprensa [20] | Nenhum comentário » [39]
Escrito por blogdojefferson [40] em 20 Abril, 2008
Do Blog do Jefferson Marinho [41]
Um artigo publicado no Jornal O Tempo sobre a aliança PT-PSDB em Belo Horizonte, tendo como cabeça-chapa um candidato do PSB, Márcio Lacerda.
Do Jornal O Tempo [42], de 19/04/2008.
A escória de Ciro
VITTORIO MEDIOLI
Recebi uma carta da Assembléia Legislativa de Minas que informa o voto de repúdio ao Ciro Gomes subscrito por 16 deputados. Motivo do qüiproquó é a declaração de 20 de março do ex-governador do Ceará, “Aqui o que eu vejo é que a escória da política não tem espaço.
A hegemonia moral e intelectual que preside esse movimento que Minas está fazendo é tão eloqüente e importante que a escória da política deve estar apavorada com isso”. Ciro abriu assim as comportas da insolência, mais uma vez, contra os que não aprovam a aliança PT/PSDB, aliança em volta de seu pupilo e ex-secretário Márcio Lacerda para prefeito de Belo Horizonte.
Leia o resto deste post » [43]
Enviado em ELEIÇÕES, projetos e estratégias: 2008 e 2010 [44], Jefferson Milton Marinho [45], Política Brasileira [13] | Tagged: Aécio [46], Add new tag [47], Belo Horizonte [48], Ciro Gomes [49], Lacerda [50], Luiz Dulci [51], Patrus [52], Pimentel [53], PSB [54], PSDB [55], PT [56] | 5 Comentários » [57]
Escrito por Imprensa [35] em 20 Abril, 2008
Paulo Henrique Amorim do Conversa Afiada [58]
Em entrevista à revista Fórum Paulo Henrique Amorim diz que Dantas comprou parte do PT e analisa a imprensa e a política nacional (clique aqui [59]). Paulo Henrique diz também que a fusão da Brasil Telecom com a Oi, que formará a BrOi, será a “grande conciliação nacional” que envolverá PT e PSDB.
Leia a íntegra da entrevista de Paulo Henrique Amorim à revista Fórum:
Por Renato Rovai e Glauco Faria
Fórum – Quando o senhor identifica o início da degradação da imprensa brasileira?
Paulo Henrique Amorim – Chegamos a um ponto sem precedentes em termos de degradação e corrupção da imprensa brasileira. A imprensa que chamo de Partido da Imprensa Golpista, ou PIG, é, sobretudo, a Globo, a Folha e o Estadão. Não falo da Veja, porque é um caso especial que eu chamo de “a última Flor do Fascio”, nem da IstoÉ, porque não é uma organização jornalística. Quando você compra um jornal, teoricamente, pelos cânones da indústria, vai obter ali um noticiário razoavelmente isento e, nas páginas de opinião, fica aquilo que o dono quer divulgar. Aqui no Brasil, houve uma inversão completa. Hoje, tem opinião na parte informativa, até no horóscopo e na previsão do tempo, e o mais grave de tudo isso é que se disseminou o sistema de cooptação com dinheiro do jornalismo econômico e político. Tenho divulgado no meu site as relações entre o Daniel Dantas e algumas instituições, cuja função é distribuir notícias que influenciam formadores de opinião, a Justiça… É uma degradação sem precedentes.
Meu ex-colega do IG, Luís Nassif, tem feito um trabalho exemplar ao apontar as ligações sórdidas entre a Veja e interesses econômicos constituídos. Não há nenhuma punição, nenhuma reclamação, nenhuma manifestação de indignação, os jornais do PIG não noticiam o que o Nassif está dizendo. É a maior revista semanal do país e ignoram o que fala um jornalista respeitável que trabalhou na Folha durante uma década, do Conselho Editorial da Folha. Ou seja, Nassif não é irresponsável segundo a Folha. E a Folha não dá uma linha!
O Mino Carta, que é o pioneiro nessa batalha para demonstrar a pusilanimidade, o golpismo e agora a corrupção na imprensa, acha que nós não chegamos no fundo do poço, que ainda iremos mais fundo e saberemos mais coisas e a impunidade continuará.
Fórum – O senhor acredita que essa degradação se agravou durante o processo de privatização?
Amorim – O presidente do México, Carlos Salina de Gortari, vendeu a telefonia do México para uma pessoa, que é o Carlos Slim, hoje o homem mais rico do mundo. Salinas de Gortari teve que fugir do México para a Irlanda porque nem em Miami ele podia ficar. O Fujimori, que fez a privatização no Peru, está preso. O Carlos Menem, que fez a privatização na Argentina, tem vários ministros na cadeia e não pode ver um juiz ou policial que sai correndo, pode ser preso a qualquer momento. Aqui no Brasil o Fernando Henrique Cardoso cobra US$ 60 mil por palestra e sai no PIG toda hora. E as pessoas levam o Fernando Henrique a sério, é o herói de uma parcela da população brasileira.
Vou desenvolver essa tese com mais clareza, mas houve, na transição de regime militar para o democrático, a tragédia da dívida nos anos 80. O Brasil quebrou em 1982, o fenômeno da hiperinflação, e o Sarney tentou resolver, o Collor tentou resolver, e o Fernando Henrique tocou o Plano Real. O plano, entretanto, tinha, como base para solucionar ou para auxiliar a equacionar o problema, a privatização, um instrumento pelo qual o sistema político dominante à época – o PSDB e o PFL – encontrou para acomodar os interesses políticos internos, domésticos, da coalizão dominante e os interesses dos bancos. Ela foi o fiel da balança dessa reengenharia que levou ao sucesso o Plano Real.
Agora, temo que a operação de criação da BrOi seja a consubstanciação, aquele quadro do Napoleão sendo coroado, que está na igreja de Notre Dame. O quadro começa a ser pintado a partir do momento em que o Luciano Coutinho, presidente do BNDES, assina o empréstimo para o Carlos Jereissati e o Sérgio Andrade comprarem a Brasil Telecom, sem botar um tostão. Nesse momento, será feita a grande conciliação nacional, os fundos e o Citibank renunciam a toda ação [judicial] que moveram na Justiça contra o Daniel Dantas1 . O governo Lula põe para dentro a corrupção do Dantas e do governo FHC, limpa a pedra e resolve esse problema botando o dinheiro do BNDES nas mãos desses dois subempresários, já que eles compraram a Telemar sem gastar também.
Aí será feita a grande pacificação nacional, que mobilizou essa subimprensa de contratos de prestação de serviços, mas que você nunca sabe que serviços são esses. Então, se houver o Aécio [Neves] candidato em uma chapa que reúna PSDB e PT, como está sendo montada em Belo Horizonte, resolve tudo. Põe todo o Brasil debaixo do tapete. O PSDB esconde ossos do Fernando Henrique no armário do Lula, o Lula esconde no armário seus próprios esqueletos, e o Brasil vai seguir em frente com a conciliação que o Tancredo [Neves] tentou fazer e não conseguiu porque morreu antes.
A privatização é o que define o processo da Nova República no regime pós-militar, é a metástase da corrupção no Brasil. O Daniel Dantas é o maior símbolo, herói e beneficiário desse processo que corrompeu o PSDB, o PFL e o PT. Ele corrompeu o PSDB, financiou a filha do Serra e ele é a grana que está no duto do Valerioduto. Que o procurador-geral da República não procurou e que o ministro Joaquim Barbosa não achou. A grana do Valerioduto veio de onde? Dá em árvore ou o Valério era maluco e colocava dinheiro dele no esquema? Ele era um lavador de dinheiro e ninguém quer dizer isso. Fizeram a CPI dos Correios e não pediram indiciamento do Daniel Dantas, porque a bancada dele tem um líder no senado, que é o Heráclito Fortes, e tem um líder na Câmara, que é o José Eduardo Cardozo.
Fórum – Então a tentativa do PT de incluir o Daniel Dantas na CPI dos Correios foi uma farsa?
Amorim – Foi uma tentativa de última hora, feita depois que o relatório estava escrito e que não resultou em nada. Durante a argüição do Daniel Dantas, o senhor José Eduardo Cardozo fez perguntas que o Dantas esperava que fosse feitas e o Jorge Bittar (PT-RJ) fez perguntas inúteis. Ninguém do PT perguntou se o Dantas colocava dinheiro no Valerioduto. E era a única pergunta que cabia ali. Por que o PT não foi pra cima do Dantas? Porque o cara da bancada do PT não sabe se quem está do lado dele pegou dinheiro do Dantas. O Dantas calou o PT, o Dantas imobilizou o PT, porque o Dantas comprou uma parte do PT. Pode escrever aí.
Fórum – No PT, havia uma disputa que envolvia o Luís Gushiken, os fundos e a participação do Dantas… Leia o resto deste post » [60]
Enviado em Comentários sobre a Imprensa Brasileira [61], O que deu na Imprensa [20], Política Brasileira [13] | Nenhum comentário » [62]
Escrito por Imprensa [35] em 16 Abril, 2008
“O artigo discute as principais causas do forte crescimento da economia chinesa nos últimos 27 anos. Um dos principais objetivos deste trabalho é lançar novas hipóteses quanto às fontes do desempenho econômico chinês e suas características, propondo uma visão sobre o desenvolvimento recente daquele país, a qual procure ir além das explicações mais conhecidas e que busque, na história recente e na geografia, algumas pistas para esse processo.”
Por Luciana Sergeiro
O forte crescimento da economia da China nos últimos 27 anos é fato amplamente conhecido – nos quatro últimos anos, o Produto Interno Bruto (PIB) chinês teve crescimento real médio de cerca de 10% ao ano (a.a.). Da mesma forma, é notório o extraordinário aumento da competitividade das exportações de produtos manufaturados chineses, deslocando rapidamente produtores tradicionais, inclusive de países desenvolvidos.
Menos conhecidas e compreendidas, no entanto, são as causas desse processo,ou, pelo menos, suas características e elementos definidores mais importantes. Dentre as causas apontadas, destacam-se os investimentos diretos externos (IDEs), em sua maioria voltados para exportação, que transferem tecnologia e fornecem capital para o país, atraídos principalmente pelo baixo custo de uma mão-de-obra disciplinada e com nível relativamente alto de qualificação. Enfatizam-se também as medidas de política industrial, como os incentivos fiscais concedidos a setores determinados localizados em zonas econômicas especiais, a obrigação de as empresas multinacionais (EMNs) se associarem a um parceiro doméstico e a proibição de investir em certos setores, bem como a manutenção de uma taxa de câmbio fixa e desvalorizada, estimulando as exportações. Todos esses fatores, certamente, contribuíram para o espetacular crescimento econômico chinês, mas estão longe de explicar adequadamente esse processo. Afinal, algumas dessas características estiveram presentes em diversos outros países e regiões, sem que o efeito fosse sequer parecido.
Há uma dimensão em que o fenômeno chinês pode ser considerado como uma terceira onda do modelo asiático, após a do Japão, ainda na década de 1950, e a dos quatro newly industrialized countries (NICs) – Cingapura, Coréia do Sul, Hong Kong e Taiwan -, já na década de 1970. Essa dimensão é a ênfase no comércio internacional, talvez por todas essas economias se caracterizarem por dotação relativamente menos favorecida de recursos naturais. De fato, o Japão e a Coréia do Sul adotaram algumas medidas que, em algum grau, são parecidas com as chinesas, mas que diferem em aspectos substanciais. Leia o resto deste post » [63]
Enviado em Desenvolvimento Regional [64], O que deu na Imprensa [20] | Nenhum comentário » [65]
Escrito por Leonardo Nunes [66] em 16 Abril, 2008
Léo Nunes – Paris – A empresa de classificação de risco Standard & Poor’s ameaça rebaixar a nota dos títulos de dívida pública do Tesouro norte-americano, sob o pretexto de um sobre-endividamento dos EUA. A ameaça, assim como seu pretexto, parece um tanto quanto inusitada, considerando o funcionamento do capitalismo e o papel diferenciado de sua maior potência.
O dinheiro exerce um papel central numa economia monetária. Este símbolo deve possuir os atributos de (i) meio de pagamento, (ii) unidade de conta na denominação de contratos e operações comerciais e/ou financeiras e (iii) reserva de valor, isto é, deve principalmente servir como instrumento de validação da riqueza geral produzida.
Na economia capitalista contemporânea, este papel é desempenhado pelo dólar, emitido pelo governo dos EUA. Tal privilégio faz com que o governo norte-americano tenha o poder de emitir títulos de dívida ilimitadamente, desde que as convenções corroborem o papel da moeda verde. Desta forma, enquanto o dólar ocupar a especial função de dinheiro do sistema, não faz sentido falar em sobre-endividamento, na medida em que o limite de endividamento é colocado pela vontade da autoridade monetária ianque.
Clique aqui [67] para ler nosso manifesto.
Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos [66]
Enviado em Conjuntura [18], Internacional [68], Leonardo Nunes [69], Política Econômica [14] | Nenhum comentário » [70]
Article printed from Blog do Desemprego Zero: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero
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[1] Banco Central – sitiado ou estrela-guia?: http://desempregozero.org/2008/04/18/banco-central-sitiado-ou-estrela-guia/
[2] O BC e a Lei de Murphy: http://desempregozero.org/2008/04/17/o-bc-e-a-lei-de-murphy/
[3] Chegou o tempo dos idealistas: http://desempregozero.org/2008/04/28/as-duas-faces-do-projeto-mediocratico-no-brasil/
[4] O etanol sob ataque: http://desempregozero.org/2008/04/18/o-etanol-sob-ataque/
[5] ALIANÇA PIMENTEL-AÉCIO: A POLÊMICA DA ESCÓRIA DE CIRO GOMES: http://desempregozero.org/2008/04/20/alianca-pimentel-aecio-a-polemica-da-escoria-de-ciro-gomes/
[6] Grande Entrevista com Paulo Henrique Amorim!! PHA / REVISTA FÓRUM: DANTAS COMPROU PARTE DO PT: http://desempregozero.org/2008/04/20/grande-entrevista-com-paulo-henrique-amorim-pha-revista-forum-dantas-comprou-parte-do-pt/
[7] O crescimento econômico e a competitividade chinesa: http://desempregozero.org/2008/04/16/o-crescimento-economico-e-a-competitividade-chinesa/
[8] STANDARD & POOR’S AMEAÇA REBAIXAR (?) NOTA DOS PAPÉIS NORTE-AMERICANOS: http://desempregozero.org/2008/04/16/standard-poors-ameaca-rebaixar-nota-dos-papeis-norte-americanos/
[9] NOSSOS AUTORES: http://desempregozero.org/category/todos-nossos-autores/
[10] Leia o resto deste post »: http://desempregozero.org/2008/04/18/banco-central-sitiado-ou-estrela-guia/#more-1844
[11] Desenvolvimento: http://pt-br.wordpress.com/tag/desenvolvimento-assuntos/
[12] Paulo Passarinho: http://pt-br.wordpress.com/tag/paulo-passarinho/
[13] Política Brasileira: http://pt-br.wordpress.com/tag/politica-brasileira/
[14] Política Econômica: http://pt-br.wordpress.com/tag/politica-economica/
[15] Propostas de Mudanças para o Banco Central: http://pt-br.wordpress.com/tag/propostas-de-mudancas-para-o-banco-central/
[16] Nenhum comentário »: http://desempregozero.org/2008/04/18/banco-central-sitiado-ou-estrela-guia/#respond
[17] Rogério Lessa, Editor-Chefe: http://desempregozero.org/category/todos-nossos-autores/rogerio-lessa/
[18] Conjuntura: http://pt-br.wordpress.com/tag/conjuntura/
[19] Copom Sombra: http://pt-br.wordpress.com/tag/copom-sombra/
[20] O que deu na Imprensa: http://pt-br.wordpress.com/tag/o-que-deu-na-imprensa/
[21] Política Social: http://pt-br.wordpress.com/tag/politica-social/
[22] Rogério Lessa: http://pt-br.wordpress.com/tag/rogerio-lessa/
[23] política industrial: http://pt-br.wordpress.com/tag/politica-industrial/
[24] Nenhum comentário »: http://desempregozero.org/2008/04/17/o-bc-e-a-lei-de-murphy/#respond
[25] Leia o resto deste post »: http://desempregozero.org/2008/04/28/as-duas-faces-do-projeto-mediocratico-no-brasil/#more-1959
[26] Destaques da Semana: http://pt-br.wordpress.com/tag/destaques-da-semana/
[27] Gustavo Santos: http://pt-br.wordpress.com/tag/gustavo-santos/
[28] Rodrigo Medeiros: http://pt-br.wordpress.com/tag/rodrigo-medeiros/
[29] Brasil: http://pt-br.wordpress.com/tag/brasil/
[30] Desenvolvimento: http://pt-br.wordpress.com/tag/desenvolvimento/
[31] economia política: http://pt-br.wordpress.com/tag/economia-politica/
[32] pensamento estratégico: http://pt-br.wordpress.com/tag/pensamento-estrategico/
[33] Editar: http://desempregozero.org/wp-admin/post.php?action=edit&post=1959
[34] Nenhum comentário »: http://desempregozero.org/2008/04/28/as-duas-faces-do-projeto-mediocratico-no-brasil/#respond
[35] Imprensa: http://desempregozero.org/category/o-que-deu-na-imprensa/
[36] Estado de São Paulo: http://www.estadodesaopaulo.com.br/
[37] Leia o resto deste post »: http://desempregozero.org/2008/04/18/o-etanol-sob-ataque/#more-1847
[38] Assuntos: http://pt-br.wordpress.com/tag/assuntos/
[39] Nenhum comentário »: http://desempregozero.org/2008/04/18/o-etanol-sob-ataque/#respond
[40] blogdojefferson: http://www.blogjefferson.blogspot.com/
[41] Blog do Jefferson Marinho: http://blogjefferson.blogspot.com/
[42] Jornal O Tempo: http://www.otempo.com.br/otempo/colunas/?IdEdicao=899&IdColunaEdicao=5471
[43] Leia o resto deste post »: http://desempregozero.org/2008/04/20/alianca-pimentel-aecio-a-polemica-da-escoria-de-ciro-gomes/#more-1877
[44] ELEIÇÕES, projetos e estratégias: 2008 e 2010: http://pt-br.wordpress.com/tag/eleicoes-projetos-e-estrategias-2008-e-2010/
[45] Jefferson Milton Marinho: http://pt-br.wordpress.com/tag/jefferson-milton-marinho/
[46] Aécio: http://pt-br.wordpress.com/tag/aecio/
[47] Add new tag: http://pt-br.wordpress.com/tag/add-new-tag/
[48] Belo Horizonte: http://pt-br.wordpress.com/tag/belo-horizonte/
[49] Ciro Gomes: http://pt-br.wordpress.com/tag/ciro-gomes/
[50] Lacerda: http://pt-br.wordpress.com/tag/lacerda/
[51] Luiz Dulci: http://pt-br.wordpress.com/tag/luiz-dulci/
[52] Patrus: http://pt-br.wordpress.com/tag/patrus/
[53] Pimentel: http://pt-br.wordpress.com/tag/pimentel/
[54] PSB: http://pt-br.wordpress.com/tag/psb/
[55] PSDB: http://pt-br.wordpress.com/tag/psdb/
[56] PT: http://pt-br.wordpress.com/tag/pt/
[57] 5 Comentários »: http://desempregozero.org/2008/04/20/alianca-pimentel-aecio-a-polemica-da-escoria-de-ciro-gomes/#comments
[58] Paulo Henrique Amorim do Conversa Afiada: http://www.paulohenriqueamorim.com.br/materias79.asp
[59] clique aqui: http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/EdicaoNoticiaIntegra.asp?id_artigo=2571
[60] Leia o resto deste post »: http://desempregozero.org/2008/04/20/grande-entrevista-com-paulo-henrique-amorim-pha-revista-forum-dantas-comprou-parte-do-pt/#more-1866
[61] Comentários sobre a Imprensa Brasileira: http://pt-br.wordpress.com/tag/comentarios-sobre-a-imprensa-brasileira/
[62] Nenhum comentário »: http://desempregozero.org/2008/04/20/grande-entrevista-com-paulo-henrique-amorim-pha-revista-forum-dantas-comprou-parte-do-pt/#respond
[63] Leia o resto deste post »: http://desempregozero.org/2008/04/16/o-crescimento-economico-e-a-competitividade-chinesa/#more-1818
[64] Desenvolvimento Regional: http://pt-br.wordpress.com/tag/desenvolvimento-regional/
[65] Nenhum comentário »: http://desempregozero.org/2008/04/16/o-crescimento-economico-e-a-competitividade-chinesa/#respond
[66] Leonardo Nunes: http://desempregozero.org/category/todos-nossos-autores/leonardo-nunes/
[67] Clique aqui: http://desempregozero.org/manifesto/
[68] Internacional: http://pt-br.wordpress.com/tag/internacional-assuntos/
[69] Leonardo Nunes: http://pt-br.wordpress.com/tag/leonardo-nunes/
[70] Nenhum comentário »: http://desempregozero.org/2008/04/16/standard-poors-ameaca-rebaixar-nota-dos-papeis-norte-americanos/#respond
[71] BOLETIM SEMANAL DO BLOG DO DESEMPREGO ZERO: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/boletim-semanal-do-blog-do-desemprego-zero/
[72] BOLETIM SEMANAL DO BLOG DO DESEMPREGO ZERO: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/boletim-semanal-do-blog-do-desemprego-zero-2/
[73] BOLETIM SEMANAL DO BLOG DO DESEMPREGO ZERO: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/05/boletim-semanal-do-blog-do-desemprego-zero-4/
[74] BOLETIM SEMANAL DO BLOG DO desemprego zero: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/05/boletim-semanal-do-blog-do-desemprego-zero-5/
[75] BOLETIM SEMANAL DO BLOG DO DESEMPREGO ZERO: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/05/boletim-semanal-do-blog-do-desemprego-zero-6/
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