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	<title>Comentários sobre: Argentina, entre &#8220;piquetes da abundância&#8221; e os camponeses pobres</title>
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		<title>Por: Gustavo dos Santos (meus artigos clique)</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/argentina-entre-piquetes-da-abundancia-e-os-camponeses-pobres/comment-page-1/#comment-442</link>
		<dc:creator>Gustavo dos Santos (meus artigos clique)</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Apr 2008 20:57:50 +0000</pubDate>
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		<description>Rodrigo,
gostei muito da piada-classificação do Simon Kusnetz!
Como você nos informou, ele disse que anos anos 50 havia quatro tipo de países: &quot;(1) os desenvolvidos; (2) os subdesenvolvidos; (3) o Japão; e (4) a Argentina.&quot;
Eu diria que hoje há também 4 tipos de países:
&quot;(1) desenvolvidos; (2) subdesenvolvidos; (3) potências emergentes e (4) a China.
abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rodrigo,<br />
gostei muito da piada-classificação do Simon Kusnetz!<br />
Como você nos informou, ele disse que anos anos 50 havia quatro tipo de países: &#8220;(1) os desenvolvidos; (2) os subdesenvolvidos; (3) o Japão; e (4) a Argentina.&#8221;<br />
Eu diria que hoje há também 4 tipos de países:<br />
&#8220;(1) desenvolvidos; (2) subdesenvolvidos; (3) potências emergentes e (4) a China.<br />
abraços</p>
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		<title>Por: Rodrigo Loureiro Medeiros</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/argentina-entre-piquetes-da-abundancia-e-os-camponeses-pobres/comment-page-1/#comment-441</link>
		<dc:creator>Rodrigo Loureiro Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Apr 2008 17:28:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1623#comment-441</guid>
		<description>Caro Gustavo

Conheço bem a história econômica da Argentina. Simon Kusnetz dizia na década de 1950 que só havia quatro tipos de países no mundo: (1) os desenvolvidos; (2) os subdesenvolvidos; (3) o Japão; e (4) a Argentina.

Explicar porque um país é desenvolvido ou subdesenvolvido não é uma tarefa de Sísifo. Facilita muito a leitura da obra de Celso Furtado. Recomendo a republicação de &#039;A economia latino-americana&#039; (Companhia das Letras, 2007). Já explicar como um país que possui apenas cerca de 3% de área agricultável, o Japão, se tornou uma potência econômica é mais complicado. Principalmente para quem fica preso ao paradigma das vantagens comparativas estáticas. O dilema manteiga versus canhões...

No caso da Argentina, só analisando sua história e compreendendo como desde antes da presidência progressista de Domingo Faustino Sarmiento, na segunda metade do século XIX, se fez uma opção pela inserção conservadora no sistema economia-mundo.

Essa opção funcionou relativamente bem até 1914, quando a Argentina poderia ser considerada um dominium do Império Britânico. De lá para cá uma sucessão de fatos e eventos, como foi o caso da crise de 1929, provocaram muita confusão naquele país. Após a crise de 1929, a ascensão da &quot;pátria-mãe do protecionismo&quot; (Cf. BAIROCH, P. &#039;Economics and world history: myths and paradoxes&#039;. The University of Chicago Press, 1993), os EUA, intensificou tensões que estavam imersas na sociedade argentina.

Tenho amigos no governo da Cristina F. de Kirchner e na oposição. Recomendei aos amigos da oposição uma postura madura e que trabalhassem em prol da construção de instituições que alijassem o personalismo hispano-americano da política argentina. Complicado...

No mais, penso que o Brasil deveria ter concedido uma maior atenção ao relacionamento com a Argentina desde o início do governo do presidente Lula. Refiro-me a acordos de parcerias entre pequenas e médias empresas, joint ventures, e a coordenação de políticas macroeconômicas. Isso seria bom para ambas as partes.

Escrevi projetos nessa linha e que foram encaminhados ao BNDES e ao Itamaraty, além do BICE argentino. Isso ocorreu entre 2003 e 2004. Nada caminhou porque me parece que o personalismo não se restringe aos nossos hermanos.


Um abraço,

Rodrigo L. Medeiros</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Gustavo</p>
<p>Conheço bem a história econômica da Argentina. Simon Kusnetz dizia na década de 1950 que só havia quatro tipos de países no mundo: (1) os desenvolvidos; (2) os subdesenvolvidos; (3) o Japão; e (4) a Argentina.</p>
<p>Explicar porque um país é desenvolvido ou subdesenvolvido não é uma tarefa de Sísifo. Facilita muito a leitura da obra de Celso Furtado. Recomendo a republicação de &#8216;A economia latino-americana&#8217; (Companhia das Letras, 2007). Já explicar como um país que possui apenas cerca de 3% de área agricultável, o Japão, se tornou uma potência econômica é mais complicado. Principalmente para quem fica preso ao paradigma das vantagens comparativas estáticas. O dilema manteiga versus canhões&#8230;</p>
<p>No caso da Argentina, só analisando sua história e compreendendo como desde antes da presidência progressista de Domingo Faustino Sarmiento, na segunda metade do século XIX, se fez uma opção pela inserção conservadora no sistema economia-mundo.</p>
<p>Essa opção funcionou relativamente bem até 1914, quando a Argentina poderia ser considerada um dominium do Império Britânico. De lá para cá uma sucessão de fatos e eventos, como foi o caso da crise de 1929, provocaram muita confusão naquele país. Após a crise de 1929, a ascensão da &#8220;pátria-mãe do protecionismo&#8221; (Cf. BAIROCH, P. &#8216;Economics and world history: myths and paradoxes&#8217;. The University of Chicago Press, 1993), os EUA, intensificou tensões que estavam imersas na sociedade argentina.</p>
<p>Tenho amigos no governo da Cristina F. de Kirchner e na oposição. Recomendei aos amigos da oposição uma postura madura e que trabalhassem em prol da construção de instituições que alijassem o personalismo hispano-americano da política argentina. Complicado&#8230;</p>
<p>No mais, penso que o Brasil deveria ter concedido uma maior atenção ao relacionamento com a Argentina desde o início do governo do presidente Lula. Refiro-me a acordos de parcerias entre pequenas e médias empresas, joint ventures, e a coordenação de políticas macroeconômicas. Isso seria bom para ambas as partes.</p>
<p>Escrevi projetos nessa linha e que foram encaminhados ao BNDES e ao Itamaraty, além do BICE argentino. Isso ocorreu entre 2003 e 2004. Nada caminhou porque me parece que o personalismo não se restringe aos nossos hermanos.</p>
<p>Um abraço,</p>
<p>Rodrigo L. Medeiros</p>
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		<title>Por: Gustavo dos Santos (meus artigos clique)</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/argentina-entre-piquetes-da-abundancia-e-os-camponeses-pobres/comment-page-1/#comment-440</link>
		<dc:creator>Gustavo dos Santos (meus artigos clique)</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Apr 2008 15:15:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1623#comment-440</guid>
		<description>Rodrigo,
você está certíssimo! o Banco Central Argentino está tendo uma política muito inteligente em manter o peso cotado em torno de um terço do dólar. Ele sabe que a indústria argentina é pouco competitiva e, portanto, só assim pode manter os empregos crescendo mais de de 7% ao ano e os salários reais crescendo também aceleradamente.
É um banco central que trabalha para o povo, os trabalhadores e a indústria argentinas.
abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rodrigo,<br />
você está certíssimo! o Banco Central Argentino está tendo uma política muito inteligente em manter o peso cotado em torno de um terço do dólar. Ele sabe que a indústria argentina é pouco competitiva e, portanto, só assim pode manter os empregos crescendo mais de de 7% ao ano e os salários reais crescendo também aceleradamente.<br />
É um banco central que trabalha para o povo, os trabalhadores e a indústria argentinas.<br />
abraços</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Rodrigo Loureiro Medeiros</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/argentina-entre-piquetes-da-abundancia-e-os-camponeses-pobres/comment-page-1/#comment-439</link>
		<dc:creator>Rodrigo Loureiro Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Apr 2008 16:42:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1623#comment-439</guid>
		<description>Prezados(as)

A situação na Argentina é muito complicada. Desde a crise de dezembro de 2001, quando o governo não mais conseguiu manter a paridade &quot;um para um&quot; do peso em relação ao dólar, o país enfrenta grandes dilemas.

Segundo dados da CEPAL (2007), a Argentina cresceu acima dos 8% ao ano desde 2003. No entanto, em 2002, o PIB foi deprimido em 10,9%. O ciclo econômico global ajudou. Justiça se faça, desde 1999 o PIB estava em queda naquele país. A formação bruta de capital fixo, também conhecida como investimento na economia real, encontra-se em 20,5% do PIB. Abaixo, portanto, do piso dos 25% estimado por economistas sérios, como é o caso de Albert Fishlow, como necessário para o crescimento sustentado dos países emergentes.

A taxa de precarização das relações de trabalho (desemprego mais informalidade) atingiu a marca dos 45,6%. Nada que a afaste do lastimável quadro socioeconômico latino-americano. O governo do presidente Kirchner não teve instrumentos para ir além do básico em termos de política econômica. A YPF, por exemplo, foi privatizada, assim como outras empresas.

O Banco Central da Argentina vem sendo bem conduzido por Martín Redrado, um economista que estudou em Harvard e que tem equilibrado pressões. Redrado opera no sentido de manter o peso na relação de três para um dólar. Não há segredo nessa equação, trata-se somente de buscar manter uma relação cambial próxima ao desnível de produtividade do país em relação aos seus principais parceiros comerciais. Algo que o professor Ha-Joon Chang, de Cambridge, recomenda em ‘Chutando a escada’ (UNESP, 2004). Em termos de fomento da produção, o Banco de Investimento e Comércio Exterior (BICE) é um primo pobre do BNDES brasileiro. E quando se analisa a relação entre sistema financeiro e os tomadores de crédito, percebe-se que a oferta monetária (M3) é de apenas 22,9% do PIB. Relativamnte inferior ao que se passa no Brasil...

Muitos analistas imputam a ausência de estruturas organizacionais argentinas como conseqüência do personalismo hispano-americano. Quando se lê os livros do historiador Túlio Halperín Donghi percebe-se que tal argumentação é procedente.


Atenciosamente,

Rodrigo L. Medeiros</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezados(as)</p>
<p>A situação na Argentina é muito complicada. Desde a crise de dezembro de 2001, quando o governo não mais conseguiu manter a paridade &#8220;um para um&#8221; do peso em relação ao dólar, o país enfrenta grandes dilemas.</p>
<p>Segundo dados da CEPAL (2007), a Argentina cresceu acima dos 8% ao ano desde 2003. No entanto, em 2002, o PIB foi deprimido em 10,9%. O ciclo econômico global ajudou. Justiça se faça, desde 1999 o PIB estava em queda naquele país. A formação bruta de capital fixo, também conhecida como investimento na economia real, encontra-se em 20,5% do PIB. Abaixo, portanto, do piso dos 25% estimado por economistas sérios, como é o caso de Albert Fishlow, como necessário para o crescimento sustentado dos países emergentes.</p>
<p>A taxa de precarização das relações de trabalho (desemprego mais informalidade) atingiu a marca dos 45,6%. Nada que a afaste do lastimável quadro socioeconômico latino-americano. O governo do presidente Kirchner não teve instrumentos para ir além do básico em termos de política econômica. A YPF, por exemplo, foi privatizada, assim como outras empresas.</p>
<p>O Banco Central da Argentina vem sendo bem conduzido por Martín Redrado, um economista que estudou em Harvard e que tem equilibrado pressões. Redrado opera no sentido de manter o peso na relação de três para um dólar. Não há segredo nessa equação, trata-se somente de buscar manter uma relação cambial próxima ao desnível de produtividade do país em relação aos seus principais parceiros comerciais. Algo que o professor Ha-Joon Chang, de Cambridge, recomenda em ‘Chutando a escada’ (UNESP, 2004). Em termos de fomento da produção, o Banco de Investimento e Comércio Exterior (BICE) é um primo pobre do BNDES brasileiro. E quando se analisa a relação entre sistema financeiro e os tomadores de crédito, percebe-se que a oferta monetária (M3) é de apenas 22,9% do PIB. Relativamnte inferior ao que se passa no Brasil&#8230;</p>
<p>Muitos analistas imputam a ausência de estruturas organizacionais argentinas como conseqüência do personalismo hispano-americano. Quando se lê os livros do historiador Túlio Halperín Donghi percebe-se que tal argumentação é procedente.</p>
<p>Atenciosamente,</p>
<p>Rodrigo L. Medeiros</p>
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