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Blog do Desemprego Zero

‘Agora, o câmbio vai derreter’

Escrito por Imprensa, postado em 19 dEurope/London abril dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Em entrevista, Belluzzo alerta para os riscos que a decisão do Banco Central em aumentar a Selic 0,5 p.p. poderá trazer, especialmente para o câmbio.

 Por Katia Alves

Publicado no: Estado de São Paulo

Por Irany Tereza

Para o economista, caminho arriscado escolhido pelo Banco Central será um perigoso golpe nas exportações.

O professor de Economia da Unicamp Luiz Gonzaga Belluzzo, chefe da Secretaria Especial de Assuntos Econômicos do Ministério da Fazenda no governo Sarney e um dos interlocutores do presidente Lula, acredita que o Banco Central (BC) escolheu um caminho arriscado para conter a inflação. “Amanhã (hoje) o câmbio vai derreter”, sentencia o economista, que considerou que o aumento, já esperado, foi desproporcional. A aposta do governo, segundo avalia, foi a de elevar mais agora para retornar mais depressa aos cortes. A medida, porém, será um perigoso golpe nas exportações. “Eles (BC) preferiram preservar os seus anéis e arrancar os dedos dos outros.”

Qual a sua avaliação sobre a alta de 0,5 ponto porcentual na Selic?

Era uma coisa esperada. Amanhã (hoje), o câmbio vai derreter, mas uma parte do mercado estava esperando um aumento nesse nível. Eles (BC) seguiram a regra de subir mais intensamente agora para poder baixar mais depressa.

E que efeitos colaterais isso pode causar?

Primeiro, sobre a dívida pública. Segundo, estamos num período em que os investimentos estão subindo e muita empresa vai reduzir um pouco o ritmo. Há sempre o inconveniente da expectativa. Sobre o consumo, tenho dúvidas, porque, como já disse um banqueiro, “a gente ajusta pelo prazo”. Acho que o problema da política monetária é que se tem uma avaliação de que a inflação não se afaste do centro da meta. Se esse aumento tivesse ocorrido a partir de uma taxa calibrada, em torno de 8,5% ou 9%, faria sentido, teria sido razoável. O problema é que (a Selic) já está fora do lugar.

E qual é a pior conseqüência?

O pior será o efeito sobre o câmbio. Contraditoriamente, se o câmbio se valorizar muito, vai ajudar a inflação. Mas vai deixar em muita dificuldade as exportações industriais e acelerar ainda mais as importações. É claro que os efeitos não são únicos. Se a desaceleração mundial for muito forte, vamos ficar numa situação complicada, com queda nas exportações em grande velocidade e também das importações. Essa decisão do BC é uma aposta para abafar a inflação e depois voltar (a reduzir os juros). Tomara que tenham razão.

O que o BC está indicando para o futuro, na sua opinião?

Estão revelando, ao aumentar agora na proporção menos votada, que querem reafirmar a credibilidade e mostrar que vão combater qualquer ameaça da inflação de escapar do centro da meta. Estão dizendo que agirão prontamente. Os próximos passos vão depender do comportamento das variáveis-chave nos próximos meses. Em 2004, o resultado não foi bom. A expectativa de inflação não se materializou e o efeito sobre o PIB foi ruim. Talvez fosse mais prudente esperar um pouco. Mas eles (BC) preferiram preservar os seus anéis e arrancar os dedos dos outros.

 

 



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