<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
		>
<channel>
	<title>Comentários sobre: A OBSESSÃO INFLACIONÁRIA TAMBÉM ATINGE O BCE</title>
	<atom:link href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/a-obsessao-inflacionaria-tambem-atinge-o-bce/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/a-obsessao-inflacionaria-tambem-atinge-o-bce/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Tue, 05 Oct 2010 14:58:47 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
	<item>
		<title>Por: Rodrigo Loureiro Medeiros</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/a-obsessao-inflacionaria-tambem-atinge-o-bce/comment-page-1/#comment-1419</link>
		<dc:creator>Rodrigo Loureiro Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Apr 2008 14:22:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1903#comment-1419</guid>
		<description>Prezado Leonardo

O projeto de arquitetura do sistema econômico-financeiro global de Keynes foi derrotado em Bretton Woods. O livro do Eric Helleiner, ‘States and the reemergence of global finance: from Bretton Woods to the 1990s’ (Cornell University Press, 1994), conta essa história.

Keynes foi o primeiro a dizer que uma moeda apreciada, quando ela não é o padrão de circulação internacional, revela-se na realidade uma moeda fraca. Ele descreveu com rara elegância as relações entre empregos, juros e moeda. Creio que o clássico ‘Teoria geral do emprego, do juro e da moeda’ (1936) será durante muito tempo objeto de discussão. Em Bretton Woods, Keynes foi além dos problemas econômico-financeiros nacionais.

Ele foi muito feliz ao mencionar que as disputas comerciais continuariam se um país pudesse arbitrar o valor da moeda de circulação internacional. Keynes propôs o bankor como moeda de circulação internacional e ainda sugeriu funções para o FMI e o BIS. Quanto ao FMI, reconhecido mundo afora como anexo do Tesouro norte-americano, Keynes foi claro: o Fundo deveria apenas financiar déficits em transações correntes. Ele não deveria dar palpites ou se meter diretamente em questões internas dos países-membros.

Veja como a tarefa de Dominique Strauss-Kahn é difícil. Recuperar a credibilidade do FMI é difícil mesmo para um economista competente e progressista.

Retornando ao projeto de Keynes, os países não seriam punidos por apresentar déficits em transações correntes. Quem possuísse superávits intermináveis deveria pagar a cota de déficits dos outros parceiros comerciais. Para que então partir para guerras comerciais? Se o problema fosse estimular indústrias nascentes, não haveria problemas porque existiam margens que os Estados poderiam utilizar. Principalmente se estivessem em déficits. Certamente que as tensões entre os países não seriam eliminadas. Talvez atenuadas.

Claro que a potência hegemônica que surge do pós-guerra não aceitou a proposta de Keynes para o sistema economia-mundo. Afinal, os britânicos já haviam experimentados o seu período de hegemonia. Restava-lhes, naquele momento, uma sociedade minoritária no pacto anglo-saxão.


Um abraço,

Rodrigo L. Medeiros</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado Leonardo</p>
<p>O projeto de arquitetura do sistema econômico-financeiro global de Keynes foi derrotado em Bretton Woods. O livro do Eric Helleiner, ‘States and the reemergence of global finance: from Bretton Woods to the 1990s’ (Cornell University Press, 1994), conta essa história.</p>
<p>Keynes foi o primeiro a dizer que uma moeda apreciada, quando ela não é o padrão de circulação internacional, revela-se na realidade uma moeda fraca. Ele descreveu com rara elegância as relações entre empregos, juros e moeda. Creio que o clássico ‘Teoria geral do emprego, do juro e da moeda’ (1936) será durante muito tempo objeto de discussão. Em Bretton Woods, Keynes foi além dos problemas econômico-financeiros nacionais.</p>
<p>Ele foi muito feliz ao mencionar que as disputas comerciais continuariam se um país pudesse arbitrar o valor da moeda de circulação internacional. Keynes propôs o bankor como moeda de circulação internacional e ainda sugeriu funções para o FMI e o BIS. Quanto ao FMI, reconhecido mundo afora como anexo do Tesouro norte-americano, Keynes foi claro: o Fundo deveria apenas financiar déficits em transações correntes. Ele não deveria dar palpites ou se meter diretamente em questões internas dos países-membros.</p>
<p>Veja como a tarefa de Dominique Strauss-Kahn é difícil. Recuperar a credibilidade do FMI é difícil mesmo para um economista competente e progressista.</p>
<p>Retornando ao projeto de Keynes, os países não seriam punidos por apresentar déficits em transações correntes. Quem possuísse superávits intermináveis deveria pagar a cota de déficits dos outros parceiros comerciais. Para que então partir para guerras comerciais? Se o problema fosse estimular indústrias nascentes, não haveria problemas porque existiam margens que os Estados poderiam utilizar. Principalmente se estivessem em déficits. Certamente que as tensões entre os países não seriam eliminadas. Talvez atenuadas.</p>
<p>Claro que a potência hegemônica que surge do pós-guerra não aceitou a proposta de Keynes para o sistema economia-mundo. Afinal, os britânicos já haviam experimentados o seu período de hegemonia. Restava-lhes, naquele momento, uma sociedade minoritária no pacto anglo-saxão.</p>
<p>Um abraço,</p>
<p>Rodrigo L. Medeiros</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>
