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Blog do Desemprego Zero

Archive for abril 30th, 2008

Idade média da frota de caminhões no Brasil – atualização em 30/04/2008

Postado em 30 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Publicado originalmente no Blog Logística e Transporte

Por José Augusto Valente*

Idade Média dos Veículos – 30/04/2008

AUTÔNOMO

EMPRESA

COOPERATIVA

TOTAL

Auto

Reboc.

Auto

Reboc.

Auto

Reboc.

Auto

Reboc.

CS

CT

SR

RB

CS

CT

SR

RB

CS

CT

SR

RB

CS

CT

SR

RB

23,2 17,5 13,4 16,7 12,7 8,1 8,9 13,1 15,3 13,7 10,9 14,4 19,9 12,0 10,2 14,4
22,4 13,9 11,1 9,4 14,7 11,1 18,2 10,7
21,2 10,4 13,1 16,5

CS = Caminhão Simples / CT = Caminhão Trator / RB = Reboque / SR = Semi-Reboque

Auto = Autotracionados

Reboc. = Rebocáveis

Fonte: site da ANTT

Sempre lembrando que no Registro Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas não estão computados os caminhões que transportam carga própria de suas empresas. Estão computados apenas os que prestam serviços a terceiros, através de cobrança de frete.

Ao olharmos o quadro, constatamos que a idade média da frota de autônomos é muito elevada (21,2 anos) e que a das empresas está num patamar razoável (10,4 anos).

Isso significa que temos uma grande ineficiência no sistema, porque esses veículos – com idade média elevada – consomem muito mais combustível, emitem muito mais fumaça, têm custos de manutenção mais elevados e são menos seguros e confortáveis do que os das empresas e cooperativas. Leia o resto do artigo »

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MINISTRA DA ECONOMIA FRANCESA DEFENDE PARTICIPAÇÃO DO ESTADO NA SOLUÇÃO DA CRISE FINANCEIRA MUNDIAL

Postado em 30 dEurope/London abril dEurope/London 2008

 RIVE GAUCHE

 

Léo Nunes – Paris – Em entrevista ao diário francês Le Figaro (clique aqui para ler a entrevista), a ministra da Economia da França, Christine Lagarde, afirmou ser inevitável o contágio da crise financeira mundial, iniciada no mercado de crédito imobiliário subprime dos EUA. Entretanto, a ministra apoiou a decisão do secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, de injetar 1% do valor do PIB norte-americano na própria economia.

 

Há algum tempo, a imprensa européia abandonou o discurso do laissez-faire. Quando a crise veio à tona, todos clamaram pela intervenção do Estado, através de seu emprestador de última instância, no caso a autoridade monetária. Além disso, muitos países têm utilizado uma política fiscal ativa para evitar recessões. Coincidentemente (ou não) as idéias keynesianas renascem a cada crise.

 

Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos

 

Clique aqui para ler nosso manifesto.

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Novo Sinal Vermelho nas Contas Externas

Postado em 30 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Por Paulo Passarinho*

O Banco Central divulgou na última segunda-feira, 28/04, os resultados das contas externas brasileiras do mês de março. Com isso, tivemos o resultado consolidado desses indicadores para o primeiro trimestre do ano.

Os números são mais que preocupantes.

As autoridades econômicas do governo já esperavam uma piora nas contas externas ao longo de 2008. Contudo, a dinâmica da deterioração dos saldos comerciais do país os tem surpreendido, a partir inclusive das projeções que são feitas e que a realidade insiste em contrariar.

A piora nas contas externas já era esperada, por uma combinação de fatores. A aceleração das importações, de uma forma mais acentuada do que as receitas das exportações, é um desses fatores e muitos o atribuem à dinâmica do crescimento econômico em curso. Para esses analistas, a compra no exterior de máquinas e equipamentos, principalmente, indicaria que a economia estaria passando por uma fase de modernização, de ganhos de produtividade que acabariam fazendo com que o aumento da competitividade de diversos setores da economia logo viesse a apresentar melhores resultados, especialmente em termos de receitas de exportações, e, com isso, voltaríamos a ter uma ampliação do saldo de comércio do país.

Porém, a realidade é outra.

A ampliação desses saldos talvez tenha sido o maior trunfo do atual governo. No segundo mandato de FHC, entre 1999 e 2002, por exemplo, o Brasil acumulou um saldo comercial de apenas 13,9 bilhões de dólares. Já entre os anos de 2003 e 2007, esse saldo deu um salto, acumulando um resultado de US$ 189,3 bilhões.

Esses saldos são importantes para a cobertura das despesas de serviços, que são estruturalmente um problema para o Brasil. Essas despesas se referem ao pagamento de juros aos banqueiros internacionais; de lucros e dividendos aos estrangeiros, com negócios no país; de despesas com fretes, que temos de contratar junto a empresas de outros países, para o transporte de mercadorias, na medida em que nossa marinha mercante foi praticamente extinta.

Voltando aos períodos mencionados, do segundo mandato de FHC e de 2003 para cá, temos com clareza a dimensão dessas despesas. De 99 a 2002, gastamos mais de US$ 101 bilhões com esses serviços; e de 2003 a 2007, foram mais de US$ 160 bilhões!

Daí a importância dos saldos comerciais, para a manutenção de um modelo econômico perverso, antinacional e antipopular. Entretanto, desde 2006, quando alcançamos um saldo recorde de 46,5 bilhões de dólares, esse resultado vem se apresentando em queda. No ano passado, houve um recuo no resultado acumulado da balança comercial, com um saldo de US$ 40 bilhões. E, para esse ano, a partir de uma estimativa inicial de um resultado positivo de US$ 30 bilhões, já há projeções que apontam que dificilmente chegaremos a um saldo de 20 bilhões. Até o mês de março desse ano, por exemplo, o saldo comercial alcançou a cifra de US$ 2,8 bilhões – no mesmo período do ano passado, esse resultado foi de US$ 8,7 bilhões. Leia o resto do artigo »

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