Postado em 29 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Léo Nunes – Paris – A União Européia ameaça impor punições à França, caso o país não adote medidas para reduzir seu déficit fiscal. O governo conservador da França diz que não pretende introduzir mudanças significativas na sua política fiscal. Ficam as questões: será que o neoliberalismo só vale para os outros? Será que é algo para inglês ver? Por que será que na hora de lutar pela sobrevivência política, mesmo os políticos conservadores jogam a cartilha neoliberal na lata do lixo? Questões que a imponente “Ciência” Econômica não consegue responder…
Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos
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Postado em 29 dEurope/London abril dEurope/London 2008
No Brasil, o neoliberalismo é um fenômeno principalmente ideológico, sem base na realidade social, esta ainda fortemente dependente de ações do Estado. É uma ideologia artificial, importada, descolada do processo sociológico. Como toda ideologia, funciona como instrumento de manipulação e de dominação.
José Carlos de Assis*
Fonte: Correio da Cidadania, 13 de Dezembro de 2007.
Creio ter sido um dos primeiros economistas políticos brasileiros a se dar conta, ainda nos anos 1980, de que o neoliberalismo não era um fenômeno puramente ideológico, mas o produto de uma realidade sociológica profunda que se exprimiu em maiorias eleitorais efetivas, sobretudo européias. É o que explica o deslizamento para a ala neoliberal mesmo de partidos tradicionalmente de esquerda, como trabalhistas ingleses (Terceira Via), socialistas franceses e social-democratas alemães.
Acredito que quem originalmente levantou a cortina sobre esse processo de fundo foi William Greider, em seu monumental The secrets of the temple, sobre a história do Banco Central estadunidense. Ele “sacou” que a maioria eleitoral que apoiou Reagan em 1979 era formada em grande parte de classes médias afluentes, indignadas com a perda de renda financeira oriunda da combinação entre inflação alta e juros baixos, prevalecente ao longo dos anos 1970, sobretudo depois da débâcle do sistema de Bretton Woods. Leia o resto do artigo »
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Postado em 29 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Rodrigo L. Medeiros*
Na sua edição de 30 de abril de 2008, páginas amarelas, a revista Veja entrevista Edmund Phelps, Nobel de Economia 2006. Phelps fala sobre a recessão nos EUA e faz alguns comentários sobre a América Latina e o Brasil.
Na entrevista, a Veja puxa o assunto do “pleno emprego”, sinal de que a gradual oscilação do pêndulo político-ideológico preocupa os conservadores no Brasil. A visita a este blog de anônimos, que se escondem covardemente atrás de pseudônimos, não deve ser encarada como mera coincidência do tempo presente.
Analisando a crise nos EUA, Phelps é enfático: “Seria útil se os Estados Unidos colocassem em prática a regulamentação que já existe. Minha impressão é que o Federal Reserve [o banco central norte-americano] não foi tão crítico quanto deveria ter sido em relação às práticas de empréstimo no mercado” (p.15). Como discordar do doutor Phelps nesse ponto? Leia o resto do artigo »
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Postado em 29 dEurope/London abril dEurope/London 2008
“Se a expectativa do pré-sal for confirmada o Brasil será um ator, no cenário internacional, muito cortejado. Com os níveis dos preços do barril hoje, ser exportador de porte médio impulsionaria a economia do país, e favoreceria uma melhoria na distribuição de renda.”
*Por Luciana Sergeiro
Publicado em: Folha Online
Por: Rubens Ricupero
Virar exportador de porte médio de petróleo resolveria o balanço de pagamentos, mas fortaleceria doença holandesa.
A extraordinária velocidade da deterioração do déficit em conta corrente traz de volta o fantasma do estrangulamento externo e demonstra como era prematuro falar em mudança estrutural do comércio exterior e da balança de pagamentos. Isso não quer dizer que não estejam em curso mudanças que poderão merecer o adjetivo, caso se mantenham na longa duração dos ciclos de Fernand Braudel. Entre as tendências desse tipo, destaco: 1ª) o impacto das recentes descobertas de petróleo e gás no pré-sal e, em grau menor, da valorização das commodities; 2ª) os efeitos da transição demográfica na economia e distribuição da renda; 3ª) a maneira como o aquecimento do clima afetará a vantagem comparativa brasileira em agricultura.
Mais de dois anos atrás, no artigo “O que há de novo?” (Folha, 19/2/ 06), eu afirmava que apenas dois fatos novos me impressionavam em termos de mudança estrutural das perspectivas do desenvolvimento brasileiro: o país tornar-se não só auto-suficiente mas exportador líquido e crescente de petróleo e o bônus demográfico, que favorecerá por muitas décadas a equação população/potencial produtivo da economia.
As mudanças podem ser fruto de fatores internacionais, apenas internos ou da interação de ambos. Ainda que sejam de signo positivo, elas não garantem por si sós o desenvolvimento. Como prova o destino maldito de quase todos os grandes produtores de petróleo, dos árabes à Venezuela, passando pela Nigéria e Angola. Leia o resto do artigo »
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