Postado em 27 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Publicado no: Correio Cidadania
Por Egon Heck
A noite já ia avançada em Brasília, quando no Palácio Itamarati se encerrava a Conferência Especial pela Soberania Alimentar, pelos Direitos e pela Vida. Depois de quatro dias de muita informação e debates, os 120 participantes, de 33 países da América Latina e Caribe, expressaram suas posições para os governos e a FAO, que começa hoje, no mesmo espaço a 30 Assembléia Regional.
O documento deixa claro que “A soberania alimentar é um principio, um direito e um legado das mulheres rurais, Povos Indígenas e Pescadores, que foi adotada pelos movimentos sociais para a construção de um mundo, de uma nova sociedade, de uma nova forma de compreender as relações políticas, o desenvolvimento, os direitos humanos, a democracia, e a forma de produzir e manter os alimentos e os sistemas alimentares, de um mundo que sangra dia a dia pela vergonha que significam 79 milhões de pessoas com fome na região e 854 milhões no mundo inteiro”.
Depois de muita partilha de experiências, informações e busca das causas, analisando os efeitos perversos desse sistema para o mundo de hoje, o documento afirma que “a fome e a pobreza não são produto da casualidade, senão de um sistema deliberado que viola o direito à alimentação e a vida digna das pessoas e dos povos. Apesar da evidencia em todo o mundo dos nefastos efeitos do neoliberalismo, o sistema internacional, os governos e as corporações industriais insistem em submeter o planeta a um desenvolvimento que esgota as possibilidades da própria vida… O planeta, a terra, os oceanos, e os ecossistemas que mantém a vida estão em risco como nunca antes na história da humanidade”. Leia o resto do artigo »
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Postado em 27 dEurope/London abril dEurope/London 2008
A caminho de Basiléia 1½?
“É cedo para dizer até onde irão as reformas, que não devem ser tão radicais como sugere o debate atual, em parte por conta da competição jurisdiciona.”l
*Por Luciana Sergeiro
Publicado em: Valor Online (restrito a assinantes)
Por: Armando Castelar Pinheiro
A provocação de Lou Reed, cantada com seu sotaque sulista, mexe com quem a ouve. Ainda assim, poucos pareciam menos propensos a segui-la do que os banqueiros, ou pelo menos era o que se imaginava até alguns deles gerarem perdas multibilionárias em operações que, olhando retrospectivamente, revelaram-se incrivelmente arriscadas. O passeio pelo lado selvagem das finanças mostrou-se tão desconcertante que há uma semana o Citibank reportou prejuízo trimestral de US$ 5 bilhões e suas ações subiram 4,5%!
Se as perdas afetassem só acionistas, credores e gestores dessas instituições, como ocorre com a maioria das empresas, elas pouco interessariam à população em geral. Mas os bancos são um caso a parte: o que ocorre com eles, especialmente na escala atual, importa a todos. Para lidar com as perdas, os bancos restringem e encarecem o crédito, provocando uma desaceleração econômica global. Para salvar aqueles em pior situação, remediar a de outros e impedir uma contração mais forte da economia, os bancos centrais estão injetando recursos no sistema financeiro, com o custo dessa intervenção recaindo sobre o contribuinte. É irritante arcar com o custo de riscos corridos por outros, especialmente porque os lucros não são igualmente socializados quando as coisas vão bem (nem seria bom que fossem). Essa irritação tem desaguado no clamor por reformas na regulação de incidentes sobre os bancos, alimentando o debate sobre como evitar uma repetição da crise atual.
O foco das propostas, como esperado, é como restringir o risco corrido pelos bancos. De um lado, se propõe ampliar o conjunto de instituições formalmente garantidas pelo setor público, mas em contrapartida mais intensamente reguladas e supervisionadas por ele; de outro, se defende controles mais rigorosos sobre a capacidade destas instituições correrem riscos. Além disso, se advoga mais transparência e supervisão. O dilema é como melhorar a regulação sem “jogar o bebê fora com a água do banho”. Ao contrário do que muitos imaginam, é bom para todos que os bancos assumam riscos, pois dessa forma promovem o desenvolvimento econômico. Três propostas ou linhas de argumentação têm concentrado o debate. Leia o resto do artigo »
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