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Blog do Desemprego Zero

Archive for abril 20th, 2008

Disputa judicial Diogo Mainardi x Paulo Henrique Amorim : esclarecimento IV

Postado em 20 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Paulo Henrique Amorim do Conversa Afiada,

Meus advogados decidiram recorrer à instância superior da decisão de uma juíza que deu ganho de causa a Diogo Mainardi, na ação que movo contra ele no Crime. Mainardi, um “colunista sela”, como diz o Luis Nassif, disse em sua coluna da Veja que eu escrevia a soldo dos Fundos de pensão, do PT e de Luiz Gushiken, enquanto trabalhei no iG. Meus advogados ajuntaram ao processo a notificação do iG que rompia o meu contrato e, por obra de Caio T. (“T” de Tartufo) Costa, me tirava fisicamente do ar. Meus advogados argumentaram que aquela notificação derrubava o “nexo causal” do “colunista cela”. A juíza considerou que aquilo era, apenas, uma “questão de estilo” de Mainardi. Uma instância superior reavaliará essa decisão. Ou seja, Mainardi ainda pode dormir atrás das grades.

Clique aqui e veja os esclarecimentos que o Conversa Afiada já publicou: 

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Grande Entrevista com Paulo Henrique Amorim!! PHA / REVISTA FÓRUM: DANTAS COMPROU PARTE DO PT

Postado em 20 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Paulo Henrique Amorim do Conversa Afiada

Em entrevista à revista Fórum Paulo Henrique Amorim diz que Dantas comprou parte do PT e analisa a imprensa e a política nacional (clique aqui). Paulo Henrique diz também que a fusão da Brasil Telecom com a Oi, que formará a BrOi, será a “grande conciliação nacional” que envolverá PT e PSDB.
Leia a íntegra da entrevista de Paulo Henrique Amorim à revista Fórum:
Por Renato Rovai e Glauco Faria

Fórum – Quando o senhor identifica o início da degradação da imprensa brasileira?

Paulo Henrique Amorim – Chegamos a um ponto sem precedentes em termos de degradação e corrupção da imprensa brasileira. A imprensa que chamo de Partido da Imprensa Golpista, ou PIG, é, sobretudo, a Globo, a Folha e o Estadão. Não falo da Veja, porque é um caso especial que eu chamo de “a última Flor do Fascio”, nem da IstoÉ, porque não é uma organização jornalística. Quando você compra um jornal, teoricamente, pelos cânones da indústria, vai obter ali um noticiário razoavelmente isento e, nas páginas de opinião, fica aquilo que o dono quer divulgar. Aqui no Brasil, houve uma inversão completa. Hoje, tem opinião na parte informativa, até no horóscopo e na previsão do tempo, e o mais grave de tudo isso é que se disseminou o sistema de cooptação com dinheiro do jornalismo econômico e político. Tenho divulgado no meu site as relações entre o Daniel Dantas e algumas instituições, cuja função é distribuir notícias que influenciam formadores de opinião, a Justiça… É uma degradação sem precedentes.

Meu ex-colega do IG, Luís Nassif, tem feito um trabalho exemplar ao apontar as ligações sórdidas entre a Veja e interesses econômicos constituídos. Não há nenhuma punição, nenhuma reclamação, nenhuma manifestação de indignação, os jornais do PIG não noticiam o que o Nassif está dizendo. É a maior revista semanal do país e ignoram o que fala um jornalista respeitável que trabalhou na Folha durante uma década, do Conselho Editorial da Folha. Ou seja, Nassif não é irresponsável segundo a Folha. E a Folha não dá uma linha!

O Mino Carta, que é o pioneiro nessa batalha para demonstrar a pusilanimidade, o golpismo e agora a corrupção na imprensa, acha que nós não chegamos no fundo do poço, que ainda iremos mais fundo e saberemos mais coisas e a impunidade continuará.

Fórum – O senhor acredita que essa degradação se agravou durante o processo de privatização?

Amorim – O presidente do México, Carlos Salina de Gortari, vendeu a telefonia do México para uma pessoa, que é o Carlos Slim, hoje o homem mais rico do mundo. Salinas de Gortari teve que fugir do México para a Irlanda porque nem em Miami ele podia ficar. O Fujimori, que fez a privatização no Peru, está preso. O Carlos Menem, que fez a privatização na Argentina, tem vários ministros na cadeia e não pode ver um juiz ou policial que sai correndo, pode ser preso a qualquer momento. Aqui no Brasil o Fernando Henrique Cardoso cobra US$ 60 mil por palestra e sai no PIG toda hora. E as pessoas levam o Fernando Henrique a sério, é o herói de uma parcela da população brasileira.

Vou desenvolver essa tese com mais clareza, mas houve, na transição de regime militar para o democrático, a tragédia da dívida nos anos 80. O Brasil quebrou em 1982, o fenômeno da hiperinflação, e o Sarney tentou resolver, o Collor tentou resolver, e o Fernando Henrique tocou o Plano Real. O plano, entretanto, tinha, como base para solucionar ou para auxiliar a equacionar o problema, a privatização, um instrumento pelo qual o sistema político dominante à época – o PSDB e o PFL – encontrou para acomodar os interesses políticos internos, domésticos, da coalizão dominante e os interesses dos bancos. Ela foi o fiel da balança dessa reengenharia que levou ao sucesso o Plano Real.

Agora, temo que a operação de criação da BrOi seja a consubstanciação, aquele quadro do Napoleão sendo coroado, que está na igreja de Notre Dame. O quadro começa a ser pintado a partir do momento em que o Luciano Coutinho, presidente do BNDES, assina o empréstimo para o Carlos Jereissati e o Sérgio Andrade comprarem a Brasil Telecom, sem botar um tostão. Nesse momento, será feita a grande conciliação nacional, os fundos e o Citibank renunciam a toda ação [judicial] que moveram na Justiça contra o Daniel Dantas1 . O governo Lula põe para dentro a corrupção do Dantas e do governo FHC, limpa a pedra e resolve esse problema botando o dinheiro do BNDES nas mãos desses dois subempresários, já que eles compraram a Telemar sem gastar também.

Aí será feita a grande pacificação nacional, que mobilizou essa subimprensa de contratos de prestação de serviços, mas que você nunca sabe que serviços são esses. Então, se houver o Aécio [Neves] candidato em uma chapa que reúna PSDB e PT, como está sendo montada em Belo Horizonte, resolve tudo. Põe todo o Brasil debaixo do tapete. O PSDB esconde ossos do Fernando Henrique no armário do Lula, o Lula esconde no armário seus próprios esqueletos, e o Brasil vai seguir em frente com a conciliação que o Tancredo [Neves] tentou fazer e não conseguiu porque morreu antes.

A privatização é o que define o processo da Nova República no regime pós-militar, é a metástase da corrupção no Brasil. O Daniel Dantas é o maior símbolo, herói e beneficiário desse processo que corrompeu o PSDB, o PFL e o PT. Ele corrompeu o PSDB, financiou a filha do Serra e ele é a grana que está no duto do Valerioduto. Que o procurador-geral da República não procurou e que o ministro Joaquim Barbosa não achou. A grana do Valerioduto veio de onde? Dá em árvore ou o Valério era maluco e colocava dinheiro dele no esquema? Ele era um lavador de dinheiro e ninguém quer dizer isso. Fizeram a CPI dos Correios e não pediram indiciamento do Daniel Dantas, porque a bancada dele tem um líder no senado, que é o Heráclito Fortes, e tem um líder na Câmara, que é o José Eduardo Cardozo.

Fórum – Então a tentativa do PT de incluir o Daniel Dantas na CPI dos Correios foi uma farsa?

Amorim – Foi uma tentativa de última hora, feita depois que o relatório estava escrito e que não resultou em nada. Durante a argüição do Daniel Dantas, o senhor José Eduardo Cardozo fez perguntas que o Dantas esperava que fosse feitas e o Jorge Bittar (PT-RJ) fez perguntas inúteis. Ninguém do PT perguntou se o Dantas colocava dinheiro no Valerioduto. E era a única pergunta que cabia ali. Por que o PT não foi pra cima do Dantas? Porque o cara da bancada do PT não sabe se quem está do lado dele pegou dinheiro do Dantas. O Dantas calou o PT, o Dantas imobilizou o PT, porque o Dantas comprou uma parte do PT. Pode escrever aí.

Fórum – No PT, havia uma disputa que envolvia o Luís Gushiken, os fundos e a participação do Dantas… Leia o resto do artigo »

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Sobre dengue, mídia e autoridades públicas

Postado em 20 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Uma verdadeira batata quente que ninguém quer segurar e passa para o próximo. Assim tem sido o problema da epidemia de dengue no Rio. A mídia reforça o seu discurso contra os órgãos de saúde pública, criando e alimentando na população o sentimento de ineficiência desses órgãos, o que acaba por alarmar as pessoas, desestimulando-as a procurar ajuda médica adequada. Os governos, por sua vez, alfinetam-se de mais e cooperam de menos, colocando picuinhas políticas a frente do bem-estar social. Os agentes menores desse processo, os cidadãos, tornam-se os responsáveis por tudo, acabam ficando com a batata na mão que receberam do governo e da mídia…

Leia abaixo a análise do jornalista e historiador Rafael Fortes sobre este assunto…

*Por Elizabeth Cardoso

Publicado originalmente no Correio da Cidadania

Por Rafael Fortes*

Em 11/4, a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro enviou à imprensa sugestão de pauta sobre a inauguração de uma “tenda de hidratação” para vítimas da dengue, a ser realizada em 14/4, com presença do secretário de estado de Saúde e do secretário de Atenção à Saúde (órgão do Ministério da Saúde). A “notícia” me foi encaminhada por um amigo jornalista, que perguntava: “para que a inauguração? Se os secretários são médicos, não seria melhor irem trabalhar atendendo os pacientes? Isto é festa? Haverá bolo, guaraná, balões de gás e fita para cortar?”. Esse ato é um desrespeito às mães que perderam os filhos. Só falta inaugurarem um cemitério especial para os mortos pela dengue, com fogos de artifício e inclusão da obra no PAC.

O despreparo e/ou má-fé das autoridades se revela também em algumas providências para “combater” o problema: a) iniciativa surreal de trazer médicos de fora do estado do Rio de Janeiro; b) recomendação para as crianças usarem calça, meia e sapato fechado (saúde é obrigação de Estado, se o uso de certas vestimentas é apontado como política de saúde pública, cabe ao Estado viabilizar imediatamente a distribuição para todas as crianças dos itens necessários); c) estímulo ao uso de repelentes (há pesquisas sobre possíveis efeitos da aplicação intensiva e prolongada de veneno sobre a pele de crianças e adultos?); d) a recente e inacreditável “parceria” entre governo do estado e empresas de dedetização; e) contratação de médicos, empresas e cooperativas em regime de urgência, o que dispensa licitação e é sujeita a ingerências pessoais, políticas e comerciais.

É nítido, mas paradoxalmente pouco se discute, que a situação é fruto, sobretudo, do baixo investimento em saúde e da privatização aberta ou velada (cooperativas, fundações, terceirizações etc.), como apontou matéria recente deste Correio.

Em debate no Programa Faixa Livre, o presidente do Sindicado dos Médicos do Rio de Janeiro, Jorge Darze, afirmou que o alto número de óbitos se deve à falta de atendimento, pois o poder público só se mexeu quando a sociedade organizada cobrou e protestou. Disse ainda que os governos federal e estadual se omitiram e demoraram a agir por oportunismo eleitoral, visando deixar à prefeitura o ônus político da epidemia. Caso o leitor não saiba, os governos federal (PT) e estadual (PMDB) são aliados, e a prefeitura (PFL, atual DEM), adversária de ambos. Leia o resto do artigo »

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O infindável assassinato de Isabella Nardoni

Postado em 20 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Publicado originalmente no Portal do meu Mundo

Por José Augusto Valente*

Em primeiro lugar, é overdose, mesmo para mim que não vejo televisão. Ainda assim, na internet e nos jornais, é assunto diário.

A pré-condenação do pai e da madrasta, os detalhes sórdidos e o “martelamento” permanente sobre o assunto são insuportáveis e não levam (nem elevam) a humanidade a lugar algum.

A menina não morreu apenas uma vez, como a maioria das pessoas. Ela morre centenas de vezes todos os dias, desde a sua primeira morte.

Imagino também o sofrimento da mãe da Isabella (foto das duas), com a exposição permanente da chaga aberta naqueles que amavam a menina e não a terão mais no convívio diário, mas apenas na lembrança.

Para piorar o incômodo, tenho uma neta de seis meses, chamada Isabella.

Isso mesmo, com “s” e “ll”! É a tal lindinha para quem eu fiz uma música instrumental, quando do seu nascimento, e me expus tocando aqui nesse blog.

Imaginem ouvir e ler o tempo todo a frase “assassinato da Isabella”. Leia o resto do artigo »

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