Postado em 16 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Será que o FMI vai mudar sua postura e fazer uma política que realmente beneficie os países pobres?
Por Katia Alves
Publicado na: Folha
Por Rolf Kuntz
Preocupação com países pobres e regulamentação de mercado, pela primeira vez, ganham espaço nas discussões
O Fundo Monetário está de volta, disse na semana passada seu novo diretor-gerente, o ex-ministro francês Dominique Strauss-Kahn. Não foi uma bravata. A reunião de primavera deste ano, encerrada ontem, pode ter marcado uma virada na história da instituição. Pela primeira vez, o preço da comida e a situação de risco dos mais pobres foram postos em destaque na pauta de trabalho. Pela primeira vez, também, a regulamentação dos mercados ganhou mais peso nas discussões do que a supervisão das políticas de governos. O FMI começa a ganhar uma nova cara.
Nem tudo nessa mudança se deve ao novo diretor-gerente. Parte do impulso foi dada por seu antecessor, o espanhol Rodrigo de Rato, muito menos carismático, talvez mais conservador e condenado, quase certamente, a ser subestimado. Mas Strauss-Kahn, no posto há apenas seis meses, parece bem mais talhado para o papel da grande renovação.
De Rato havia definido o desafio: ajustar ao mundo globalizado o FMI, a antipática instituição especializada em servir remédios amargos a países vítimas de intemperança financeira. Esse papel tornou-se menos importante, no começo do século 21, quando os principais clientes de outros tempos, incluído o Brasil, pareceram ter tomado juízo e resolvido mudar de vida. Era cada vez mais claro o deslocamento dos problemas: os desafios passavam a situar-se muito mais nos mercados globais do que no interior dos Estados. Leia o resto do artigo »
Postado em Conjuntura, Internacional, O que deu na Imprensa | Sem Comentários »
Postado em 16 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Publicado no: Gazeta Mercantil
Por Jiane Carvalho
A retração no crédito e as incertezas no mercado acionário global impactaram os negócios de fusões e aquisições. Segundo ranking elaborado pela Thompson Financial, no mundo as fusões e aquisições de até US$ 500 milhões movimentaram US$ 183,4 bilhões no primeiro trimestre deste ano, uma queda de 13,2% sobre igual período de 2007. Em número de transações, a KPMG ficou em primeiro lugar no ranking de assessoria financeira, com 85 negócios fechados. Em valor, a liderança é da Merrill Lynch, com 4,9% de participação ou US$ 8.9 bilhões em negócios assessorados.
Na América Latina, o volume de fusões e aquisições de até US$ 500 milhões caiu 15,9% no primeiro trimestre, para US$ 7,4 bilhões. O Bradesco conseguiu a primeira colocação no ranking de fusões e aquisições de até US$ 500 milhões na região. O Bradesco participou de negócios que movimentaram US$ 838,2 milhões, ou 10,50% do total realizado na América Latina. Em segundo lugar, com 10% de participação vem o JP Morgan, seguido pelo Santander Global Banking, com 4,9% em terceiro lugar.
Postado em Conjuntura, O que deu na Imprensa | Sem Comentários »
Postado em 16 dEurope/London abril dEurope/London 2008
“Vários economistas concordam que a decisão de elevar a taxa de juros pode ser precipitada”.
Por: katia Alves
Publicado na: Folha
Por: Leandro Modé
Professor da Universidade Princeton diz que ainda não está convencido da necessidade de o BC elevar a taxa Selic
A 134ª reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que começa hoje e termina amanhã, é uma das mais polêmicas de sua história. Embora o mercado financeiro dê como favas contadas uma alta de ao menos 0,25 ponto porcentual da taxa básica de juros (Selic) – que a levaria para 11,5% ao ano -, vários economistas avaliam que a decisão pode ser precipitada. Entre eles está José Alexandre Scheinkman, professor da Universidade Princeton, nos Estados Unidos.
Ele é cauteloso na análise – “o BC tem informações que eu não tenho” -, mas contesta a provável escolha do Copom. “Ainda não estou convencido de que precisamos de alta do juro.” Scheinkman vem ao Brasil para uma curta visita esta semana. Chega na quarta-feira, participa de um evento do Ibmec São Paulo e da Máquina Finance PR na sexta-feira, e no fim de semana retorna para os Estados Unidos.
O que o sr. pensa dessa polêmica sobre a taxa de juros?
Evidentemente, o Banco Central dispõe de muito mais dados do que eu. Temos de lembrar também que, no sistema atual do País, a função do BC é manter a inflação dentro da meta. Mas o BC deveria se preocupar com duas outras coisas. Uma é o impacto fiscal da alta do juro, que eleva o custo da dívida e, portanto, cria uma pressão inflacionária no longo prazo. A outra é o impacto na taxa de câmbio. Uma alta do juro vai valorizar o real. Leia o resto do artigo »
Postado em Conjuntura, O que deu na Imprensa, Política Econômica | Sem Comentários »