Postado em 15 dEurope/London abril dEurope/London 2008
O número de emprego tem aumentado nos últimos anos, mas cresce junto uma preocupação com o déficit da Previdência Social, que embora tenha tido uma melhora sensível, não se pode acomodar e deve-se buscar o equilíbrio nas contas.
Por Katia Alves
Publicado no: Valor
Por Luiz Marinho
O ciclo de crescimento econômico dos últimos anos tem permitido uma elevação sistemática e homogênea do emprego, tanto setorialmente quanto geograficamente, e a formalização vem batendo sucessivos recordes, com impactos positivos tanto no percentual de cobertura quanto de arrecadação do RGPS. Os dados do Caged/MTE mostram que, em 2007, foi registrado o melhor ano de toda a série histórica, com criação de 1,6 milhão de postos de trabalho com carteira assinada. Em fevereiro, foram 204.963 vagas, ou 38,4% a mais do que no mesmo mês de 2007.
Em números correntes, o déficit total na contabilidade tradicional, no ano passado, foi de R$ 44,8 bilhões – a previsão oficial era de mais de R$ 47 bilhões. E se não fosse a antecipação, para dezembro, de metade dos benefícios dos segurados que ganham até 1 SM, o que representou um gasto extra de R$ 2,7 bilhões no ano, teríamos fechado com queda no déficit, fato inédito desde meados da década de 90. Mesmo com a antecipação, o déficit do RGPS caiu de 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) para 1,75%.
As primeiras projeções para 2008 indicaram queda para R$ 43,9 bilhões na necessidade de financiamento. O resultado do primeiro bimestre nos levou a refazer estimativas e reduzi-las em quase R$ 1 bilhão, ou seja, o equivalente a 1,52% do PIB. A confirmarem-se nossas projeções – e vamos trabalhar para isso – poderemos ter, neste ano, uma redução de R$ 3 bilhões no déficit previdenciário. Leia o resto do artigo »
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Postado em 15 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Segundo Mangabeira, “o país ainda não encontrou o caminho para a reconstrução industrial”, leia abaixo.
Por Katia Alves
Publicado no :Valor
Por: Cristiano Romero
Trabalhando a toque de caixa num “projeto de desenvolvimento” para o país, o filósofo Roberto Mangabeira Unger diz que a atual prosperidade brasileira, decantada em prosa e verso por seu chefe, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é “aparente”, “superficial” e “frágil”. Ela é muito dependente, diz o ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, do boom dos preços de commodities e da exportação de produtos primários. Se nada for feito, alerta, o Brasil se transformará no resultado da combinação de uma “grande fazenda” com uma “grande maquiladora”.
“Essa prosperidade superficial e frágil não nos deve enganar a respeito da situação em que estamos. Ainda não encontramos o caminho necessário da reconstrução industrial”, sustenta o ministro, que embarcou há oito meses no governo sob o olhar desconfiado do próprio presidente da República, que o nomeou num gesto de deferência ao vice-presidente José Alencar, colega de partido de Mangabeira – o PRB. Graças à sua ligação com o empresário Daniel Dantas, arquiinimigo de petistas próximos de Lula, o professor quase foi desconvidado na véspera da posse.
O mal-estar da nomeação, segundo atestam assessores diretos do presidente, foi superado. Mangabeira teria conquistado Lula durante reunião, realizada no início do ano, em que fez uma apresentação do esboço do seu projeto de desenvolvimento, baseado em cinco pilares – oportunidade econômica, educação, qualidade da gestão pública, Amazônia e defesa. O presidente, que antes o considerava um “bicho estranho”, nas palavras de um auxiliar, passou a festejar sua presença no governo. Leia o resto do artigo »
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Postado em 15 dEurope/London abril dEurope/London 2008
O Governo tem hoje muitos membros não-ortodoxos, porém a pequena parcela ortodoxa tem grande influência na política econômica, como é o caso do Banco Central, e isso faz com que as políticas desenvolvimentistas não sejam feitas integralmente.
*Por Katia Alves
Por: Luiz Sérgio Guimarães
Publicado no: Valor
Os não-ortodoxos predominam na máquina pública, mas essa presença não garante que suas políticas sejam implementadas
O Banco Central é hoje o “bunker” que dá abrigo aos neoliberais remanescentes do primeiro mandato do governo do presidente Lula. A supremacia da doutrina neoliberal foi completa nos primeiros anos. Não é mais. Seus representantes são agora, no segundo mandato, numericamente minoritários. Mas seu poder ainda é invejável. Não é pouca coisa que persistam controlando o BC, o exclusivo autor e executor das vitais políticas monetária e cambial.
Há atualmente no governo Lula economistas pós-keynesianos e desenvolvimentistas em diversas e importantes posições: no BNDES, no Ipea, no Ministério da Fazenda, na Casa Civil, nas representações no FMI, no BID e no Banco Mundial. “Há uma clara hegemonia numérica desse segmento”, afirma o diretor de Estudos Macroeconômicos do Ipea, João Sicsú. Professor da UFRJ, Sicsú é um dos expoentes do pensamento pós-keynesiano brasileiro.
Embora os economistas pós-keynesianos e os desenvolvimentistas se unam no combate à doutrina neoliberal, há diferenças importantes entre si. Um economista pós-keynesiano pode ser definido, segundo Sicsú, como aquele que percebe que existem relações claras e bem definidas entre o lado monetário e financeiro da economia e o lado real, principalmente, o investimento. Já um economista desenvolvimentista é aquele que estabelece ligações entre a economia monetária, financeira e real com os processos sociais, políticos e históricos específicos. Era dessa forma que o maior economista brasileiro de todos os tempos, Celso Furtado, organizava suas idéias. Leia o resto do artigo »
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Postado em 15 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Léo Nunes – Paris – A ministra da Economia da França, Christine Lagarde, concedeu uma entrevista ao diário francês Le Figaro, publicada na edição de hoje (clique aqui para ler a entrevista). Lagarde ressalta a necessidade de uma intervenção coordenada dos países membros do G7 com vistas a minimizar os impactos da crise econômica iniciada no mercado imobiliário subprime dos EUA.
A ministra também destaca a importância no que se refere à criação de regras de governança e transparência nas transações financeiras e no balanço das instituições financeiras. Entretanto, Lagarde não considera o fato de que a crise é um produto inevitável do capitalismo.
Mais do que isso. Na etapa da globalização financeira, das finanças desregulamentadas, em que imperam os regimes de câmbio flexível, a livre mobilidade dos fluxos de capitais e o desenvolvimento de sofisticados produtos derivativos, que potencializam sobremaneira a capacidade de alavancagem financeira dos agentes, a crise torna-se ainda mais presente e suas conseqüências mais cruéis. Basta olhar a História recente (clique aqui para ler mais sobre esta discussão).
Portanto, talvez seja a hora de repensar o arranjo monetário internacional. A adoção de medidas como regimes cambiais administrados, restrições aos fluxos de capitais de curto prazo, limitação na criação e disseminação de produtos derivativos, poderiam trazer mais estabilidade ao sistema financeiro, privilegiando a “economia real” e aumentando as taxas de crescimento e de emprego das economias.
Clique aqui para ler nosso manifesto.
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