Estratégia de desenvolvimento: símbolos e sociedade
Postado em 11 dEurope/London abril dEurope/London 2008
No artigo a seguir João Sicsú destaca a importância da sociedade lutar por aquilo que acredita e deixar fluir o nacionalismo, e desta forma, caminhar para o desenvolvimento.
*Postado por Kátia Alves
Publicado originalmente no Valor
Por João Sicsú
“Nenhuma questão me obcecou tanto como esta: porque eles encontraram o caminho certo, o do desenvolvimento, e nós o errado, o do subdesenvolvimento?” – Celso Furtado
Uma estratégia de desenvolvimento para o Brasil deve ser composta de três partes. A primeira é o ponto final, ou seja, para onde se quer levar a sociedade. A segunda é a trajetória macroeconômica que deve facilitar a chegada ao ponto final. E a terceira são políticas públicas que devem objetivar, por um lado, fazer justiça social e, por outro, auxiliar a continuidade do desenvolvimento – por exemplo, políticas educacionais, políticas ambientais, políticas de redução das desigualdades de renda e de riqueza.
Uma estratégia de desenvolvimento, entretanto, para ser factível deve, acima de tudo, emular o imaginário da sociedade, transformando-se em sonho, em utopia e orgulho. Políticas sociais, políticas macroeconômicas, instrumentos, objetivos, metas, atores e mecanismos de avaliação devem, de forma inescapável, compor uma estratégia de desenvolvimento, mas se ela não for transformada em sonho que movimenta a maioria dos cidadãos permanecerá apenas como uma carta de belas intenções.
A sociedade desejada deve ser sonhada. Por vezes, a sociedade sonhada situa se no passado ou em outro lugar, sonhá-la significa imaginá-la e desejá-la. O que faz os sonhos e as atitudes emergirem é a sensação de “unidade rompida”, é a indignação com a falta de alguma coisa idealizada (e desejada) que se contrapõe à realidade presente não desejada (“a vida como ela é”, na expressão de Nelson Rodrigues). Uma estratégia de desenvolvimento deve, portanto, buscar romper com qualquer tipo de conformismo e mostrar que um futuro melhor é factível através da ação da sociedade. Leia o resto do artigo »
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A história somente se repete como farsa. Porém, é útil ter presente o que ela ensina, para não se mergulhar em tragédia. O Brasil, no final dos anos 60, a partir do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e das facilidades de endividar-se no euromercado para financiar crédito ao consumo, deu início a uma prodigiosa expansão do endividamento familiar. Até aquela época, era insignificante o crédito às pessoas para aquisição de imóveis, autos e eletrodomésticos. A partir de um convidativo juro internacional no mercado de eurodólares, alimentamos um rápido crescimento das reservas internacionais, financiamos investimentos públicos e gestou-se o chamado “milagre dos anos 70″.
Descontentes com a inclusão dos caminhões no rodízio municipal e também com as restrições de carga e descarga das 5 às 21 horas na área do centro expandido- anunciadas na semana passada pela Prefeitura de São Paulo -, os cerca de 50 mil caminhoneiros autônomos da capital paulista ameaçam paralisar as atividades, caso não sejam ouvidos pela Prefeitura. A mobilização contra as novas regras não pára por aí: hoje, o Sindicato das Empresas de Carga (Setcesp) deve divulgar um manifesto contra as medidas anticaminhão. As duas entidades reclamam que não foram ouvidas pelo governo municipal, que teria imposto as restrições ao setor, fundamental para o abastecimento da capital.
Jefferson Milton Marinho do
Léo Nunes – Paris – O Banco Central Europeu decidiu, por unanimidade, manter a taxa de juros básica da União Européia, em reunião realizada nesta quinta-feira em Frankfurt. A taxa de juros está fixada em 4% ao ano.