Sinais dos tempos
Escrito por Rogério Lessa, postado em 19 dEurope/London março dEurope/London 2008
Após excelente palestra no Corecon-RJ, na qual o professor Luiz Filgueiras, da UFBA, demonstrou o quanto a economia brasileira continua vulnerável e dependente do cenário externo, uma pessoa da platéia, dizendo-se “ignorante em economia”, sugeriu que nós aqui no Rio organizássemos um “jurômetro” – placar de juros – em contraposição ao “impostômetro” instalado em São Paulo pare medir a carga tributária.
Confirmando o elevado grau de politização dos cariocas, o cidadão demonstrou ter a clara noção do destino da maior fatia dos impostos que pagamos: o pagamento de juros “de uma dívida que não pára de crescer”, e não as despesas com tapioca.
O vice-presidente do Corecon-RJ (e colaborador do nosso blog), Paulo Passarinho, quer bancar a idéia.
No mesmo dia, soube que na redação de um dos maiores jornais do país é muito comentada a figura do “repórter fada-madrinha”: o editor sonha e ele ajeita a matéria para realizar o desejo do chefe…











19 dEurope/London março, 2008 as 4:51 pm
Excelente idéia!
19 dEurope/London março, 2008 as 7:47 pm
Adorei a ideia do jurometro. É muito boa. Acho que esse blog podia criar o jurometro.
19 dEurope/London março, 2008 as 7:54 pm
Sabe que isso não é nada difícil!
alguém tem que fazer o cálculo de pagamento por dia. Basta pegar o estoque de dívida todo mês estimar um juros médio e aplicar sobre o estoque.
se não há estastísticas mensais de estoque da dívida, basta estimar um crescimento da dívida por mês (que dependo do próprio déficit + do crescimento das reservas cambiais)
Jefferson, existem essas estatísticas mensais?
Bruno, vc faz esse cálculo?
se fizer eu faço o programinha e o design do sistema para ser colado neste e disponibilizo o cálculo para ser colocado em qualquer outro blog ou site do Brasil.
pode ser?
abraços
19 dEurope/London março, 2008 as 7:55 pm
Jefferson, o Tesouro Nacional não tem um boletim mensal da dívida? o Banco central também fornece?
19 dEurope/London março, 2008 as 8:30 pm
Se possível, relacionar gasto com juros, o pagamento de impostos e o estoque da dívida.
19 dEurope/London março, 2008 as 9:01 pm
Prezados
Dominique Strauss-Kahn, diretor-gerente do FMI, rechaça a tese do descolamento dos emergentes da crise nos EUA. Segundo a análise econométrica feita pelo FMI, para cada ponto percentual de queda na economia norte-americana os emergentes desaceleram de 0,5% a 1,0%.
Essa banda de variação depende do grau de relacionamento comercial com os EUA e do PIB da economia emergente. Strauss-Kahn, por sua vez, propõe uma agenda keynesiana para enfrentar a crise norte-americana.
E o Janus Lula-Meirelles ainda resiste em reduzir gradualmente a taxa básica de juros a patamares internacionais. Sobrariam certamente mais recursos nos orçamentos públicos para as políticas sociais e os necessários investimentos em infra-estrutura. O mundo ingressou num ciclo de taxas básicas de juros de um dígito.
Bernanke, chairman do Federal Reserve, vem promovendo o ultrakeynesianismo, fato que nos oferece margens de manobras crescentes para crescer com eqüidade a partir das políticas públicas estruturadas nos orçamentos públicos.
Um abraço,
Rodrigo L. Medeiros