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Blog do Desemprego Zero

Sinais dos tempos

Escrito por Rogério Lessa, postado em 19 dEurope/London março dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Após excelente palestra no Corecon-RJ, na qual o professor Luiz Filgueiras, da UFBA, demonstrou o quanto a economia brasileira continua vulnerável e dependente do cenário externo, uma pessoa da platéia, dizendo-se “ignorante em economia”, sugeriu que nós aqui no Rio organizássemos um “jurômetro” – placar de juros – em contraposição ao “impostômetro” instalado em São Paulo pare medir a carga tributária. 

Confirmando o elevado grau  de politização dos cariocas, o cidadão demonstrou ter a clara noção do destino da maior fatia dos impostos que pagamos: o pagamento de juros “de uma dívida que não pára de crescer”, e não as despesas com tapioca.

O vice-presidente do Corecon-RJ (e colaborador do nosso blog), Paulo Passarinho, quer bancar a idéia.

No mesmo dia, soube que na redação de um dos maiores jornais do país é muito comentada a figura do “repórter fada-madrinha”: o editor sonha e ele ajeita a matéria para realizar o desejo do chefe…



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6 Respostas para “Sinais dos tempos”

  1. Gustavo Santos falou:

    Excelente idéia!

  2. Bruno falou:

    Adorei a ideia do jurometro. É muito boa. Acho que esse blog podia criar o jurometro.

  3. Gustavo dos Santos (meus artigos clique) falou:

    Sabe que isso não é nada difícil!
    alguém tem que fazer o cálculo de pagamento por dia. Basta pegar o estoque de dívida todo mês estimar um juros médio e aplicar sobre o estoque.
    se não há estastísticas mensais de estoque da dívida, basta estimar um crescimento da dívida por mês (que dependo do próprio déficit + do crescimento das reservas cambiais)
    Jefferson, existem essas estatísticas mensais?
    Bruno, vc faz esse cálculo?
    se fizer eu faço o programinha e o design do sistema para ser colado neste e disponibilizo o cálculo para ser colocado em qualquer outro blog ou site do Brasil.
    pode ser?
    abraços

  4. Gustavo dos Santos (meus artigos clique) falou:

    Jefferson, o Tesouro Nacional não tem um boletim mensal da dívida? o Banco central também fornece?

  5. Rogério Lessa, Editor-Chefe falou:

    Se possível, relacionar gasto com juros, o pagamento de impostos e o estoque da dívida.

  6. Rodrigo Medeiros falou:

    Prezados

    Dominique Strauss-Kahn, diretor-gerente do FMI, rechaça a tese do descolamento dos emergentes da crise nos EUA. Segundo a análise econométrica feita pelo FMI, para cada ponto percentual de queda na economia norte-americana os emergentes desaceleram de 0,5% a 1,0%.

    Essa banda de variação depende do grau de relacionamento comercial com os EUA e do PIB da economia emergente. Strauss-Kahn, por sua vez, propõe uma agenda keynesiana para enfrentar a crise norte-americana.

    E o Janus Lula-Meirelles ainda resiste em reduzir gradualmente a taxa básica de juros a patamares internacionais. Sobrariam certamente mais recursos nos orçamentos públicos para as políticas sociais e os necessários investimentos em infra-estrutura. O mundo ingressou num ciclo de taxas básicas de juros de um dígito.

    Bernanke, chairman do Federal Reserve, vem promovendo o ultrakeynesianismo, fato que nos oferece margens de manobras crescentes para crescer com eqüidade a partir das políticas públicas estruturadas nos orçamentos públicos.

    Um abraço,

    Rodrigo L. Medeiros

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