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Blog do Desemprego Zero

Primeiros “vilões” do trânsito, bondes deixaram as ruas de SP há 40 anos

Escrito por Imprensa, postado em 31 dEurope/London março dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

 Publicado originalmente no Blog Logística e Transportes, em 31/03/2008

Por José Augusto Valente*

Não é preciso viver em São Paulo para saber que o trânsito é um dos maiores problemas da cidade. Mas o que pouca gente sabe é que os primeiros congestionamentos datam da primeira metade do século passado. Só que em vez do carro, o “vilão” da época era o bonde.

Circulando pelas então estreitas ruas paulistanas, os bondes disputavam o pouco espaço com um número cada vez maior de carros. Além disso, eles quebravam com freqüência e causavam alguns acidentes, levando os primeiros motoristas da cidade à loucura. Com a popularidade em baixa, não demorou muito para os bondes, literalmente, perderem terreno.

No dia 27 de março de 1968, por volta das oito da noite, o carro número 1543 partiu da Vila Mariana em direção a Santo Amaro para fazer a última viagem de um bonde em São Paulo. Para a maioria, uma despedida comemorada. Para alguns poucos, uma oportunidade perdida.

Naquela época, o vilão era o bonde, mas hoje as autoridades não consideram o automóvel como o causador dos congestionamentos e elevadíssima poluição atmosférica e sonora.

A Prefeitura fala em restringir a circulação de caminhões, que são os veículos que “alimentam” a cidade. A circulação de caminhões é de altíssima prioridade para o bem estar de todos. É fato que precisa ser ordenada essa circulação, especialmente, no abastecimento do comércio. Mas, daí a dizer que o caminhão é um estorvo, só o faz quem não quer admitir que a gigantesca quantidade de automóveis em circulação é a principal causa a ser atacada.

Nossa enquete, paralela à da Carta Capital, mostra que medidas de restrição à circulação de automóveis devem correr paralelamente às de ampliação da oferta de transporte coletivo. O que se vê no mundo todo é que boa oferta de transporte público ajuda mas não desestimula muito a circulação de carros de passeio. Daí que precisa ocorrer os dois movimentos simultaneamente.

Por fim, é bom lembrar que em Zurique, na Suiça, o bonde tem máxima prioridade na circulação viária. É simples assim, os automóveis não podem atrapalhar o bonde, cujo condutor tem autoridade para multar os carros de passeio que assim procederem. Se o bonde abalroar um automóvel, a culpa é do motorista e não do condutor.

Clique aqui e acesse um interessante site sobre os bondes de São Paulo, de onde extraímos as duas imagens que ilustram este post. As fotos foram cedidas ao referido site por Wanderley Duck.

* José Augusto Valente: engenheiro e trabalho há 35 anos na área de transportes. Fui Presidente do DER-RJ em 2002 e titular da Secretaria de Política Nacional de Transportes, do Ministério dos Transportes, no período de maio/2004 a junho/2007. Atualmente atuo como Consultor em Logística e Transporte.



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