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Blog do Desemprego Zero

Ponto de ebulição

Escrito por Imprensa, postado em 22 dEurope/London março dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Publicado originalmente no Blog do Nassif, em 20/03/2008

Entenda o que está ocorrendo.

1. Há uma imensa massa de capital especulativo circulando no mundo. Através de recursos de alavancagem (endividamento), de derivativos (que permite apostar apenas no diferencial de cotação) e operações estruturadas, sua capacidade ampliou-se desmedidamente. A conseqüência foi uma redução das taxas de juros internacionais e um aumento exponencial dos preços dos ativos.

2. Quando o dólar começou a despencar, esse capital financeiro procurou portos seguros onde se abrigar. O real foi uma mamata, com a liberdade total de fluxo, taxas de juros altíssimas e ganhos em cima da apreciação da moeda. Outros portos seguros foram as commodities.

3. À medida que se ampliou a crise americana, com o “subprime”, o Federal Reserve aumentou fortemente a liquidez da economia para impedir a recessão. Mais dinheiro colocado à disposição dos investidores e menos oportunidades de investimento nos Estados Unidos, por conta da recessão.

4. Esse dinheiro saiu correndo para commodities provocando o fenômeno do “overshooting” (radicalização do movimento pendular). Mas sempre através da interligação de mercados e das chamadas operações estruturadas (misturando vários ativos visando minimizar o risco).

5. Quando a crise bateu em bancos, bancos de investimentos e fundos, essas posições estruturadas começaram a se desmanchar. Toda a gordura especulativa das commodities começa a ser devolvida. A tendência é haver um “overshooting” para baixo.

6. Agora se esse capital em uma lagoa profunda tentando pular de tronco em troco para se sustentar – e sem saber o que é tronco de árvore, o que são costas de jacaré. Aí mora o perigo. Abriu-se a porteira e a manda está prestes a estourar.

7. Sem a defesa das commodities, esses recursos tendem a se abrigar em moedas – real, euro e Yuan. Dependendo da intensidade, ocorrerá uma apreciação adicional nas três moedas. O Banco Central Europeu já está sob pressão por ter permitido a valorização do euro até agora – que tem trazido impactos negativos na economia européia. O governo chinês não quer perder o controle da sua moeda. O governo brasileiro, finalmente – através do Ministério da Fazenda – acenou com a possibilidade de começar a combater essa invasão apache.

8. Em circunstâncias normais, a economia mundial recuperaria o equilíbrio através de movimentos já disparados. A redução dos preços das commodities reduziria as pressões inflacionárias, permitindo ao BCE e ao Banco da China amainar as restrições monetárias. A economia americana se recuperaria, puxando novamente a demanda mundial. Acontece que o fator tempo é essencial.

9. O desafio é como se vai da situação atual para a nova situação de equilíbrio. Cada corcovear dos mercados deixa mortos e feridos pelo caminho. O desmonte de suas posições, por sua vez, trazem pressões adicionais sobre os mercados atingidos e sobre mercados ainda não afetados. A famosa coordenação entre bancos centrais – a mais sofisticada peça do capitalismo financeiro – entrou em processo entrópico. Os bancos estão paralisados entre o medo da inflação e o da recessão. Ao mesmo tempo, decisões do FED afetam a posição do BCE e do Banco da China e vice-versa.

10. E, por aqui, o Banco Central continua com um olho na inflação, e o outro olho tapado.



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