prozac 40mg popliteal celexa 20mg cardiac concurrent clonidine 0.1mg test recovery buy exelon Healthy stories buyneurontinonlinehere.com buying abilify online school lipitor online no rx deoxyribonucleic

Blog do Desemprego Zero

Perspectivas econômicas da recauchutagem do continuísmo

Escrito por Rodrigo Medeiros, postado em 25 dEurope/London março dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Rodrigo Loureiro Medeiros*

O relatório de mercado do Banco Central do Brasil, o Boletim Focus (20/03/2008), vem apontando tendências preocupantes. Segundo as estimativas, há perspectivas de déficits em transações correntes para 2008 (US$-9,75 bilhões) e 2009 (US$-13,00 bilhões). O ritmo de crescimento econômico, por sua vez, deverá sofrer desaceleração nos próximos tempos, 4,5% para 2008 e 4,0% para 2009. Abaixo, portanto, dos 5,4% de 2007.

Onde estariam os efeitos multiplicadores do PAC?

Quanto à Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, o respectivo relatório aponta para 12,00%a.a., em 2008, e 11,75%a.a., em 2009. Profecias auto-realizáveis? Parece até um reforço, uma espécie de tropa de choque, para Meirelles manter elevada a taxa básica de juros brasileira. Não se pode deixar de notar que as médias das taxas básicas nominais dos países estão na casa de um dígito há algum tempo. Quando se descontam as respectivas inflações nacionais, há taxas básicas reais negativas.

A formação bruta de capital fixo, os investimentos na economia real, encontra-se na casa dos 17,4% do PIB, inferior, portanto, ao famoso piso dos 25% capaz de colocar o Brasil num ciclo de crescimento sustentado. Dinheiro para investimentos há, no entanto, é preciso que o mesmo se desloque do cassino financeiro para a produção de bens e serviços. Em 2007, por exemplo, o governo federal registrou superávit primário de R$57,8 bilhões. Mas como se pode crescer de forma responsável e com inflação módica?

Mantendo a taxa básica de juros da economia brasileira na casa dos dois dígitos não ajuda a pressionar o concentrado sistema financeiro instalado no Brasil a elevar a oferta monetária (M3) dos pífios 28% do PIB (Cf. CEPAL, 2007). Felizmente a conjuntura internacional vem conspirando a favor do Brasil, fato que tem ajudado o país a crescer sem grandes esforços. Muitos buscaram faturar politicamente com esse fato.

Por que os mesmos não aparecem no Rio agora para ver a dengue de perto? Em 2007, a execução orçamentária do governo federal acusa gastos de apenas R$39,7 milhões com ‘Saneamento’, ao passo que a rubrica ‘Juros e Encargos da Dívida’ levou efetivamente R$140,0 bilhões. Problemas de prioridade diriam alguns. Tiranias das circunstâncias apontam outros. Certamente existem as co-responsabilidades dos municípios e dos estados da federação. Notícia ruim realmente não tem dono.

As valorizações dos preços das commodities beneficiaram o Brasil e outros emergentes. Em alguns casos, não houve inclusive a necessidade de se elevar expressivamente o volume de exportação. Os preços internacionais ajudaram a manter saldos positivos nas contas correntes, ao mesmo tempo em que reforçaram a perigosa visão das vantagens comparativas naturais. Mas então estaria tudo resolvido, laissez-passer? Não é bem por aí.

O FMI, sob a direção-geral de Dominique Strauss-Kahn, prega medidas macroeconômicas keynesianas para enfrentar a crise nos EUA e regular os mercados financeiros. Uma agenda que converge com a cartilha do pleno emprego exposta neste blog. A gestão dos bancos centrais precisa ir além do controle da inflação. Regular a liquidez da economia é uma atividade que compreende uma série ações interligadas. Dentre elas, destacam-se fiscalização e normatização do sistema financeiro. Além disso, a sintonia de ações com a Fazenda se faz necessária.

Não se devem esperar grandes guinadas do transatlântico chamado Brasil. O Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI) vem acusando os custos das continuidades estruturais construídas há tempos atrás. Em 2007, por exemplo, para cada real alocado no ‘Bolsa Família’ o governo Lula pagou R$15,38 em juros e amortizações da dívida pública.

O governo Lula pode ser mesmo melhor do que a administração antecessora. Pessoalmente acredito que ele o seja marginalmente melhor. No entanto, o governo Lula tem um desempenho aquém do permitido pela conjuntura internacional. Para 49% dos trabalhadores brasileiros desempregados ou informais (Cf. CEPAL, 2007) pode até ser que não haja no momento nenhuma alternativa política melhor. Por enquanto.

*Doutor em Engenharia de Produção e membro da Cátedra e Rede UNESCO-UNU de Economia Global e Desenvolvimento Sustentável e da rede EFE do Levy Economics Institute of Bard College.



  Imprimir  Enviar para Amigo  Adicionar ao Rec6 Adicionar ao Ueba Adicionar ao Linkto Adicionar ao Dihitt Adicionar ao del.icio.us Adicionar ao Linkk Adicionar ao Digg Adicionar ao Link Loko  Adicionar ao Google Adicionar aos Bookmarks do Blogblogs 

« VOLTAR

3 Respostas para “Perspectivas econômicas da recauchutagem do continuísmo”

  1. Gustavo dos Santos (meus artigos clique) falou:

    Rodrigo,
    vc resumiu bem nossos problemas atuais!
    realmente estamos em uma sinuca de bico e essa dicotomia PT X PSDB é uma névoa que nos dificulta ver os reais problemas. é como se os poderosos dissessem: “vamos deixar o povo entretido nessa “briga” enquanto a gente ganha dinheiro”.
    e enquanto eles ganham dinheiro, a gente fica aqui engolindo as dengues e outras inconveniências do baixo investimento público e o baixo gasto social.
    mas isso não significa que esses não sejam partidos importantes ou que não possam debater questões importantes
    ou mesmo que alguém pode governar sem algo diálogo com algum desses partidos “pauli-cêntricos”.
    abraços

  2. Eduardo Alves falou:

    O problema que vejo é a forma de fazer política.
    Numa lógica real, quem está no poder se esforça por permanecer nele, e quem está fora, critica quem está lá.
    Até aí, está de bom tamanho. Mas o exclusivismo provincianista que São Paulo faz é pedante e desrespeitoso para com o restante do país.

    Estamos nos referindo a certos pedaços da elite, pois a gente boa e trabalhadora do povo paulista tem o mesmo valor do que em qualquer região.
    Mas que esse caudilhismo barato é extremamente hostil ao Brasil, isso é. Impede o debate em torno do que é central ao nosso desenvolvimento.

    Belo artigo, Rodrigo.
    Abraços,
    Eduardo

  3. Rodrigo Loureiro Medeiros falou:

    Prezados

    Obrigado pelos comentários. Não há muito que acrescentar. Penso que as cortinas de fumaça. Certamente a cacofonia produzida pelo neoliberalismo ajuda a alimentar debates estéreis sobre questões políticas marginais.

    Este blog busca marcar uma posição diferente. Defendemos propostas social-desenvolvimentistas factíveis.

    Um abraço,

    Rodrigo L. Medeiros

Faça um comentário

XHTML: Você pode usar essas tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>