Para a Fiesp, importante é a sinalização
Escrito por Imprensa, postado em 17 dEurope/London março dEurope/London 2008
Publicado originalmente em: FolhaNews (restrito a assinantes)
A iniciativa do governo em apresentar medidas para conter a desvalorização do dólar é mais importante do que os resultados efetivos que possam trazer. A avaliação é do diretor do departamento de pesquisas econômicas da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini.
“Em que prazo e em que medida as iniciativas terão resultados, não temos como avaliar agora. Mas o mais importante é a atitude, de saber que se isso [as medidas apresentadas ontem] não adiantar, a atitude do governo é de fazer outras coisas para tentar melhorar”, disse Francini. “A sinalização de conter a queda do dólar é o maior alento que a indústria pode ter.”
Para ele, a desobrigação de o exportador trazer para o Brasil os 70% de recursos das vendas que ele ainda tinha de internalizar terá “impacto pequeno, se existir”, porque “as empresas não vão manter dinheiro no exterior, a menos que precisem no curto prazo, para fazer algum tipo de pagamento. Não há motivos para deixar lá fora, já que a retribuição dentro do Brasil é muito vantajosa”, disse Francini, em referência à diferença das taxas de juros brasileira (11,25% ao ano) e americana (3%).
Segundo o diretor da Fiesp, a medida que acaba com a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas operações de câmbio vinculadas às exportações é uma “pequena ajuda aos exportadores”. Os exportadores começaram a pagar 0,38% de IOF sobre contratos de câmbio no início de janeiro, como parte do pacote tributário para compensar a CPMF. “Os exportadores deixarão de pagar R$ 1,2 bilhão. Já é uma ajuda.”
Sobre a incidência de 1,5% de IOF nas aplicações estrangeiras em renda fixa, Francini disse que a medida tende a afetar mais o capital com previsão de permanência de curto prazo. “A introdução do IOF equivale ao IR que deixou de ser pago. Para períodos menores, a interferência de IOF é maior que a de IR.”. Ele acredita que a eficácia da medida dependerá da “criatividade dos investidores para driblar os pedágios”.










