Postado em 21 dEurope/London março dEurope/London 2008
Léo Nunes * – Paris
O diário francês Le Monde destaca esta semana (Clique Aqui para ler) uma reportagem que discute a controvérsia sobre os possíveis remédios para solucionar a crise financeira que se iniciou no mercado de crédito imobiliário norte-americano e que se alastra pelo mundo. Parece que mesmo os diários mais conservadores estão revendo suas posições liberais.
Além disso, muitos economistas têm feito coro ao dizer que a crise não pode se resolver por si mesma. Até mesmo o Fundo Monetário Internacional (FMI) avalizou a intervenção do Estado com vistas a evitar um colapso da economia mundial. Se por um lado os europeus, especialmente os alemães, têm ojeriza à inflação, por outro, os mesmos não esquecem os nefastos efeitos da quebra do seu sistema bancário no fim da década de 1920.
Portanto, a história se repete como farsa. Na época de bonança, os arautos do liberalismo e da ausência de Estado vociferam as possíveis benesses da não-intervenção. Já quando o cerco fecha, o Estado e a autoridade monetária são chamados ao jogo, como interventores e emprestadores de última instância, para salvar a quebradeira financeira.
Clique aqui para ler nosso manifesto.
* Leonardo Nunes: Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos
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Postado em 21 dEurope/London março dEurope/London 2008
Arnaldo Galvão, de BrasíliaVALOR – 20/03/2008
Na avaliação do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, a possibilidade de queda expressiva nas cotações das commodities está vinculada a um impacto muito forte da recessão americana no mercado asiático. Mas sua visão é otimista. “É possível que haja algum efeito sobre o sistema asiático, mas ainda assim uma redução de preços de commodities moderada apenas retrocederia ao patamar de preços do ano passado. Tivemos aumentos continuados nos preços”, ponderou.
Mesmo na hipótese de algum impacto na balança comercial brasileira, Coutinho acredita que o Brasil tem condições de continuar crescendo num patamar alto. Na sua visão, a economia brasileira tem uma faixa de crescimento de 4,5% a 6,5% neste ano. Se a crise for mais séria, o ritmo será mais reduzido. Caso contrário, o crescimento poderá ficar perto de 6% se o país tiver capacidade de manter os investimentos em ascensão. “Criar oferta é o que assegura a compatibilidade de crescimento acelerado sem pressões inflacionárias. Por isso, a formação de capital e os investimentos devem ser priorizados”, explicou, após sair de encontro com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, com quem foi conversar sobre a política industrial. Leia o resto do artigo »
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Postado em 21 dEurope/London março dEurope/London 2008
Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que os setores ligados ao turismo cresceram 76% em geração de valor adicionado – renda obtida, descontados os custos para a prestação de um serviço ou produção de um bem – entre 2000 e 2005.
Em 2000, o segmento gerava valor adicionado total de R$ 74,7 bilhões, segundo o levantamento. Cinco anos depois, o valor passou para R$ 131,7 bilhões, informa a pesquisa do IBGE.
Leia mais no G1
clique no gráfico para aumentá-lo
Leia também a matéria do G1: Viagens corporativas respondem por 60% do turismo no Brasil
Apesar do crescimento, o resultado foi considerado “pífio” pelas entidades. O motivo é a crise pela qual passa o setor aéreo brasileiro, que sofre com o aumento de demanda associado à falta de investimentos de infra-estrutura. “Entre 2005 e 2006, o setor aéreo perdeu 7,5% de sua receita. Pelo menos 4,5 pontos porcentuais dessa retração estão relacionados ao caos aéreo”, disse o professor de Turismo da USP, Hildemar Brasil, responsável pela pesquisa.
Publicado originalmente no Blog Logística e Transporte
Por José Augusto Valente
Mais uma vez, a lenga-lenga do caos aéreo (aquele que não existiu, como já demonstramos fartamente). Duvido que se encontrem, nessa pesquisa, números que fundamentem que existiu “caos aéreo” e que a redução de receita está associada a ele.
O número de passageiros transportados em 2007 (vôos domésticos) aumentou 8,83% em relação a 2006 (fonte: Infraero). E o número de 2006 aumentou 7,81% em relação a 2005.
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Postado em 21 dEurope/London março dEurope/London 2008
Publicado originalmente no Vi o Mundo, Blog do Azenha, em 21/03/2008
Discurso de Barack Obama sobre questões raciais nos Estados Unidos, tido como decisivo desde que a campanha dele foi envolvida pela controvérsia causada por declarações do pastor que o introduziu ao cristianismo:
“Nós, o povo, com o objetivo de formar uma União mais perfeita.”
Duzentos e vinte e um anos atrás, em um salão que ainda existe do outro lado da rua, um grupo de homens se reuniu e, com estas palavras simples, lançaram a improvável experiência em democracia dos Estados Unidos. Agricultores e estudiosos; estadistas e patriotas que atravessaram um oceano para escapar da tirania e da perseguição religiosa finalmente leram sua real declaração de Independência numa convenção da Filadélfia que atravessou a primavera de 1878.
O documento que eles produziram eventualmente foi assinado, mas nunca concluído. Foi manchado pelo pecado original desta nação, a escravidão, uma questão que dividiu as colônias e levou a convenção a um impasse até que os fundadores decidiram permitir que o comércio de escravos continuasse por ao menos mais vinte anos, deixando qualquer resolução final para as futuras gerações.
Naturalmente, a resposta para a questão da escravidão já estava contemplada em nossa Constituição – uma Constituição que tinha em seu núcleo a igualdade dos cidadãos diante da lei; uma Constituição que prometeu ao povo liberdade, justiça e uma união que poderia e deveria ser aperfeiçoada com a passagem do tempo.
E ainda assim palavras em um pergaminho não foram suficientes para livrar os escravos da servidão, ou garantir a homens e mulheres de todas as cores e credos seus direitos e obrigações como cidadãos dos Estados Unidos. Seriam necessárias gerações sucessivas de americanos dispostos a fazer sua parte – através de protestos e lutas, nas ruas e nos tribunais, em uma guerra civil e com desobediência civil e sempre correndo grande risco – para reduzir a distância entre a promessa de nossos ideais e a realidade de seu tempo. Leia o resto do artigo »
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Postado em 21 dEurope/London março dEurope/London 2008
O IG é uma empresa privada e tem direito de rescindir o contrato que quiser. Mas a forma grosseira com o que o fez, sem deixar na página nem um aviso aos internautas, sem permitir ao Amorim que transferisse, com tranquilidade, seus arquivos para o outro espaço, revela uma truculência que nos deixou, leitores e cidadãos, perplexos.
- por Miguel do Rosário, Blog Óleo do Diabo
Sabotaram o homem. Despejaram-no, sem aviso prévio, de seu endereço na web. Li por aí que apagaram seus arquivos antigos, o que me recuso a acreditar por enquanto, já que seria uma canalhice tão grande que deve constituir crime contra a propriedade intelectual.
A alegação de que o site do PHA não tinha visitação suficiente é ridícula. O Conversa Afiada era um dos sites mais conhecidos do país. Bem humorado, escrachado, franco, assertivo, original, foi um site que conseguiu conquistar um vasto segmento da opinião pública nacional. Através de sua linguagem direta e seu humor particularíssimo, Amorim agregava valor e graça aos grandes – e pequenos – debates políticos domésticos. Leia o resto do artigo »
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Postado em 21 dEurope/London março dEurope/London 2008
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Postado em 20 dEurope/London março dEurope/London 2008
Publicado originalmente no Blog Logística e Transporte
Por José Augusto Valente
Os primeiros municípios a serem beneficiados pelos ônibus escolares do programa Caminho da Escola serão Costa Rica, Bonito, Nioaque, Santa Rita do Pardo e Sidrolândia (todos do Mato Grosso do Sul).
Além de renovar a frota para dar mais conforto e segurança ao transporte dos estudantes, o programa busca reduzir o abandono escolar dos 8,4 milhões de alunos da educação básica que residem nas áreas rurais.
Em Costa Rica, por exemplo, há 28 ônibus para transportar cerca de cinco mil alunos da rede, sendo 1.050 deles só na zona rural. Cada veículo percorre cerca de 150 quilômetros por dia.
Os veículos padronizados (amarelos e pretos) serão financiados com isenção para impostos por uma linha de crédito permanente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) , que hoje tem R$ 600 milhões disponíveis. Leia o resto do artigo »
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Postado em 20 dEurope/London março dEurope/London 2008
Por Roberto Pereira d’Araujo*
É constrangedor buscar evidências dos nossos próprios erros nas experiências de outros países. Quem tiver curiosidade, pesquise na pagina do Departamento de Energia dos Estados Unidos* o valor das tarifas médias de energia elétrica dos seus 55 estados. Escolhendo dois exemplos, poderá verificar que elas podem ir desde os US$ 65,30/MWh do Oregon até os US$ 154,50/MWh de Massachussets, uma relação de 1: 2,36, mais do que o dobro.
A ANEEL não fornece a informação por estado, mas a nossa menor tarifa média é a da região Sul com R$ 224,56/MWh. A maior é a da região Centro-Oeste com R$ 284,71/MWh. A relação aqui é de 1:1,26 e, infelizmente, nossa tarifa está mais para Massachussets do que para o Oregon.
Afinal, que mistério é esse? Como uma indústria que produz um serviço homogêneo como a energia elétrica é capaz de fornecer energia com preços tão diferentes? Mantendo a curiosidade no exemplo americano, o leitor poderá dar uma olhada no mapa da reestruturação dos setores elétricos por estado** para descobrir que, ao contrário da enganosa opinião dominante, apenas 14 dos 55 estados implantaram as famosas “reformas” mercantis que tiveram início na década de 90. Nos nossos exemplos, o Oregon está classificado sob o nome “reestruturação suspensa” e o caro Massachussets foi totalmente reestruturado pelo “mercado”.
Não é preciso ser nenhum Sherlock Holmes para entender a “cena do crime”. O Oregon é o estado onde estão localizadas as grandes usinas hidroelétricas do Rio Columbia, como a Grand Coulee (6.495 MW) ou a John Day (2.480 MW). Os americanos privatizaram suas hidroelétricas? De jeito nenhum! Além de não venderem, elas pertencem ao “The United States Army Corps of Engineers” cujo escritório principal está no Pentágono. Principalmente, além de não transferirem a propriedade, não entraram no “canto da seria” da regulação natural via mercado, tão endeusada no nosso país. Chega a parecer ideológico, mas o fato é que, a maioria dos estados ainda prefere o velho conceito de serviço público, onde o preço é calculado pelo poder público como um adicional razoável ao capital investido descontada as amortizações. Leia o resto do artigo »
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