O Oriente Médio é aqui?
Escrito por Imprensa, postado em 7 dEurope/London março dEurope/London 2008
Blog do Nassif, 05/03/2008
A melhor análise sobre a crise Colômbia Equador foi de Merval Pereira, em “O Globo” de hoje (Clique aqui).
Também o Conselho para Assuntos Hemisféricos (Council on Hemispheric Affairs- Coha), uma ONG americana de tendência liberal fundada em 1975 que pretende “promover os interesses comuns no hemisfério” e encorajar “a formulação racional e construtiva de políticas para a América Latina”, especula sobre a possibilidade de o Comando Sul (USSouthcom), localizado em Miami, ter participado da operação.
Esse comando é responsável por planos de contingência, operações e cooperação na área de segurança para as Américas Central e do Sul e o Caribe. Segundo as especulações do Coha, há bons fundamentos para considerar possível que toda a operação foi apoiada por um trabalho de inteligência dos Estados Unidos baseado em satélites e sensores de calor, com o uso de bombas inteligentes e pessoal treinado que estaria trabalhando no Plano Colômbia.
Esse é o risco maior. Se a política antidrogas dos Estados Unidos criar uma situação de desbalanceamento militar na região, corre-se o risco de uma corrida militar de conseqüências funestas para todo o continente, que poderia nos transformar em um Oriente Médio, ou outra zona conflagrada.
Prossegue Merval:
De fato, o secretário-geral do Itamaraty, embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, um dos expoentes dessa ala juntamente com o assessor especial Marco Aurélio Garcia, escreveu claramente em seu livro “Desafios brasileiros na era dos gigantes”: “Um componente relativamente novo na questão da segurança da Região Amazônica brasileira é a crescente presença de assessores militares americanos e a venda de equipamentos sofisticados às Forças Armadas colombianas, pretensamente para apoiar os programas de erradicação das drogas, mas que podem ser, fácil e eventualmente, utilizados no combate às Farcs e ao ELN”.
“Por isso, o governo brasileiro entende os temores da Venezuela para se armar, acreditando que Chávez tem razões concretas para temer um ataque dos Estados Unidos. Hugo Chávez, além de jatos r ussos Sukhoi-30 para substituir seus caças F-16, de fabricação americana, comprou também helicópteros e mísseis terra-ar, mas tudo, na visão do governo brasileiro, para garantir a área offshore, com as armas voltadas para o Norte”.










