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Blog do Desemprego Zero

O novo regionalismo

Escrito por Imprensa, postado em 16 dEurope/London março dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Publicada originalmente na Revista Desafios do Desenvolvimento, na Edição 39, janeiro/2008

Por Jorge Luiz de Souza

Relatório da United Nations Conference on Trade and Development (Unctad) estimula os países em desenvolvimento a intensificarem um tipo de regionalismo que não necessariamente reúne países que estão em uma mesma região, mas entre países que têm interesses comuns, embora estejam geograficamente distantes, aproximando a América Latina da África e da Ásia.

Tanto os países em desenvolvimento quanto os países desenvolvidos estão frustrados com a lentidão das rodadas de negociações multilaterais sobre comércio e integração, e isto tem levado a um crescimento sem precedentes de acordos paralelos. Serão esses acordos uma solução? Não, diz um adversário poderoso. A Comissão das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad – em inglês, United Nations Conference on Trade and Development), em seu relatório anual de 2007 (Trade and Development Report – TDR), qualifica como perigosos os acordos bilaterais que têm sido firmados crescentemente entre Estados Unidos e países menores, ou entre países desenvolvidos e países em desenvolvimento.

“Os acordos bilaterais, na abordagem do TDR, são tentativas dos países desenvolvidos de firmarem acordos em áreas que interessam a eles. É possível que atrapalhem os processos de integração do tipo Mercosul. Essa é a posição do relatório”, diz a pesquisadora Luciana Acioly, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), acrescentando que o documento “chama a atenção para a possibilidade de essa estratégia, no longo prazo, não ser a melhor”. Por outro lado, diz, “o trabalho coloca uma gama de questões relacionadas à integração regional, especialmente quanto ao que se chama de novo regionalismo, que não necessariamente se faz entre países que estão em uma mesma região, mas entre países que têm interesses comuns, embora estejam geograficamente distantes”.

A pesquisadora explica que, nesses acordos bilaterais, “o país desenvolvido oferece a vantagem do acesso ao seu mercado, como contrapartida a um acordo, por exemplo, com relação à propriedade intelectual ou acesso a serviços. Mas o acesso ao mercado não é certo por causa de políticas protecionistas que o país pode lançar mão quando achar necessário – basta um lobby interno. Do ponto de vista do país em desenvolvimento que aposta nisso, ele faz concessões maiores no acordo bilateral do que ele faria em acordos multilaterais e, então, fica mais vulnerável. Chegam a abrir mão, por exemplo, de vários pontos ainda não fechados nas rodadas multilaterais”.

“O comércio Sul-Sul (entre países em desenvolvimento) passou a ser uma realidade muito importante. O relatório da Unctad mostra que o comércio entre países em desenvolvimento já atingiu um volume muito respeitável, sobretudo graças ao enorme desenvolvimento do comércio da China e dos países asiáticos em geral. O que está faltando, inclusive para nós do Mercosul, é estabelecer as pontes com os processos de integração de outros continentes. Por exemplo, entre o Mercosul e a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), entre o Mercosul e a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que inclui a África do Sul, Moçambique e outros países. Esse vai ser o desafio a partir de agora, de estabelecer mecanismos entre países em desenvolvimento, mas de continente a continente”, acrescenta o diplomata. [...]

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2 Respostas para “O novo regionalismo”

  1. Raphael Padula falou:

    Senhores,
    Para fazer um breve comentário da matéria:
    A CEPAL (não a de Prebisch e Furtado) nos anos 90 trouxe a idéia do “regionalismo aberto”, propondo a idéia de que a integração regional seria uma forma de integração meramente econômica (comercial) e serviria como um passo para a inserção das regiões no processo de globalização – ou seja, à abertura total dos países em termos de comércio, investimentos, propriedade intelectual, etc. O princípio do “regionalismo aberto” pauta projetos como o IIRSA, por exemplo, e ainda está vivo e deve ser combatido. É preciso ter uma visão mais ampla de integração, conforme chama a atenção o relatório da UNCTAD, onde o comércio é apenas um instrumento a ser usado de forma estratégica em favor dos países parícipes, relevando-se suas assimetrias e possíveis efeitos polarizadores. A questão política é fundamental neste processo, dentro do sistema internacional (desequilibrado e instável).
    O documento da UNCTAD chama a atenção também para o diferente padrão de integração ocorrido na Ásia, baseado na produção de bens industriais de valor agregado e usando o comércio de forma estratégica.
    Saudações,
    Raphael Padula.

  2. Gustavo dos Santos (meus artigos clique) falou:

    interessante! imaginava isso, mas não sabia que era tão explícito.
    A Ásia é realmente o modelo de política de desenvolvimento nos últimos 40 anos.
    abraços

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