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	<title>Comentários sobre: O Mundo Multipolar e a Integração SulAmericana</title>
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		<title>Por: Rodrigo Loureiro Medeiros</title>
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		<dc:creator>Rodrigo Loureiro Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 18:12:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1155#comment-258</guid>
		<description>Caro Heldo

Penso ser o Raphael Padula um dos brasileiros mais preparados no momento para debater a questão da integração sul-americana. Ele é meu amigo e foi meu colega nos tempos de doutoramento na UFRJ.

Evidentemente há discordâncias, além de respeito mútuo entre nós. Creio que isso é saudável para qualquer debate progressista e democrático. Espero que ele retorne mais ao blog e coloque algumas de suas opiniões para debate.

No mais, aquele texto que escrevi sobre &#039;Renascimento desenvolvimentista e integração econômica na América Latina&#039;, postado neste blog, traz parte de minha visão sobre o que deveríamos estar fazendo.

Concordo com o Reinaldo Gonçalves (Cf. &#039;Economia política internacional&#039;. Elsevier, 2005). O Brasil possui um potencial diferenciado na fragmentada América do Sul. A liderança brasileira, por sua vez, é objeto de críticas dos hispano-americanos. Muitos nos encaram como subimperialistas. Isso ocorre em diversos países do subcontinente. Já escrevi sobre isso para o jornal Valor Econômico.

Muitos ainda esperam lavar séculos de exploração nas costas do Brasil. (Essa é outra história.) Lembro-me sempre de quando Simón Bolívar foi derrotado na Conferência do Panamá (1826). Ele sentenciou que seria mais fácil arar no mar do que construir um projeto integrador sério na América hispânica. Ele devia saber muito bem do que estava falando.


Um abraço,

Rodrigo L. Medeiros</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Heldo</p>
<p>Penso ser o Raphael Padula um dos brasileiros mais preparados no momento para debater a questão da integração sul-americana. Ele é meu amigo e foi meu colega nos tempos de doutoramento na UFRJ.</p>
<p>Evidentemente há discordâncias, além de respeito mútuo entre nós. Creio que isso é saudável para qualquer debate progressista e democrático. Espero que ele retorne mais ao blog e coloque algumas de suas opiniões para debate.</p>
<p>No mais, aquele texto que escrevi sobre &#8216;Renascimento desenvolvimentista e integração econômica na América Latina&#8217;, postado neste blog, traz parte de minha visão sobre o que deveríamos estar fazendo.</p>
<p>Concordo com o Reinaldo Gonçalves (Cf. &#8216;Economia política internacional&#8217;. Elsevier, 2005). O Brasil possui um potencial diferenciado na fragmentada América do Sul. A liderança brasileira, por sua vez, é objeto de críticas dos hispano-americanos. Muitos nos encaram como subimperialistas. Isso ocorre em diversos países do subcontinente. Já escrevi sobre isso para o jornal Valor Econômico.</p>
<p>Muitos ainda esperam lavar séculos de exploração nas costas do Brasil. (Essa é outra história.) Lembro-me sempre de quando Simón Bolívar foi derrotado na Conferência do Panamá (1826). Ele sentenciou que seria mais fácil arar no mar do que construir um projeto integrador sério na América hispânica. Ele devia saber muito bem do que estava falando.</p>
<p>Um abraço,</p>
<p>Rodrigo L. Medeiros</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por: Heldo Siqueira</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/03/o-mundo-multipolar-e-a-integracao-sul-americana-2/comment-page-1/#comment-257</link>
		<dc:creator>Heldo Siqueira</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 16:29:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1155#comment-257</guid>
		<description>Raphael,

acho que a discussão passa realmente pelos pontos que vc citou. Penso que o fato de o mundo ser multipolar (e não bi-polar) passa pelo surgimento de várias potências. Quer dizer, a retomada da União Européia não significa um mundo multipolar.

Além disso, dos BRIC, o Brasil está inserido completamente na área de influência norte-americana. Índia e China estão a reboque do crescimento americano, e devemos prestar muita atenção ao resultado da crise. A Rússia parece a mais propensa a tomar um rumo de independência, mas sua economia está completamente entrelaçada à da União Européia. Além disso, estuda uma retomada das CEI. Entretanto, o regime russo não é muito bem visto pela comunidade internacional.

Entendo a crítica do Rodrigo, mas, por outro lado, entendo ser a América do Sul, liderada pelo Brasil, o país com melhores condições de assumir um papel de liderança internacional. Acho que os novos governos daqui estão todos (com excessão da Colômbia e talvez do Chile) se posicionando para uma mudança de rumo na política de integração internacional. Mas cabe ver o caso do Uruguai e do Paraguai também.

Logicamente falo mais como uma esperança do que como políticas concretas. Pq afinal de contas, gosto de pensar que o Brasil e os países sul americanos têm autonomia em suas políticas internacionais.

Mas a discussão é muito muito ampla!!!

Abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Raphael,</p>
<p>acho que a discussão passa realmente pelos pontos que vc citou. Penso que o fato de o mundo ser multipolar (e não bi-polar) passa pelo surgimento de várias potências. Quer dizer, a retomada da União Européia não significa um mundo multipolar.</p>
<p>Além disso, dos BRIC, o Brasil está inserido completamente na área de influência norte-americana. Índia e China estão a reboque do crescimento americano, e devemos prestar muita atenção ao resultado da crise. A Rússia parece a mais propensa a tomar um rumo de independência, mas sua economia está completamente entrelaçada à da União Européia. Além disso, estuda uma retomada das CEI. Entretanto, o regime russo não é muito bem visto pela comunidade internacional.</p>
<p>Entendo a crítica do Rodrigo, mas, por outro lado, entendo ser a América do Sul, liderada pelo Brasil, o país com melhores condições de assumir um papel de liderança internacional. Acho que os novos governos daqui estão todos (com excessão da Colômbia e talvez do Chile) se posicionando para uma mudança de rumo na política de integração internacional. Mas cabe ver o caso do Uruguai e do Paraguai também.</p>
<p>Logicamente falo mais como uma esperança do que como políticas concretas. Pq afinal de contas, gosto de pensar que o Brasil e os países sul americanos têm autonomia em suas políticas internacionais.</p>
<p>Mas a discussão é muito muito ampla!!!</p>
<p>Abraços</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Raphael Padula</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/03/o-mundo-multipolar-e-a-integracao-sul-americana-2/comment-page-1/#comment-256</link>
		<dc:creator>Raphael Padula</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 14:53:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1155#comment-256</guid>
		<description>Senhores,
Quanto à questão da possível queda dos EUA e, partindo do pressuposto de que não há vazio de poder, da ascensão de outras ou mais potências em seu lugar, devemos nos perguntar: qual moeda pode atualmente substituir (ou substituirá) o dólar? Quem poderá suplantar o poder da moeda dos EUA? Alguns falam de cesta de moedas. De qualquer forma, esse processo, se é que ele ocorre, é um processo muito longo e conturbado.
Quanto à integração da América do Sul e o dólar, creio que a grande alternativa é o estabelecimento de um sistema de créditos recíprocos e de liquidação periódica, visando fomentar o comércio e diminuir a dependência e demanda de divisas externas, especialmente o dólar, na região. Vale dizer que, na minha opinião, discussões sobre moeda única nem deve ser tocada neste momento. Sobre a discussão sobre coordenação macroeconômica, creio que somente controle de entrada e saída de capitais e de valor relativo das moedas regionais sejam importantes. Nestes temas, sugiro a leitura dos livros do historiador econômico Alan Milward, que são clássicos sobre a integração européia pós-guerra.
Sem dúvida, os países da região e o Brasil, com a postura do governo Lula, estão muito mais próximos que no passado e direcionados para um processo de integração regional que, embora muito longo e conturbado, conjugando nacionalismo e regionalismo,será muito benéfico à região se for conduzido de forma adequada em temas como: poder no cenário internacional, seguridade regional e energética, infra-estrutrura de transportes, desenvolvimento industrial e agrícola, educaçaõ e cultura, entre outros.
Saudações,
Raphael Padula.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Senhores,<br />
Quanto à questão da possível queda dos EUA e, partindo do pressuposto de que não há vazio de poder, da ascensão de outras ou mais potências em seu lugar, devemos nos perguntar: qual moeda pode atualmente substituir (ou substituirá) o dólar? Quem poderá suplantar o poder da moeda dos EUA? Alguns falam de cesta de moedas. De qualquer forma, esse processo, se é que ele ocorre, é um processo muito longo e conturbado.<br />
Quanto à integração da América do Sul e o dólar, creio que a grande alternativa é o estabelecimento de um sistema de créditos recíprocos e de liquidação periódica, visando fomentar o comércio e diminuir a dependência e demanda de divisas externas, especialmente o dólar, na região. Vale dizer que, na minha opinião, discussões sobre moeda única nem deve ser tocada neste momento. Sobre a discussão sobre coordenação macroeconômica, creio que somente controle de entrada e saída de capitais e de valor relativo das moedas regionais sejam importantes. Nestes temas, sugiro a leitura dos livros do historiador econômico Alan Milward, que são clássicos sobre a integração européia pós-guerra.<br />
Sem dúvida, os países da região e o Brasil, com a postura do governo Lula, estão muito mais próximos que no passado e direcionados para um processo de integração regional que, embora muito longo e conturbado, conjugando nacionalismo e regionalismo,será muito benéfico à região se for conduzido de forma adequada em temas como: poder no cenário internacional, seguridade regional e energética, infra-estrutrura de transportes, desenvolvimento industrial e agrícola, educaçaõ e cultura, entre outros.<br />
Saudações,<br />
Raphael Padula.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Rodrigo Loureiro Medeiros</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/03/o-mundo-multipolar-e-a-integracao-sul-americana-2/comment-page-1/#comment-255</link>
		<dc:creator>Rodrigo Loureiro Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 13:21:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1155#comment-255</guid>
		<description>Prezados

Concordo que existam potências emergentes, os BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). Alguns colocam a África do Sul nesse grupo. Tudo bem, BRICS.

Precisamos ter cuidados com algumas análises do tipo ‘wishful thinking’. Deixem-me ser mais claro. O tal declínio da hegemonia norte-americana já é debatido há três décadas. Quando houve a ruptura do padrão dólar-ouro, muitos saíram dizendo que isso significava um sinal de fraqueza norte-americana. Não foi isso que aconteceu.

O dólar flexível derrotou a URSS e ainda promoveu a tal nova agenda global da década de 1990. Tudo baseado no New American Century. Pode até ser que eles tenham se atolado no Oriente Médio. No entanto, somente existe uma potência no mundo que pode projetar poder na escala global: os EUA. Não há nada similar no momento.

Creio que o Brasil deveria trabalhar de maneira mais pragmática no concerto das nações para que suas margens de manobra sejam alargadas. O Itamaraty vem sendo bem conduzido no governo Lula. Escorrega em alguns assuntos, mas tem feito um bom trabalho.

A nossa diplomacia estaria com um desempenho superior se a macroeconomia não gerasse constrangimentos às ações do Estado brasileiro. Vejam o caso do Mercosul. Ele não avança porque não há recursos sendo disponibilizados para projetos conjuntos.


Um abraço,

Rodrigo L. Medeiros</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezados</p>
<p>Concordo que existam potências emergentes, os BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). Alguns colocam a África do Sul nesse grupo. Tudo bem, BRICS.</p>
<p>Precisamos ter cuidados com algumas análises do tipo ‘wishful thinking’. Deixem-me ser mais claro. O tal declínio da hegemonia norte-americana já é debatido há três décadas. Quando houve a ruptura do padrão dólar-ouro, muitos saíram dizendo que isso significava um sinal de fraqueza norte-americana. Não foi isso que aconteceu.</p>
<p>O dólar flexível derrotou a URSS e ainda promoveu a tal nova agenda global da década de 1990. Tudo baseado no New American Century. Pode até ser que eles tenham se atolado no Oriente Médio. No entanto, somente existe uma potência no mundo que pode projetar poder na escala global: os EUA. Não há nada similar no momento.</p>
<p>Creio que o Brasil deveria trabalhar de maneira mais pragmática no concerto das nações para que suas margens de manobra sejam alargadas. O Itamaraty vem sendo bem conduzido no governo Lula. Escorrega em alguns assuntos, mas tem feito um bom trabalho.</p>
<p>A nossa diplomacia estaria com um desempenho superior se a macroeconomia não gerasse constrangimentos às ações do Estado brasileiro. Vejam o caso do Mercosul. Ele não avança porque não há recursos sendo disponibilizados para projetos conjuntos.</p>
<p>Um abraço,</p>
<p>Rodrigo L. Medeiros</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Heldo Siqueira</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/03/o-mundo-multipolar-e-a-integracao-sul-americana-2/comment-page-1/#comment-254</link>
		<dc:creator>Heldo Siqueira</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 12:31:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1155#comment-254</guid>
		<description>Rodrigo e Eduardo,

estamos assistindo a lenta, mas segura queda da hegemonia econômica dos EUA. Essa fato trás muito mais dúvidas que respostas.

Acho interessante discutir o que seria um mundo multipolar. Não acredito se tratar de vários blocos subordinados à Europa ou à América do Norte, como se tem desenhado. Esse é, na verdade, o mundo atual.

O crescimento da China e do bloco asiático, por exemplo, está completamente subordinado aos EUA. Vai ser decisivo ver como se comporta a China com o declínio estadunidense.

Por outro lado, vejo a América do Sul muito preparada. A influência (principalmente cultural) americana está diminuindo e o Brasil está assumindo um papel de líder no bloco que parece importante, por desviar o eixo de influência dos EUA para os próprios interesses.

O problema é se elegermos outro sociólogo com soluções de mercado made in usa.

Abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rodrigo e Eduardo,</p>
<p>estamos assistindo a lenta, mas segura queda da hegemonia econômica dos EUA. Essa fato trás muito mais dúvidas que respostas.</p>
<p>Acho interessante discutir o que seria um mundo multipolar. Não acredito se tratar de vários blocos subordinados à Europa ou à América do Norte, como se tem desenhado. Esse é, na verdade, o mundo atual.</p>
<p>O crescimento da China e do bloco asiático, por exemplo, está completamente subordinado aos EUA. Vai ser decisivo ver como se comporta a China com o declínio estadunidense.</p>
<p>Por outro lado, vejo a América do Sul muito preparada. A influência (principalmente cultural) americana está diminuindo e o Brasil está assumindo um papel de líder no bloco que parece importante, por desviar o eixo de influência dos EUA para os próprios interesses.</p>
<p>O problema é se elegermos outro sociólogo com soluções de mercado made in usa.</p>
<p>Abraços</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Eduardo Alves</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/03/o-mundo-multipolar-e-a-integracao-sul-americana-2/comment-page-1/#comment-253</link>
		<dc:creator>Eduardo Alves</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Mar 2008 23:11:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1155#comment-253</guid>
		<description>Realmente é preponderante esse assunto, Rodrigo, dentro de uma ótica multipolar que a globalização exige.

O mundo está superando sua visão eurocêntrica-norte-americana, para voltar-se à Asia e à América do Sul. Antigos impérios estão ruindo frente à ascensão de novas potências para o mundo. O grupo das 4 possíveis superpotências da humanidade do futuro (Brasil, Russia, India e China), nenhuma lembra os interesses e o pragmatismo vigentes na Europa ou na América do Norte.

A integração Sulamericana começa a se desenhar, e o Brasil desempenhará papel inestimável nesse processo. E não nos enganemos, a simples entrada do Lula no poder já representou uma força considerável nesse trâmite.

Abraços,</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Realmente é preponderante esse assunto, Rodrigo, dentro de uma ótica multipolar que a globalização exige.</p>
<p>O mundo está superando sua visão eurocêntrica-norte-americana, para voltar-se à Asia e à América do Sul. Antigos impérios estão ruindo frente à ascensão de novas potências para o mundo. O grupo das 4 possíveis superpotências da humanidade do futuro (Brasil, Russia, India e China), nenhuma lembra os interesses e o pragmatismo vigentes na Europa ou na América do Norte.</p>
<p>A integração Sulamericana começa a se desenhar, e o Brasil desempenhará papel inestimável nesse processo. E não nos enganemos, a simples entrada do Lula no poder já representou uma força considerável nesse trâmite.</p>
<p>Abraços,</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Rodrigo Medeiros</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/03/o-mundo-multipolar-e-a-integracao-sul-americana-2/comment-page-1/#comment-252</link>
		<dc:creator>Rodrigo Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 16:19:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1155#comment-252</guid>
		<description>Prezados

Este texto do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães já foi postado por mim em outro momento. Compreendo, no entanto, que o tema precisa ser retomado na atual conjuntura. Além do mais, os debates construtivos são sempre bem-vindos.

Só não estou bem certo de que a frase de Juan D. Perón, &quot;unidos ou dominados&quot;, seja um bom mote de articulação de interesses na América do Sul. Principalmente se estudarmos o currículo do autor da frase. Estudou economia política fascista na Itália ao longo da década de 1930, enviou Evita para negociar acordos com regimes totalitários na Europa ocidental, recebeu de portas abertas algozes e dinheiro roubado dos judeus massacrados pelo nazi-fascismo na Argentina, criou uma fratura sócio-política enorme na sociedade argentina, (...)

O renomado historiador Tulio H. Donghi tem livros sobre o peronismo. Melhor seria citar uma frase do Raúl Prebisch, este sim um grande latino-americano. Sou da opinião de que o Brasil, devido ao seu potencial diferenciado na América do Sul, deveria priorizar ações estratégicas que nos fortalecessem como nação. Reinaldo Gonçalves defende isso também (Cf. &#039;Economia política internacional&#039;. Elsevier, 2005). Só assim se pode esperar que a integração regional seja algo sério no nosso subcontinente. De pouco adianta ficar apenas discursando enquanto os recursos públicos brasileiros estão sendo majoritariamente direcionados para a manutenção do status quo.

Há certamente tensões no governo Lula. No entanto, não se pode negar que a turma dos juros altos e das polpudas amortizações da dívida pública vem ganhando de goleada desde os tempos do sociólogo.


Um abraço,

Rodrigo L. Medeiros</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezados</p>
<p>Este texto do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães já foi postado por mim em outro momento. Compreendo, no entanto, que o tema precisa ser retomado na atual conjuntura. Além do mais, os debates construtivos são sempre bem-vindos.</p>
<p>Só não estou bem certo de que a frase de Juan D. Perón, &#8220;unidos ou dominados&#8221;, seja um bom mote de articulação de interesses na América do Sul. Principalmente se estudarmos o currículo do autor da frase. Estudou economia política fascista na Itália ao longo da década de 1930, enviou Evita para negociar acordos com regimes totalitários na Europa ocidental, recebeu de portas abertas algozes e dinheiro roubado dos judeus massacrados pelo nazi-fascismo na Argentina, criou uma fratura sócio-política enorme na sociedade argentina, (&#8230;)</p>
<p>O renomado historiador Tulio H. Donghi tem livros sobre o peronismo. Melhor seria citar uma frase do Raúl Prebisch, este sim um grande latino-americano. Sou da opinião de que o Brasil, devido ao seu potencial diferenciado na América do Sul, deveria priorizar ações estratégicas que nos fortalecessem como nação. Reinaldo Gonçalves defende isso também (Cf. &#8216;Economia política internacional&#8217;. Elsevier, 2005). Só assim se pode esperar que a integração regional seja algo sério no nosso subcontinente. De pouco adianta ficar apenas discursando enquanto os recursos públicos brasileiros estão sendo majoritariamente direcionados para a manutenção do status quo.</p>
<p>Há certamente tensões no governo Lula. No entanto, não se pode negar que a turma dos juros altos e das polpudas amortizações da dívida pública vem ganhando de goleada desde os tempos do sociólogo.</p>
<p>Um abraço,</p>
<p>Rodrigo L. Medeiros</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: CRISE SÉRIA NA AMÉRICA DO SUL, Colômbia X Venezuela + Equador: Editoriais dos maiores jornais do Brasil tratam do mesmo tema!! &#171; Blog do Desemprego Zero</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/03/o-mundo-multipolar-e-a-integracao-sul-americana-2/comment-page-1/#comment-251</link>
		<dc:creator>CRISE SÉRIA NA AMÉRICA DO SUL, Colômbia X Venezuela + Equador: Editoriais dos maiores jornais do Brasil tratam do mesmo tema!! &#171; Blog do Desemprego Zero</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Mar 2008 22:57:44 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=1155#comment-251</guid>
		<description>[...] O Mundo Multipolar e a Integração&#160;Sul-Americana [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] O Mundo Multipolar e a Integração&nbsp;Sul-Americana [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
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