O Banco Central mais conservador do mundo
Escrito por NOSSOS AUTORES, postado em 13 dEurope/London março dEurope/London 2008
Por Bruno Galvão dos Santos*
Muitos países emergentes e “respeitáveis”, como Chile, Coréia do Sul, Tailândia, Hong Kong, estão com taxa de juros real negativa. Isso não significa leniência da política monetária desses países. Mas, simplesmente, reconhecimento dos Banco Centrais desses países que a economia do país não deve ser sacrificada por causa do forte aumento dos preços dos alimentos e combustíveis internacionalmente. Mas, no Brasil, o presidente do Banco Central gosta sempre de alegar que o imenso crescimento de 5% do PIB (nos últimos anos, a média de crescimento econômico dos países emergentes ficou quase 8% ao ano) é o responsável pela aceleração do crescimento. Segundo esse sábio, o Brasil não pode crescer a mais do que 5% ao ano.
O Brasil, como já foi falado está numa situação externa bastante confortável. Ao contrário dos principais países emergentes, a taxa de inflação no Brasil vem se mantendo dentro da meta estabelecida. Isso, não vem ocorrendo no Peru, Colômbia, no México, na Indonésia, na Coréia do Sul, e mesmo, no Chile. Mas, como se podem ver pelo site dos Bancos Centrais desses países não há qualquer alerta de ameaça inflacionária perturbadora. Nos sites do Banco Central do Peru e da Colômbia, mostra-se um gráfico que demonstra que a aceleração inflacionária é resultado do aumento dos preços de alimentos e combustíveis.
As declarações do Meirelles é sempre para mostrar que a inflação é um perigo iminente. Há algumas semanas, os jornais já falavam em aumento dos juros. Isso ocorre, apesar da inflação do Brasil, ao contrário de muito países que adotam o sistema de metas de inflação está mantendo a inflação abaixo ou muito próximo do centro da meta. Vejam os sites dos Bancos Centrais do Peru (por o link Banco Central de Reserva del Perú), Colômbia (Banco Central de la República Colombia) , do Chile (Banco Central del Chile ). É inacreditável que a taxa de juros nominais do Marrocos seja de 3,3% ao ano.
* Economista pela UFMG, mestre em economia pelo Instituto de economia da UFRJ. Doutorando pela mesma instituição. Meus artigos











18 dEurope/London março, 2008 as 3:01 pm
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