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Blog do Desemprego Zero

Meus comentários sobre debate de segunda-feira entre César Benjamin e Carlos Lessa sobre a Transposição do São Franscico

Escrito por NOSSOS AUTORES, postado em 12 dEurope/London março dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

* José Marcio Tavares

O debate de ontem (10/03/2008) foi muito esclarecedor. Havia duas concepções completamente distintas na mesa.

A concepção do professor Lessa é a de que a migração para a cidade é inexorável.

A de Cesar Benjamim defende que se deve preservar o sertanejo. Para isso, o estado deve melhorar sua vida com “pequenas” obras tais como as das cisternas. Nada de “megalomania”.

Por isso eu achei que ambos estavam corretos em suas explanações. Cada um coerente dentro da sua visão.

Só que a visão de Carlos Lessa é desenvolvimentista. Olha pro futuro e aposta na melhoria das condições de vida dos seres humanos. Lessa defende um Nordeste pujante, desenvolvido, industrializado e saudável.

A outra visão é idílica, para dizer o mínimo. É a visão da Igreja Romana, que não quer perder mais fiéis, pois, como bem disse Lessa, ao ir para a cidade grande, a possibilidade de a pessoa “aceitar Jesus” é muito maior. Fora das garras da Igreja Romana, o cara vê que se pode ir pro Céu sem ser miserável. Ele entra pra uma denominação religiosa onde a prosperidade tem sinal positivo. Bem diferente da visão dos padres que é aquela velha (velha mesmo!) história do camelo passar pelo buraco da agulha.

A primeira visão quer gente bebendo água limpa. Pessoas saudáveis e felizes. Indústria, carteira de trabalho assinada e aposentadoria digna.

A segunda, além de mais difícil politicamente, pois prevê uma reforma agrária radical como pré-requisito, não muda quase nada em relação ao que existe hoje. E vai na contra-mão dos anseios da maioria dos seres humanos. Eu tenho certeza de que quando as indústrias estiverem funcionando a todo vapor, os que ficaram com as tais cisternas propostas por CB vão abandonar tudo e se mudar pra cidade. Quem não gostaria de um apartamento com água encanada e um Golzinho na garagem?

(o que vocês acham de, depois que todo mundo for morar em apartamentos confortáveis, fazer como os americanos que montam cenários de cidades do Velho Oeste, com duelos no OK Corral e tudo? Explicando melhor: quando todo mundo se mandar pra cidade, o Ministério do Turismo monta uns casebres com uma roça rudimentar do lado, uma vaquinha magra. Paga atores pra vestir aquelas roupas de couro [olha só a criação de empregos! mais idéias sobre isso, por favor!]. Mataria a saudade de muita gente e ainda atrairia turistas).

A visão de CB é aliada do que há de mais atrasado no mundo de hoje: ecologistas, católicos e coronéis do Sertão.

Caminhando pro campo político, observei que estes são os aliados da tal “esquerda” que CB representa tão bem. O que os une é a rejeição pelo governo Lula. Por isso não estão aí pra colocar azeitona na empada do ex-companheiro Lula. Mais ou menos como o caso da CPMF. Onde já se viu oposição colaborar para que o governo governe?

Parecem até com a não-proposta de FHC para a AL que diz que não se pode fazer muita coisa mesmo. Então, deixa estar pra ver como é que fica (acho que agora eu exagerei!).

Só pra finalizar, quero dizer que a “esquerda” esquece que a Igreja Romana já foi uma grande aliada. Mas isso foi na época da ditadura militar, onde todos os gatos eram pardos. Hoje, a Igreja está a cada dia se tornando mais um empecilho do que aliada. “Mudam os tempos, mudam as vontades”, já dizia o bardo luso.

*Ex-Diretor de Comunicação do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, Contador, Funcionário público aposentado, bibliófilo e Violonista.



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3 Respostas para “Meus comentários sobre debate de segunda-feira entre César Benjamin e Carlos Lessa sobre a Transposição do São Franscico”

  1. blogdojefferson falou:

    Márcio,
    Muito bom seus comentários. Como não assisti ao debate, posso colher algumas impressões a partir deste post.
    Grande abraço, Jefferson

  2. Eduardo Alves falou:

    Boas considerações, caro Marcio.

    Vejam como são perniciosas certas ponderações que a fisiologia política e a ignorância tentam nos impor como despotismo esclarecido!
    O camarada defende cisternas, como se elas não estivessem na plataforma do projeto. O projeto contempla a criação de 1 milhão delas, das quais 200 mil já foram feitas.

    É interessante que os críticos (sejam de boa ou má fé) quase todos demonstram desconhecer o projeto. Atuam mais por idealismo do que por objetividade.
    Quem leu a orelha de qualquer livro de política e economia sabe que o correto não é levar o povo para onde haja industrialização, mas sim levar a industrialização e o desenvolvimento às regiões que ainda não a possuem.

    Abraços,

  3. Gustavo dos Santos (meus artigos clique) falou:

    Eduardo,
    essa sua última frase é lapidar e é o contrário do realizado na história do Brasil no Século XX.
    Márcio,
    você sabia que as 1 milhão de cisternas que o César Benjamin coloca como alternativas inconciliáveis do projeto JÁ ESTAVAM NO PROJETO???
    Difícil acreditar que o César Benjamin não soubesse disso.

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