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LÓGICA & FALÁCIAS
Posted By Imprensa On 29 março, 2008 @ 2:45 pm In Crônicas | No Comments
de Matthew [1]
Leia também: Guia de Falácias Lógicas do Stephen [2]
Introdução
Existe muito debate [3] na net. Infelizmente, muito dele é de baixa qualidade. O propósito deste documento é explicar o básico sobre raciocínio lógico, e esperançosamente melhorar a qualidade geral do debate.
O Dicionário Conciso Oxford de Inglês define lógica como “a ciência do raciocínio, prova, pensamento ou inferência”. A lógica irá deixar você analisar um argumento ou um pedaço de raciocínio, e deduzir onde é provável de ele ser correto ou não. Você não precisa saber lógica para argumentar, claro; mas se você sabe pelo menos um pouco, você vai achar mais fácil para apontar argumentos inválidos.
Existem muitos tipos de lógica, como lógica emaranhada e lógica construtiva; elas têm regras diferentes, e diferentes forças e fraquezas. Esse documento discute a lógica Booleana simples, porque é comum e relativamente simples de entender. Quando pessoas falam sobre algo sendo “lógico”, elas geralmente querem dizer o tipo de lógica descrita aqui.
O Que A Lógica Não É
É válido mencionar algumas coisas que a lógica não é.
Primeiramente, raciocínio lógico não é uma lei absoluta que governa o universo. Muitas vezes no passado, pessoas concluíram que porque algo é logicamente impossível (dada a ciência do dia), deve ser impossível, período. Uma vez também era acreditado que a geometria Euclidiana era uma lei universal; ela é, apesar de tudo, logicamente consistente. Novamente, nós agora sabemos que as regras da geometria Euclidiana não são universais.
Segundo, lógica não é um grupo de regras que governam o comportamento humano. Os humanos podem ter metas logicamente conflitantes. Por exemplo:
Infelizmente, John pode ter um objetivo conflitante de evitar Steve, querendo dizer que a resposta racional pode ser inaplicável na vida real.
Esse documento apenas explica como usar lógica; você deve decidir se a lógica é a ferramenta certa para o trabalho. Existem outros meios de comunicar, discutir e debater.
Argumentos
Um argumento é, citando a esquete de Monty Python [4], “uma série conectada de afirmações para estabelecer uma proposição definida”.
Existem muitos tipos de argumentos; nós iremos discutir o argumento dedutivo. Argumentos dedutivos são geralmente vistos como os mais precisos e mais persuasivos; eles provêm prova conclusiva para suas conclusões, e são ou válidos ou inválidos.
Argumentos dedutivos têm três estágios: premissas, inferência, e conclusão. Entretanto, antes de nós podermos considerar estes estágios em detalhe, nós precisamos discutir os tijolos de um argumento dedutivo: proposições.
Proposições
Uma proposição é uma afirmação que é ou verdadeira ou falsa. A proposição é o significado da afirmação, não o arranjo preciso de palavras usadas para exprimir esse significado.
Por exemplo, “Existe um número par primo maior que dois” é uma proposição. (Uma falsa, nesse caso.) “Um número par primo maior que dois existe” é a mesma proposição, refraseada.
Infelizmente, é muito fácil mudar intencionalmente o significado de uma afirmação por refraseá-la. É geralmente mais seguro considerar o fraseamento de uma proposição como significante.
É possível usar lingüisticas formais para analisar e refrasear uma afirmação sem mudar seu significado, mas como fazer isso está fora do âmbito desse documento.
Premissas
Um argumento dedutivo sempre requer um numero de suposições centrais. Essas são chamadas premissas, e são as suposições onde o argumento é construído; ou para olhar de outra forma, as razões para aceitar o argumento. Premissas são apenas premissas no contexto de um argumento particular; elas podem ser conclusões em outros argumentos, por exemplo.
Você deve sempre apresentar as premissas de um argumento explicitamente; esse é o princípio de Audiatur Est Altera Pars [5]. Falhando em apresentar suas suposições é freqüentemente visto como suspeito, e irá reduzir a aceitação de seu argumento.
As premissas de um argumento são muitas vezes introduzidas com palavras como “Assuma…”, “Desde…”, “Obviamente…” e “Porque…”. É uma boa idéia fazer seu oponente concordar com as premissas de seu argumento antes de proceder adiante.
A palavra “óbvio” é freqüentemente vista com suspeita. É ocasionalmente usada para persuadir pessoas a aceitarem falsas afirmações, ao invés de admitir que elas não entendem porque algo é “óbvio”. Então não tenha medo de questionar afirmações que pessoas dizer ser “óbvias” – quando você ouviu a explicação você pode sempre dizer algo como “Você está certo, agora que eu pensei sobre isso desse jeito, isso é óbvio.”
Inferência
Uma vez que as premissas combinam, o argumento procede via um processo passo-a-passo chamado inferência.
Na inferência, você começa com uma ou mais proposições que foram aceitas, você então usa essas proposições para chegar a uma nova proposição. Se a inferência é válida, essa proposição deve ser aceita. Você pode usar a nova proposição para inferências mais tarde.
Então inicialmente, você pode apenas inferir coisas das premissas do argumento. Mas conforme o argumento prossegue, o número de afirmações disponíveis para inferência aumenta.
Existem vários tipos de inferências válidas – e também alguns tipos inválidos, que nós iremos olhar depois nesse documento. Passos da inferência são muitas vezes identificados por frases como “portanto…” ou “…implica que…”
Conclusão
Esperançosamente você ira chegar a uma proposição que é a conclusão do argumento – o resultado que você está tentando provar. A conclusão é o resultado do passo final da inferência. É uma conclusão apenas no contexto de um argumento particular, poderia ser uma premissa ou suposição em outro argumento.
A conclusão é dita para ser afirmada na base das premissas, e a inferência vinda delas. Esse é um ponto sutil que merece explicações mais adiante.
Leia mais aqui>> [6]
Salve, Napô! Napoleão muda história do Brasil, não é Dom João VI ? [10]
O Direito à Preguiça [11]
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[1] Matthew: mailto:meta@pobox.com
[2] Guia de Falácias Lógicas do Stephen: http://www.str.com.br/Scientia/falacias2.htm
[3] debate: http://www.str.com.br/Debate/index.php
[4] Monty Python: http://www.infidels.org/news/atheism/sn-python.html
[5] Audiatur Est Altera Pars: http://www.str.com.br/Scientia/falacias.htm#19#19
[6] Leia mais aqui>>: http://desempregozero.org/recomendados/logica-falacias/
[7] O PRAZER DE CONVIVER: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/02/o-prazer-de-conviver/
[8] A origem da ARROB@: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/02/arroba/
[9] ASSIM FALHOU ZARATUSTRA: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/03/assim-falhou-zaratustra/
[10] Salve, Napô! Napoleão muda história do Brasil, não é Dom João VI ?: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/03/salve-napo/
[11] O Direito à Preguiça: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/03/o-direito-a-preguica/
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