Jorge quer privatizar Caixa, BNDES e Banco do Brasil
Escrito por Imprensa, postado em 4 dEurope/London março dEurope/London 2008
Jornal DCI
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, defendeu na última sexta-feira a privatização da Caixa Econômica Federal (CEF), do Banco do Brasil (BB) e de todas as estatais que não façam parte das funções essenciais do governo, ou seja, que não estejam ligadas às áreas de saúde, educação e segurança. O ministro também defendeu a privatização da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), mas fez ressalvas em relação à Petrobras, que, por fazer parte do setor de energia, é estratégica para o País.
“Minha opinião pessoal e que eu continuo a manter é que deveriam ser privatizadas não só a Infraero, mas todas as empresas que não façam parte do core business do governo, que é saúde, segurança e educação”, disse.
“No meu conceito pessoal, isso inclui bancos. São poucos os países do mundo que possuem um banco oficial”, disse ele, em referência ao BB e à Caixa. “A Petrobras não, porque estamos falando de energia”, acrescentou.
Embora tenha ressaltado que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios) seja eficiente e tenha obtido um lucro considerável no ano passado, o ministro acredita que mais competição nesse setor faria bem à estatal e aos consumidores. “Vários países do mundo têm seus correios privatizados ou pelo menos uma competição com o correio estatal, o que torna os serviços mais eficientes”, observou.
Miguel Jorge também declarou que o menor repasse de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não preocupa o governo. Neste ano, apenas R$ 4 bilhões serão destinados à instituição, metade dos R$ 9,5 bilhões do ano anterior.
Rodrigo Lima











5 dEurope/London março, 2008 as 1:50 pm
O que esse babaca está fazendo no Ministério do Desenvolvimento?
5 dEurope/London março, 2008 as 2:03 pm
A pergunta é: se Lula tanto condenou as privatizações e acusou Alkkmin de ser um privatista, porque não desautorizar a declaração deste ministro ou até mesmo pedir sua retratação ou saída?
5 dEurope/London março, 2008 as 7:08 pm
Summa,
vou tentar entender a lógica do Lula para lhe responder o que eu acho que acontece nessa situação:
o Lula foi formado pela intelectualidade de esquerda paulistana que é confusa com relação a seus posicionamentos. Ele próprio percebe isso é não tira e não tirará nunca uma pontinha de neoliberalismo.
Se houvesse apoio suficiente dos desenvolvimentistas (se tivessem força) e da esquerda (se tivesse clareza) ele poderia adotar algo mais firme pela esquerda.
como não há, ele se equilibra colocando gente de todo lado.
Alguém quer esse ministro babaca aí.
A pressão da imprensa é muito grande e o presidente não tem segurança suficiente de ter um posicionamento claro em uma direção ao desenvolvimento.
“VEJA”, que ele sofre uma pressão fabulosa da imprensa para se manter sempre fraco e inseguro. cabe a nós pressionarmos e darmos a solução para caminhar por outro caminho.
e esse caminho é assumir o desenvolvimentismo. coisa que a esquerda não fez ainda…
6 dEurope/London março, 2008 as 3:13 pm
Este ministro é um esbirro do neoliberalismo, ex-diretor do “satander” não dá para entender como um lacaio deste é ministro de um governo que se diz popular. O única coisa que este senhor quer desenvolver ainda mais é a desigualdade social.
6 dEurope/London março, 2008 as 4:54 pm
Concordo com vc, Summa? Quando eu perguntei o que esse babaca está no Ministério, eu estava querendo dizer, como o Lula mantem um cara desse no Ministério?
7 dEurope/London março, 2008 as 7:55 pm
Meus amigos, nossa rebeldia intelectual é justificada frente a tantas desigualdades que deparamos diariamente, mas cumpre compreender a posição do presidente.
É muito difícil a tarefa dele e não é qualquer pessoa que suporta o que ele suporta. Vocês leram a entrevista que Ciro Gomes deu na Folha outro dia? Dentre outras coisas, afirmou que Lula e FHC “contemporizaram com o patrimonialismo”. Não será esse um dos casos? Não sei. Não estou defendendo o ministro, pelo contrário, assim como vocês, repudio veementemente as afirmações. Apenas trago a discussão para algo mais real, não apenas ideológica.
Não nos iludamos: toda esquerda tem um pouco de direita, e toda direita possui um traço de esquerda, a depender das situações.
Abraços,
8 dEurope/London março, 2008 as 9:00 am
Eduardo,
é difícil separar quem defende as privatizações por motivos ideológicos e por motivos pessoais. Entretanto, temos duas frentes diferentes de atuação. Para os primeiros, a discussão é ideológica, como a que fazemos por aqui. Já para os patrimonialistas, a questão é de justiça!
Apropriar-se de recursos públicos é crime. E não acredito que consigamos convencer criminosos a parar de roubar com conversa.
Acho que em muitos setores, ter uma estatal resolve, pq vc oferece o serviço e regula ao mesmo tempo. No caso de fornecer concessões, vc coloca alguém para cuidar do serviço (privado) e paga (uma autarquia estatal) para cuidar de quem fornece o serviço. Ou seja, paga duas vezes. Eu entendo o que chamam de ineficiência do serviço público. Mas acredito piamente de que pode ser superada.
Além disso, não existe uma clivagem precisa sobre o que é segurança, educação e saúde. Para o Estado, possuir um banco para fornecer serviços é essencial, pq pode levantar recursos para qualquer área com muito maior facilidade. Mas como falei, é uma questão ideológica (se os fins justificam os meios, nesse caso)
Agora, quando o cara fala em privatizar a regulação estatal, aí está falando besteira mesmo e não dá pra defender…
Abraços
10 dEurope/London outubro, 2009 as 11:21 am
Miguel Jorge , ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, ex diretor do grupo Santander. É Óbvio que ele esteja “puxando a sardinha” para que o Santander e outros bancos privados estrangeiros comprem a Caixa, BB…
Uma posição extremamente anti-patriota, ou seja, terminar de vender o Brasil para o exterior.
Filosofia: Brasil não é mais do Brasil.
Energia Elétrica já foi vendida, olhem o preço; concessão de Rodovias também , olhem os preços; Telecom tambem, olhem os preços… O Pres Lula deveria impedir essas declarações, já que ele sempre foi contra esses atos estrangeiristas.
Lembraremos desse cidadão nas próXimas eleições.
20 dEurope/London outubro, 2009 as 3:16 pm
O problema é a falta geral de clareza (cegueira) sobre um assunto tão importante como criação de dinheiro na economia. Mesmo no atual arranjo de bancos privados e bancos estatais, são os primeiros que conduzem o entendimento do que deve ser a política monetária do país. Sua expressão maior é o Banco Central subsumido aos interesses da banca privada rentista. Liquidar o que resta de presença estatal no setor bancário e nos Correios (que poderia também se transformar em banco postal, como é comum em tantos países)significa conquistar a hegemonia efetiva da atual banca rentista sobre a criação presente e futura de moeda a serviço da economia brasileira, impedindo objetivamente que tais bancos estatais possam algum dia ser instrumentalizados para o desenvolvimento genuinamente nacional . Este ministro sabe muito bem o que está propondo. Ele está antecipando outras possibilidades que a oposição sequer imagina… Ele pode ser tudo, menos imbecil.