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	<title>Comentários sobre: FED CORTA JUROS E CRIA BANCO PARA EVITAR QUEBRADEIRA; EMPRESA DE 3,5 BI NO PAPEL VENDIDA POR 236 MILHÕES</title>
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		<title>Por: Rodrigo Loureiro Medeiros</title>
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		<dc:creator>Rodrigo Loureiro Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 18:16:29 +0000</pubDate>
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		<description>Prezado Heldo

O fato dos EUA possuírem a moeda de circulação internacional faz uma boa diferença. Imagina se todos os dólares do mundo voltassem voando para o território norte-americano?

A autoridade monetária norte-americana, que não é independente do Tesouro nacional, provavelmente teria que mandar construir fornalhas para queimar tamanha quantidade de dólares impressa e evitar a hiperinflação doméstica. Por enquanto, eles podem continuar exportando inflação. Deveríamos encarar as quedas da taxa básica de juros nos EUA como reais oportunidades para reduzirmos gradualmente a Selic, administrando a expansão da oferta monetária (M3) a partir do compulsório e do IOF. O Banco Central do Brasil possui os instrumentos gerenciais para pilotar o volante keynesiano da economia. Basta uma gestão mais progressista e comprometida com o desenvolvimento das forças produtivas nacionais.

Irão certamente aparecer os recursos nos orçamentos públicos para investimentos em infra-estrutura e políticas sociais. Até mesmo o problema atual do real apreciado irá desaparecer, pois o câmbio encontrará outros pontos de equilíbrio, como os dos diferenciais de produtividade em relação aos principais parceiros comerciais. Quanto à inflação doméstica, não há motivos para pânico. A competitividade sistêmica da economia brasileira precisa de medidas dessa natureza.

Lula até pode ser bem-intencionado, muitos acreditam nisso, porém sua gestão macroeconômica é muito parecida com a do sociólogo que o antecedeu. Por enquanto Lula ganha na taxa de crescimento, mas se o Meirelles continuar dando as cartas na política monetária há um leve risco de convergência com a era FHC. Um leve risco...

Algo já ficou claro para mim. Para administrar mal a macroeconomia brasileira qualquer um serve. Pode inclusive não entender nada do assunto. Basta seguir a cartilha da ortodoxia de galinheiro do neoliberalismo e não ousar fazer o País crescer sustentadamente.


Um abraço,

Rodrigo L. Medeiros</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado Heldo</p>
<p>O fato dos EUA possuírem a moeda de circulação internacional faz uma boa diferença. Imagina se todos os dólares do mundo voltassem voando para o território norte-americano?</p>
<p>A autoridade monetária norte-americana, que não é independente do Tesouro nacional, provavelmente teria que mandar construir fornalhas para queimar tamanha quantidade de dólares impressa e evitar a hiperinflação doméstica. Por enquanto, eles podem continuar exportando inflação. Deveríamos encarar as quedas da taxa básica de juros nos EUA como reais oportunidades para reduzirmos gradualmente a Selic, administrando a expansão da oferta monetária (M3) a partir do compulsório e do IOF. O Banco Central do Brasil possui os instrumentos gerenciais para pilotar o volante keynesiano da economia. Basta uma gestão mais progressista e comprometida com o desenvolvimento das forças produtivas nacionais.</p>
<p>Irão certamente aparecer os recursos nos orçamentos públicos para investimentos em infra-estrutura e políticas sociais. Até mesmo o problema atual do real apreciado irá desaparecer, pois o câmbio encontrará outros pontos de equilíbrio, como os dos diferenciais de produtividade em relação aos principais parceiros comerciais. Quanto à inflação doméstica, não há motivos para pânico. A competitividade sistêmica da economia brasileira precisa de medidas dessa natureza.</p>
<p>Lula até pode ser bem-intencionado, muitos acreditam nisso, porém sua gestão macroeconômica é muito parecida com a do sociólogo que o antecedeu. Por enquanto Lula ganha na taxa de crescimento, mas se o Meirelles continuar dando as cartas na política monetária há um leve risco de convergência com a era FHC. Um leve risco&#8230;</p>
<p>Algo já ficou claro para mim. Para administrar mal a macroeconomia brasileira qualquer um serve. Pode inclusive não entender nada do assunto. Basta seguir a cartilha da ortodoxia de galinheiro do neoliberalismo e não ousar fazer o País crescer sustentadamente.</p>
<p>Um abraço,</p>
<p>Rodrigo L. Medeiros</p>
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		<title>Por: Heldo Siqueira</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/03/fed-corta-juros-e-cria-banco-para-evitar-quebradeira-empresa-de-35-bi-no-papel-vendida-por-236-milhoes/comment-page-1/#comment-299</link>
		<dc:creator>Heldo Siqueira</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 17:16:22 +0000</pubDate>
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		<description>Acho que vale a lembrança,

Só eu percebi o cuidado com que se mostra, na imprensa brasileira, o fato de os EUA estarem em recessão aberta. A desculpa de que não se sabe muito bem o que está acontecendo por lá, onde temos inflação alta e desconfiança sobre o futuro, me parece difícil de engolir. Qualquer um que tenha acesso às informações percebe a gravidade dos problemas por que passa a economia americana.

Ao contrário, no Brasil, onde os índices de inflação se encontram baixando e a economia cresce a mais de 5% o risco de uma crise de hiperinflação é iminente. Tá certo que a inflação para o consumidor me parece bem maior que os índices tentam mostrar, mas não existe nenhuma pressão que não tenhamos visto em anos anteriores...

De qualquer forma fica a nota.

Abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que vale a lembrança,</p>
<p>Só eu percebi o cuidado com que se mostra, na imprensa brasileira, o fato de os EUA estarem em recessão aberta. A desculpa de que não se sabe muito bem o que está acontecendo por lá, onde temos inflação alta e desconfiança sobre o futuro, me parece difícil de engolir. Qualquer um que tenha acesso às informações percebe a gravidade dos problemas por que passa a economia americana.</p>
<p>Ao contrário, no Brasil, onde os índices de inflação se encontram baixando e a economia cresce a mais de 5% o risco de uma crise de hiperinflação é iminente. Tá certo que a inflação para o consumidor me parece bem maior que os índices tentam mostrar, mas não existe nenhuma pressão que não tenhamos visto em anos anteriores&#8230;</p>
<p>De qualquer forma fica a nota.</p>
<p>Abraços</p>
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