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Blog do Desemprego Zero

Disfarçando o fiasco

Escrito por Imprensa, postado em 12 dEurope/London março dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Publicado originalmente em: O Estado de São Paulo (restrito a assinantes), 05/03/2008

Por Nelson Brasil de Oliveira*

O saldo da balança comercial brasileira tem sido decrescente, mês a mês, desde o segundo semestre de 2007, o que preocupa o governo e a sociedade. Defensores da atual política macroeconômica rapidamente se mobilizaram e alegaram, para justificar o mau resultado, que as importações crescem principalmente em matérias-primas e em máquinas destinadas a modernizar indústrias exportadoras. Tal interpretação veicula a promessa de que, num futuro próximo, a atual tendência se inverterá. Mas não é isso o que se apresenta no nosso horizonte. Como sempre acontece quando o poder quer escamotear suas falhas, os dados estatísticos são manipulados para nos apresentar um cenário falsamente promissor.

Na estatística de comércio externo divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as exportações são divididas em três grupos: produtos básicos (agrícolas e minerais); semimanufaturados (produtos com certo grau de transformação, mas que não chegam a se caracterizar como industriais); e manufaturados (industrializados com maior grau de agregação de valor, como gasolina, álcool e açúcar refinado). As importações são classificadas também em três grupos, mas sob critério diferente: bens de capital (máquinas, equipamentos e acessórios); bens de consumo duráveis e não-duráveis; e matérias-primas e produtos intermediários (produtos destinados à indústria, tais como os princípios ativos para a indústria farmacêutica).

Por que essa discrepância? Por que na exportação o critério é o grau de agregação de valor e na importação é a aplicação do produto? Antes de mais nada devemos admitir que não é válido comparar grupos diferentes para efeito de avaliação da performance do comércio exterior brasileiro. Basta considerar o exemplo das importações de princípios ativos, classificados como matérias-primas a despeito do seu elevadíssimo valor unitário, decorrente da complexidade tecnológica dos processos de fabricação. O volume crescente da importação desses produtos explica, por exemplo, o déficit de US$ 8,4 bilhões da balança comercial do setor químico em 2006, 35% do qual se deve aos princípios ativos.

Dentre os produtos de exportação classificados como manufaturados destacam-se o álcool etílico, a gasolina e o açúcar refinado, com elevados volumes exportados, mas que não agregam valor nem de longe comparável ao dos princípios ativos. Trocando em miúdos: em 2006 o Brasil exportou 2,5 milhões de toneladas de álcool etílico para fins carburantes, 2,2 milhões de toneladas de gasolina e 10,3 milhões de toneladas de açúcar de cana bruto, aos preços médios por kg de, respectivamente, US$ 0,53/kg; US$ 0,65/kg e US$ 0,25/kg, totalizando US$ 5,32 bilhões. No mesmo ano, importamos aproximadamente 502 mil toneladas de princípios ativos para a indústria farmacêutica ao preço médio de US$ 6,12/kg, totalizando US$ 3,07 bilhões.

O preço médio dos princípios ativos representa 12 vezes o do álcool, 9 vezes o da gasolina e 24 vezes o do açúcar. Em 2006 o País gastou com a importação desses ativos 58% do total apurado com as vendas externas de três relevantes itens de sua pauta, embora o volume total dessas importações tenha sido 30 vezes inferior ao volume exportado dos três produtos. Relegar essas importações à categoria de “matérias-primas” é tapar o sol com peneira.

Do ponto de vista de política industrial, a fabricação local de princípios ativos com ênfase na indústria de medicamentos seria muito mais importante para o País. A leitura equivocada das estatísticas só tem servido para legitimar políticas públicas inadequadas, que privilegiam o volume de fluxos comerciais sem levar em conta, no caso da importação, o valor agregado e a alta densidade tecnológica de certos produtos indispensáveis.

Hoje já se percebe claramente uma desindustrialização do País em segmentos estratégicos, decorrente da pouca atenção aos produtos intermediários de grandes cadeias produtivas. Assim como as máquinas e equipamentos que compramos lá fora estão substituindo a produção local, os princípios ativos importados também. Classificar folha de tabaco como manufaturado e princípio ativo farmacêutico como matéria-prima pode enganar a opinião pública, mas não colocará o País numa posição melhor no mercado mundial. Ao contrário, a atitude de disfarçar o fiasco da nossa balança comercial só pode nos levar ao fundo do poço.

*Nelson Brasil de Oliveira é vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Química Fina (Abifina)



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6 Respostas para “Disfarçando o fiasco”

  1. Bruno falou:

    Para se ter a comparação da deterioração do saldo em conta corrente com a irresponsabilidade do período do Gustavo Franco veja o gráfico desse post.
    http://desempregozero.org/2008/03/12/impressionante-janeiro-com-deficit-em-conta-corrente-recorde-da-historia-do-brasil-o-banco-central-esta-realmente-se-esforcando-para-nos-levar-para-o-buraco/

  2. Sergio Telles falou:

    A situação passa sim por alteração da política de câmbio e possivelmente da restrição de importações em alguns setores, como de bens de luxo (especialmente automóveis). Elevar as taxas de importação de veículos e reduzir a carga para novos negócios (especialmente os moldados priorizando exportação de parte da produção) é uma boa solução, pois gerará empregos e o nosso mercado de automóveis é muito cobiçado com as taxas de crescimento na faixa de 40%, contrastando com crise na maior parte dos grandes mercados. Se fechar o mercado esse pessoal vai vir fabricar aqui, com toda certeza. Não ficarão de fora.

    A solução é essa, no curto prazo. Fechar o mercado para certos produtos que não são interessantes ser importados, e explorar ainda mais o potencial em mercados em expansão – especialmente em países em desenvolvimento, estratégia bem sucedida que já faz nossa pauta de exportação menos atingida pela crise americana.

    Cabe lembrar também que a situação difere muito dos tempos de falência pois a gente tem um mega colchão de 180 bilhões de dólares em reservas, com tendência a expansão. Então se o panorama é temporário, dá pra segurar por mais tempo sem precisar ajoelhar pra FMI ou outras mazelas. O Brasil está recebendo uma quantidade imensa de IED que ajuda na compensação das contas externas. Mas a expectativa de fato é adotar mudanças, podendo passar inclusive na limitação do capital externo especulativo, para uma melhora dessas contas ao longo do ano.

    Creio que o pacote cambial que deverá ser anunciado em breve será uma boa solução, até porque é muito mais fácil decidir enquanto a situação ainda está confortável, antigamente que a gente vivia em cima do laço, qualquer quebra de expectativa como essa já comprometia o crescimento por 2 ou 3 anos. Apesar dessa piora das contas externas, a projeção de crescimento do Brasil para 2008 aponta para o melhor ano da década.

  3. Gustavo dos Santos (meus artigos clique) falou:

    Caro Sergio,
    concordo com quase tudo que você falou. Entretanto, não posso deixar de frisar que a projeção de crescimento de 2008 é extremamente mediocre como o resto da década. A taxa média de crescimento do governo Lula é quase imperceptivelmente maior do que da média do plano real (contado a partir de 1994).
    A maior chance de crescimento da história do Brasil foi em 2003. Se o governo Lula feito o óbvio, que era manter o dólar a R$ 3,00 hoje teríamos quase 500 ou 600 bilhões de reservas e estaríamos crescendo há mais de 10% ao ano e nossa renda per capita chegaria próxima à da península ibérica em 15 anos. Não é difícil de mostrar isso, basta ver a taxa de crescimento das exportações que estávamos obtendo em 2002 e 2003 e entender que isso atrairia muito capital externo para investimento industrial.
    O governo Lula coincidiu com talvez a maior taxa de crescimento média mundial contínua da história da humanidade. Mas crescemos menos do que quase todos os países. Por que? Porque resolvemos adotar as taxas de juros reais mais altas da humanidade por um período de tempo superior a 4 anos. Em toda história da raça humana, só FHC no primeiro mandato superou o Lula, mas com o atenuante de que o câmbio era fixo e tínhamos um déficit em conta corrente imenso que gerava fragilidade externa ( o mesmo déficit que o Meirelles recriou agora). E o pior nem é o juros, o mais surreal é que antes do Gustavo Franco, nenhum país subdesenvolvido jamais imagino ter a idéia de valorizar nominalmente seu câmbio em relação ao dólar. Mas Gustavo Franco é fichinha perto de Meirelles. O grau de valorização que o Meirelles está fazendo é tão inacreditável que nem as supercompetitivas economias européias e japonesas não podem nem conceber. É tão surreal que fez até o Warren Buffet fazer especulação com derivativos em câmbio brasileiro. Ele sempre foi um investidor ultra cuidadoso em ações de primeira linha americanas (ele defende que vc deve comprar uma ação para ficar com ela por décadas, mas não tem como resistir aos lucros dados pelo Meirelles).
    Por que isso aconteceu? Por o governo Lula é mal intencionado? Não, segundo minha opinião. aconteceu porque a máfia dos economistas de bancos, a oposição PSDB-DEM, a mídia e o Meirelles fizeram um acordo e estão enganando o Lula, o governo e nós. A intenção explícita deles é permitir que o Lula governe, mas com um mínimo de ação possível. Amarrado para não poder agir. Usam para isso uma combinação de juros cavalares clique aqui para ler porque os juros altos estão impedindo o governo de governar:
    http://criticaeconomica.wordpress.com/2007/10/11/por-que-o-brasil-nao-cresce-porque-o-meirelles-ainda-nao-e-presidente/
    E denuncismo incessante da imprensa. Os juros altos tolhem a capacidade do governo gerar efeitos positivos e a imprensa nos abunda com informações negativas.
    Por que fazem isso?
    Eles temiam muito um governo do PT. Temiam que muitas regalias, privilégios e dinheiro fácil aos muito ricos seria extinguidos. Tinham medo inclusive que o PT pudesse fazer algo parecido com o que faz o Chavéz. Isso é tudo o que os deixa apavoradíssimos. Claro que eles sabiam que essas coisas eram poucos prováveis, mas os Donos do Poder não assumiram essa condição por não serem precavidos.
    Por isso articularam todo um sistema para deixar um mínimo de manobra para o presidente governar.
    Um dos maiores economistas do século XX já havia explicado o porquê desse comportamento dos megaempresários:
    http://desempregozero.org/2008/03/07/os-aspectos-politicos-do-pleno-emprego/
    Acho que eles vêem a coisa do seguinte ângulo:
    NOS ÚLTIMOS 15 ANOS O PT SE MOSTROU SER A ÚNICA ORGANIZAÇÃO POLÍTICA NO PAÍS COM FORÇA E DISPOSIÇÃO DE SE CONTRAPOR AO NEOLIBERALISMO. PARTE DO PT É COOPTADA PELO NEOLIBERALISMO, CLARO, TODOS CONHECEMOS O DOUTOR PALOCCI. MAS GRANDE PARTE NÃO É. MESMO NA “ARTICULAÇÃO”, “CAMPO MAJORITÁRIO” (sei lá como é chamada a maioria hoje). O PT é o único grande partido do planeta que escolhe o presidente por votação direta. Isso com uma grande militância de esquerda e sindicalista significa limites ao neoliberalismo.
    Para o neoliberalismo o PT não é “confiável”. Por issoo não lhe dão trégua.
    Todo esse ataque pela imprensa e a a manutenção dessa política insana do Banco Central do Meirelles não é à toa. Paul Volcker derrubou eleitoralmente o Democrata pacifista Jimmy Carter a golpes de juros. Meirelles tenta fazer o mesmo.

    Como conseguiram ludibriar e manter um neoliberial anti-PT no Banco Central? Primeiro criaram aquela falsa crise de 2002.
    Poxa, se vc pegar os dados cambiais do segundo semestre de 2002, verá que já não tínhamos mais fragilidade externa. O que havia era apenas um ataque cambial conduzido pelos grandes tubarões (como se ganhou dinheiro com aquela corrida cambial…) e que espalharam o boato de que o Lula daria um calote na dívida e ou o que eles chamam de “centralização de câmbio” (que é o que o Chávez faz hoje na Venezuela).
    Falavam que a única solução para a crise era se “render” ao “mercado” e fazer o dever de casa. Ou seja, provar que está refém das medidas que eles chamam de market friendly. O Lula, pressionado pela ala Paloccista do PT, caiu na esparrela. Palocci ganhou muito com isso, se tornou o homem mais poderoso da República e fiador do rendimento nacional e partidário ao “mercado” financeiro.

    Mas chantagista e seqüestradores são complicados. Se você pede a mão, eles querem o braço. Se no início poderia fazer algum sentido ter taxas de juros mais altas da história do Planeta (não fazia, mas dou de barato), depois de 6 meses aquilo se mostrava completamente irracional e incoerente com qualquer teoria econômica ortodoxa, heterodoxa, clássica, keynesiana, etc.

    Toda a sociedade brasileira passou a clamar pela redução dos juros. Pressionado o Banco Central foi reduzindo muito levemente a taxa de juros. A conta gotas. E começou a mudar quase todas as regras do sistema de metas de forma a justificar a postergação. Pesquisem e vejam como mudaram as metas e as formas de considerá-las nas decisões do COPOM. Reparem que no governo FHC a meta de inflação nunca foi cumprida, porque diferente de Meirelles, Armínio Fraga jogava a favor do seu presidente.

    O Banco Central do Meirelles visivelmente torcia para um crise que justificasse a excessiva cautela. Qualquer cheiro de crise nacional ou internacional, Meirelles dizia que era um problema seriíssimo, que deveríamos estar muito preocupados e “toda cautela era pouca”. O que Meirelles faz até hoje nas declarações nos jornais. Se em 2009 vier uma grande crise internacional, ele dirá: “está vendo, em 2003 eu estava certo de ter aumentado as taxas de juros para nos precaver”. Essa frase já é irracional em si mesma em decorrência da distância temporal. Mas o maior problema dela é de incoerência com a teoria econômica: se precaver é exatamente o contrário, juros baixos, câmbio desvalorizado, investimento industrial e saldo comercial crescente…

    A esquerda foi soltando fora do governo, os desenvolvimentistas também, os sindicatos não sabiam o que fazer, a indústria paulista e sulista preocupadas com o câmbio e os juros e os agricultores começando a tomar prejuízo.

    Mas no final de 2004, negócio da China, Lula ganha na loteria! Os preços das commodities explodem e atingem níveis recordes. Nossas exportações também. Pronto, isso era um sinal claro que não precisávamos da precaução do Meirelles e poderia soltar as rédeas do crescimento.

    Mas não. Meirelles fez o contrário. Disse que a explosão das commodities poderia ameaçar o cumprimento da meta de inflação. Na época, todo mundo se surpreendeu. De fato, isso foi só uma desculpa. Não coincidentemente, em 2004, a taxa de crescimento começa a se acelerar em decorrência das exportações crescentes puxadas pela demanda internacional e da pequena redução da taxa de juros.

    A popularidade do presidente, como reza a teoria, acompanha o crescimento da economia. Esse é o sinal! PSDB, DEM e grandes tubarões começam a ver aí o risco de do velho Lula e do velho PT não mais refém do “mercado” e da mediocridade das políticas recessivas do receituário do FMI. Mesmo porque estava claro que pouco tempo depois não seríamos mais dependentes do FMI, graças aos imensos superávits comerciais.

    Meirelles, que nunca deixou de se relacionar muito bem com seus “ex-”correligionários, sobe imediatamente a taxa de juros, assim que acha uma desculpa, a alta das commodities. Acontece que nossa inflação não havia subido. E no final do ano já estávamos dentro da meta. Mas ele disse que já estava pensando na meta do ano seguinte… Estranho?

    Em contrapartida a imprensa batia no governo. Mas ainda era não havia aparecido nada que pudessem usar de forma efetiva. Ainda faltava 2 anos para a eleição presidencial e Lula parecia imbatível. Os grandes tubarões do setor financeiro estavam gostando muito. Nunca haviam ganho tanto dinheiro. Aprenderam a confiar no Palocci. Quanto mais ganhavam e mais difícil era justificar tanta ortodoxia e timidez no governo, mais se fortalecia a exímia capacidade do Palocci de defender a indefensável política recessiva no momento em que o mundo explodia.
    Mas pensando nas eleições mais à frente. Os Donos do poder não deixavam barato, colocaram a imprensa para falar mal de tudo no governo que não fosse controlado pelo Palocci. Criaram a imagem de que tudo de bom no governo Lula se devia às políticas que seu Ministro da Fazenda tão orgulhosamente herdara do governo FHC. Herdara e aprofundara.

    Mas essa imagem de “incompetente” e “imitador de FHC” não reduzia a popularidade do presidente. No início de 2005, mudaram de estratégia. Resolveram jogar mais pesado. Investiram na eleição de Severino Cavalcanti, que mudou bastante a correlação de forças no congresso e acabou gerando uma enxurrada de mudanças na divisão dos cargos concedidos a parlamentares em todo o governo. A Teoria do Caos diz que uma borboleta que bater as asas na China pode criar um furacão na Califórnia. Talvez essa borboleta Severina que bateu asas no início do ano, possa ter sido a causa do furacão soprado pelo Roberto Jefferson alguns meses depois.

    Enfim os Donos do Poder acharam o mote para poder apear Lula e o PT da presidência nas eleições de 2006. Poderiam assim colocar alguém realmente confiável e deixar de depender da “confiabilidade” de um mero Ministro da Fazenda.

    Investiram pesado na idéia de que o governo Lula criou a maior máquina de corrupção da história. Todos se lembram disso. Daí até as vésperas eleições foi uma enxurrada de denúncias. De todos os tipos. Mas sempre há mil decibéis.

    No início, Palocci ficou cada vez mais forte. Não havia mais José Dirceu para dividir o poder e ele passou a ser quase “o presidente”. Os grandes bancos queriam blindá-lo de denúncias. O que era incoerente com as várias versões da crise, que tinham relação com movimentação de caixa 2 da campanha para presidente, onde ele teve participação.

    A oposição só falava em “mar de lama”. Expressão cunhada por Lacerda para derrubar Getúlio Vargas. Mas nem falavam de impedimento, essa idéia estava vetada em pelo medo que os banqueiros tinham do José Alencar.

    A solução era falar de “mar de lama e cuecas” até as eleições. Mas as pessoas começaram a ficar cansadas. Se havia um mar de lama, porque não propunham o impedimento ou não se prendia as pessoas?

    Chegou um ponto em que a popularidade do presidente começou a crescer. A eleição não estava ganha para o PSDB. Nesse ponto, a oposição imaginou que se derrubasse o grande fiador o governo cairia pelas tabelas. Palocci tinha cometido vários erros. Não era tão difícil derrubá-lo. Coincidentemente um parceiro de negócios passou a acusá-lo de crimes graves. As evidências foram se acumulando…

    Até que Palocci comete um crime visível a todos. Quebra o sigilo do caseiro. O ministro é obrigado a se renunciar.

    A partir daí o governo Lula, pilotado pela Dilma, começa a melhorar significativamente. A imprensa então intensifica os ataques. Vale tudo até inventar epidemia de febre amarela em cidade (essa doença não pega ninguém em área urbana desde a segunda guerra mundial).

    Mas esse denuncismo não tem dado certo, graças à internet, ao excesso de preconceito embutido nas denúncias e aos benefícios percebidos pelas classes menos favorecidas.

    O que impede o governo Lula e a popularidade do presidente de Bombar é o baixo crescimento econômico e os grandes prejuízos decorrentes do câmbio ultra valorizado.

    MEIRELLES HOJE É A ÚLTIMA TRINCHEIRA DO ULTRACONSERVADORISMO E A ÚLTIMA ESPERANÇA DO PSDB CONTINUAR NA FRENTE NAS PESQUISAS PARA PRESIDENTE EM 2010.
    ELE TRABALHA ABERTAMENTE CONTRA O GOVERNO LULA. NÃO HÁ NENHUMA DÚVIDA QUANTO A ISSO.
    Pegue os números, toda vez que a popularidade do presidente melhora, o Meirelles aumenta a taxa de juros ou para de reduzir. É batata!

  4. Heldo Siqueira falou:

    Gustavo,

    quanto à questão econômica, tenho poucas discordâncias da sua análise. Entretanto, não acredito que o Lula não saiba o que está acontecendo e muito menos que não tenha gente que diga a ele o que está acontecendo. Portanto, acho que ele sabe muito bem quais interesses ele está privilegiando. E acredito que dificilmente sequer poderia concorrer à eleição caso não atendesse tais interesses. Acho que a elite brasileira quer derrubar o Lula por puro preconceito, já que economicamente ganha qualquer que seja o presidente. E acima de tudo, a elite brasileira odeia pobres!

    E a classe média, adoentada da ambição (alienação) capitalista concorda com qualquer coisa que a elite diga. Daí a necessidade de ignorar (sempre que possível) ou mascarar o lado feio e pobre do Brasil. E a imprensa, tão (ou mais) aliendada que o público (esses eu realmente acredito que só têm culpa de serem retardados mesmo) repete essa opinião, sem se preocupar em formar nada, apenas em reproduzir o preconceito.

    As pessoas não querem coberturas imparciais sobre as eleições. Pelo contrário, querem ver o Lula (nordestino e ex-analfabeto) mostrar quem realmente é e incentivar a corrupção. Ninguém quer ver como a vida dos pobres está melhorando, pq na verdade, os pobres deveriam ficar escondidos nas favelas onde é o lugar deles. E se aumentar a “carga tributária” para fazer políticas aí é pior, pq está metendo a mão no bolso do brasileiro (ninguém percebe que se está metendo a mão no bolso do brasileiro que tem dinheiro no bolso para dar o que comer ao outro brasileiro).

    Quanto ao Governo FHC, acredito que o tipo de mau caratismo teórico e de desrespeito pelas coisas públicas é impossível politicamente de se repetir, mesmo pela oposição. Mas não ponho minha mão no fogo não…

    Abração a todos

  5. Gustavo dos Santos (meus artigos clique) falou:

    Heldo,
    prefiro trabalhar no campo do racional, principalmente em se falar dos grandes tubarões do poder. Não acho que eles se guiem basicamente pelo preconceito, como vc disse. Eles primam pelo interesse e pela manutenção do poder. Para isso é necessário muita racionalidade.
    Acho que eles vêem a coisa do seguinte ângulo:
    NOS ÚLTIMOS 15 ANOS O PT SE MOSTROU SER A ÚNICA ORGANIZAÇÃO POLÍTICA NO PAÍS COM FORÇA E DISPOSIÇÃO DE SE CONTRAPOR AO NEOLIBERALISMO. PARTE DO PT É COOPTADA PELO NEOLIBERALISMO, CLARO, TODOS CONHECEMOS O DOUTOR PALOCCI. MAS GRANDE PARTE NÃO É. MESMO NA “ARTICULAÇÃO”, “CAMPO MAJORITÁRIO” (sei lá como é chamada a maioria hoje). O PT é o único grande partido do planeta que escolhe o presidente por votação direta. Isso com uma grande militância de esquerda e sindicalista significa limites ao neoliberalismo.
    O PT foi nos últimos 15 anos e ainda é hoje a grande barreira ao neoliberalismo no MAIOR PAÍS DA AMÉRICA LATINA. Claro que no primeiro mandato foi cooptado. Mas eles temiam uma reversão dessa cooptação, o que parece que pode acontecer sim. Eles sabiamente sabem que o PT não é “confiável” para o neoliberalismo, a força interna da turma do Doutor Palocci pode se reduzir. Todo esse ataque pela imprensa e a a manutenção dessa política insana do Banco Central do Meirelles não é à toa. Paul Volcker derrubou eleitoralmente o Democrata pacifista Jimmy Carter a golpes de juros. Meirelles tenta fazer o mesmo.

  6. Gustavo Santos falou:

    http://desempregozero.org/2008/03/12/a-valorizacao-do-real-o-fim-da-cobertura-cambial-e-a-insistencia-no-neoliberalismo/#comment-1159

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