Copom só gerou incertezas com a ameaça de subir juro, diz Delfim
Escrito por Imprensa, postado em 15 dEurope/London março dEurope/London 2008
Extraído do Clipping do Ministério do Planejamento
Publicado originalmente em: Folha de São Paulo (restrito a assinantes), em 14/03/2008
A informação que consta na ata do Copom de que os diretores do Banco Central chegaram a discutir a possibilidade de um aumento dos juros foi interpretada pela grande maioria do mercado como um sinal de que a taxa poderá vir a subir na próxima reunião. O Copom deixou clara a preocupação com o aquecimento da economia sobre a inflação. Para Delfim Netto, não há nenhum fundamento nessa tese do Banco Central de que o aquecimento da economia representa uma ameaça à inflação.
Ao ter registrado na ata essa preocupação, Delfim afirma que o Banco Central apenas introduziu uma incerteza inútil ao mercado e que acabou provocando uma elevação da taxa de juros de longo prazo.
“Já que o juro vai subir mesmo, o juro sobe antes”, diz Delfim. “Na economia, a expectativa faz o fato.”
Na ata, o Copom adverte que, embora a trajetória da inflação seja favorável no curto prazo, há riscos para o futuro. O que o Copom teme é que um descompasso entre o ritmo de expansão da demanda e da oferta faça com que a inflação fique acima do centro da meta, que é de 4,5% para este ano.
Segundo Delfim Netto, essa preocupação é uma demonstração de que o sistema financeiro não agüenta ver o país crescendo a taxas superiores a 5% ao ano. Agora, de acordo com Delfim, muitos economistas dizem que o país não pode crescer mais de 4,5%, mas não existe, a seu ver, nenhum fundamento teórico que comprovaria essa tese.
“Quem diz que o Brasil só pode crescer até 4,5%, eu tenho certeza que tomou um café com Deus”, diz Delfim.
Mesmo com todas essas adversidades, Delfim diz que o Brasil deve voltar a crescer neste ano entre 5% e 6%, como ocorreu em 2007. Além disso, ele acha que os juros, que subiram ontem no mercado futuro, devem voltar a baixar nos próximos dias quando o mercado se conscientizar de que não há riscos maiores de uma alta da inflação.










