COLÔMBIA X EQUADOR: A CRISE E A LAMENTÁVEL COBERTURA DA IMPRENSA ultraconservadora
Escrito por leonunes, postado em 5 dEurope/London março dEurope/London 2008
Léo Nunes – Ao Sul do Equador
São Paulo – Após mais uma atitude unilateral e autoritária do presidente colombiano Álvaro Uribe, a América do Sul encontra-se em pé de guerra. A querela iniciou-se quando o presidente colombiano autorizou uma operação do exército colombiano em território equatoriano, que resultou na morte do guerrilheiro Raúl Reyes.
Duas questões devem ser imediatamente levantadas. Primeiramente, como bem salientou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, a Colômbia feriu gravemente o princípio de soberania, baseado na inviolabilidade do território, ao invadir um país vizinho. Em segundo lugar, estranhamente o governo colombiano assassinou um dos mais moderados membros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), defensor assíduo da abertura das negociações com o governo Uribe.
O assassinato de Reyes soa um tanto estranho, no momento em que as Farc se mostraram mais suscetíveis ao diálogo em toda sua história. Uma hipótese nada desprezível é a de que Uribe propositalmente articulou a morte do guerrilheiro moderado, sob a proteção do belicoso governo Bush, para radicalizar a famigerada guerra contar o terror. Como sabemos, os neocons ianques não apreciam o diálogo e tão pouco a democracia. Para eles, guerras representam uma forma eficaz (?) para resolver crises internacionais, além de serem negócios rentáveis.
Já a mídia nativa, e udenista, tenta deslocar o foco da discussão para mais uma vez culpar o presidente venezuelano Hugo Chávez. Imaginem os senhores se fosse Chávez, e não Uribe, o responsável pela invasão de um país vizinho? O que diria a imprensa ultra-conservadora? Chávez naturalmente deslocou tropas para a fronteira com a Colômbia, pois se Uribe invadiu um país vizinho, não há porque não supor que não possa fazer o mesmo em relação a outro vizinho.
Eu especulo, cá com meus botões, que esta seja mais um estratagema do governo norte-americano, amparado na sua aliada Colômbia, para desestabilizar as forças de oposição do continente (seria um repeteco do Iraque?). Aí entra a ideologia em campo, e viva o velho Marx!!, para culpar o adversário de algo que você mesmo faz. Para isso, utiliza-se novamente a imprensa ultra-conservadora como instrumento e surge o mesmo discurso: o eixo do Bem contra o Eixo do Mal.
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7 dEurope/London março, 2008 as 6:01 am
[...] Colômbia X Venezuela + Equador: Editoriais dos maiores jornais do Brasil tratam do mesmo tema!!COLÔMBIA X EQUADOR: A CRISE E A LAMENTÁVEL COBERTURA DA IMPRENSA ultraconservadoraFARC: A solução passa pela institucionalização política da guerrilha.Eleições americanas [...]
13 dEurope/London março, 2008 as 12:43 am
Quem escreveu estas bobagens é um verdadeiro idiota, pois querer por a culpa da crize em Uribe é muita babaquisse, só faltam dizerem que a Ingride é a errada e aS FARC tem razão em sequestrala, hora procurem o que fazer seus imbecis.
13 dEurope/London março, 2008 as 2:12 am
Junior,
vc está muito agressivo e nervoso.
vamos conversar civilizadamente?
Então vamos:
A CRISE SE CHAMA URIBE. ele mandou bombardear um país vizinho exatamente no momento em que as negociações começavam a avançar.
e muitos reféns haviam sido libertados.
por que ele fez isso?
porque queria paralisar as negociações. ele se sustenta pela guerra contra as Farc. sem essa guerra ele não vence as eleições e não ganha dinheiro americano.
é conhecido de qualquer um que Uribe tem ligações íntimas com os paramilitares (que são os grandes controladores do tráfico na Colômbia). O próprio Uribe tem ligações com o Tráfico, como parte significativa dos grandes políticos colombianos.
atenciosamente
16 dEurope/London março, 2008 as 6:26 pm
qual a posição do Brasil na crise entre Colombia, Venezuela e Equador?
por favor mandem a resposta rápido
pois tenho que fazer uma redação sobre esse assunto.
bjs.
16 dEurope/London março, 2008 as 7:12 pm
Cara Paula,
a posição do Brasil é bem sensata e já deu frutos:
apagar o incêndio! o Brasil liderou a proposta do Grupo do Rio (de países latino americanos) e conseguiu que os três países desenvolvidos pedissem desculpas, apertassem as mãos e reatassem todas as relações diplomáticas, a despeito da posição americana expressa pela Condolezza Rice de que para combater o “terrorismo” as “fronteiras não valem nada”.
Dessa vez os americanos não conseguiram dividir a América do Sul com uma guerra.
abraços
16 dEurope/London março, 2008 as 11:05 pm
http://desempregozero.org/2008/03/16/o-colonista-willian-waack-entrevistou-condoleezza-rice-em-salvador-bahia/