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Catanhêde: “Mídia salvou centenas de febre amarela”
Posted By Imprensa On 27 março, 2008 @ 8:10 pm In Desenvolvimento,O que deu na Imprensa | 1 Comment
Fonte: cidadania.com [1]
Escrito por Eduardo Guimarães
Catanhêde cita, na Folha, representação do MSM ao MPF.
Ao menos a Folha de São Paulo já anuncia que tomou conhecimento do aviso que enviei aos meios de comunicação citados na representação do Movimento dos Sem Mídia que entreguei no último dia 17 ao Ministério Público Federal do Estado de São Paulo.
A colunista daquele jornal Eliane Cantanhêde, em sua coluna de hoje, alude à representação, porém sem dar detalhes sobre do que se trata e distorcendo os fatos, como de costume.
Vejam o que ela escreveu na página A2 da Folha neste 25 de março de 2008: “A mídia teve um papel fundamental ao alertar a população para o aumento da incidência da febre amarela, seus riscos, o combate ao mosquito e a vacinação. Nunca vai se saber quantas centenas de vidas foram salvas neste país pela ação diligente de jornais, rádios, TVs. Apesar disso, a mídia, ao invés de receber só elogios por cumprir seu papel, está ameaçada de processos por ter” gerado pânico “(?!).”
O mais grave nessa afirmação nem é seu conteúdo distorcido, mas a sonegação de informações ao público da Folha. Cantanhêde diz que “a mídia (…) está ameaçada de processos” em vez de dizer que o Ministério Público Federal está analisando a representação que o Movimento dos Sem Mídia lhe entregou pedindo que investigue e julgue se esse “processo” investigativo deve ser aberto, de maneira que a mídia só estará “ameaçada” se tiver culpa no cartório.
E, como não poderia faltar num texto da tal colunista, ela faz afirmações que não se sustentam diante do menor contraditório.
Diz que jornais, rádios e tevês foram “diligentes” e que informaram sobre a “incidência de febre amarela, seus riscos, o combate ao mosquito e a vacinação”. E ainda tem a coragem de dizer que vidas foram salvas devido ao que o jornal para o qual ela escreve considerou, em editorial, que foi exagero, aludindo a uma cobertura “magnificada” do assunto.
Se a mídia informou “diligentemente” sobre vacinação, por exemplo, por que é que milhões – vejam bem, não são milhares, são milhões de pessoas – vacinaram-se contra a febre amarela sem necessidade, muitas vezes tomando superdoses do medicamento, o que provocou dezenas de adoecimentos e até uma morte de gente que não precisava se vacinar porque não viajaria a áreas de risco? E por que, diante de tanta “diligência”, o ministro da Saúde teve que ir à tevê acalmar a população?
A mídia continua decidindo o que o público deve ou não saber. Essa é a questão. No caso da febre amarela, se houve investigação jornalística “diligente” sobre o assunto, então a mídia mentiu deliberadamente, porque não avisou as pessoas de que correriam risco se tomassem a vacina mais de uma vez e/ou sem necessidade.
Mas parece que já há preocupação midiática quanto à representação entregue ao MPF e isso é muito bom, porque poderá fazer com que os meios de comunicação cubram-se de maiores cuidados quando lidarem com assuntos tão importantes e delicados como é a Saúde Pública. Se só isso acontecer, já terá sido um passo de gigante para quem quer uma mídia decente no Brasil.
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1 Comment To "Catanhêde: “Mídia salvou centenas de febre amarela”"
#1 Comment By Bruno On 28 março, 2008 @ 12:04 pm
Deveríamos erguer uma estatua em homenagem à Santa Eliane.