prozac 40mg popliteal celexa 20mg cardiac concurrent clonidine 0.1mg test recovery buy exelon Healthy stories buyneurontinonlinehere.com buying abilify online school lipitor online no rx deoxyribonucleic

Blog do Desemprego Zero

CASAGRANDE: COMO USAR MELHOR AS RESERVAS

Escrito por Imprensa, postado em 14 dEurope/London março dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Publicado originalmente no Conversa Afiada do Paulo Henrique Amorim, em 11/03/2008

O senador Renato Casagrande (PSB-ES), líder do PSB no Senado, apresentou um Projeto de Lei para criar o Fundo Soberano do Brasil. A proposta é que o Tesouro Nacional possa investir as reservas em fundos menos conservadores (clique aqui).

Renato Casagrande disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta terça feira, dia 11, que o objetivo é fazer com que as reservas internacionais do Brasil tenham maior rentabilidade (clique aqui para ouvir o áudio). Ele disse que o Fundo Soberano já existe em vários países em desenvolvimento e desenvolvidos.

Consiste em fazer com que parte das reservas internacionais possam ser aplicadas em atividades de maior rentabilidade, onde o Brasil, que já tem quase US$ 200 bilhões, aplica basicamente nas contas do título do Tesouro Americano“, disse Casagrande.

Segundo Casagrande, é importante o Brasil investir em títulos do Tesouro americano, mas também precisa investir em fundos mais rentáveis. “Eu estou propondo que a partir do acúmulo de 10% do Produto Interno Bruto, o que exceder aos 10% do Produto Interno Bruto em termos de reservas, possa ser aplicado em atividades mais rentáveis para o Governo brasileiro”, disse Casagrande.

O senador Casagrande disse que o Governo poderia investir, por exemplo, em ações de empresas, em parceria e sociedade com algumas instituições financeiras que tenham mais rentabilidade do que a aquisição de títulos do Tesouro americano.

Leia a íntegra da entrevista com Renato Casagrande:

Paulo Henrique Amorim - Senador Renato Casagrande, eu li uma notícia no jornal Estado de S. Paulo de que o senhor vai introduzir um Projeto de Lei para criar um Fundo Soberano Brasileiro. Eu pergunto: o que é isso? Quais são os seus planos?

Renato Casagrande - Na verdade eu já dei entrada no processo de Lei. E o meu plano é um plano para fazer com que o Brasil possa debater esse tema do Fundo Soberano. O Fundo Soberano existe em diversos países do mundo, países desenvolvidos, países em desenvolvimento. E consiste em fazer com que parte de suas reservas internacionais possam ser aplicadas em atividades de maior rentabilidade. Hoje o Brasil já tem quase US$ 200 bilhões e aplica, basicamente, nas contas do Tesouro americano. Isso dá um prejuízo ao Brasil. É importante que se faça isso. Eu estou propondo que a partir do acúmulo de 10% do Produto Interno Bruto, o que exceder aos 10% do Produto Interno Bruto em termos de reservas, possa ser aplicado em atividades mais rentáveis para o Governo brasileiro.

Paulo Henrique Amorim - Que atividades o senhor, por exemplo, se esse fundo já existisse, onde o senhor acha que o Brasil poderia aplicar nesse momento?

Renato Casagrande - Esse é um debate que nós podemos detalhar…

Paulo Henrique Amorim - Só para dar exemplo ao nosso leitor do tipo de investimento que o senhor tem em mente…

Renato Casagrande - Pode ser na aplicação de ações de algumas empresas, na parceria e sociedade com algumas instituições do campo financeiro, que tenham mais rentabilidade do que a aquisição de títulos do Tesouro americano ou qualquer outro título, fazer parceria com o setor produtivo de fácil resgate, com ações em Bolsas. Eu estou dando um exemplo, mas o Governo pode optar por outros tipos de investimentos. Mas esse é um exemplo de investimento que nós poderemos ter para a gente aumentar a rentabilidade das nossas reservas internacionais e diminuir o prejuízo do nosso país.

Paulo Henrique Amorim - Eu lhe pergunto: o senhor já sabe que o senhor vai contar com uma oposição razoavelmente aguerrida de pessoas que acham que o Brasil deve continuar aplicando em títulos do Tesouro americano?

Renato Casagrande - Mas nós vamos continuar aplicando 10% do Produto Interno Bruto, e se você fosse comparar esse percentual no ano passado seria em torno de US$ 230 bilhões. E o Brasil teria que manter essas aplicações mais seguras, mais conservadoras, vamos dizer assim. O que exceder aí é que poderia ser aplicado em atividades mais rentáveis. O meu projeto é um projeto conservador, responsável e que não é uma novidade. Se fosse uma novidade tudo bem, mas não é uma novidade. Países do mundo todo têm esse tipo de fundo.

Paulo Henrique Amorim – Eu pergunto, senador, não seria possível fazer isso, o Governo brasileiro, o Banco Central, o Tesouro, o Ministério da Fazenda, não poderiam fazer isso prescindindo do longo e tortuoso e polêmico processo parlamentar?

Renato Casagrande – Não. Para criação de fundo tem que ser via Congresso Nacional. É o que reza a Constituição. Então mesmo que seja iniciativa do Governo tem que passar pelo Congresso Nacional.

Paulo Henrique Amorim – Então o seu projeto já corre no Senado?

Renato Casagrande – Já corre na Comissão de Assuntos Econômicos.



  Imprimir  Enviar para Amigo  Adicionar ao Rec6 Adicionar ao Ueba Adicionar ao Linkto Adicionar ao Dihitt Adicionar ao del.icio.us Adicionar ao Linkk Adicionar ao Digg Adicionar ao Link Loko  Adicionar ao Google Adicionar aos Bookmarks do Blogblogs 

« VOLTAR

3 Respostas para “CASAGRANDE: COMO USAR MELHOR AS RESERVAS”

  1. Raphael Padula falou:

    Como disse comentando em outro post:
    A Venezuela tem adotado esta administração menos conservadora de reservas com sucesso, juntamente com os controles de capitais e de câmbio: suas reservas, em vez de se deteriorar paradas e/ou aplicadas em dólar, rendem de 7% a 9%. Além disso, eles criaram o Fonden (fundo para o desenvolvimento Nacional), para onde são direcionadas parte deste “excedente de reservas”, que impulsiona projetos de infra-estrutura (eles investem pelo menos 6% do PIB ao ano, bem acima do 0,5% que nosso PAC prevê). Lembro que, na Venezuela, é sempre presente a pressão de valorização da moeda, devido às exportações petroleiras.

  2. Rodrigo Loureiro Medeiros falou:

    Prezados

    O senador Renato Casagrande (PSB-ES) deveria estar mais preocupado com a administração da política monetária. Em especial com a condução do Banco Central (BC) pelo doutor Henrique Meirelles. Lula também deveria cobrar a tal aceleração do crescimento e não ficar arrumando desculpas para se esquivar do fato de que o Brasil encontra-se entre os lanterninhas do crescimento mundial.

    Não há nenhuma necessidade urgente de controle dos fluxos de capitais. Pelo menos não para o curto prazo. No momento, faz-se necessário elevar a formação bruta de capital fixo de 17,4% para 25% do PIB, pelo menos. Só vejo uma forma de se fazer isso responsavelmente e com seriedade: abaixando a Selic gradualmente para pressionar o sistema financeiro a elevar a oferta monetária (M3), hoje em torno de 28% do PIB, regulando-a a partir do compulsório e do IOF, por exemplo.

    Entrem na página da CEPAL e confiram as estatísticas disponíveis. Precisamos desacelerar gradualmente o cassino financeiro instalado no Brasil.

    E se o respectivo sistema quiser armar uma fuga de capitais do Brasil, basta lembrar ao mesmo que há regras para se comprar dólares. (Aplicar em títulos da dívida norte-americana? Vamos falar sério. Bernanke é ultrakeynesiano.) Creio que o Gustavo Franco engavetou tais regras quando emitiu a famosa “cartilha da sacanagem cambial”, liberalizando a conta de capitais. O doutor Meirelles nem quer saber de tais regras. Podemos sacá-las do limbo em que se encontram no BC? Sim.

    O real irá desvalorizar. Tudo bem, melhor para gerarmos superávits nas transações correntes e elevarmos as reservas cambiais. Quanto à questão da inflação, “o medo daquele monstro que nunca morre”, basta dizer que o Brasil é um país mais aberto do que outrora, quando o fenômeno da capacidade ociosa média da indústria gerava inflação de custos em cascata. Refiro-me ao mecanismo de defesa contra a recessão magistralmente descrito por Ignácio Rangel. A capacidade ociosa da indústria de hoje não pode ser avaliada da mesma forma.

    Devo ter me esquecido de adicionar algo no texto. É sexta-feira. No entanto, penso ter conseguido demonstrar que a Selic, a taxa básica nominal de juros brasileira, pode ser abaixada gradualmente porque há margens de manobra para tanto na conjuntura presente. Recomendo aos leitores a cartilha do pleno emprego postada neste blog, “momento nacional”.

    Li uma análise do Henry Mintzberg, do INSEAD, sobre a questão cognitiva no processo de construção de estratégias organizacionais. Os modelos mentais criam molduras pré-concebidas quanto à realidade e tornam muito difícil em contextos conturbados alterar o paradigma vigente. Creio que isso está acontecendo no Brasil.

    Até o Guido Mantega capitulou. Realmente, Lula e os partidos de esquerdas não devem saber o que estão fazendo no governo federal… A oposição e a grande mídia sabem quando blindam o doutor Meirelles das suas críticas ao governo Lula.

    Um abraço,

    Rodrigo L. Medeiros

  3. Gustavo dos Santos (meus artigos clique) falou:

    Colegas,
    Sou a favor de criar esses fundos de estabilização cambial.
    eu sou a favor de criar esses fundos de estabilização cambial ou fundos soberanos.
    eles tem a função de fazer com que a política cambial saia do poder exclusivo do banco central.
    como o a presidência banco central é um exigência do setor financeiro que todos os governos do Brasil sempre cederam, esses fundos permitem tirar deles esse poder e passar para seções mais progressistas do governo.
    abraços

Faça um comentário

XHTML: Você pode usar essas tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>