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Blog do Desemprego Zero

Câmbio fixo ou flutuante não importa: O que é relevante é se a taxa de câmbio é competitiva ou não

Escrito por NOSSOS AUTORES, postado em 5 dEurope/London março dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

* Bruno Galvão

No Brasil é muito comum hoje a dicotomia entre câmbio flutuante ou fixo. É claro, para praticamente todas as pessoas, o fracasso da experiência do câmbio fixo durante o período do Gustavo Franco. Sempre que alguém critica a atual taxa de câmbio, vem a resposta: “o câmbio é flutuante, porque
flutua”. Como ninguém quer a experiência anterior, os críticos do atual câmbio valorizado ficam sem resposta. Mas, em primeiro lugar, deve-se atentar que a maioria das principais economias que praticam câmbio flexível intervém pesadamente no mercado de câmbio para evitar sua excessiva valorização.

Em segundo lugar, é preciso destacar que a dicotomia entre câmbio fixo e flutuante é completamente desfocada da discussão sobre crescimento e estabilidade macroeconômica. Países com taxas de câmbio fixa, como a China e o Vietnã até recentemente, cresceram a taxas muito elevadas nos últimos anos, sem enfrentar crises cambiais. Em contraste com isso, a experiência de câmbio fixo do Brasil e da Argentina foram um fracasso.

Por outro lado, a Índia e a Argentina atualmente adotam câmbio flexível e o PIB cresce a taxas superiores de 8% a 9% ao ano. Enquanto, o Brasil e o México, desde 2003, são, entres as 20 maiores economias emergentes, as que cresceram a taxas mais baixas.

A diferença fundamental é que nas experiências bem sucedidas, o Banco Central tem o objetivo de manter taxas e câmbio competitivas, enquanto nas experiências mal sucedidas, argumenta-se que o valor da taxa de câmbio não importa, pois o mercado saberia qual é a taxa de câmbio mais adequada ao país.

A garantia de taxas de câmbio competitivas é fundamental para o
investimentos dos exportadores em aumento da capacidade instalada no país.

Bruno Galvão dos Santos: Economista pela UFMG, mestre em economia pelo Instituto de economia da UFRJ. Doutorando pela mesma instituição. Meus artigos



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2 Respostas para “Câmbio fixo ou flutuante não importa: O que é relevante é se a taxa de câmbio é competitiva ou não”

  1. Sergio Telles falou:

    Lembrando que o que fez o Brasil crescer menos não foi questão de câmbio, em 2002 e 2003 o câmbio estava amplamente favorável e o crescimento foi pífio do mesmo jeito. E agora o câmbio está “desfavorável” e nosso país tem um crescimento vigoroso (considerando as comparações feitas especialmente em relação à Índia).

    Cada situação de câmbio pode ser aproveitada da melhor maneira possível: um câmbio na situação atual facilita que nossas empresas se tornem multinacionais, adquirindo outras lá fora, e também que equipamentos e máquinas de alta tecnologia sejam importadas, além de ajudar no controle da inflação. O Brasil já não é um país tão carente de divisas externas e pode sim apostar no crescimento puxado pelo consumo interno, é interessante mais incentivar a expansão da corrente de comércio exterior, tanto exportações como importações em crescimento, o que ajudam no controle de preços interno. E nosso câmbio é sim controlado pelo BC, que faz leilões para segurar o preço (o tal “swap reverso”) em diversas situações (praticamente todos os dias).

    Enfim, “taxas competitivas” podem ser muito interessantes no curto prazo, mas para países filiados à OMC, geram indenizações e boicotes de todo tipo. A China para entrar na OMC terá que rever seu regime cambial, além de estar aos poucos tendo que criar legislação trabalhista. Nenhum país consegue “fórmula mágica” de longo prazo. A Argentina teve uma crise que perdeu 1/3 do seu PIB e agora o crescimento é apenas recomposição de posição perdida. Assim que atingiu o limite de capacidade, já está tendo problemas de racionamento de energia e gás.

    O Brasil vive um momento de crescimento sustentável com as melhores condições de toda sua história (e isso mesmo com o câmbio tão “desfavorável”).

  2. Gustavo dos Santos (meus artigos clique) falou:

    Caro Sergio Telles,
    acho que você caiu no conto do Vigário do Meirelles…
    Câmbio competitivo é condição necessária e (quase) suficiente para o desenvolvimento econômico e social.
    Essa é uma questão complexa. Aqui trato um pouco sobre essa questão:
    http://criticaeconomica.wordpress.com/category/autores/gustavo-santos/
    e aqui
    http://desempregozero.org/2008/02/26/defender-controle-de-capitais-e-fumaca-que-ajuda-a-fuga-do-debate-pelo-meirelles-e-seus-juros-inacreditavelmente-altos/
    abraços

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