Balanço da aviação comercial brasileira – 2003/2007
Escrito por NOSSOS AUTORES, postado em 27 dEurope/London março dEurope/London 2008
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Fonte: Webtranspo
Escrito por José Augusto Valente
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Fonte: Infraero (apenas o primeiro quadro; o segundo é de responsabilidade deste articulista)
O quadro acima nos mostra dados fundamentais para um balanço da aviação comercial brasileira de passageiros.
a) O crescimento do número de passageiros transportados nos vôos domésticos de 2007 em relação a 2006 quase um ponto percentual acima do de 2006 em relação a 2005. Quem acompanhou o noticiário da imprensa, em 2007, pensaria encontrar redução e não aumento. Afinal, não foi o ano do “caos aéreo” (que insistimos em provar que não existiu)?
b) Nos vôos internacionais, em 2007, voltou-se ao patamar de 2005, após uma queda em 2006.
c) O número de passageiros transportados, em vôos domésticos, em 2007, foi 59,7% maior do que em 2003. Essa relação, nos vôos internacionais, foi de 26,85%.
Esses números desmascaram teses – veiculadas no final de 2006 e em todo o ano de 2007 – de que o “caos aéreo” (sic) foi responsável pelo aumento de carros nas rodovias e conseqüentes acidentes, bem como por prejuízos no turismo.
O que se constata é que a aviação comercial brasileira, apesar de dois grandes acidentes, em circunstâncias muito especiais e não estruturais, vem respondendo positivamente à crescente demanda por viagens aéreas, conseqüência do maior poder aquisitivo da população, da valorização do dólar em relação ao real e da “guerra de tarifas” praticadas pelas principais empresas aéreas, com reduções de preço significativas.
Houve problemas localizados relativamente a atrasos e cancelamentos, já resolvidos, mas que mesmo assim foram, em grande parte, fruto desse grande crescimento da demanda e da dificuldade das empresas em se adequarem à nova situação.
No mundo todo, a aviação tem regras de segurança que determinam se uma aeronave está ou não em condições de decolar, de pousar ou de realizar um vôo sem problemas técnicos. Em função dessas regras, comandantes e controladores decidem o que é melhor para atender a esse quesito. Atrasos e cancelamentos, portanto, fazem parte do jogo, até determinados parâmetros aceitáveis internacionalmente. O que ocorreu no passado recente, e não pode ser tolerado, é os controladores decidirem fazer operações-padrão e ritmos alongados de seqüenciamento por motivo de salário, de jornada de trabalho ou da militarização da carreira.
Postado por José Augusto Valente no Logística e Transportes em 26/03/2008










