ATA DO COPOM REVELA POSSIBILIDADE DE ALTA DOS JUROS
Escrito por leonunes, postado em 13 dEurope/London março dEurope/London 2008
Léo Nunes – Ao Sul do Equador
São Paulo – A Ata do COPOM (Comitê de Política Monetária), responsável por fixar a taxa básica de juros da economia brasileira, revelou que a autoridade monetária considerou seriamente a hipótese de elevação da Selic, que hoje é 11,25%, na última reunião do Comitê.
A razão alegada seria um descompasso entre a oferta e a demanda agregada. Entretanto, sabemos que O Banco Central utiliza as altas taxas de juros para estimular o ingresso de fluxos de capitais, com o objetivo de apreciar a taxa de câmbio. O câmbio apreciado ajuda a colocar a inflação na meta, pois o passthrough (quanto a variação da taxa de câmbio afeta a taxa de inflação) é o principal mecanismo de contaminação da inflação brasileira.
Portanto, caímos numa armadilha que resulta em taxas de juros e de câmbio fora do lugar. Como conseqüência, crescemos menos do que podemos, criamos sérios empecilhos à competitividade externa e colocamos em risco a estabilidade financeira.
Clique aqui para ler nosso manifesto.











13 dEurope/London março, 2008 as 11:08 am
Minha explicação para isso:
http://desempregozero.org/2008/03/12/disfarcando-o-fiasco/#comment-1146
13 dEurope/London março, 2008 as 11:40 am
Prezados
Segundo o ranking elaborado pela Austing Rating, divulgado pela Agência Estado (13/03/2008), o Brasil continua na lanterninha dos emergentes. De FHC a Lula (…) Afinal, macroeconomicamente ambos são muito parecidos. Não iguais, parecidos.
Lula pode até ser mais bem intencionado. No entanto, quando se analisa a política econômica vigente, ele não se diferencia muito do sociólogo que o antecedeu na Presidência da República. Aos números do ranking:
Nos últimos cinco anos, o crescimento médio do conjunto de países avaliados foi de 5,6% ao ano. No resultado final, foi constatado que o Brasil supera apenas Guatemala, México, El Salvador e Haiti. A expansão econômica nesse período, entretanto, supera o crescimento médio verificado nos dois mandatos do presidente Fernando Henrique Cardoso, de 2,3%.
“A gente tem de considerar que o histórico brasileiro ainda é de baixo nível de investimento e elevada taxa de juros”, afirma o economista-chefe da Austin, Alex Agostini. No topo da lista, aparecem a China (crescimento médio de 10,6%), Argentina (8,6%), Índia (8,5%), Venezuela (7,8%) e Ucrânia (7,6%). Enquanto a taxa de investimentos do Brasil em 2007 foi de 17,6% do Produto Interno Bruto (PIB), a chinesa tem estado perto dos 40% nos últimos anos.
Pois bem, o BC do doutor Meirelles já conseguiu convencer o ministro Mantega de que a condução da política monetária está correta. Lula contornou as potenciais discordâncias na área econômica e fez com que o “mercado” respirasse aliviado. O BC brasileiro procura motivos para não abaixar a Selic. Alegaram a alta dos preços dos alimentos. Segundo a FAO, os preços dos alimentos subiram 37% em 2007. Fora da esfera direta de controle do BC brasileiro. São commodities cotadas internacionalmente doutor Meirelles. Além disso, a perspectiva de inflação nos EUA é de 8% a.a. E o doutor Meirelles quer fazer meta de 4,5% a.a. no Brasil. Que se dane a expansão da taxa de ocupação da força de trabalho brasileira (o trabalho formal), 51%, segundo a CEPAL, e o nível de investimento na economia real, atualmente abaixo de 18% do PIB. Lula, a oposição e a grande mídia concordam com Meirelles.
Lula pode realmente não saber o que está fazendo, mas os números do lanterninha dos emergentes revelam a manutenção do subdesenvolvimento.
Alguns acreditam que o programa bolsa família irá resolver problemas dessa natureza no médio prazo. Para quem conhece a qualidade da educação pública oferecida, é muito difícil acreditar nisso. Muitas pesquisas têm sido divulgadas recentemente na imprensa brasileira sobre as deficiências no sistema educacional brasileiro.
Um abraço,
Rodrigo L. Medeiros
13 dEurope/London março, 2008 as 11:45 am
“8 – O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) na indústria de transformação atingiu 82,7% em dezembro (83,1% em novembro), segundo dados da CNI dessazonalizados pelo Banco Central, e se manteve próximo ao patamar recorde da série. Já a série dessazonalizada pela própria CNI atingiu 83,0%, ante o máximo de 83,1% observado em novembro. Considerando a série sem ajuste sazonal, em dezembro o Nuci situou-se 1,5 p.p. acima do patamar registrado no mesmo mês de 2006, com a taxa média em 2007 de 1,8 p.p., 1,7 p.p. e 1,0 p.p. acima das observadas em 2006, 2005 e 2004, respectivamente. Por sua vez, o Nuci trimestral calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) atingiu 85,3% em janeiro, segundo a série dessazonalizada, 0,6 p.p. abaixo do recorde registrado em outubro de 2007, mas, ainda assim, mantém-se em nível elevado, 3,3 p.p. acima da média histórica. É importante assinalar que os valores de janeiro foram recordes históricos para o Nuci (nas séries iniciadas em 1998) de três das quatro categorias de uso pesquisadas pela FGV, a saber, bens de consumo, bens de capital e material de construção. O Nuci da série mensal da FGV, sem ajuste sazonal, atingiu 84,7% em fevereiro, ante 83,9% no mesmo mês de 2007, com recordes nos segmentos de bens de capital e de material de construção. A redução da capacidade ociosa, em relação às margens usualmente observadas, manifesta-se em diversos setores e ocorre a despeito do aumento substancial do volume de investimentos. De fato, em 2007, a absorção de bens de capital apresentou sólido crescimento (20,3%), consubstanciado no vigoroso incremento das importações (32,1% em volume) e na produção de bens de capital (19,5%). Note-se, ainda, que a produção de insumos para a construção civil aumentou 5,1% no mesmo período, mostrando forte desempenho. Em janeiro, a absorção de bens de capital continuou em expansão (25% em comparação com janeiro de 2007), resultado de incremento de 52,7% no volume das importações e de 14,6% na produção de bens de capital, ao mesmo tempo em que a produção de insumos para a construção civil aumentou 10,7%. Dados recentes sugerem que, embora o investimento venha contribuindo para suavizar a tendência de elevação das taxas de utilização da capacidade, não tem sido suficiente para conter tal processo. Nesse contexto, a maturação tempestiva de projetos de investimento será fundamental para circunscrever os descompassos entre a evolução da oferta e da demanda doméstica no horizonte relevante para a política monetária. A propósito, como assinalado em Notas anteriores das reuniões do Copom, a trajetória da inflação mantém estreita relação com os desenvolvimentos correntes e prospectivos no tocante à ampliação da oferta de bens e serviços para o adequado atendimento à demanda.” (ata da 133ª reunião do COPOM, 2008)
A capacidade instalada em janeiro era 85,3%, quase 15% de capacidade ociosa?! Descompasso entre oferta e demanda?! Só se for pq não tem demanda suficiente!!! É muita cara de pau dessa gente, dizer que existe pressão de demanda e depois escrever isso!!!
Abraços
13 dEurope/London março, 2008 as 1:06 pm
http://desempregozero.org/2008/03/12/a-valorizacao-do-real-o-fim-da-cobertura-cambial-e-a-insistencia-no-neoliberalismo/#comment-1159
13 dEurope/London março, 2008 as 1:17 pm
Rodrigo e Heldo,
Esses comentários seus deveriam ser posts. Porque vocês não mandam textos desses para bethmachadiana@gmail.com publicar aqui no blog.