A recente queda da desigualdade de renda e o acelerado progresso educacional brasileiro da última década
Escrito por Imprensa, postado em 14 dEurope/London março dEurope/London 2008
Ao longo da última década ocorreu, enfim, uma expansão educacional acelerada. O progresso educacional nos últimos dez anos foi mais de duas vezes o observado nos dez anos anteriores. Mais recentemente, a desigualdade de renda também começou a declinar. Só entre 2001 e 2005 o coeficiente de Gini caiu quase 5%, atingindo, assim, seu nível mais baixo dos últimos 30 anos [...].
Resta investigar, portanto, a relação entre esses dois eventos. E esse é o objetivo central deste trabalho. Mais especificamente, buscamos estimar a contribuição da acelerada expansão educacional da última década, bem como das concomitantes mudanças na estrutura etária, com conseqüentes aumentos na experiência da força de trabalho, para a queda recente da desigualdade de renda no país.
Toda a expansão no capital humano da força de trabalho pode influenciar a desigualdade de renda por vários canais, dos quais a fecundidade, a taxa de participação feminina no mercado de trabalho e a remuneração do trabalho talvez sejam os mais importantes. Neste trabalho, limitamo-nos a analisar o impacto dessa expansão sobre a desigualdade através do seu impacto sobre a remuneração do trabalho. Para que a expansão do capital humano da força de trabalho tenha um impacto distributivo importante por esse canal, é necessário, antes de tudo, que boa parte da queda da desigualdade decorra de mudanças na distribuição das remunerações do trabalho. Diversos estudos têm demonstrado que ao menos metade da recente queda da desigualdade se deve a mudanças na distribuição dos rendimentos do trabalho [...]. Esse será nosso ponto de partida. [...]
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Texto para Discussão do IPEA nº 1304, setembro/2007
Por Ricardo Paes de Barros*
Samuel Franco**
Rosane Mendonça***
* Coordenador de Avaliação de Políticas Públicas da Diretoria de Estudos Macroeconômicos do IPEA.
** Pesquisador da Diretoria de Estudos Macroeconômicos do IPEA.
*** Professora do Departamento de Economia da UFF.










